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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 03.01.19

 

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Álvaro Covões, da Everything Is New, a empresa que factura todos os anos milhões de euros em festivais de verão e outros concertos avulso, maioritariamente assegurados por mão-de-obra gratuita e sem direitos ou sindicatos, vulgo voluntariado, [há-de haver uma entrevista online onde o senhor se gaba à SIC Notícias de todos os anos recusar mais voluntários do que os que aceita], diz que "Se todos trabalhássemos mais uma hora se calhar este Portugal seria melhor". Não ter a puta da vergonha na cara é isto ou, se todos os totós, contribuidores  voluntários para a engorda da conta bancária do senhor festivais, trabalharem ainda mais uma hora sem piar e a troco de um livre-trânsito que lhes permite voluntariar em todo o recinto do festival e almoçar uma sandes de ovo ou atum, se calhar um dia destes o Coachella vem da Califórnia para o Passeio Marítimo de Algés.

 

 

 

 

||| Uma lição para os liberais de pacotilha e os empresários da treta

por josé simões, em 11.07.14

 

 

 

"Nós dissemos que o trabalho voluntário este ano não era admitido no festival. Pior que a fome é a falta de dignidade. E o que é a falta de dignidade? É o homem não ter trabalho. [...]. Temos 5 mil pessoas a trabalhar. [no recinto do festival NOS Alive]".

 

Álvaro Covões no telejornal da RTP 1.

 

[Arctic Monkeys na imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Vai trabalhar malandro!

por josé simões, em 02.03.13

 

 

 

Ver um economista, professor universitário, ex-vice-governador do Banco de Portugal, ex-secretário de Estado, ex-ministro de Estado e das Finanças, ex-qualquer coisa em tudo o que é e foi banco, ignorante, que não percebe a diferença entre voluntariado - algo que se faz em prol do bem comum, de livre e espontânea vontade, um dever ético e moral, dependendo da formação humana de cada um, e subsídio de desemprego - um direito, adquirido pelo cidadão por via dos descontos sobre um salário, recebido em troca da venda do esforço de trabalho, uma espécie de mealheiro para fazer face a algum percalço ao longo da sua carreira profissional e contributiva, e dar como exemplo o pós-guerra na Europa, um lapso freudiano sobre o que o Governo do seu partido anda a fazer a Portugal e à economia, arrasar e destruir, causar o maior número possível de baixas, mortos e feridos, para depois começar do grau zero e então crescer alarvemente.

 

Desculpem mas não consigo dizer isto de outra maneira: João Maurício, vai trabalhar malandro! Limpar matas, ao invés de, ocioso, largar postas de pescada sobre como deve ser a nova ordem e o homem novo, e, de preferência, a troco do salário mínimo.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Novas Oportunidades, "um escândalo e uma credenciação à ignorância"

por josé simões, em 30.01.13

 

 

 

«O objetivo deste projeto de resolução […] é recomendar ao Governo que desenvolva mecanismos de valorização e e reconhecimento das competências adquiridas através da educação não formal […].

Cada vez mais, estas competências são hoje mais-valias reconhecidas pelo mercado de trabalho no recrutamento, sendo, por isso, importante credibilizar e certificar essas mesmas competências.»

 

Quem 'escreveu' o título do post, quem 'ditou' o seu conteúdo. Esta gentinha além de não ter vergonha nenhuma na cara ainda goza com a cara do povo. Depois do dô-tôr, e braço direito do primeiro-ministro, Miguel 'Novas Oportunidades' Relvas, Novas Oportunidades para as jotas, quiça pela militância nos escuteiros e no Banco da senhora Jonet.

 

[Imagem]