O Protocolo

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Arábia Saudita - Israel - Vaticano. Mandava Donal Trump fazer t-shirts, bonés, badges com a inscrição "The Fundamentalist Tour 2017", as t-shirts com os locais e as datas impressas nas costas, e ganhava uma pipa de massa em merchandising.
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O Papa foi sozinho a Auschwitz? Não.
O Papa chegou sozinho Auschwitz? Não.
O Papa estava sozinho em Auschwitz? Não.
Chegou um magote de gente, comitiva, representantes oficiais, representantes do Governo polaco, a comunicação social, fotógrafos, bajuladores vários e emplastros diversos, com o Papa lá no meio. Passaram todos para o outro lado. Passou depois o Papa, fotografado visto de baixo, visto de cima, visto dos lados, filmado de todos os ângulos possíveis e imaginados por câmaras previamente instaladas em braços de gruas e em drones. Não se lembraram de o fazer no Inverno, um Papa todo de branco num campo de extermínio coberto de neve, o efeito visual ainda era infinitamente maior.
Bardamerda para o Vatiwood [Vaticano + Hollywood] rodado no "cu do mundo" e na falta de respeito pela memória de um milhão e trezentos mil mortos.
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A embaixada de Marcelo ao Papa, em nome de D. Afonso Henriques, curvado no beija-mão piedoso, por 1179, pelo milagre de Ourique e pela visão de Nuno Álvares no campo de S. Jorge. Na primeira visita de Estado fora de portas Marcelo Rebelo de Sousa nomeado Marcelo I pela bênção papal.
O Portugal que já não existia, do simbolismo inventado por António Ferro e do castelo de Guimarães restaurado por medida dos feitos heróicos e da afirmação da nacionalidade, afinal ainda existe. Depois da tragédia – Cavaco, a comédia – Marcelo, com o caminho-de-ferro de Benguela, a cultura do sisal em Moçambique e o cacau em S. Tomé na ponta da língua. Heróis do mar, Nobre povo, Nação valente e imortal.
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Tanto se lhe dá que o Estado português seja laico, tanto se lhe dá que a cerimónia seja uma cerimónia religiosa e não uma cerimónia de Estado, do Estado do Vaticano. Peanuts para quem vai comprar indulgências por andar a fazer como político exactamente o contrário do que o que a religião que professa ensina e o oposto do que o líder da igreja que frequenta – o Papa, defende. Tanto se lhe dá, é mais uma exibição de botões de punho entre aeroportos e uma selfie com o senhor Francisco para pôr em cima da secretária de trabalho, estrategicamente virada para os flashes das máquinas em futuras entrevistas. Tanto se lhe dá que a mentira seja condenável pelo catecismo e a soberba um pecado capital.
[Imagem de autor desconhecido]

O concerto começa, devagar, com “Jesus died for somebody's sins but not mine, Meltin' in a pot of thieves, Wild card up my sleeve, Thick heart of stone, My sins my own, They belong to me, me” e termina em apoteose com a sala de pé a entoar “Jimi Hendrix was a nigger, Jesus Christ and Grandma, too. Jackson Pollock was a nigger, Nigger, nigger, nigger, nigger, Nigger, nigger, nigger”?
“Papa Francesco sorprende la Curia e chiama Patti Smith al suo concerto”
[A imagem é fanada deste filme]
O Papa Francisco na capa da The New Yorker.
Dirigido por essa espécie de Mário Soares de batina branca que, brandindo o báculo, incita o Povo de Deus à violência:
Dos paineleiros-comentadeiros, com lugar cativo nos media e agenda governamental para cumprir, não são de esperar milagres argumentativos depois do "t’arrenego!" a Mário Soares. De Paulo Portas, sempre mui pio e temente na primeira fila, logo à frente do ambão e de boca aberta para tomar O Senhor, é esperado mais um milagre contorcionista, ou o milagre com que é, pela Graça de Deus, atendido bastas vezes: o de passar pelos intervalos da chuva.
[Imagem de Duncan Phillips]
«O Sumo Pontífice deixará de poder calçar os célebres sapatos vermelhos.»
Como diria o Carl Perkins, Well, you can knock me down, Step in my face, Slander my name, All over the place. Do anything that you want to do, but uh-uh, Honey, lay off of my shoes
[Um iGod na imagem]
O mundo tá muito doente, O homem que mata, O homem que mente...
Todos somos filhos de Deus, Todos somos filhos de Deus [*]
"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus". Mateus 16:18-19
[*] Roubado a O Mundo
Para se ter uma ideia do quão retrógrado e reaccionário Joseph Ratzinger é, do vazio que foi o seu pontificado e do fosso entre os sacerdortes e os fiéis, a comunicação da resignação, efectuada em latim, resume na perfeição. Em latim, que é para o "povo da Igreja" perceber à primeira.
[Imagem]
Roubar a marmelada é quando vem um qualquer representante de um Estado estrangeiro, numa encenação de agit-prop, lançar granadas de fumo para iludir a populaça que responde paternalmente pelo nome de "fiéis", deliberada e convenientemente mantida longe, e na ignorância, destas cousas dos negócios entre o sagrado e o profano, fingir que não sabe que o acordo assinado entre o Estado português e o Estado do Vaticano, vulgo Concordata, não obriga o Estado português a decretar feriado qualquer dia festivo que a Igreja Católica tenha instituído em substituição de antigas tradições pagãs, mas que só "exige" ao Estado português que crie as condições que permitam aos católicos celebrar os dias considerados festivos e instituídos pela cúpula da Igreja.
[Imagem "At the Foot of the Opening at the Beginning and the End of Being" by Troy Gua]