"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Quando a Carris, o Metro, a CP, os TST, os STCP, a Barraqueiro, a Rodoviária de Lisboa, a Transtejo, or ever, fazem greve há sempre reportagens de rua com pessoas revoltadas com o contratempo e o transtorno e o prejuízo que é para o país e para a economia e mais o caos na cidade.
Com a greve dos taxistas nem a RTP, nem a SIC, nem a TVI, nem a televisão do Correio da Manha [sem til] se lembraram de fazer uma reportagem assim e foram fazer a reportagem que nunca fazem quando as empresas de transportes públicos entram em greve: o dinheiro que deixa de entrar em casa dos grevistas, com filhos e contas para pagar. Curioso...
Ter boa imprensa é a cobertura que as televisões, todas, fazem a uma greve - a dos taxistas, pela qual ninguém dava se não fosse a cobertura televisiva, a todas as horas, em todos os noticiários, com directos e folclore diverso.
Já que uma das funções do Governo parece ser proteger as corporações, zelar pelos interesses instalados e que se dane a livre iniciativa, a concorrência e o consumidor/ utilizador, para satisfazer os taxistas em protesto por causa da Uber inventava-se uma espécie de Projecto de Lei 118, com uma taxa a incidir sobre os android, iPhone e tablets diversos, partindo do princípio que quem os compra vai instalar a aplicação para chamar o "carro de praça", pagávamos todos e não se falava mais nisso.
«Governo dá 17 milhões aos taxistas, mas abre claramente a porta a uma nova regulamentação que pode deixar a Uber a operar livremente no mercado. Taxistas não gostaram.