Zehra Dogan
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E benefícios em sede de IRS e isenções fiscais varias e tarifas da água e da luz bonificadas e rendas da casa subsidiadas:
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[Imagem de autor desconhecido]
Com os livros aprende-se muito e não por acaso o 'bücherverbrennung' - a queima dos livros, nas praças das principais cidades alemãs depois da chegada dos nazis ao poder, no culminar de um percurso que passou pelas purgas na classe dos professores, dos professores universitários, dos juízes, dos intelectuais, da administração do Estado, tudo no cumprimento meticuloso das exigências legais, assente num sistema jurídico elaborado por um pequeno grupo, subserviente e inepto, mas suficientemente capaz para elaborar um código legal que suportasse as acções do regime.
Não há livros para queimar, há internet para cortar e pessoas que ensinam a escrever livros, a ler livros, a interpretar livros para purgar, pessoas que zelam pelo Estado de direito para perseguir, e o resto é tudo déjà vu e déjà écrit, bastas vezes, mas ainda assim não tantas quantas as necessárias para que a história não se repita uma vez e outra e vez e sempre.
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O primeiro dia da nova ditadura turca.
[A imagem é da primeira página do La Voz de Galicia]
Mais de 24 horas passadas e ninguém tem bandeiras da Turquia nas fotos de perfil nas "redes sociais". Os otomanos que se lixem [com éfe grande].
[A imagem é da primeira página do The Independent]
Um dia depois do Estado Islâmico ter resolvido morder na mão que lhe dá de comer a televisão do militante n.º 1, SIC Notícias, convidou Miguel Monjardino, uma espécie de Nuno Rogeiro com estudos pago ao preço do Nuno Rogeiro, para repetir ad nauseam que o Daesh é um "grupo revolucionário". "Obrigado pela análise", agradeceram no fim os pivots do telejornal, depois de à tarde uma estagiária ter andado na Portela de Sacavém de microfone na mão a perguntar a quem ia embarcar se tinha medo de um eventual atentado terrorista.
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Não só passámos a pagar-lhes para isto, com o dinheiro dos contribuintes europeus que não há para nada, como ainda nos comprometemos a acelerar todo o processo de adesão, quiçá até queimando etapas e fechando os olhos a “pormenores” como os direitos humanos – que algumas vozes já defendem serem subjectivos e relativos a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.
Da Europa humanista, das liberdades, direitos e garantias, para a Europa da vergonha, do Partido Popular Europeu.
"Turquia acusada de abater refugiados sírios na sua fronteira"
"Relatório da Human Rights Watch volta a mostrar abusos cometidos pelas forças fronteiriças turcas."
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"Hoje, a Turquia é o melhor exemplo para o mundo sobre a forma como devem ser tratados os refugiados"
[Imagem de Jan van de Velde, Wellcome Library]
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Ainda ontem andava tudo em polvorosa com a possibilidade do Parlamento, a esquerda no Parlamento, chumbar uma alínea no Orçamento do Estado para 2016, o apoio à Turquia, o "compromisso internacional de Portugal".
«Erdogan quer "alargar definição de terrorismo" para incluir jornalistas, activistas e advogados»
[Imagem de autor desconhecido]

A Europa do "temos um plano", intolerante por antecipação com os objectivos orçamentais e as décimas, exemplares, do défice português a que urge aplicar o Plano B; a Europa das mãos largas, e olhos fechados para com o islamofascismo turco, para travar as vítimas das guerras, inventadas onde elas não existiam, pela Europa do "temos um plano": o Plano Amaricano.
É preciso construir muros e abrir valas e repor fronteiras e suspender Schengen e colocar patrulhas na raia e milícias nas ruas das cidades e ainda dar dinheiro, muito dinheiro, ao islamofascista turco de modo a que as 10 mil crianças, mais os outros ainda mais mil adultos e progenitores fiquem, quietinhos, lá no sítio que nós escolhemos para inventar guerras, directamente ou por interpostos aliados, de preferência a trabalharem muito barato, ou de graça, para podermos comprar ainda mais barato, aqui, no nosso way of life que não pode ser colocado em causa por essas hordas de selvagens, incivilizados.
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