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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Dar um chouriço a quem lhes der um porco

por josé simões, em 27.06.18

 

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Como todos os Governos anteriores a este, António Costa descartou-se e passou o ónus do aumento do Salário Mínimo Nacional para a Concertação Social, uma espécie de "câmara alta" do Parlamento, não eleita, inventada por Mário Soares nos 80's com o intuito de esvaziar o poder negocial aos sindicatos, ler "CGTP", depois de ter inventado a meias com Sá Carneiro um sindicato, a UGT, para assinar de cruz tudo o que convinha aos patrões. Os patrões que fazem o barulho da praxe só para não se dizer que aceitam calados e assinam a contragosto os aumentos do salário mínimo negociados como grandes vitórias da UGT e sempre em troca de uma retirada qualquer de um direito ou de uma garantia, de uma mexida no Código do Trabalho em prol da rigidez patronal, uma facada qualquer na contratação colectiva, em nome dos amanhãs que cantam no crescimento económico e da riqueza nacional. Desde então tem sido sempre a descer para o lado do trabalho na exacta proporção em que a riqueza aumenta para o lado do capital. Agora, de repente e sem que nada o fizesse prever, os patrões vêm de esmola esticada propor para 2019 um aumento do Salário Mínimo Nacional acima do previsto e do proposto pelo Governo, na garantia da manutenção das "alterações que desejamos produzir ao nível da melhoria dos factores de produção", e só estas aspas são todo um programa. E se o PS, como António Costa disse há bem pouco tempo, "está onde sempre esteve", a coisa vai ser decidida em sede de Concertação Social com mais uma grande vitória negocial da UGT e com os resultados na linha do que têm sido desde que Torres Couto apareceu, a preto-e-branco na televisão do Estado, de cálice de vinho do Porto erguido a brindar com Cavaco Silva.

Isto nem de propósito na semana em que Banksi pintou mais um mural em França [na imagem].

 

 

 

 

Cheque aos 'geringonços'

por josé simões, em 14.05.18

 

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Há que tirar o chapéu a António Costa quando saca da cartola o argumento de que "é mais importante contratar mais funcionários públicos do que aumentar os salários". O Bloco de Esquerda, com reduzida implantação na Função Pública e percebendo a armadilha, embatucou e fingiu que não tinha ouvido nada. O PCP, Jerónimo de Sousa, que ainda a semana passada disse no Parlamento que "há já muitos anos que por aqui ando", engoliu o isco e quando se deu conta da esparrela desviou a conversa para "a dívida pública impagável e o dinheiro que não há para nada mas há para os bancos", argumento justo e bonito, de resto, mas que não tem nada a ver para o caso porque, como disse e bem, a opção é política e o dinheiro vai ser sempre gasto, seja em aumentos seja em contratações, deixando o secretário-geral dos comunistas de fora os que já estão de fora, os desempregados, e encostando-se onde António Costa o queria encostado, ao partido da Função Pública, com toda a carga que isso tem no resto do país, nos outros, nos que não trabalham para o Estado.

Vem então os 'pontas-de-lança' dos partidos nos sindicatos, um para fazer prova de vida e outro para interpretar o papel que lhe foi destinado representar, invocar "os baixos salários" e "o congelamento de carreiras e de aumentos salariais". Mais dois encostados nas cordas ao lado de Jerónimo de Sousa, com as progressões nas carreiras e aumentos salariais no sector privado que não há só porque sim e porque a velhice é um posto como na tropa macaca, e com a falência do Estado, a manter o emprego a todos os seus funcionários, paga com a falência, o desemprego, a emigração, a miséria de milhares no sector privado e com o congelamento salarial e precariedade para os que ficaram.

Chapéu a António Costa, portanto.

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 01.05.18

 

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O senhor Silva da UGT acha que o Estado deve dar incentivos às empresas, tipo uma taxa zero de IRC, como incentivo ao investimento e consequente criação de emprego de modo a fixar pessoas no interior. Os incentivos, que não implicavam perda de receita fiscal, e que foram precisamente retirados pelo Estado: escolas, postos de saúde, hospitais, tribunais, repartições públicas encerradas, que por sua vez levaram ao encerramento de bancos, estações dos correios, companhias de seguros, agentes notariais, o que faze com que só os velhos, que resistiram à atracção pelo litoral ou pela emigração, fiquem para morrer ao lado das árvores queimadas.

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 22.02.18

 

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Ver o senhor Silva da UGT à frente de uma embaixada sindical, em bicos dos pés na porta da Autoeuropa um dia depois de conseguido o pré-acordo entre a administração e a Comissão de Trabalhadores, afirmar que tal se deveu por ter mexido uns cordelinhos através do congénere na Alemanha e não-sei-quem em Bruxelas,  que propiciou o desbloquear do impasse em Portugal, já que o acordo alcançado em Wolfsburg "espoletou e facilitou, por réplica natural", o acordo dentro de portas e, pasme-se, "a possibilidade de acordo para todas as outras unidades na Europa", sem contudo esclarecer, nem nenhum jornalista de serviço se ter le,mbrado de lhe perguntar, se o IGMetal assinou pressionado pelo "sentido de Estado" e pela "responsabilidade" da central portuguesa, se a Comissão de Trabalhadores portuguesa assinou pressionada pelo sindicato alemão, se a administração em Palmela assinou com medo de mais greves convocadas pelo IGMetal na Alemanha.

