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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 09.07.20

 

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Quatro anos depois da 'Geringonça' e de ter recusado todas as propostas da esquerda para mais regulação e para a reversão do código do trabalho do governo da Troika:

 

António Costa considera que a pandemia de coronavírus veio pôr em evidência as "fracturas profundas da sociedade" e o "preço a pagar" pela "excessiva desregulação" do mercado de trabalho.

 

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Vá para fora cá dentro

por josé simões, em 25.06.20

 

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Iniciativa Liberal propõe substituir dias de férias por trabalho com remuneração acrescida

 

O rico vai de férias porque se pode dar ao luxo, o pobre trabalha as férias para compensar o fraco ordenado, que não dá para luxos e o direito ao descanso e ao lazer é um luxo dos ricos. Não é um aumento da remuneração que se propõe, é trabalhar o descanso. A seguir propõe-se trabalhar um dos dias da folga semanal, que o aumento das horas no banco já vem no pacote e é substancialmente diferente de aumentar o preço da hora a depositar no banco, na conta do empregado no final do mês. E assim se poupam postos de trabalho e encargos com a Segurança Social. Depois, uns mais desgraçados e a passar por dificuldades, trabalham as férias e fazem as horas extra e o patrão, benemérito, pergunta "então os outros fazem e tu não?". E está no seu direito de perguntar e que ninguém veja isto como coacção sobre o trabalhador,  honi soit qui mal y pense. Quem é amigo do patrão, do trabalhador, do colaborador, quem é?

 

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Agora com um desenho

por josé simões, em 04.03.20

 

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O célebre "temos de fazer mais com menos" com que Pedro Passos Coelho nos brindou durante os quase cinco anos de Governo da troika explicado com um desenho.

 

 

 

 

Questão existencial

por josé simões, em 23.08.19

 

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Por coincidência, e de certo só por coincidência, no dia em que morria um dos manos financiadores da direita radical à escala global e que fazia gala em dizer "Um dia, o meu pai deu-me uma maçã. Vendi-a logo por cinco dólares e comprei duas maças, que vendi por dez dólares. Depois comprei quatro maças e vendi-as por 20 dólares. Isto continuou dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, até que o meu pai morreu e me deixou 300 milhões de dólares." o CDS, o partido da meritocracia, o CDS da proposta para baixar a escolaridade mínima obrigatória [nem todos podem ser doutores, percebem?], o CDS de que quem não se esforçou, não estudou e não teve nota para entrar na faculdade o possa fazer se para tal pagar um valor previamente definido, o CDS ilustra a sua conta no Twitter com uma questão ao nível de um Alexandre Pingo Doce, de um Ferraz da Costa ou de um van Zeller, empresários por herança, "Faz sentido trabalhar? Acha que vai deixar mais aos seus filhos do que o que recebeu dos seus pais?"

 

 

 

 

Só temos o que merecemos e ainda assim foi pouco

por josé simões, em 06.03.18

 

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Cortaram o subsídio de desemprego, no valor e na duração, e ainda o Rendimento Social de Inserção porque era preciso obrigar os manhosos e os calaceiros a saírem de casa para procurar os empregos que não havia.

Cortaram os dias de férias, reduziram feriados e aumentaram o horário de trabalho porque era preciso trabalhar mais e ganhar menos para recuperar um país.

Cortaram o valor a pagar pela hora extra e dia feriado e ainda os valores das indemnizações a pagar por despedimento porque era urgente fazer mais com menos e dar sustentabilidade às empresas que é quem cria riqueza e emprego.

Aplicaram taxas e contribuições sobre o IRS, o subsídio de férias e o subsídio de Natal, vulgo 13.º mês, porque o dinheiro não chegava para nada e havia que cumprir perante os credores que nos salvaram da desgraça.

Depois disto tudo o primeiro-ministro vem a público lastimar-se que a reforma que havia deixado por por fazer tinha sido a de baixar os custos do trabalho e ganha as eleições poucos meses depois.

