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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O regresso de Passos Coelho

por josé simões, em 09.06.18

 

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O mesmo argumento usado pelo Governo da direita radical para justificar o congelamento de salários e a sub-contratação por empresas de trabalho temporário a pagar abaixo do Salário Mínimo Nacional.

 

Vieira da Silva: "A pior precariedade é não ter emprego"

 

Diz que "o PS está onde sempre esteve"...

 

 

 

 

Isto é, no mínimo, estranho

por josé simões, em 23.04.18

 

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E, pelas televisões todas, ficamos todos a saber que agora, depois do "carimbo" do ministro, o Tribunal de Contas tem luz verde para agir. Foram 20 meses, podia ter sido uma legislatura quando a "coisa" devia ter durado 20 dias. E isto é, no mínimo, estranho, já que devia ser o Tribunal de Contas a carimbar a decisão do ministro, à semelhança do que acontece com os veredictos do Tribunal Constitucional. E aqui é que mora o verdadeiro "bloco central de interesses", a reforma do sistema que nem o PS nem o PSD estão interessados em fazer, tirar o Tribunal de Contas do papel de figura de estilo, um grilo-falante do sistema.

 

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Economia quê?!

por josé simões, em 20.04.18

 

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A Europa, do Estado social, deve subsidiar, via fundos europeus, aqueles que duplicam as funções do Estado no sector social, o Estado paralelo, ou que parasitam o Estado, em stanby à espera das directivas do Partido Popular Europeu, o "coração das trevas", reflectidas nas políticas implementadas pelos partidos membros nos respectivos governos, com vista a desmantelar o Estado social em favor dos interesses da "economia social".

 

"Espero que a Economia social veja reconhecido o seu papel e espero que um dia, não muito longínquo, a própria União Europeia venha a ter um programa próprio de apoio à Economia Social, ainda que ela seja entendida de forma distinta nos vários países"

 

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, defendeu esta quinta-feira que os fundos europeus do pós-2020 devem incluir um reforço do apoio para o setor e para as instituições da Economia Social.

 

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Populismo e peixe assado

por josé simões, em 26.02.18

 

Setúbal, descarregador de peixe, 1952, Américo Ribeiro.jpg

 

 

Afinal parece que o ministro mentiu, ou antes, faltou à verdade, ou antes, desconhecia a realidade, porque um ministro não tem de saber tudo e um ministro só diz o que o gabinete de imprensa lhe diz para dizer e se tiver instinto político inventa logo ali na hora com uma perna às costas, adiante.

 

Afinal parece que  só há uma creche a funcionar ao fim-de-semana, ainda assim só ao sábado e ainda assim privada, adiante.

 

O que o ministro não disse, industriado pelo gabinete de empresa, nem inventou logo ali na hora com uma perna às costas, foi porque é que devem ser os contribuintes, com o dinheiro dos seus impostos, a financiar a abertura de uma creche ao sábado para os filhos dos trabalhadores da Autoeuropa e não uma creche para as cozinheiras, as lavadeiras de pratos, os assadores de peixe e os empregados de mesa e balcão, do contrato de trabalho apalavrado a salário abaixo de mínimo e à gorjeta se a houver, com uma folga semanal, à segunda que é o dia em que não há lota, dos restaurantes onde os trabalhadores da Autoeuropa vão comer peixe assado ao fim-de-semana com a família, adiante.

 

O que o ministro não disse, industriado pelo gabinete de empresa, nem inventou logo ali na hora com uma perna às costas, foi porque é que devem ser os contribuintes, com o dinheiro dos seus impostos, a financiar a abertura de uma creche ao sábado para os filhos dos trabalhadores da Autoeuropa e não uma creche para as empregadas de limpeza, mulheres a dias como se usava dizer, pagas à hora, a qualquer hora do dia, sem subsídio de férias e sem 13.º mês, nas escadas dos condomínios e nas casas do trabalhadores da Autoeuropa, e para as engomadeiras das engomadorias do trabalho pago à peça, quantas mais melhor, na roupa levada em sacos-cesto de plástico com recolha e entrega ao domicilio dos trabalhadores da Autoeuropa.

