"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
"Russia’s meddling in the United States’ elections is not a hoax. It’s the culmination of Moscow’s decades-long campaign to tear the West apart. “Operation InfeKtion” reveals the ways in which one of the Soviets’ central tactics — the promulgation of lies about America — continues today, from Pizzagate to George Soros conspiracies. Meet the KGB spies who conceived this virus and the American truth squads who tried — and are still trying — to fight it. Countries from Pakistan to Mexico are now debating reality, and in Vladimir Putin’s greatest triumph, Americans are using Russia’s playbook against one another without the faintest clue."
Podíamos ficar pelo ridículo da situação mas a verdade é que o respeitinho é muito bonito e a democracia na Rússia nunca mais foi a mesma coisa desde que Aleksandr Soljenítsin se lembrou de escrever O Arquipélago de Gulag.
Algumas horas depois de ter tido a minha conta no 'tuita' em destaque no telejornal da TVI 24, também pelo 'tuita' encontro a imagem que podia muito bem ilustrar o que tinha escrito. Coitados dos ucranianos, anónimos, o povo, que só quer ter uma vida descansada.
Ver o Avante! , órgão oficial do Partido Comunista Português, a dar voz ao back in the USSR de Vladimir Putin e a passar a perna ao Partido Comunista da Federação Russa, partido irmão de Guennadi Ziuganov e herdeiro do PCUS, é algo absolutamente delicioso.
Podemos sempre recuperar a polémica anos 80, e anos-quando-der-jeito, da "traição à Pátria" pelo suposto financiamento do PCP pela então URSS, a menos que os campos da luta ideológica sejam mais, substancialmente mais, traição à pátria, para um país membro da União Europeia e da NATO, do que o campo do selling England by the ruble pound, segundo o mui liberal princípio de que o dinheiro não tem cor nem bandeira nem pin na lapela.
«Se pensarmos em regular a imprensa, para desse modo corrigir as maneiras, temos de regular todas as recreações e passatempos, tudo o que é agradável ao homem. Não se deve ouvir música, não se devem compor nem cantar canções, mas só o que é sério e dórico. E quem silenciará todas as árias e madrigais que murmuram brandura nas câmaras? São precisas mais de vinte licenças para examinar todos os alaúdes, os violinos, as guitarras em todas as casas.»