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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O triunfo dos gordos

por josé simões, em 29.08.18

 

Bono U2.jpg

 

 

Ainda sou do tempo em que os U2 eram magros e genuínos e que foi mais ou menos por entre 1980 com Boy e 1983 com o inaudível War, quem disser que o conseguiu ouvir de seguida da primeira à última faixa está a mentir, passando por 1981 com October, no tempo de tocarem para umas quantas centenas em Vilar de Mouros, que na sua grande maioria nem sequer lá tinham ido por eles, e no tempo em que não faziam "grandes músicas" para a RFM passar e as que eram realmente grandes iam parar ao Index.

Depois veio a cedência comercial The Unforgettable Fire, que a vidinha custa a todos, e é legitímo e cada um escolhe o caminho que quer trilhar e, fezada, logo no ano seguinte, na embalagem do sucesso global (Feed The World) Do they Know It's Christmas Time pela Band Aid, vem o Live Aid, que cai que nem ginjas numa juventude globalizada, a ressacar da new wave e do pop manhoso dos 80s, sem choque de gerações e órfã de grandes causas. Alimentou-se África e o 'Virgin Prune" frontman Bono, que já tinha perdido a virgindade e que de ameixa não tinha nada, rapidamente percebeu que quanto mais aparecesse e quanto mais desse a cara ao manifesto mais pingava. E foi um fartote. ONU, presidentes, ministros, governos, era ir a todas e até a Davos, Mandela, meter umas imagens fortes nos ecrãs dos concertos ao vivo e umas palavras do Dr. King, beija-mão papal, o Papa a beijar a mão a Bono, e era o "nosso" homem global, a "nossa" voz, o "nosso" líder a bater o pé às corporações, às marcas, aos donos do mundo Nem sei se não ganharam um Nobel qualquer, os U2 por interposta pessoa, o vocalista.

Alimentaram-se assim e engordaram os U2 e, como diz o pagode, "dinheiro puxa dinheiro" e como o dinheiro é sempre pouco e um músico não dura sempre, vai de retirar o dinheirinho da querida Irlanda e depositá-lo na Holanda, que isto é tudo Europa e a carga fiscal é mais baixa. E, como diz o pagode "dinheiro puxa dinheiro" e como o dinheiro é sempre pouco e um músico não dura sempre, vai de investir através de paraísos fiscais, que é tudo legal, não há aqui qualquer espécie de crime, não há aqui nada para ver, é circular, é circular.

Mas, como já são muitos anos a virar palcos e a fazer depósitos bancários e África saiu da agenda mediática e o mainstream não importuna nem políticos nem multinacionais, há que inventar uma bandeira para enfeitar os concertos, e o nacionalismo e o autoritarismo e o Steve Bannon e o Orbán e o Salvini estão mesmo aqui à mão, mesmo que se alimentem de apontar à opinião pública dos respectivos países os ricos e os poderosos que fogem a pagar os impostos nos países de origem e investem o pecúlio amealhado pelos labirintícos paraísos fiscais, de bandeira da união Europeia na mão e na lapela do casaco. 

 

Europe is a thought that needs to become a feeling

The word patriotism has been stolen from us by nationalists and extremists. Real patriots seek unity above homogeneity. Can we put our hearts into this struggle?

 

Ainda sou do tempo em que os U2 eram magros. E genuínos.

 

 

 

 

Make Poverty History

por josé simões, em 06.11.17

 

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Bono, Isabel II, Madonna, Pierre Omidyar, George Soros, Paul Allen, Blairo Borges Maggi, Sheldon Adelson, Noor al-Hussein (Reina de Jordania), Juan Manuel Santos... Estos son algunos de los nombres implicados en los Paradise Papers, una investigación internacional coordinada por el Consorcio Internacional de Periodistas de Investigación (ICIJ) a partir de la documentación obtenida por el diario alemán 'Süddeutsche Zeitung'.

 

Honesto só mesmo Frank Zappa que nunca escondeu ao que vinha, We're Only in It for the Money.

 

[Imagem]

 

 

 

 

|| Sunday, Bloody Sunday

por josé simões, em 24.04.11

 

 

 

 

 

(Via)

 

 

 

 

 

 

 

 

|| Ainda sou do tempo em que o circo era só por alturas do Natal

por josé simões, em 05.04.11

 

 

 

 

 

 

|| Fim-de-semana

por josé simões, em 02.01.11

 

 

 

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

New Year’s DayU2

 

(7” double vinyl)

 

 

 

 

 

 

|| Ide gozar com... com o caralho!

por josé simões, em 03.10.10

 

 

 

Fico muito satisfeito por saber que, apesar de não ter posto os chispes no estádio, contribui com o dinheiro dos meus impostos, aquele dinheiro que não chega para pagar o abono de família e o subsídio de desemprego, para a fortuna pessoal de Bono & Cia Ldª:

 

«Turismo de Coimbra apoiou concerto dos U2 em 200 mil euros»

 

 

 

 

 

|| Só grandes músicas, a melhor música de todas as estações, e o caralho. (Ámen)

por josé simões, em 29.09.10

 

 

 

 

 

Para já não falar dos milhares que compraram, na net e ao balcão, bilhetes verdadeiros para ver uma banda falsa.

 

 

 

 

Fim-de-semana

por josé simões, em 20.06.10

 

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Sunday Bloody SundayU2

 

(7”vinyl)

 

 

 

|| … e nós pimba, nós pimba!

por josé simões, em 18.10.09

 

 

 

Aqueles que perdem uma noite numa fila à porta de um centro comercial na ganância ânsia de comprar um bilhete para um concerto dos U2 a acontecer daqui por um ano, são exactamente os mesmos que esgotam o mega pic-nic com Tony Carreira no Parque da Bela Vista. Por muito que lhes custe admitir.

 

Rapazes da vida airada...

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

New Years Day

por josé simões, em 01.01.08
Uma musiquinha do tempo em que, graças a Deus, ainda não havia (argh!!!)  RFM .
 
New Years DayU2