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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Vamos ao que verdadeiramente interessa

por josé simões, em 20.06.16

 

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E o que verdadeiramente interessa é que


Há no entanto uma outra motivação para esta acção política. Trata-se de desacreditar tudo o que é público. Claro que a Caixa teve problemas com créditos concedidos como tiveram todos os bancos em Portugal e no Mundo. Mas há uma diferença significativa e que é esta: quando os empréstimos concedidos levaram a lucros da Caixa esses lucros foram distribuídos como dividendos ao Estado. Nos dez anos antes da crise de 2008, o Estado encaixou 2,27 mil milhões de euros em dividendos. Não, não é tudo a mesma coisa, como se pretende fazer crer. A Caixa teve lucros públicos e prejuízos igualmente públicos. Os bancos privados quando tiveram lucros estes foram privados; quando tiveram elevados prejuízos estes, pelo menos em parte, foram tornados problema público. E talvez o mais inquietante seja perceber que nessa altura a sociedade estava verdadeiramente encurralada: o mal menor foi pôr dinheiro público na resolução do problema ou, como justamente se diz, socializar os prejuízos. Verdadeiramente, a questão à qual temos que responder é esta: como defender que a actividade bancária seja privada e mercantil se nos momentos de aflição, de insucesso ou de falência, os prejuízos têm que ser suportados pelo Estado? E por favor, não podemos apenas responder com o "eterno ontem": é assim porque sim e porque sempre foi assim. Quem não anda às escuras no debate percebe bem que precisamos de trocar umas ideias sobre o assunto.


O que é público é de todos [não misturar com a má administração] e o que é privado é só de alguns e tudo o resto é fogo de artifício para desviar as atenções com o Sócras, o malandro, já julgado e condenado e que ainda se atreve a ter opinião e publicada.


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