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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Parafraseando Vasco Santana, cumprendite!

por josé simões, em 06.01.26

 

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Um estudo divulgado pelo Banco de Portugal diz que estabilidade contratual é melhor para o avanço de rendimentos, e que trabalhadores que ficam nas empresas são o principal motor do crescimento salarial. E quem o disse não foi o "Banco de Portugal de Mário Centeno", o argumento usado pela direita radical para desvalorizar tudo o que de lá vinha nos idos da 'geringonça' e da maioria absoluta PS, não. Foi o Banco de Portugal do Álvaro, o ministro da Economia do governo da troika, o do "hub do pastel de nata", entre outras tiradas magníficas, nomeado Governador por Montenegro, o então líder da bancada parlamentar de suporte ao então Governo. Um homem competentíssimo, disseram, na altura e agora. E "economia circular" é isto. E vai daí o que é que quer fazer o gajo, doutor gajo, anterior apoiante do Álvaro ministro, actual nomeador do Álvaro Governador? Quer precarizar as relações laborais e os contratos de trabalho para melhorar os rendimentos dos trabalhadores e para o crescimento da economia, para o infinito e mais além. Parafraseando Vasco Santana em O Pátio das Cantigas, cumprendite!

 

 

 

 

Três ou quatro coisas

por josé simões, em 03.12.25

 

O Pacote Laboral mostrou, até agora, três ou quatro coisas sobre o Governo e nenhuma é boa. A primeira é a de que o Governo despreza o debate democrático. Não submeteu o tema a sufrágio eleitoral e enfraqueceu a sua legitimidade política. A segunda é a de que a sua noção de negociar significa apenas impor a sua vontade. Com enorme arrogância, tentou encostar a UGT à parede com um simulacro de negociação. A terceira, está na sua confirmada vocação para governar em sintonia com os interesses dos lóbis mais poderosos. É assim com o patronato, com os construtores civis, com os interesses do imobiliário. A quarta está na forma como despreza o trabalho assalariado, tentando convencer-nos da maravilha que será uma vida precária, de salários baixos e mais trabalho, com limitação de direitos de defesa. Por fim, o preconceito político, quando uma greve é diminuída na sua dimensão social e transformada em mera arma de arremesso da oposição de esquerda. Estamos mesmo muito perto da direita mais tacanha de que há memória. Só isso!

 

                                                                                                        Eduado Dâmaso, Correio da Manhã

 

 

 

 

Um programa político

por josé simões, em 27.11.25

 

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Proposta laboral beneficia empresas? "Lei em vigor é que tem algum desequilíbrio em favor dos trabalhadores"

 

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Atestados de estupidez

por josé simões, em 10.11.25

 

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Alegar que alguém com salários entre o miserável e o remediado, mais as contas e a renda da casa para pagar, faz greve, que alguém se dá ao luxo de perder um dia de trabalho, sem razão para isso e só porque o PCP ou o PS lhes mandaram parar, é só passar [mais] um atestado de estupidez aos portugueses, depois do país estar melhor na saúde e na educação "do que há um ano atrás" [como se houvesse há um ano à frente ou há um ano ao lado].

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A Voz do Povo

por josé simões, em 10.11.25

 

 

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"Vai fazer greve geral? Não. Não?! Não, se o problema deste país são os ciganos e os imigrantes porque é que vão perder tempo e desperdiçar  energias com pacotes laborais?"

 

Para quem não percebe o papel que cabe ao partido da taberna na conjuntura política.

 

 

 

 

É disto que o povo gosta

por josé simões, em 04.11.25

 

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Luís Montenegro, a trabalhar, vem dizer-nos que  a saúde, o melhor negócio que pode haver, só ultrapassado pelo das armas, a saúde privada só se salva se o SNS "não mandar tantos utentes para lá". No país do salário mínimo de 870€, e do médio bruto a rondar os 1700€, o negócio da saúde sobrevive e lucra sem os doentes da perda de competências da saúde pública para a privada e respectiva transferência de verbas e subsídios. É disto que o povo gosta, de gajos que fazem malabarismos com as palavras de sorriso na boca.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Processo de normalização em curso

por josé simões, em 29.10.25

 

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São fascistas, pensam como fascistas, agem como fascistas, mas não se lhes pode chamar fascistas que levam a mal. E até ficam ofendidos. É o passo que lhes falta dar. "Eu sou um democrata", foi assim que o taberneiro começou a arenga antes de invocar 3 Salazares frente ao pé de microfone em mais uma "entrevista exclusiva". A undécima numa semana, todas "exclusivas". E depois há os outros, os que incorporam o discurso. E a estética. Montenegro com oito bandeiras das quinas como alas onde até poucas horas antes havia apenas duas, uma nacional e outra da União. Confortável com a festa do partido da taberna. "A devolver a ordem". Se calhar cantando e rindo e com um cinto com fivela S a segurar as calças. Poucas horas passadas de ter sido aplaudido no Parlamento por associar ditadura e corrupção como resposta ao democrata que o taberneiro é. É o processo de normalização em curso.

