Vale zero
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Nos 80s, com o PCP acabadinho de inventar o Os Verdes para cavalgar a onda "Atomkraft? Nein Danke" e "No Nukes" que começava a ganhar forma como movimento político alternativo na Alemanha e que nos chegava no Verão em forma de carrinhas "pão de forma" ao litoral alentejano, Costa Vicentina e barlavento algarvio, as câmaras municipais CDU plantavam cartazes na borda da estrada nos limites do concelho com "Concelho de tal, livre de armas nucleares", como se isso valesse alguma coisa num país ainda na era das centrais a carvão, o exército equipado com obus OTO Melara dos anos 50, e com uma autoestrada para o sul a terminar em Setúbal. Trinta anos depois o Bloco de Esquerda pede ao Governo que declare "estado de urgência climática" e a cidade de Nova Iorque "declares a climate emergency", a primeira cidade com mais de um milhão de habitantes a fazê-lo nos States. E isto vale o quê? Zero, nada. Circo de que as pessoas estão fartas. Acção e medidas concretas é o que se pede.
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