"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Como o quando e o onde já sabemos, o que interessava agora saber é o "quem, como e porquê" ganhou 100 milhões de euros sem mexer uma palha, sem criar um posto de trabalho, sem investir na economia real, sem produzir absolutamente nada, sem beneficio para a economia e para a sociedade, sem sair de casa, só com especulação. Pedro Passos Coelho gosta disto, é o mercado a funcionar, diz. E estas, sim, é que são as "regras do jogo" que importa mudar.
«"À beira de terminar o programa de ajustamento [...] o que me parece é que há uma nova esperança a nascer em Portugal", afirmou Cavaco Silva, ao dirigir-se a cerca de uma centena de quadros portugueses a viver na zona de Xangai […]»
A preocupação não é com a lavagem de dinheiro das máfias e com a livre circulação de criminosos no espaço europeu, porque esta gente passou do comunismo para o capitalismo num click e ficou rica do dia para a noite graças ao trabalho árduo e ao empreendedorismo e, agora que tem muito dinheiro, ganhou estatuto de respeitabilidade e honorabilidade. Não. A preocupação é com a especulação que os "empresários" e "empreendedores" indígenas, sempre à coca do click de "passagem do comunismo para o capitalismo", possam fazer com o dinheiro de origem obscura das máfias, promovidas a cidadãos europeus de primeira classe.