"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Data da publicação: 6 de Março, hoje é dia 9, e vamos com 3 - três - 3 dias disto. @IsraelMF é um puto qualquer em Ijuí, Cruz Alta, Rio Grande do Sul, abriu conta em Julho de 2010, segue três contas, uma delas é a dos Green Day, tem 12 seguidores, e a última vez que publicou foi em 18 de Outubro de 2010 [!!!], o governo de Israel nem conta oficial tem no Xis, há a do primeiro-ministro - @IsraeliPM, e a do gabinete de imprensa - @GPOIsrael, ou a do hómologo de Paulo Rangel - @IsraelMFA que, se calhar por ter "MFA" no nick, lhe causou urticária...
O governo com o maior número de incompetentes por m2 da história da democracia.
Fulano é preso por desfalcar um lar da terceira idade, uma colectividade, assaltar uma farmácia; sicrano é detido por tráfico de droga, por lenocínio, exploração de mão de obra escrava; beltrano é preso por violência doméstica, abuso sexual de menores, um crime qualquer, não interessa, chegamos ao Xis, antigo Twitter, e metemos "Mais um bandido. Vai-se ver e é daquele partido que a gente sabe", sem nunca nomear o partido e, automaticamente, a vara anónima do taberneiro sai dos bueiros em acção concertada. E isto é absolutamente maravilhoso, são feios, porcos e maus, e não só sabem que são feios, porcos e maus como o assumem à partida, e à chegada, sem sequer serem nomeados.
[Nas imagens alguns exemplos tirados à sorte]
Quem não se sente não é filho de má gente, é o mundo ao contrário.
Um tal de Brian Krassenstein, "social media commentator and influencer", o que quer que essa merda signifique, lembrou-se de escrever no Xis que o novo mayor de Nova Iorque vai exigir a todas as escolas básicas o ensino da numeração árabe a todos os alunos, e que ele, como judeu americano está 100% de acordo. Já vai com mais de 20 mil comentários, cada um melhor que o outro, elevando este tweet ao Hall of Fame do Xis, desde o tempo em que se chamava Twitter, e mostrando urbi et orbi de que massa é feita a base MAGA. Vale a pena espreitar.
A cereja no topo do bolo era Trump anunciar que vai alterar, por decreto, com aqueles gatafunhos a marcador, a denominação de "numeração árabe" para outra merda qualquer que lhe passe pela cabeça,, como fez com o Golfo do México.
Nem uma única vez no Xis escrevo o nome do mamífero e da agremiação que chefia, que o algoritmo gosta é destas coisas, é sempre o taberneiro e o partido da taberna, mas os gajos saem aos magotes dos bueiros para virem comentar, têm plena consciência do vómito que são e a quem o tuite é dirigido, todos sem uma ideia, uma linha de raciocínio, vazio absoluto e ódio puro. Mesmo depois de bloqueados criam nova conta para virem comentar e serem bloqueados outra vez. São perfis com fotos de vikings, de celtas, de cruzados, do Viriato e do Henriques descendente dos francuis que bateu na mãe, com a bandeira condal de D. Henrique, cobardes escondidos no anonimato, algumas contas com zero seguidores e a seguirem zero pessoas, outras com o pisco azul de conta certificada, apesar de terem sido criadas há bocado ou ontem à tarde. Mais que os tempos da Internacional Fascista que começamos a viver são os tempos da Internacional Acéfala.
Um preto e uma entrapada, a imagem do imigrante, cliché e preconceito, o Governo a dar o exemplo. "Revisão da lei da nacionalidade", para todos os nacionais? "Descontrolo na imigração no passado", ainda faltam 100 mil, segundo os patrões, e ainda nem sequer começaram as obras do novo aeroporto, do TGV, da nova travessia do Tejo. "Limitação ao agrupamento familiar", o mecanismo que mais estabilidade dá, e mais contribui para a integração, até o João Félix levou a família com ele quando assinou pelo Atlético de Madrid. "Repatriamentos mais céleres", pena o desinvestimento na ferrovia, agora enviávamos vagões de gado cheios para a terra deles, já nem o trabalho liberta. Repressão e surfar a onda da ignorância e do instinto primário, ao invés da pedagogia. Entretanto o Governo apagou o tweet da vergonha, fica aqui para memória futura. A direita no poder, ódio, xenofobia, preconceito.
