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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Sign o' the times...

por josé simões, em 20.05.18

 

 

 

"it’s a turbulent time for many people across the world, but in one fell swoop, a design can still inspire hope. this powerful installation, the bulletproof ‘pride shield’, symbolizes hope and tangibly reminds the world that together, we can stop violence"

 

bulletproof pride shield is made of 193 LGBTQ+ flags

 

 

 

 

"Este de certeza não rouba mais!"

por josé simões, em 04.12.17

 

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O que vale é que o senhor é líder de uma claque, organizada e legalizada, que nas vésperas dos jogos faz visitas aos centros de treino da arbitragem para chamar os homens do apito à razão, com educação e boas maneiras. Ameaças, e isso, são os outros, adeptos das outras claques, legalizadas ou clandestinas, mascarados com camisolas e cachecóis do outro clube, vendem-se aí, as chinesas por metade do preço, só para incriminar a claque, organizada e legalizada, do clube rival, perdão, inimigo. Os maquiavélicos.

 

O que vale é que o senhor é doutor, com tese de mestrado e tudo, para meter providências cautelares que lhe permitam continuar a instigar impunemente e legalmente o ódio e a violência nos estádios. Se calhar não foi ele, hackearam-lhe a password, os bandidos!

 

O que vale é que o senhor presidente da Federação Portuguesa de Futebol foi ao Parlamento, com o senhor doutor, com mestrado e tudo, explicar aos senhores deputados a liderança da claque, organizada e legalizada, de apoio à Selecção de Futebol, e apontar uma solução à inglesa para a violência nos estádios e os "sinais de alarme" decorrentes da "apologia do ódio" na modalidade do pontapé-na-bola - a erradicação dos macacos, macaquinhos e macacões, legalizadas, ilegalizados, clandestinos, organizados ou casuais, do clube amigo ou do clube inimigo, perdão, adversário.

 

No pasa nada!

 

 

 

 

Viva o Poder Popular!

por josé simões, em 05.11.17

 

BK Foxx creates this new mural on gun violence in our country, which glamorizes guns and violence in its movies, TV programs, games, and music videos..jpg

 

 

Diz que 38 participações de violência em discoteca depois o Estado e o Estado de direito falharam numa das funções básicas, a segurança do cidadão. O Estado e o Estado de direito não falharam coisíssima nenhuma, o Estado e o Estado de direito só falharam até àquele ponto em que era de todo impossível o Estado e o Estado de direito continuarem a falhar, e que é uma conquista recente das sociedades liberais democráticas e fruto do capitalismo reprodutivo: a imagem, o direito à imagem e a massificação/ democratização das ferramentas que permitem captar imagem, por via da mais riqueza disponível no bolso das pessoas e que lhes proporciona também o acesso ao lazer e diversão, mesmo em locais sistematicamente reportados como violentos, porque não leva porrada quem quer, leva porrada quem pode, no microcosmo das tribos urbanas, das zonas delimitadas e nas hierarquias a ocupar.

 

[Imagem "BK Foxx creates this new mural on gun violence in our country, which glamorizes guns and violence in its movies, TV programs, games, and music videos"]

 

 

 

 

Praia Urbana

por josé simões, em 03.11.17

 

 

 

Administração Interna fecha discoteca Urban Beach

 

[Imagem]

 

 

 

 

E os imbecis aplaudem

por josé simões, em 23.04.17

 

 

 

Temos assim um ex hooligan ex activista de claques [segundo a página Wiki, depois da legitimação dinástica do longo rol de graus de parentesco e de sucessões]  eleito presidente de um clube que, aquando de uma derrota ou de um resultado menos positivo da equipa de futebol, a primeira coisa que faz é atravessar o relvado em direcção à bancada para pedir desculpa aos hooligans à claque, a acusar o presidente de outro clube inimigo rival de ser refém de claques de futebol. Siga o circo.

