Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Cheque aos 'geringonços'

por josé simões, em 14.05.18

 

chess.jpg

 

 

Há que tirar o chapéu a António Costa quando saca da cartola o argumento de que "é mais importante contratar mais funcionários públicos do que aumentar os salários". O Bloco de Esquerda, com reduzida implantação na Função Pública e percebendo a armadilha, embatucou e fingiu que não tinha ouvido nada. O PCP, Jerónimo de Sousa, que ainda a semana passada disse no Parlamento que "há já muitos anos que por aqui ando", engoliu o isco e quando se deu conta da esparrela desviou a conversa para "a dívida pública impagável e o dinheiro que não há para nada mas há para os bancos", argumento justo e bonito, de resto, mas que não tem nada a ver para o caso porque, como disse e bem, a opção é política e o dinheiro vai ser sempre gasto, seja em aumentos seja em contratações, deixando o secretário-geral dos comunistas de fora os que já estão de fora, os desempregados, e encostando-se onde António Costa o queria encostado, ao partido da Função Pública, com toda a carga que isso tem no resto do país, nos outros, nos que não trabalham para o Estado.

Vem então os 'pontas-de-lança' dos partidos nos sindicatos, um para fazer prova de vida e outro para interpretar o papel que lhe foi destinado representar, invocar "os baixos salários" e "o congelamento de carreiras e de aumentos salariais". Mais dois encostados nas cordas ao lado de Jerónimo de Sousa, com as progressões nas carreiras e aumentos salariais no sector privado que não há só porque sim e porque a velhice é um posto como na tropa macaca, e com a falência do Estado, a manter o emprego a todos os seus funcionários, paga com a falência, o desemprego, a emigração, a miséria de milhares no sector privado e com o congelamento salarial e precariedade para os que ficaram.

Chapéu a António Costa, portanto.

 

[Imagem]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 01.05.18

 

clown (3).jpg

 

 

O senhor Silva da UGT acha que o Estado deve dar incentivos às empresas, tipo uma taxa zero de IRC, como incentivo ao investimento e consequente criação de emprego de modo a fixar pessoas no interior. Os incentivos, que não implicavam perda de receita fiscal, e que foram precisamente retirados pelo Estado: escolas, postos de saúde, hospitais, tribunais, repartições públicas encerradas, que por sua vez levaram ao encerramento de bancos, estações dos correios, companhias de seguros, agentes notariais, o que faze com que só os velhos, que resistiram à atracção pelo litoral ou pela emigração, fiquem para morrer ao lado das árvores queimadas.

 

[Imagem]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 22.02.18

 

suricate-or-meerkat-sitting.jpg

 

 

Ver o senhor Silva da UGT à frente de uma embaixada sindical, em bicos dos pés na porta da Autoeuropa um dia depois de conseguido o pré-acordo entre a administração e a Comissão de Trabalhadores, afirmar que tal se deveu por ter mexido uns cordelinhos através do congénere na Alemanha e não-sei-quem em Bruxelas,  que propiciou o desbloquear do impasse em Portugal, já que o acordo alcançado em Wolfsburg "espoletou e facilitou, por réplica natural", o acordo dentro de portas e, pasme-se, "a possibilidade de acordo para todas as outras unidades na Europa", sem contudo esclarecer, nem nenhum jornalista de serviço se ter le,mbrado de lhe perguntar, se o IGMetal assinou pressionado pelo "sentido de Estado" e pela "responsabilidade" da central portuguesa, se a Comissão de Trabalhadores portuguesa assinou pressionada pelo sindicato alemão, se a administração em Palmela assinou com medo de mais greves convocadas pelo IGMetal na Alemanha.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Muito bom!

por josé simões, em 29.01.18

 

lego-patent.jpg

 

 

As jornadas parlamentares do CDS, em Setúbal, com Assunção Cristas, a falar mal dos sindicatos, António Saraiva, da CIP, a falar mal dos sindicatos, o moço de fretes da CIP, perdão, o secretário-geral da UGT, a falar mal dos sindicatos. "Há sabujos de raça nos sindicatos agitadores profissionais na Autoeuropa".  Muito bom!

 

[Imagem]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 14.01.18

 

White-Face.jpg

 

 

Nós não vamos fazer fretes em relação a legislação laboral. Os patrões não têm legitimidade para vir bater à porta da UGT pedir batatinhas (...). Estamos cansados de ser acusados de ser muletas

 

[Imagem]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 20.07.17

 

clown (1).jpg

 

 

A UGT, que assina de cruz códigos do trabalho a flexibilizar o despedimento e a diminuir o valor da compensação financeira pelo mesmo, é a UGT que está agora muito preocupada com a possibilidade "criminosa" da Altice poder despedir três mil trabalhadores, curiosamente só depois da CGTP ter saído para a rua pela mesma razão.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O menino da lágrima

por josé simões, em 02.02.17

 

menino da lágrima.jpg

 

 

Crescido e educado em 39 anos de ilusão numa agremiação inventada para esvaziar as reivindicações sindicais e para legitimar as decisões dos sindicatos patronais, numa também inventada espécie de "câmara alta" do Parlamento que decide sempre em favor da rigidez patronal, em nome de um futuro risonho e dos amanhãs que cantam no crescimento da económica que vai gerar riqueza a rodos para distribuir por todos, uma cenoura na ponta de um pau, desde que há memória, "isto está muito mau", o menino da lágrima chocou de frente com a realidade e com o peso e relevância que não tem e que não se adquire só pelo facto de se sentar à mesa do senhor, dizer que sim e assinar de cruz.