Um grande antifascista, e dono do 25 de Abril, paga para poder escrever no outrora Twitter folhas A4 a culpar a NATO e a União Europeia pela bela vida sossegada que leva, a Europa pela "Donroe Doctrine", e a Ucrânia pela alucinação imperialista estalinista de Putin, "ia de mini-saia do que é que estava à espera? pôs-se a jeito...", enquanto brandem a Constituição, falam do "direito dos povos à autodeterminação e independência", e invocam a famigerada Acta de Helsínquia, que diz precisamente isso, que os países são livres de escolherem blocos e alianças sem terem que dar cavaco a ninguém, muito menos ao vizinho do lado. E depois destas enxurradas diárias de folhas A4 escritas e pagas, prontamente retuitadas por dezenas de acéfalos, o dono daquilo tudo, Elon Musk, agarra no dinheirinho destes grandes antifascistas e financia o fascismo em todos os cantos do globo. ¡Viva la libertad, carajo!
Somos [são] bué revolucionários, democratas, acima de tudo antifascista, e alguns somos donos até fizemos [fizeram] o 25 de Abril, mas pagamos [pagam] 21 paus de mês para, em vez dos 280 caracteres no X, usarmos [usarem] 4000 em postas contra o imperialismo, o capitalismo, o fascismo, e outra coisas terminadas em ismo como NATO e União Europeia, para depois o Musk agarrar no dinheirinho e financiar tudo o que é organização e partido fascista no planeta, enquanto manipula o algoritmo para dar visibilidade ao ódio da extrema-direita. É esta a qualidade do alegado antifascismo do teclado militante tuga.
Elon Musk, que não é só o homem mais rico do mundo mas também o imigrante mais famoso dos Estados Unidos, com contratos de milhões de dólares com agências governamentais que lhe rendem outros milhões, pergunta no Twitter/ X, de quem é dono, porque razão ninguém tenta assassinar o presidente dos Estados Unidos e a vice e candidata Kamala. Fosse um haitiano "comedor de cães a gatos" e tinha a sua conta bloqueada a a autorização de residência e dupla nacionalidade revogadas.
[Na imagem print sreen do tweet entretanto já apagado]
O Twitter de Marcus Santos, Vice-Presidente da Comissão Política Distrital do Porto. Conselheiro Nacional do partido CHEGA. Ex-atleta profissional. Deputado eleito pelo círculo eleitoral do Porto à Assembleia da República. Brasileiro. Estas duas últimas acrescentei eu.
E depois os comentários ao tweet:
"Já que vais “representar” o povo português podias pelo menos esforçar te para falar em português.". "vais estar no Parlamento Português, podes por favor começar a falar em Português, o Português de Portugal. Obrigado". "Vi num video que disseste "Portugal aos portugueses". Porque é que estás num partido português, agora deputado, não sendo português?". "Não nos representas. Desaparece". "Aprende a falar português se quiseres representar os portugueses, é o mínimo que podes fazer.". "Não representas nem Portugal nem os portugueses. Foste um erro de casting, uma má escolha que o partido Chega se vai arrepender e muito. O tempo me irá dar razão. Entretanto por favor, tenta não falar muito na AR, é que só sai merda dessa boca fora.". "Sempre vai ganhar mais que o RSI...". "Bosta!". "volta para a tua terra mas é". "O Tio Tom foi eleito?". "vão ter que levar" o quê, meu senhor??? O senhor foi, realmente, alfabetizado em português? Não lhe causa qualquer rubor se expressar, na terra de Camões, tão terrivelmente?". "Vais limpar as retretes da assembleia??". "Vergonha nacional. Que desilusão, foda-se!". "Pretos para a terra deles.". "completamente patético e vergonhoso". "não nos representas, brasileiro."
E no fim ficamos todos a saber que os comentários não são de trols eleitores do partido da taberna: "Acho piada aos comentários. A malta de esquerda vem toda aqui para aliviar a azia. O melão é tão grande, que até choram!". Atacado e insultado pelo próprios camaradas que afinal são todos da esquerda ressabiada. Que nome é que se dá a isto? Idiotas úteis, parafraseando o chefe.
Andou a Renascença durante anos com o menino Ventura ao colo, a dar-lhe palco e projecção, a apresentá-lo lavadinho e apresentadinho, um rapazinho tão crente e temente a Deus, para agora descobrir que ele morde a mão a quem lhe deu de comer. Não foi por falta de aviso.