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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Uma contradição, diz ele

por josé simões, em 25.04.16

 

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O PCP não quer "o regresso de PSD e CDS" ao sítio onde o PCP, e o Bloco, os meteram, "para fazer o mal que fizeram às vidas dos portugueses". E fica-lhe muito bem não o querer. "Para esse peditório não damos". Deram os portugueses com sangue, suor e lágrimas durante 4 anos. E não se fala mais nisso. Fala-se na contradição que o PS tem para resolver. A contradição entre sermos parte de uma União Europeia e aceitarmos, para o bem e para o mal, as regras dessa União Europeia, a contradição entre tentar mudar as regras por dentro ou ir feitos D. Quixotes contra tudo, com as consequências e o resultado que espera o PCP. O PCP que não tem contradições, nenhumas, para resolver. A contradição entre defender a democracia parlamentar e escrever editoriais saudosistas da União Soviética no Avante! A contradição entre defender o direito dos povos à autodeterminação e chorar a queda do Muro de Berlim e chorar 1956 na Hungria e chorar 1969 na Checoslováquia. A contradição entre defender o direito ao protesto e à reivindicação, no Parlamento, e cavalgar o protesto e a reivindicação, nas ruas e, no Parlamento, pelo voto dos deputados, e nas páginas do órgão oficial do partido, apoiar regimes opressivos, governados por ditadores, cleptocracias e dinastias familiares só porque são de partidos irmãos. A contradição entre defender a liberdade de expressão e os direitos humanos e celebrar no Avante! Estaline e Brejnev. Uma contradição, diz ele.