 

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Muito bom!

por josé simões, em 29.01.18

 

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As jornadas parlamentares do CDS, em Setúbal, com Assunção Cristas, a falar mal dos sindicatos, António Saraiva, da CIP, a falar mal dos sindicatos, o moço de fretes da CIP, perdão, o secretário-geral da UGT, a falar mal dos sindicatos. "Há sabujos de raça nos sindicatos agitadores profissionais na Autoeuropa".  Muito bom!

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 14.01.18

 

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Nós não vamos fazer fretes em relação a legislação laboral. Os patrões não têm legitimidade para vir bater à porta da UGT pedir batatinhas (...). Estamos cansados de ser acusados de ser muletas

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 20.07.17

 

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A UGT, que assina de cruz códigos do trabalho a flexibilizar o despedimento e a diminuir o valor da compensação financeira pelo mesmo, é a UGT que está agora muito preocupada com a possibilidade "criminosa" da Altice poder despedir três mil trabalhadores, curiosamente só depois da CGTP ter saído para a rua pela mesma razão.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O menino da lágrima

por josé simões, em 02.02.17

 

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Crescido e educado em 39 anos de ilusão numa agremiação inventada para esvaziar as reivindicações sindicais e para legitimar as decisões dos sindicatos patronais, numa também inventada espécie de "câmara alta" do Parlamento que decide sempre em favor da rigidez patronal, em nome de um futuro risonho e dos amanhãs que cantam no crescimento da económica que vai gerar riqueza a rodos para distribuir por todos, uma cenoura na ponta de um pau, desde que há memória, "isto está muito mau", o menino da lágrima chocou de frente com a realidade e com o peso e relevância que não tem e que não se adquire só pelo facto de se sentar à mesa do senhor, dizer que sim e assinar de cruz.

 

 

 

 

 

Cumprindo mais uma vez o desígnio para o qual foi criada

por josé simões, em 14.01.17

 

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Patrões e UGT assinam acordo

 

 

 

 

Conta-me como foi

por josé simões, em 30.12.16

 

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Ainda sou do tempo da maior manifestação desde o 1.º de Maio de 1974, contra a intenção do Governo da direita radical – PSD/ CDS, de aumentar a Taxa Social Única [TSU] dos trabalhadores e baixar a dos patrões.


OE vai pagar descida da TSU das empresas


[Na imagem «A UGT rejeita "qualquer medida que retire fontes de receita da Segurança Social"»]

 

 

 

 

Ora vamos lá a saber…

por josé simões, em 22.12.16

 

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Descapitalização da Segurança Social à parte, transferências [ainda mais] do trabalho para o capital à parte, até quando é que vamos continuar a fingir que um acordo assinado entre os patrões e um sindicato representativo de meia dúzia de bancários e empregados no sector dos serviços serviços é "Concertação Social" e equivale a ter paz nas empresas e no trabalho e nas ruas?


[Na imagem Torres Couto – Cálice de Porto – Cavaco Silva, um clássico da Concertação Social]

 

 

 

 

"Como disse um filósofo chinês, uma imagem vale por mil palavras"

por josé simões, em 22.11.16

 

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Líder de um sindicato sem implantação no terreno, o moço de fretes dos patrões, devidamente autorizado pelo Dono Disto Tudo, com a bênção do sorriso trocista do patrão dos patrões - António Saraiva, assina de cruz o que os líderes dos partidos do Governo da direita radical lhe puseram à frente para assinar.


Concertação social marcada por "atropelos" ao diálogo e condicionada por Bruxelas

 

 

 

 

Guardar

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 15.11.16

 

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Como se o problema fosse a Concertação Social ela própria e não a UGT, reduzida à inutilidade pela sua insignificância, condenada ao desaparecimento pela ausência do móbil para a qual foi criada: assinar de cruz tudo o que convém às associações patronais.


UGT diz que sem acordo, mais vale "fechar a porta" da concertação


Um mérito há no entanto que há que dar a Carlos Silva, o de ter percebido isso primeiro que ninguém e daí o seu constante esbracejar e espernear, quase desde o primeiro dia em que ocupou o cargo.


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Há lodo no cais

por josé simões, em 28.05.16

 

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A UGT quer que a representatividade que não lhe é reconhecida no meio laboral, que os trabalhadores que não tem sindicalizados lhe paguem uma quota mensal como forma de legitimar a luta da UGT, since 1978, na retirada de direitos e garantias, aos trabalhadores, na desvalorização da contratação colectiva, na assinatura de sucessivos códigos do trabalho com condições cada vez mais gravosas, para os trabalhadores, sempre em benefício da rigidez patronal, com a promessa de um amanhã que canta, e que canta sempre para a mais-valia dos patrões e dos accionistas.


Trabalhadores terão de pagar à UGT por contratos colectivos de trabalho


"Há lodo no cais" é o título em Portugal, "Sindicato de Ladrões" foi o título recebido no Brasil.


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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 01.05.16

 

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Na capital do Cavaquistão, se calhar em homenagem aos idos em que a UGT de Torres Couto erguia um cálice de Porto para celebrar com Cavaco Silva mais cortes em direitos em regalias, Carlos Silva reescreve a história dos últimos 5 anos com um delete ao consulado de João Proença. "Impostas" é o termo. A UGT nunca existiu.


"Enalteceu, a propósito, "a reversão de um conjunto de medidas [pelo actual Governo] que de uma forma muito liberal foram impostas nos últimos anos", como os cortes salariais, a valorização da concertação social e a reposição das 35 horas de trabalho semanal."


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