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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Racismo e xenofobia

por josé simões, em 28.03.07

 Há coisa de umas semanas atrás, surgiu na comunicação social um relatório de uma comissão (ou observatório?) qualquer, onde era apontado o dedo aos portugueses, acusando-os de racismo e xenofobia, e ao Estado português, por nada fazer para a aceitação e integração das comunidades ciganas na sociedade.

 

Vem isto a propósito de, algum tempo já passado desde a apresentação do relatório, a Câmara do Porto ter decidido demolir o Bairro do Bacelo, predominantemente habitado – sem um mínimo de condições – por famílias de etnia cigana, e como contrapartida proceder ao realojamento dos desocupados em pensões, durante um período máximo de seis meses, até ser encontrada uma solução de alojamento definitivo em habitação social.

 

O tempo de alojamento em pensão será pago pela Segurança Social (leia-se dinheiro dos nossos impostos), o realojamento definitivo em novas habitações a cargo do pelouro da Habitação e Acção Social da Câmara do Porto (idem idem, aspas aspas).

 

Não é a solução ideal, mas é melhor do que deixar as pessoas na rua.”

“Deviam ter em conta que se trata de famílias de etnia cigana e que, pela sua cultura, o melhor seria, durante os 60 dias, realojá-las num terreno que, pelos vistos, até estava disponível.”

Vítor Marques, presidente da União Romani Portuguesa (URP).

 

Importa-se de repetir, sr. Vítor Marques?! Como alternativa à barraca, apresenta-se a pensão – e de borla!- e o senhor sugere outra barraca. Quando a habitação social estiver disponível e, como as famílias são de etnia cigana, é preferível continuar na barraca? “é melhor que deixar as pessoas na rua”?! Onde é que elas tem vivido até agora?

 

Ainda sobre esta polémica empolada, o SOS Racismo acusa o presidente da Câmara, Rui Rio, de “políticas racistas e xenófobas ante a solução apresentada”.

 

À consideração dos ilustres que elaboraram o relatório sobre a integração cigana na sociedade portuguesa: Não seria de bom-tom rever novamente as conclusões do relatório? Ou será antes preferível, a maioria da população portuguesa – e para se evitarem de vez as acusações de racismo e xenofobia – integrar-se ela própria nos costumes ciganos, e fazermos deste país um gigantesco parque de barracas, começando e já, por aproveitar o CCL da Caparica?

 

Post-Scriptum: Há uns tempos atrás, um amigo, oficial da Brigada de Trânsito da GNR, confidenciou-me que, existem directivas verbais na BT, para em operações stop, e com o objectivo de evitar “confusões”, não mandar parar veículos conduzidos por ciganos.

Alojamento grátis em pensão, casa oferecida pela Habitação Social, isenção de cumprir o Código da Estrada; afinal sempre existem portugueses de Primeira e Segunda, estão é onde menos se esperava que estivessem…