Só temos o que merecemos e ainda assim foi pouco.

 

Portugueses trabalham mais horas e têm menos férias do que a média europeia

 

 

Por ano, os portugueses passam mais três semanas no trabalho do que os alemães ou holandeses

 

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||| Argumentos contra um Governo de esquerda

por josé simões, em 19.10.15

 

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«Hoje em dia, só tem trabalhadores não declarados quem quer. Patrões sem escrúpulos têm nos seus locais de trabalho pessoas não declaradas meses a fio, à espera de uma visita inspectiva. Quando ela chega dizem que os trabalhadores começaram naquele dia e vão ter 24 horas para os inscrever. E, se o fizerem, a coima é leve.»


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||| #PorAcasoFoiIdeiaMinha

por josé simões, em 23.07.15

 

Philadelphia, Pennsylvania, circa 1928. Assembling

 

 

«Com apenas 22 dias úteis de férias legais, Portugal está entre os países da Europa que menos férias têm»


«Também a nível de feriados, gozamos atualmente somente nove dias, um dos números mais baixos da União Europeia [...]»


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#PorAcasoFoiIdeiaMinha

 

 

 

 

||| "O país está melhor"

por josé simões, em 14.04.15

 

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Em contrapartida baixámos o IRC, mas não foi o suficiente porque ainda é preciso baixar a Taxa Social Única para as empresas [descapitalizar a Segurança Social não são danos colaterias destas "bombas inteligentes"], a EDP continua a receber as rendas da ordem e os bancos os apoios devidos, as PPP's rodoviárias são renegociadas de modo a que o concessionário poupe nas obras de reparação e manutenção e que o ministro faça um figurão na televisão perante uma plateia de jornalistas acéfalos e amorfos, e as subvenções pagas pelo Estado estão bem e recomendam-se. Isto assim de repente.


«Segundo um estudo divulgado esta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal foi um dos países onde os impostos sobre os rendimentos do trabalho mais subiram em quatro anos


Carga fiscal sobre o trabalho disparou em Portugal»


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||| Por quem se governa e para quem se governa

por josé simões, em 13.04.15

 

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Das prioridades do Governo Pedro passos Coelho/ Paulo Portas ou da maioria PSD/ CDS-PP, como queiram:


- Baixar impostos às empresas: «Passos Coelho quer descer a Taxa Social Única (TSU) para as empresas de forma faseada».


- Baixar salários aos trabalhadores colaboradores: «hoje que o custo do trabalho para as empresas ainda é muito elevado». [...] «Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar neste domínio fiscal durante estes quatro anos. Mas será um objetivo seguramente importante para cumprir nos próximos anos».


Depois não digam que não foram avisados porque assim é que desde o dia 21 de Junho de 2011 e nem sequer podem agora alegar que foi uma verdade a coberto do Dia das Mentiras.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| "O Governo não tem um modelo de salários baixos e de desemprego para o país" [*]

por josé simões, em 09.04.15

 

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«hoje que o custo do trabalho para as empresas ainda é muito elevado». [...] «Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar neste domínio fiscal durante estes quatro anos. Mas será um objetivo seguramente importante para cumprir nos próximos anos».


[Gráfico]


[*] Pedro Passos Coelho em 22 de Março de 2013

 

 

 

 

||| A assobiar para o lado

por josé simões, em 17.03.15

 

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Não foi nada com ele. Homenzinho com agá grande. Responsável e estimado entre os grandes do comércio e da indústria. Prenhe de "sentido de Estado". Medalhado no Dia da Raça. Almeja agora ocupar a presidência do Conselho Económico e Social. Merece. Trabalhou para isso. A assessoria na Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal é curto demais para ele.


