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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Nos dias do medo e do ódio

por josé simões, em 19.09.18

 

 

 

"He's made of bones, he's made of blood, He's made of flesh, he's made of love, He's made of you, he's made of me, Unity!"

 

Nos dias do medo e do ódio de Trump, de Salvini, de Orbán, de Farage e da English Defense League, fazer uma canção de protesto e denúncia, hit, com uma letra assim e meter as rádios a tocá-la. Chapéu!

 

"My blood brother is an immigrant, A beautiful immigrant. My blood brother's Freddie Mercury, A Nigerian mother of three.

 My best friend is an alien (I know him, and he is!), My best friend is a citizen, He's strong, he's earnest, he's innocent.

 My blood brother is Malala, A Polish butcher, he's Mo Farah"

 

"O medo leva ao pânico, o pânico leva à dor, A dor leva à raiva, a raiva leva ao ódio".

 

 

 

 

"Alors merde!"

por josé simões, em 16.09.18

 

 

 

En Luxemburgo, querido señor, tuvimos decenas de miles de italianos que vinieron a trabajar, como inmigrantes, porque en Italia no teníais dinero para vuestros hijos

 

 

 

 

Noções elementares de xenofobia

por josé simões, em 08.07.18

 

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Somos favoráveis a uma política muito responsável em matéria de imigração. Temos um perfil demográfico assustador e temos dados concretos que não correspondem ao desejo dos portugueses. Os estudos mostram que os portugueses gostariam de ter mais filhos, achamos que temos de ter políticas de natalidade e de apoio às famílias e continuaremos a apresentar estas medidas. Agora, também não gostamos daquela visão que diz que como não temos filhos vamos abrir portas à imigração porque essa é a solução. Isso é instrumentalizar as pessoas e isso não é a nossa visão.

 

O que Assunção Cristas nos diz, mais ponto menos vírgula, é "nasceu em Portugal não é português", não basta nascer em Portugal para se ser português [apesar de ser filho de imigrante, que trabalha, produz riqueza, e paga impostos em Portugal. Mas isso são outros quinhentos].

 

Voltamos ao início da entrevista: "Nasceu em Luanda cinco meses e três dias depois do 25 de Abril de 1974. Casada, tem quatro filhos, é católica praticante [...]. Nascida fora do rectângulo, uma branca de segunda, como eram denominados pelo Estado Novo do "doutor Salazar, como se usa dizer no CDS, os descendentes dos colonos, em Angola obrigados a sentar-se atrás dos brancos de primeira nas escolas e nos transportes, chega a ministra da Nação. O resto, o catolicismo praticante, deixamos à "doutrina social da igreja".

 

[Imagem]

 

 

 

 

Next level

por josé simões, em 15.09.17

 

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Houve um tempo em que os partidos da extrema-direita faziam o papel que tinham de fazer, lançar os temas para a praça pública, acirrar os medos na massa anónima, que depois a direita do "sentido de Estado", e alguma esquerda do arco e balão da governação, passavam a papel de Lei. Estado securitário, restrições e supressões de direitos, liberdades e garantias, em nome da segurança interna e da segurança dos cidadãos, da defesa do Estado, contra um inimigo externo - imigração, contra um inimigo interno - minorias, religiosas, étnicas ou políticas.

 

Agora temos a direita radical que, sem coragem para se apresentar a eleições com um  programa próprio a dizer ao que é que vinha, tomou um partido por dentro - "social-democracia sempre!" e foi a votos escondida numa mentira, a governar quatro anos na mentira, a acirrar os medos na massa anónima - o "não há dinheiro para nada, o "gorduras do Estado", o "viver acima das nossas possibilidades", o "Estado a mais na vida das pessoas", contra um inimigo interno - os funcionários públicos, as regalias dos reformados e pensionistas, os calaceiros do subsídio de desemprego e os chulos do RSI, e o inimigo externo - a Troika da intervenção externa que os obrigava a levar à prática um programa que  apesar de não ser o deles,  os obrigava a ir mais além para corrigir 40 anos de más governações e construir o homem novo.

 

Há agora que ensaiar um novo caminho, inspirado no sucesso de Trump n' América, nestes tempos de descompressão, da 'Geringonça' e das esquerdas, que afinal não são tão feias quanto o pintam. O mesmo conteúdo numa forma diferente e com a mesma prática - a mentira, com uma nuance, ser-se aquilo que não se é, a arte de passar para a opinião pública exactamente o oposto daquilo que se faz e que se pretende, a ensaiar num subúrbio urbano da capital o sucesso de uma estratégia a aplicar no plano nacional.