 

O que o ministro não disse, industriado pelo gabinete de empresa, nem inventou logo ali na hora com uma perna às costas, foi porque é que devem ser os contribuintes, com o dinheiro dos seus impostos, a financiar a abertura de uma creche ao sábado para os filhos dos trabalhadores da Autoeuropa e não a própria multinacional a fazê-lo ou, vá lá, a abrir uma creche dentro da própria fábrica como fazem as fábricas, multinacionais ou não, na Alemanha, contribuindo assim para que as crianças cresçam junto das mães/ pais e criando mais postos de trabalho e riqueza para a região.

 

Ma zisse é converrsa de populisme, vames mazé comerr peixe assade a Setúble [Setúbal accent].

 

[Imagem "Setúbal, descarregador de peixe, 1952" do insigne fotografo setubalense Américo Ribeiro]

 

 

 

 

A captura

por josé simões, em 18.12.17

 

 

 

No país onde um ex-primeiro-ministro antes de o ser foi porteiro ["O Pedro é que abria as portas todas"] e onde a porta giratória privado-público-privado continua bastante oleada, dá muito jeito ao ex-actual-futuro deputado, ministro, secretário de Estado, fazer uma espécie de voluntariado da elite político-partidária que é o de dar o nome para enfeitar os órgão sociais de clubes, colectividades, associações diversas, Misericórdias e IPSS, ser visto e fotografado ao lado de personalidades relevantes e mediáticas da dita sociedade civil, que chega onde o Estado se demitiu de chegar. Daí as famosas selfies e fotos que estas raríssimas personagens de clubes, colectividades, associações diversas, Misericórdias e IPSS usam para enriquecer o portfólio que lhes permite conhecer mais porteiros que lhes abram mais portas que lhes facilitem o acesso ao pote do dinheiro do contribuinte ou que, mais tarde, as façam girar da sociedade civil para o Estado e do Estado para a sociedade civil. Como diria Jaime Pacheco, "é uma faca de dois legumes". Uma faca de dois legumes que mete um ministro prestigiado e competente a fazer figura de papalvo e que mete os partidos da marcha do balão e do "arco da governação" a mexer no assunto com pinças, que é como quem diz, mete o PSD e o CDS a chegarem à frente dois palermas de segunda linha, Clara Marques Mendes e António Carlos Monteiro, respectivamente, dos raros com assento nas bancadas parlamentares sem ligação declarada a clubes, colectividades, associações diversas, Misericórdias e IPSS, com alguma autoridade moral e sem telhados de vidro para abordarem a questão.

 

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Geringonça my ass!

por josé simões, em 20.12.16

 

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Não contente por nos anos do Governo da direita radical PSD/ CDS, com o beneplácito e a assinatura por baixo, de cruz, da UGT de João Proença, do Partido Socialista, "por via das alterações à legislação laboral (menos dias de férias, mais horas de trabalho, redução da remuneração por horas extraordinárias, redução das indemnizações por despedimento, etc...), terá havido uma transferência de rendimentos do trabalho para o capital de cerca de 2,3 mil milhões de euros [o equivalente ao] desvio de cerca de 511 euros de cada um dos 4,5 milhões de portugueses empregados (incluindo os precários) para os respectivos patrões", o Governo do Partido Socialista, de António Costa, bué de esquerda, depois de ter corrido com António José Seguro pare a o rodapé da história, propõe a "actualização do salário mínimo nacional (SMN) para os 557 euros, a partir de Janeiro de 2017, a par da redução de um ponto percentual da Taxa Social Única (TSU) para as empresas".