 

 

 

 

||| "Camaradas paneleiros"

por josé simões, em 16.09.15

 

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"Disseram-me que não há camaradas paneleiros enquanto me bariam com força"


"E a cada novo assalto, cada escalada fascista, subirá sempre mais alto, a bandeira comunista"

 

 

 

 

|| Ou entrava mosca ou saía asneira

por josé simões, em 24.11.13

 

 

 

Mário Soares também disse que "estamos a caminho de uma nova ditadura" mas, como pelo seu passado e pelo seu percurso político, era demasiado imbecil acusá-lo de estar a legitimar uma ditadura, e como tinham de reagir, de dizer qualquer coisa, invariavelmente na linha do ou entra mosca ou sai asneira, saiu asneira, e pegaram na legitimação da violência, um tema sempre caro à Direita, mui defensora da ordem e da legalidade e das hierarquias e de cada macaco no seu galho e expert em usar a violência legislativa do Estado sobre os cidadãos e a violência, legitima e legitimada, das polícias para a fazer acatar. Polícias que parece, agora, lhe estarem a fugir ao controlo, o que vem baralhar as contas e não deixa até de ter a sua piada.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Just saying…

por josé simões, em 24.02.13

 

 

 

Ainda sou do tempo de Durão Barroso levar uma monumental assobiadela no estádio da Luz. Just saying…

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Outono árabe

por josé simões, em 28.01.13

 

 

 

[Mais]

 

 

 

 

 

 

|| As sementes foram lançadas à terra

por josé simões, em 15.11.12

 

Já somos a Grécia, na forma. Só falta o recibo do ordenado de Janeiro, o conteúdo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

|| Choque e pavor

por josé simões, em 02.01.12

 

 

 

Circulava há tempos pelo tubo um vídeo que dava conta de um fulano a receber sucessivas visitas da vizinhança que lhe tocava à campainha em protesto por estar à noite em casa a ouvir música em altos berros mas, quando resolveu colocar, também em altos berros, uma gravação de uma discussão entre um casal, com a mulher a ser agredida pelo marido, as reclamações da vizinhança pararam. Entre marido e mulher ninguém mete a colher, são casados é lá com eles, e assim.

 

Da mesma forma que o comandante do exército norte-americano obrigou a população da cidade vizinha ao campo de concentração libertado durante a II Guerra Mundial a visitá-lo para ver com os próprios olhos a barbárie e a selvajaria de que haviam sido cúmplices.

 

Ou mais recentemente o impulso que a causa da independência de Timor ganhou depois das imagens do massacre do cemitério de Santa Cruz começarem a circular pelas televisões de todo o mundo.

 

E ainda mais atrás, o Tomé que veio depois a ser santo, teve de ver para crer, e não consta que tenha sido «lateralmente, [e] com a cara coberta».

 

Assim de repente lembrei-me disto tudo ao ler mais uma crónica onde um senhor, que na outra encarnação foi o burro do presépio, se mostra muito incomodado pela harmonia das coisas ter sido quebrada.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Faltam duas semanas para o Natal

por josé simões, em 13.12.11

 

 

 

Dois dias depois da abertura da caça aos ciganos em Turim, dois senegaleses são assassinados, vítimas de um ataque racista, na cidade dos Médici.

 

Em Espanha, e enquanto o cardeal Rouco Varela convoca uma manif contra o divórcio e a contracepção e o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a interrupção voluntária da gravidez e essas coisas todas que fazem perigar a nossa sociedade, no Brasil a revista gay “Junior” elege o Padre Fábio de Melo como um dos homens mais sexy do ano.

 

Nos Estados Unidos uma arma é a prenda mais desejada para este Natal, principalmente entre as mulheres.

 

Glória a Deus nos Céus, e paz na terra aos homens de boa vontade.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| O Mal [Aviso: contém imagens que podem impressionar]

por josé simões, em 02.10.11

 

 

 

Não se sabe onde é. Também não interessa. Dizem que é por ser homossexual. Também não interessa nada. O mal.

 

«It's impossible for words to describe what is necessary to those who do not know what horror means. Horror... Horror has a face...», fala do Coronel Kurtz em Apocalipse Now.

 

[Via]

 

 

 

 

 

|| Um tiro privado

por josé simões, em 13.01.10

 

 

 

 

 

E se o “tiroteio” de ontem, em vez de ter sido num colégio privado, tivesse sido, por exemplo, na escola da Bela Vista em Setúbal? a “tourada” que havia hoje na Brigada Helena e insurgência limitada

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

|| Zona J (*)

por josé simões, em 26.12.09

 

 

 

Uma vez, e a propósito do estigma do ghetto, li qualquer coisa saído da pena de um desses “sociólogos da inclusão” que por aí pululam, sobre a diferença entre morar no bairro da Bela Vista e o Bairro da Bela vista morar em quem lá mora.

Não explicava era como é que as duas “realidades” tinham vidas autónomas. Mas isso agora também não interessa nada.

 

(*)

 

(Na imagem October 1943, Washington, D.C. Boys watching the Woodrow Wilson high school cadets. Photo by Esther Bubley, Office of War Information)