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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Isto está tudo ligado

por josé simões, em 14.08.19

 

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Perante o olhar embasbacado do "pai da criança", Ângelo Correia, no telejornal do Mário Crespo, "desconheço, para mim é novidade absoluta", noticiava o Expresso que "Passos joga tudo: crucifixo no bolso, Nossa Senhora e "muita fé nas pessoas". Só faltou o bispo".

O mesmo Passos Coelho que havia de patrocinar a candidatura do neofascista Ventura à Câmara de Loures, uma experiência trumpista caseira num subúrbio da capital para tomar o pulso ao eleitorado, e que teve a direita liberal, do "aliviar o peso do Estado na economia", toda em sua defesa nas "redes sociais".

O neofascista André Ventura que escreve hoje no pasquim i que Salvini é uma "lufada de ar fresco para a Europa" que espera que "corra com esta corja de mariquinhas da União Europeia".

Matteo Salvini que de crucifixo na mão agradece à bem-aventurada Virgem Maria a aprovação pelo Senado de lei que coloca mais obstáculos às ONG que resgatam os refugiados no Mediterrâneo, identificando-as como cúmplices dos traficantes de seres humanos, agravando as sentenças de prisão e multas de até um milhão de euros.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"Send her back! Sieg Heil!

por josé simões, em 18.07.19

 

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Trump rally crowd chants 'send her back' after president attacks Ilhan Omar

 

[Sieg Heil!]

 

 

 

 

O drama por detrás do discurso do ódio

por josé simões, em 16.07.19

 

 

 

O drama de Trump, também ele descendente de imigrantes, é o estar a mandar para "a terra deles" gente incomensuravelmente mais bem preparada, mais competente, com melhor formação, cultural, intelectual, moral, e com um QI superior ao seu [e à cambada de imbecis, com mais ou menos exposição mediática, que o rodeia] e que nos países de origem viu as oportunidades negadas, a si e/ ou aos seus pais e avós, por guerras inventadas pelos americanos onde elas não existiam ou por ditaduras militares, governos corruptos e cleptocracias aí instaladas pelos Estados Unidos para benefício de multinacionais e corporações ianques. É o drama por detrás do discurso do ódio.

 

 

 

 

Quando não tens nada para dizer

por josé simões, em 11.07.19

 

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Quando não tens nada para dizer mas tens de o fazer porque é mais forte que tu, não é defeito é feitio, tem gosto o burro em ouvir o seu zurro, mas ao dizeres tens de o dizer de forma embrulhada e a jogar com as palavras para que pareças muito sensato, e acima de tudo pietas para a gravitas do núcleo duro da tua base política de apoio, que pensa em privado o que os radicais que não podem ser vítimas de anti-radicalismo ousam dizer em público, e que até tem órgãos de comunicação social, e acesso ao prime time da televisão, para o dizer menos embrulhado que tu, com argumentos de revisionistas doutorados em História e de filósofos estruturantes do pensamento . Mais valia estares calado.

 

Marcelo pede pedagogia contra a xenofobia e desaconselha "radicalismo anti radical"

 

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Só os pretos têm autoridade para falar dos pretos, os ciganos dos ciganos e assim sucessivamente

por josé simões, em 10.07.19

 

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Em dias de tempestade verbal como esta, se me sobra algum respeito (ainda assim muito) reservo-o a brancos que falam em nome próprio, em defesa da sua identidade branca, como Maria de Fátima Bonifácio.

 

Não vejo qualquer problema moral, bem pelo contrário, na aproximação entre a direita moderada e ideias e movimentos que uns apressados rotulam de extrema-direita.

 

[Também podia ser uma imagem do Jonas Savimbi, por exemplo]

 

 

 

 

O drama das Bonifácios desta vida

por josé simões, em 10.07.19

 

 

 

Faz hoje precisamente três anos que Portugal se sagrou campeão da Europa em futebol com uma equipa de pretos, ciganos e brasileiros, estranhos à "entidade civilizacional e cultural milenária que dá pelo nome de Cristandade", não herdeiros dos "Direitos Universais do Homem decretados pela Grande Revolução Francesa de 1789", e isto, como diz o povo, é do caralho!

 

 

 

 

¡Arriba Portugal!

por josé simões, em 29.04.19

 

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Estrangeirada no sagrado solo pátrio, se calhar pretos e muçulmanos, à vez ou dois em um, e ladroagem na classe política. Os ciganos ficam para a próxima, não perdem pela demora.

Senhoras e senhores, o legitimador do franquista, racista, homofóbico e machista Vox, uma legislatura inteira sentado ao lado de Viktor Orbán, ambos muito preocupados com a democracia na Venezuela, candidato ao Parlamento Europeu pelo país que talvez mais emigrantes tenha dado à Europa e ao mundo, Nuno Melo no Twitter do CDS:

 

Não podemos fazer de conta de que, quando a Europa está a implodir, quando as migrações são o tema que mais está a destruir os seus alicerces, a par da corrupção, vamos pôr o tema de lado e não falar dele porque podemos ser colados a quem quer que seja. @NunoMeloCDS #aEuropaéaqui

 

 

 

 

Nos dias do medo e do ódio

por josé simões, em 19.09.18

 

 

 

"He's made of bones, he's made of blood, He's made of flesh, he's made of love, He's made of you, he's made of me, Unity!"

 

Nos dias do medo e do ódio de Trump, de Salvini, de Orbán, de Farage e da English Defense League, fazer uma canção de protesto e denúncia, hit, com uma letra assim e meter as rádios a tocá-la. Chapéu!

 

"My blood brother is an immigrant, A beautiful immigrant. My blood brother's Freddie Mercury, A Nigerian mother of three.