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Propostas da treta

por josé simões, em 26.05.16

 

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Vamos lá a ver se nos entendemos: se a ideia de colar os feriados ao fim-de-semana é para ser discutida na "câmara alta" do Parlamento – a Concertação Social, significa que o Governo antes de tomar uma decisão quer ter em conta a opinião do sector privado e que a proposta é para para ser levada à mesa dos empresários e accionistas patrões, já que os trabalhadores colaboradores nunca são tidos nem achados na dita concertação, onde a UGT funciona como um apêndice do patronato e serve apenas para dar um selo de credibilidade às decisões. Portanto não faz o mínimo sentido levar uma proposta deste teor à mesa dos empresários e accionistas patrões do sector onde os trabalhadores colaboradores não recebem no início de cada ano um calendário com a distribuição dos feriados e respectivas possibilidades de "ponte", que não concedem "pontes" a ninguém nem que haja um novo milagre do Sol em Fátima,  onde todas as "pontes" são negociadas com meses de antecedência, quando não mesmo na altura da marcação das férias e onde o dia de férias é usado, gasto para o efeito. Não se percebe o que é que o Governo pretende com esta proposta da treta... Parece mais do mesmo, truques de ilusionismo usados em quatro anos de Governo da direita radical.


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||| Back to the basics

por josé simões, em 14.03.16

 

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De regresso aos blogues, ao Facebook e ao Twitter, ao glorioso ano de 2011, o ano da criação de emprego entre as hostes da direita, os escudeiros do sector privado debaixo do chapéu de chuva e de sol do Estado, às custas do dinheiro dos contribuintes, às custas daqueles que conseguiram manter o emprego depois do glorioso ajustamento da economia e das grandes reformas estruturais para 1 000 anos. Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe.


"Depois da substituição das cúpulas, é a vez de cerca de uma centena de chefias dos centros de emprego de Norte a Sul do país serem afastadas."


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||| O regresso da política

por josé simões, em 16.10.14

 

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Incrível como a comunicação do Partido Socialista mudou radicalmente e do dia para a noite. Meter quem percebe de horta a tratar da horta e a falar da horta, sem tibiezas e sem medo de sujar as mãos é outra loiça

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A explicação de Vieira da Silva, com directo televisivo, do porquê do voto contra do PS ao Orçamento do Estado para 2015 e o "enxerto de porrada" do deputado Pedro Delgado Alves na Reunião Plenária da Assembleia da República, a propósito do Projecto de Resolução do PSD e do CDS-PP, "Aprofundar a protecção das crianças, das famílias e promover a natalidade". Vale mesmo a pena ver estes 13:44 minutos.


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|| Perder uma boa oportunidade de ficar calado

por josé simões, em 21.04.10

 

 

 

 

De uma “violência” desnecessária, que as palavras escritas não ilustram – é necessário ver as imagens – foi a resposta do Governo, pela voz de Vieira da Silva, ao denominado Plano B do PSD.

 

Miguel Macedo proferiu as palavrinhas mágicas: “corte das despesas do Estado”, e a opinião pública está mortinha por isso – oh se está! -, e não perceber isso, e não perceber que já não se tem maioria absoluta, é não perceber nada de nada.

 

Paz à sua alma.

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

|| As legislativas “BES”

por josé simões, em 16.08.09

 

 

 

Começam a aquecer os motores para aquelas que ficarão na História da Democracia portuguesa como as legislativas “BES”: “Já falaste com o teu banco? Não, falei com o teu”

 

(Imagem Ben Turpin and Charlie Chaplin, 1915, fanada no Chicago Tribune)

 

 

|| Uma questão de “agenda”

por josé simões, em 03.06.09

 

A “coincidência” de agendas não surpreende ninguém, principalmente quando a estibordo a ideia base é… a ausência de ideias. À parte a surpreendente promoção dos comunistas a líderes da oposição ao Governo, o raciocínio enferma de um erro de palmatória: a CGTP não tem “agenda”; a “agenda” da CGTP é a do PCP.

 

Quanto ao facto da UGT desde os dias da sua criação seguir a “agenda” de todos os Governos, não consta que tenha dito alguma coisa.