«O direito ao trabalho foi provavelmente o mais afectado pelas medidas de austeridade” em Portugal, lê-se. E recapitulam-se medidas que para isso contribuíram: cortes salariais no sector público (aconteceu o mesmo no Chipre, na Grécia, na Irlanda); alterações nas regras de despedimento colectivo, nomeadamente com base no argumento da “extinção de posto de trabalho”; redução significativa das indemnizações a pagar, algo que também aconteceu em Espanha; congelamento do salário mínimo (na Grécia, começou por ser congelado e acabou por ser reduzido, em Portugal decidiu-se um aumento a partir de Outubro de 2014).»

 

 

 

 

||| Os mestres da malabarice

por josé simões, em 12.12.14

 

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Com o argumento de que "não há pior precariedade do que estar desempregado" [ouvi agora o sósia do Danny Kaye que, sem piada e sem dançar, chefia a bancada do PSD na Assembleia da República, dizê-lo no debate parlamentar], "o Governo que não tem um modelo de salários baixos e de desemprego para o país" fomenta a precariedade, o trabalho temporário e os baixos salários, enquanto aumenta as mais-valias aos patrões e accionistas com a descapitalização da Segurança Social que paga o salário aos empregados temporários nas empresas e ainda apoia a implantação da caridadezinha no terreno, via IPSS’s, maioritariamente apêndices da igreja católica, já subsidiadas com o dinheiro dos contribuintes e que ainda recebem os "voluntários", ex-desempregados, agora "colaboradores" pagos com... o dinheiro dos contribuintes.


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||| Uma lição para os liberais de pacotilha e os empresários da treta

por josé simões, em 11.07.14

 

 

 

"Nós dissemos que o trabalho voluntário este ano não era admitido no festival. Pior que a fome é a falta de dignidade. E o que é a falta de dignidade? É o homem não ter trabalho. [...]. Temos 5 mil pessoas a trabalhar. [no recinto do festival NOS Alive]".

 

Álvaro Covões no telejornal da RTP 1.

 

[Arctic Monkeys na imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Liberalismo e neoliberalismo não rimam com direitos humanos nem com dignidade

por josé simões, em 10.04.14

 

 

 

Que o Estado se deve restringir às funções de soberania e deixar a economia aos mercados e à auto-regulação e que as empresas economicamente inviáveis devem falir por si, numa espécie selecção económica natural do direito do mais forte à liberdade, sem qualquer espécie de ajuda e/ ou intervenção estatal. Daí o ser-se contra um patamar mínimo para o salário mínimo, estabelecido pelo Governo, por impedir que as empresas economicamente inviáveis sobrevivam à custa de salários incompatíveis com a dignidade humana e com a dignidade do trabalho, e com trabalho a roçar o trabalho escravo. Liberalismo e neoliberalismo não rimam com direitos humanos nem com dignidade e quem não pode pagar €500 de salário vai trabalhar por conta de quem possa.

 

 

 

 

 

 

||| "Um vintém é vintém e um cretino é um cretino"

por josé simões, em 07.03.14

 

 

 

O que o "camarada" Belmiro não explicou foi porque é que os trabalhadores portugueses, os melhores do mundo, segundo os empresários e patrões bifes e boches, e segundo também o Governo, quando quer puxar dos galões para se armar ao pingarelho, os mesmos que prestam pouco, ou mesmo para nada, cá, produzem lá, na Alemanha e na Inglaterra, "de facto", "uma coisa igual, parecida", ou até melhor, que "um trabalhador alemão ou inglês, seja o que for", a trabalhar menos horas por dia, com mais dias de férias, com mais regalias, dadas pelas empresas, com apoios e protecção social, para os próprios e para as famílias, da parte do Estado, e com um salário incomparavelmente mais elevado.

 

Tem razão o "camarada" Belmiro, é "através da educação das pessoas", e, em Manuel Machadês, "um vintém é vintém e um cretino é um cretino":

 

«Belmiro de Azevedo: Salários só podem aumentar quando portugueses aumentarem produtividade»

 

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