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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Já se decidiam

por josé simões, em 07.02.17

 

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Que a TAP devia ser privatizada por todas as razões e também por Portugal ser o único país da Europa com uma companhia aérea de bandeira, porque a excelência da gestão privada, porque acabavam as greves, não em três mas em dois tempos, porque deixava de ser um sorvedouro de dinheiros públicos e por o Estado estar proibido por lei de Bruxelas de injectar dinheiros públicos na companhia [as duas em conjunto] e porque a excelência da gestão privada [outra vez, nunca é demais sublinhar] e blah-blah-blah e a TAP foi privatizada, viva!

 

E a TAP não devia ser desprivatizada pelos geringonços socialistas-comunistas-bloquistas-radicais antes mesmo de ser privatizada, mas já que foi desprivatizada só em 50%, o Estado devia abster-se de fazer ondas e abdicar de interferir na excelência da gestão privada da companhia, excepto se for para meter o bedelho na estratégia comercial da empresa, porque isto aqui [ali] é o Porto, muito liberal, "liberal à moda do Porto" e o coise, o Porto que não tolera insultos nem o centralismo de Lisboa, que isto é tudo concertado e conspirado com a ANA para justificar a construção de um novo aeroporto, onde é que havia ele de ser, em Lisboa, pois claro, e já que o Estado detêm 50% da TAP privada devia fazer valer o peso dos 50% e chamar a excelência da gestão privada da TAP à razão.

 

E conseguem dizer isto tudo de rajada sem se rirem.

 

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|| Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 09.07.11

 

 

 

Regionalites futeboleiras à parte, confesso não conseguir perceber o “affair” Porto-Vigo. O contribuinte português paga uma ligação ferroviária, que dá um prejuízo mensal de €19. 600, sem que se perceba se serve para os espanhóis entrarem no país ou para os portugueses fugirem para Espanha. Aparentemente as duas hipóteses são válidas, se bem que a que nos possa favorecer economicamente [a entrada de espanhóis] só seja válida durante os meses de Verão, uma vez que a Renfe só suporta os custos até ao final de Setembro

 

O “affair” Porto-Vigo, e até prova em contrário, é um pouco como as portagens nas SCUT que são boas [por omissão, uma vez que não se ouve uma única voz de protesto do lado de cá da fronteira] na Galiza, e más, muito más, no Norte de Portugal [pela unanimidade de protestos que conseguiram gerar desde Aveiro a La Coruña].

 

Adenda: quando escrevia o post, o Word corrigiu-me "Porto-Vigo" para "Morto-vivo". Faz sentido.