 

 

 

 

Um Governo de invertebrados

por josé simões, em 08.10.25

 

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Israel, num acto de pirataria naval, abordou barcos em águas internacionais e raptou as respectivas tripulações para Israel onde as manteve detidas por 48 e mais horas. Deportadas por via aérea, de um sítio para onde foram levadas contra sua vontade por ameaça de armas, o Governo do país a que chamam pátria apresentou-lhes a conta do respectivo voo. Ah, são invertebrados mas não são rastejantes porque já reconheceram o direito da Palestina a ser Estado.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Por muito incrível que possa parecer há quem goste de ser gozado, III

por josé simões, em 30.09.25

 

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Primeiro acaba-se com o conceito "renda acessível", substituído por "renda moderada", que pode ir até 2300€ mensais, depois entrega-se a concessão de imóveis públicos a entidades privadas, que, durante prazos alargados, de várias décadas, poderão colocá-los no mercado habitacional, cobrando rendas de até 2300 euros. Percebem?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

Por muito incrível que possa parecer há quem goste de ser gozado, Capítulo II

 

 

 

 

Gostava de ter escrito isto

por josé simões, em 30.09.25

 

 

No Luxemburgo, onde o salário médio anda nos 5000 euros, uma renda de 2500 é considerada “de luxo”. Cá, com salário médio líquido nos 1200 euros, temos um governo acha que 2300 euros é uma renda “moderada”. Talvez seja altura de o PSD passar a chamar-se LSD

 

               Fernanda Câncio no Diário de Notícias

 

 

 

 

Por muito incrível que possa parecer há quem goste de ser gozado, II

por josé simões, em 25.09.25

 

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No país do salário mínimo nacional a 870€ o Governo "acaba com conceito de renda acessível e cria o de renda moderada até 2.300 euros". Por muito incrível que possa parecer há quem goste de ser gozado.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

Por muito incrível que possa parecer há quem goste de ser gozado, Capítulo I

 

 

 

 

Os grandes democratas

por josé simões, em 25.09.25

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O pantomineiro do pin vendeu a EDP e a REN ao Partido Comunista Chinês. Choram baba e ranho, dizem que foi o melhor primeiro-ministro da democracia. Que nunca mais volta, o Sebastião barítono.  Este, o que dizia "o meu passado chama-se Passos Coelho", vende a TAP e o aeroporto ao verdadeiro estado islâmico, se a ocasião for propícia, e se o futuro da clientela política ficar assegurado. São os grandes democratas. E ai de quem se atreva a questionar o seu apego à democracia e ao Estado de direito e às liberdades e garantias e o caralho.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Revisionismo histórico

por josé simões, em 09.09.25

 

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[Devido ao 25 de Novembro de 1975] foi possível realizar em 25 de abril de 1976 as primeiras eleições livres e democráticas em Portugal, por sufrágio direto e universal, Diário da República,  Resolução do Conselho de Ministros n.º 132-A/ 2025.

 

As primeiras eleições livres e democráticas em Portugal, por sufrágio directo e universal, tiveram lugar precisamente um ano antes, a 25 de Abril de 1975, eleições que elegeram os deputados dos vários partidos à Assembleia Constituinte, que elaborou e aprovou a Constituição, não tendo o 25 de Novembro absolutamente nada a ver com isso.

 

Um Governo de mentirosos que não hesita em manipular a história a seu bel-prazer para justificar uma narrativa.

 

[Na imagem o boletim de voto no dia 25 de Abril de 1975]

 

 

 

 

Regresso ao passado

por josé simões, em 03.09.25

 

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Menos candidatos ao ensino superior, 12%. Dizem nas televisões os especialistas em tudo que não foi por dificuldades financeiras das famílias. Foi lá agora. Propinas descongeladas e os mestrados sem limites à subida de preço. Isto também não vai ter nada a ver com os resultados dos próximos anos. Mais uma baixa de IRS a beneficiar quem recebe mais. Economia circular é isto. Há muitas maneiras de baixar a escolaridade obrigatória sem levar a proposta a congresso de partido ou sequer a votos. A economia vai ter de se adaptar, dizem eles.

 

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Canção triste

por josé simões, em 02.09.25

 

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António Costa comprou casa no Rato e vendeu-a pelo dobro em menos de um ano, foi o que foi, aberturas de telejornais com especialistas em compras e vendas de imobiliário, manadas de minions e avençados nas redes dias a fio com a pouca vergonha que era.

 

Pedro Nuno Santos comprou um monte em Montemor-o-Novo, foi o que foi, aberturas de telejornais com especialistas em compras de montes, especialistas em IMI, manadas de minions e avençados nas redes dias a fio com a pouca vergonha que era, Ministério Público ao barulho e tudo.

 

55 - cinquenta e cinco - 55 imóveis, que não são 55 - cinquenta e cinco - 55 apartamentos, por quem só esteve 4 - quatro - 4 anos afastado da política. Uma vida inteira de trabalho e poupança, aqui não há nada para ver, xô, só inveja e maledicência, preservar a privacidade dos familiares, mesmo que alguns imóveis sejam garagens e estacionamentos [e ainda falam dos "monhés" que vivem aos magotes em garagens....].

 

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