"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Do Elefante Branco mais famoso do planeta, há 25 nos States e ainda sem saber falar 'amaricano', imigrante casada com descendente de imigrantes que odeia imigrantes, condenado em tribunal, suspeito de pedofilia, no Conselho de Segurança da ONU a perorar sobre educação e crianças, enquanto o marido as assassina aos milhares no outro lado do mundo e diminui as possibilidades às do seu próprio país com cortes no departamento de educação.
O taberneiro, que foi mais rápido que a própria sombra à second inauguration of Donald Trump, para ficar numa sala dos fundos a assistir como toda a gente no resto do mundo, pela televisão, chamou os jornalistas para dizer que por ele está tudo bem, os 'amaricanos' podem continuar a usar as Lajes sem problema, não por ele ser um lambe-cus do agente laranja, mas porque a utilização não é para fins de ataque directo no terreno, é só para abastecer os que vão atacar directamente. Minons e discípulos continuam alegremente a comer palha enquanto aplaudem. Esta semana não houve "entrevista exclusiva".
Depois de toda a liderança decapitada, Israel bombardeia Conselho de Peritos do Irão que estava a escolher o novo líder do país. Um dia há-de ser feito o filme disto, tipo The Spy com Sacha Baron Cohen. O grau de infiltração da Mossad na cúpula do poder iraniano é qualquer coisa. Chapéu!
"Vamos esperar para ver o que faz o povo iraniano", ouviu o mundo inteiro, em directo e a cores, na sala oval, da boca de um senil narcisista com acesso ao botão do Apocalipse. Um génio do caralho, vamos [vão] bombardear aquilo sem plano absolutamente nenhum e depois logo se vê. Vai ser uma espécie de Iraque Redux. As novas vagas de refugiados não vão dar à costa nos States, dali para a América só na cabeça de outro alucinado, o Joseph Smith e o seu Livro de Mórmon.
"Se quisesse podia usar as bases em Espanha, chegava lá e prontes. Mas já que não autorizaram vamos cortar todos os negócios com eles e não se fala mais nisso", continuou. Já que temos um Governo que lhe abana o rabo e um Presidente que fez voto de silêncio na última semana de 10 anos, alguém devia contar ao agente laranja que os comunistas espanhóis do Sanchez ocupam ilegalmente Valença. Podia ser que.
Num franchising que já foi uma televisão de referência temos outro alucinado, outrora major-general, condecorado pela NATO e tudo [!], em directo para dizer, sem se ri,r que esta "é uma guerra entre os BRIC e o ocidente alargado", que o Irão está a ganhar a guerra e, por consequência, os Estados Unidos e Israel estão a levar para contar.
No Xis uma embaixada e uma conta oficial do Governo da República como agência Ticketline. #Noção.
Strange days have found us, Strange days have tracked us down, They're going to destroy, Our casual joys, We shall go on playing, Or find a new town, cantava Jim Morrison em 1967.
J. D. Vance, vice-presidente, em teoria a segunda figura da administração logo a seguir a Donald Trump, não só não estava presente na apresentação do rescaldo ao rapto de Nicolás Maduro, como desde então tem andado "desaparecido" dos holofotes, cabendo a Marco Rubio, secretário de Estado, descendente de cubanos, todo o protagonismo, desde a explicação do plano para o day after na Venezuela, passando pelo futuro de Cuba, até à nova interpretação do que é o "Direito Internacional". O pós Donald Trump começa a ficar interessante.
E depois temos um candidato a Presidente, em directo na televisão, a dizer que se assume "claramente tão crítico de Putin como de Zelensky", depois de, também na televisão - SIC Notícias, Expresso da Meia Noite, 23 Abril de 2022, ia a invasão da Ucrânia pela Rússia no início, ter comparado Zelensky a Salazar e a Ucrânia a Goa.
No es casualidad. La ofensiva para desintegrar la Unión Europea ha entrado en una fase crítica y sin precedentes. Cuando Elon Musk compara a la UE con el régimen nazi y exige su abolición, y minutos después el Kremlin aplaude, no estamos ante simples bravuconadas digitales: es una declaración de guerra híbrida.[Mais]
A civilização europeia, uma construção com milhares de anos, pode desaparecer em 20. Ou menos.
Um burro é livre de dizer todas as merdas que lhe aprouver, vivemos numa democracia, na Europa, por enquanto. Pela mesma razão os outros burros são livres de as repetirem.
Um tal de Brian Krassenstein, "social media commentator and influencer", o que quer que essa merda signifique, lembrou-se de escrever no Xis que o novo mayor de Nova Iorque vai exigir a todas as escolas básicas o ensino da numeração árabe a todos os alunos, e que ele, como judeu americano está 100% de acordo. Já vai com mais de 20 mil comentários, cada um melhor que o outro, elevando este tweet ao Hall of Fame do Xis, desde o tempo em que se chamava Twitter, e mostrando urbi et orbi de que massa é feita a base MAGA. Vale a pena espreitar.
A cereja no topo do bolo era Trump anunciar que vai alterar, por decreto, com aqueles gatafunhos a marcador, a denominação de "numeração árabe" para outra merda qualquer que lhe passe pela cabeça,, como fez com o Golfo do México.
Ró náldo, como dizem na televisão, que tem uma mulher para cuidar família, da casa, "o que implica muito trabalho”, porque ele não consegue, "os homens não são capazes, honestamente", manifestou interesse em conhecer o agent orange, que também tem mulheres para cuidar de tudo, a troco de dinheiro, e com problemas com o sexo oposto, mal-resolvidos, também a troco de dinheiro, porque tem algo que gostaria de dizer pessoalmente a Trump, algo que ambos partilham. Podemos imaginar, de quem pagou para um filho de mãe incógnita. Dito e feito. Ró náldo, como dizem na televisão, goes to Washington, pela mão do herdeiro da coroa do verdadeiro estado islâmico, aquele onde as mulheres coise, you know what i mean, e Ró náldo, como dizem na televisão, e Trump também sabem. E vai à sombra do passaporte diplomático de Mohammed bin Salman ainda assim não vá a sombra de alguma Kathryn Mayorga lhe cair em cima, mesmo com dinheiro.
Os últimos dias do Reich, quando Hitler mobilizou velhos e crianças para a defesa de Berlim numa guerra já perdida e com fim anunciado, é o que faz lembrar esta mobilização de Maduro em defesa da Venezuela do "socialismo bolivariano". Ele, que nas últimas eleições não recebeu 4 milhões de votos, alega ter mobilizado 8 milhões de voluntários. Uma anedota.