 

(Imagem de Amy Fern)

 

|| Tudo como dantes, Quartel-General em Abrantes

por josé simões, em 07.05.09

 

Resolve nada. A quota até podia ser “zero imigrantes” que ia dar no mesmo.

 

O problema resolve-se atacando as máfias.

A máfia da imigração ilegal.

A máfia dos empreiteiros e subempreiteiros e sub-subempreiteiros que se auto-denominam de “empresários” e que pagam 100 - quando pagam! - e deviam pagar 200, sem contratos, sem descontos, sem segurança social.

 

E isto não tem nada a ver com racismo e xenofobia e o raio que os parta. Tem a ver com humanidade e legalidade.

 

(Imagem fanada no Times)

 

 

 

A propósito do Novo Código do Trabalho

por josé simões, em 01.05.08

 

Em entrevista a Vieira da Silvaministro do Trabalho – hoje no Público; uma pergunta feita por quem sabe “o que a casa gasta”:
 
“Quer importar também os empregadores suecos e finlandeses?”
 
(Às vezes, detrás duma ruim moita, sai um bom coelho)
 
Provérbio do dia: “De boas intenções está o Inferno cheio”.
 
(Foto de Jenny James)
 
 

Vida familiar e vida profissional

por josé simões, em 24.07.07

É sabido que cada vez mais, os pais passam cada vez menos tempo com os filhos. É a chamada “vida profissional”, em contraponto à “vida familiar”, ou, em como é possível haver mais vida para além da vida; mas isso são contas de outro rosário… As consequências dos filhos crescerem desacompanhados e ao “Deus-dará” – abandono escolar, delinquência, drogas – são por demais conhecidas e já foram mais que esmiuçadas em tudo quanto é sítio, desde jornais a televisões, livros editados e uma legião de novas profissões que surgiram recentemente e que se encarregam de acompanhar pais e filhos; é o apoio familiar, com os psicólogos à cabeça. Outra forma de ganhar a vida, para além da vida; que também são contas de outro rosário.

 

Ontem o ministro do Trabalho e da Solidariedade, Vieira da Silva, afirmou «estar empenhado em promover o alargamento do horário de funcionamento dos infantários de modo a facilitar uma maior conciliação entre a vida profissional e familiar (…)» Diário de Notícias. Não sei, sinceramente, qual a ideia – e se é que tem alguma – de conciliação entre as “duas vidas” que vai na cabeça do ministro. Alargar o horário de funcionamento dos infantários pressupõe à partida que as crianças vão ficar mais tempo fora dos pais. E porquê a necessidade deste alargamento de horário? Porque os pais vão estar mais tempo a trabalhar. Do que na realidade se trata é de tirar vida familiar às famílias, para dar vida de trabalho às empresas. São coisas diferentes. Com esta medida, o que se está a dizer aos portugueses, é que podem ficar tranquilos a trabalhar, se preciso for até à noite, porque há um sítio onde podem deixar as suas crianças depositadas; porque na grande maioria dos casos, aquelas coisas que dão pelo nome de infantário e creche é disso mesmo que se tratam: depósitos de crianças. Se houvesse a vontade de conciliar a vida profissional com a vida familiar incentivavam-se as empresas a disponibilizar esses equipamentos, como aliás acontece no “país fetiche” do nosso Primeiro – a Dinamarca, para que os pais ficassem o mais tempo possível junto dos filhos.

 

Se houvesse a real intenção de conciliar a vida profissional com a vida familiar; se houvesse a real intenção de combater o abandono escolar, a delinquência juvenil, o consumo de drogas, etc., etc., etc., estas medidas estavam a ser promovidas e direccionadas para o momento em que as crianças entram no primeiro ciclo, que é a altura crítica da formação do individuo, e não para os infantários e creches. Assim não passa de mais um “momento-Chávez” na vida deste Governo.

 

É o que dá misturar num mesmo ministério Trabalho e Solidariedade.