 

 

 

 

 

Cumprindo mais uma vez o desígnio para o qual foi criada

por josé simões, em 14.01.17

 

hmv.jpg

 

 

Patrões e UGT assinam acordo

 

 

 

 

Conta-me como foi

por josé simões, em 30.12.16

 

manif tsu.jpg

 

 

Ainda sou do tempo da maior manifestação desde o 1.º de Maio de 1974, contra a intenção do Governo da direita radical – PSD/ CDS, de aumentar a Taxa Social Única [TSU] dos trabalhadores e baixar a dos patrões.


OE vai pagar descida da TSU das empresas


[Na imagem «A UGT rejeita "qualquer medida que retire fontes de receita da Segurança Social"»]

 

 

 

 

Ora vamos lá a saber…

por josé simões, em 22.12.16

 

cavaco-torres couto.jpg

 

 

Descapitalização da Segurança Social à parte, transferências [ainda mais] do trabalho para o capital à parte, até quando é que vamos continuar a fingir que um acordo assinado entre os patrões e um sindicato representativo de meia dúzia de bancários e empregados no sector dos serviços serviços é "Concertação Social" e equivale a ter paz nas empresas e no trabalho e nas ruas?


[Na imagem Torres Couto – Cálice de Porto – Cavaco Silva, um clássico da Concertação Social]

 

 

 

 

"Como disse um filósofo chinês, uma imagem vale por mil palavras"

por josé simões, em 22.11.16

 

concertação social.jpg

 

 

Líder de um sindicato sem implantação no terreno, o moço de fretes dos patrões, devidamente autorizado pelo Dono Disto Tudo, com a bênção do sorriso trocista do patrão dos patrões - António Saraiva, assina de cruz o que os líderes dos partidos do Governo da direita radical lhe puseram à frente para assinar.


Concertação social marcada por "atropelos" ao diálogo e condicionada por Bruxelas

 

 

 

 

Guardar

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 15.11.16

 

Sad-Clown.jpg

 

 

Como se o problema fosse a Concertação Social ela própria e não a UGT, reduzida à inutilidade pela sua insignificância, condenada ao desaparecimento pela ausência do móbil para a qual foi criada: assinar de cruz tudo o que convém às associações patronais.


UGT diz que sem acordo, mais vale "fechar a porta" da concertação


Um mérito há no entanto que há que dar a Carlos Silva, o de ter percebido isso primeiro que ninguém e daí o seu constante esbracejar e espernear, quase desde o primeiro dia em que ocupou o cargo.


[Imagem]

 

 

 

 

Há lodo no cais

por josé simões, em 28.05.16

 

sindicato+de+ladroes-1954.jpg

 

 

A UGT quer que a representatividade que não lhe é reconhecida no meio laboral, que os trabalhadores que não tem sindicalizados lhe paguem uma quota mensal como forma de legitimar a luta da UGT, since 1978, na retirada de direitos e garantias, aos trabalhadores, na desvalorização da contratação colectiva, na assinatura de sucessivos códigos do trabalho com condições cada vez mais gravosas, para os trabalhadores, sempre em benefício da rigidez patronal, com a promessa de um amanhã que canta, e que canta sempre para a mais-valia dos patrões e dos accionistas.


Trabalhadores terão de pagar à UGT por contratos colectivos de trabalho


"Há lodo no cais" é o título em Portugal, "Sindicato de Ladrões" foi o título recebido no Brasil.


[Imagem]

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 01.05.16

 

someone-erasing-drawing-human-brain.jpg

 

 

Na capital do Cavaquistão, se calhar em homenagem aos idos em que a UGT de Torres Couto erguia um cálice de Porto para celebrar com Cavaco Silva mais cortes em direitos em regalias, Carlos Silva reescreve a história dos últimos 5 anos com um delete ao consulado de João Proença. "Impostas" é o termo. A UGT nunca existiu.


"Enalteceu, a propósito, "a reversão de um conjunto de medidas [pelo actual Governo] que de uma forma muito liberal foram impostas nos últimos anos", como os cortes salariais, a valorização da concertação social e a reposição das 35 horas de trabalho semanal."


[Imagem]

 

 

 

 

||| Desesperados

por josé simões, em 15.04.16

 

puppet.jpg

 

 

Por via da inusitada "geringonça" de esquerda no Parlamento, a UGT reduzida àquilo que sempre foi – nada e sem implantação no terreno do trabalho, com excepção de alguns sindicatos de bancários e seguros; esvaziada da função para a qual foi criada – dizer que sim às confederações patronais e assinar de cruz tudo o que lhe ponham na frente, luta desesperadamente pela sobrevivência e tenta fazer da Concertação Social uma espécie de Câmara Alta do Parlamento, bóia de salvação do sindicalismo fantoche. Desesperados. Responsavelmente desesperados. Desesperados com "sentido de Estado".


[Imagem]