 My best friend is an alien (I know him, and he is!), My best friend is a citizen, He's strong, he's earnest, he's innocent.

 My blood brother is Malala, A Polish butcher, he's Mo Farah"

 

"O medo leva ao pânico, o pânico leva à dor, A dor leva à raiva, a raiva leva ao ódio".

 

 

 

 

"Alors merde!"

por josé simões, em 16.09.18

 

 

 

En Luxemburgo, querido señor, tuvimos decenas de miles de italianos que vinieron a trabajar, como inmigrantes, porque en Italia no teníais dinero para vuestros hijos

 

 

 

 

Noções elementares de xenofobia

por josé simões, em 08.07.18

 

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Somos favoráveis a uma política muito responsável em matéria de imigração. Temos um perfil demográfico assustador e temos dados concretos que não correspondem ao desejo dos portugueses. Os estudos mostram que os portugueses gostariam de ter mais filhos, achamos que temos de ter políticas de natalidade e de apoio às famílias e continuaremos a apresentar estas medidas. Agora, também não gostamos daquela visão que diz que como não temos filhos vamos abrir portas à imigração porque essa é a solução. Isso é instrumentalizar as pessoas e isso não é a nossa visão.

 

O que Assunção Cristas nos diz, mais ponto menos vírgula, é "nasceu em Portugal não é português", não basta nascer em Portugal para se ser português [apesar de ser filho de imigrante, que trabalha, produz riqueza, e paga impostos em Portugal. Mas isso são outros quinhentos].

 

Voltamos ao início da entrevista: "Nasceu em Luanda cinco meses e três dias depois do 25 de Abril de 1974. Casada, tem quatro filhos, é católica praticante [...]. Nascida fora do rectângulo, uma branca de segunda, como eram denominados pelo Estado Novo do "doutor Salazar, como se usa dizer no CDS, os descendentes dos colonos, em Angola obrigados a sentar-se atrás dos brancos de primeira nas escolas e nos transportes, chega a ministra da Nação. O resto, o catolicismo praticante, deixamos à "doutrina social da igreja".

 

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Next level

por josé simões, em 15.09.17

 

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Houve um tempo em que os partidos da extrema-direita faziam o papel que tinham de fazer, lançar os temas para a praça pública, acirrar os medos na massa anónima, que depois a direita do "sentido de Estado", e alguma esquerda do arco e balão da governação, passavam a papel de Lei. Estado securitário, restrições e supressões de direitos, liberdades e garantias, em nome da segurança interna e da segurança dos cidadãos, da defesa do Estado, contra um inimigo externo - imigração, contra um inimigo interno - minorias, religiosas, étnicas ou políticas.

 

Agora temos a direita radical que, sem coragem para se apresentar a eleições com um  programa próprio a dizer ao que é que vinha, tomou um partido por dentro - "social-democracia sempre!" e foi a votos escondida numa mentira, a governar quatro anos na mentira, a acirrar os medos na massa anónima - o "não há dinheiro para nada, o "gorduras do Estado", o "viver acima das nossas possibilidades", o "Estado a mais na vida das pessoas", contra um inimigo interno - os funcionários públicos, as regalias dos reformados e pensionistas, os calaceiros do subsídio de desemprego e os chulos do RSI, e o inimigo externo - a Troika da intervenção externa que os obrigava a levar à prática um programa que  apesar de não ser o deles,  os obrigava a ir mais além para corrigir 40 anos de más governações e construir o homem novo.

 

Há agora que ensaiar um novo caminho, inspirado no sucesso de Trump n' América, nestes tempos de descompressão, da 'Geringonça' e das esquerdas, que afinal não são tão feias quanto o pintam. O mesmo conteúdo numa forma diferente e com a mesma prática - a mentira, com uma nuance, ser-se aquilo que não se é, a arte de passar para a opinião pública exactamente o oposto daquilo que se faz e que se pretende, a ensaiar num subúrbio urbano da capital o sucesso de uma estratégia a aplicar no plano nacional.

 

Passos ao lado de André Ventura: "Não podemos ter medo dos demagogos e dos populistas que permitem que situações injustas perdurem"

 

 

 

 

 

O estado da danação

por josé simões, em 02.09.17

 

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Acusar um candidato autárquico de pára-quedismo, de nunca ter posto os pés na terra, de não saber do que fala e de estar ali apenas por oportunismo, político ou outro, é um acto de racismo e xenofobia. Belo serviço que se presta às Le Pens deste mundo com esta desvalorização da xenofobia.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Dress code

por josé simões, em 24.08.17

 

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Loures. Candidata do PS admite coligação com André Ventura

 

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É endógeno

por josé simões, em 06.08.17

 

July 1939 - at a water cooler in an Oklahoma City street car terminal.jpg

 

 

Nunca é "o ponta-de-lança do Benfica", nunca é "o ponta-de-lança brasileiro do Benfica", Jonas é sempre "o brasileiro do Benfica". É endógeno.

 

[Imagem Negro drinking at "Colored" water cooler in streetcar terminal, Oklahoma City, Oklahoma]

 

 

 

 

Uma puta de gema. Capítulo II

por josé simões, em 23.07.17

 

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"Quem prevarica evidentemente tem que ser punido, seja cigano, seja muçulmano, seja um português qualquer normal. O Conselheiro de Estado Luís Marques Mendes no telejornal da SIC pedagogicamente a ensinar ao povo ignaro que em Portugal há portugueses normais e há ciganos e muçulmanos e que um cigano e um muçulmano não podem ser portugueses e que um cigano e um muçulmano não são cidadãos normais

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

Uma puta de gema. Capítulo I