 

Passos ao lado de André Ventura: "Não podemos ter medo dos demagogos e dos populistas que permitem que situações injustas perdurem"

 

 

 

 

 

O estado da danação

por josé simões, em 02.09.17

 

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Acusar um candidato autárquico de pára-quedismo, de nunca ter posto os pés na terra, de não saber do que fala e de estar ali apenas por oportunismo, político ou outro, é um acto de racismo e xenofobia. Belo serviço que se presta às Le Pens deste mundo com esta desvalorização da xenofobia.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Dress code

por josé simões, em 24.08.17

 

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Loures. Candidata do PS admite coligação com André Ventura

 

[Imagem]

 

 

 

 

É endógeno

por josé simões, em 06.08.17

 

July 1939 - at a water cooler in an Oklahoma City street car terminal.jpg

 

 

Nunca é "o ponta-de-lança do Benfica", nunca é "o ponta-de-lança brasileiro do Benfica", Jonas é sempre "o brasileiro do Benfica". É endógeno.

 

[Imagem Negro drinking at "Colored" water cooler in streetcar terminal, Oklahoma City, Oklahoma]

 

 

 

 

Uma puta de gema. Capítulo II

por josé simões, em 23.07.17

 

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"Quem prevarica evidentemente tem que ser punido, seja cigano, seja muçulmano, seja um português qualquer normal. O Conselheiro de Estado Luís Marques Mendes no telejornal da SIC pedagogicamente a ensinar ao povo ignaro que em Portugal há portugueses normais e há ciganos e muçulmanos e que um cigano e um muçulmano não podem ser portugueses e que um cigano e um muçulmano não são cidadãos normais

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

Uma puta de gema. Capítulo I

 

 

 

 

Nacional-trumpismo

por josé simões, em 18.07.17

 

Washington, D.C. March 18, 1922. Ku Klux Klan. And

 

 

Tomar o pulso, testar num subúrbio para ver até onde se pode ir a nível nacional.

 

[Na imagem "Washington, D.C. March 18, 1922. Ku Klux Klan. And Klanmobile", National Photo Company Collection]

 

 

 

 

Generalizando

por josé simões, em 18.07.17

 

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Passava os dias sem fazer nada, "abria portas", segundo o seu ex-patrão Ilídio Pinho.

Vivia de subsídios - fundos comunitários, através de uma empresa criada propositadamente para o efeito - a Tecnoforma,  e de enganar os incautos com profissões para locais de trabalho que não existiam nem viriam a existir.

Não descontava para a Segurança Social.

Chegou a primeiro-ministro de Portugal.

O PSD e Pedro Passos Coelho, uma história de ciganos.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Ciganexit

por josé simões, em 17.07.17

 

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   - Comparativamente com outras etnias há dados estatísticos que permitam saber a percentagem de famílias de etnia cigana residentes em casas de habitação social propriedade das câmaras municipais que não paguem a respectiva renda até valores em que as dívidas se tornam incobráveis? [Que pela natureza das empresas prestadoras dos serviços a água e a luz nunca ficam em atraso].

 

   - Comparativamente com outras etnias há dados estatísticos que permitam saber a percentagem, em número de passageiros e valor das coimas, de cidadãos da etnia cigana identificados a cometer fraude em transportes públicos de passageiros?

 

   - Comparativamente com outros rentistas e subsídio dependentes, dos pequenos empresários às majors como a EDP e a REN passando pelos bancos privados, há dados estatísticos, por valores em euros versus número de indivíduos, que permitam identificar a percentagem dos beneficiários de etnia cigana?

 

   - Há dados estatísticos que permitam identificar no Orçamento do Estado o peso dos subsídios auferidos por cidadãos de etnia cigana comparativamente com as rendas auferidas pelas grandes empresas com lucros anuais a dividir pelos accionistas?

 

 

 

 

Açular os cães

por josé simões, em 02.11.16

 

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Açular os cães do racismo e da xenofobia. Eles caçaram 17 – dezassete – 17 condutores estrangeiros ao telemóvel numa população de 53 milhões em Inglaterra e 9 milhões em Londres e fizeram primeira página com isso sem dizer quantos bifes foram apanhados na mesma situação.


A irresponsabilidade criminosa na primeira página de um jornal com 2 milhões de exemplares diários e que é só o segundo mais lido da língua inglesa e o 12.º ano a nível mundial e que não se coíbe de, hipocritamente, fazer parangona com um "thug" que atacou à pazada alguém por falar espanhol na rua.

 

 

 

 

||| Não há limites para a estupidez humana

por josé simões, em 07.03.16

 

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"Estão ali os ciganos à beira do rio em acampamentos de luxo e os portugueses a passarem mal". Telefonema para o programa Opinião Pública na SIC Notícias a propósito da quota de refugiados que Portugal se propôs receber. Os ciganos não são portugueses.


"Vai mas é prá tua terra!". "Prá tua terra vai tu que és alentejano que eu cá nasci em Lisboa". Discussão entre um velho branco e um puto preto a que uma vez assisti no 45 da Carris em Lisboa, ainda nem sequer Durão Barroso tinha servido de mordomo à Cimeira das Lajes.


Não há limites para a estupidez humana.

 

 

 

 

||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 11.09.15

 

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A capa do L' Espresso

 

 

 

 

|||

por josé simões, em 09.09.15