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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Só temos o que merecemos e ainda assim foi pouco

por josé simões, em 06.03.18

 

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Cortaram o subsídio de desemprego, no valor e na duração, e ainda o Rendimento Social de Inserção porque era preciso obrigar os manhosos e os calaceiros a saírem de casa para procurar os empregos que não havia.

Cortaram os dias de férias, reduziram feriados e aumentaram o horário de trabalho porque era preciso trabalhar mais e ganhar menos para recuperar um país.

Cortaram o valor a pagar pela hora extra e dia feriado e ainda os valores das indemnizações a pagar por despedimento porque era urgente fazer mais com menos e dar sustentabilidade às empresas que é quem cria riqueza e emprego.

Aplicaram taxas e contribuições sobre o IRS, o subsídio de férias e o subsídio de Natal, vulgo 13.º mês, porque o dinheiro não chegava para nada e havia que cumprir perante os credores que nos salvaram da desgraça.

Depois disto tudo o primeiro-ministro vem a público lastimar-se que a reforma que havia deixado por por fazer tinha sido a de baixar os custos do trabalho e ganha as eleições poucos meses depois.

Só temos o que merecemos e ainda assim foi pouco.

 

Portugueses trabalham mais horas e têm menos férias do que a média europeia

 

 

Por ano, os portugueses passam mais três semanas no trabalho do que os alemães ou holandeses

 

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||| Argumentos contra um Governo de esquerda

por josé simões, em 19.10.15

 

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«Hoje em dia, só tem trabalhadores não declarados quem quer. Patrões sem escrúpulos têm nos seus locais de trabalho pessoas não declaradas meses a fio, à espera de uma visita inspectiva. Quando ela chega dizem que os trabalhadores começaram naquele dia e vão ter 24 horas para os inscrever. E, se o fizerem, a coima é leve.»


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||| #PorAcasoFoiIdeiaMinha

por josé simões, em 23.07.15

 

Philadelphia, Pennsylvania, circa 1928. Assembling

 

 

«Com apenas 22 dias úteis de férias legais, Portugal está entre os países da Europa que menos férias têm»


«Também a nível de feriados, gozamos atualmente somente nove dias, um dos números mais baixos da União Europeia [...]»


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#PorAcasoFoiIdeiaMinha

 

 

 

 

||| "O país está melhor"

por josé simões, em 14.04.15

 

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Em contrapartida baixámos o IRC, mas não foi o suficiente porque ainda é preciso baixar a Taxa Social Única para as empresas [descapitalizar a Segurança Social não são danos colaterias destas "bombas inteligentes"], a EDP continua a receber as rendas da ordem e os bancos os apoios devidos, as PPP's rodoviárias são renegociadas de modo a que o concessionário poupe nas obras de reparação e manutenção e que o ministro faça um figurão na televisão perante uma plateia de jornalistas acéfalos e amorfos, e as subvenções pagas pelo Estado estão bem e recomendam-se. Isto assim de repente.


«Segundo um estudo divulgado esta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal foi um dos países onde os impostos sobre os rendimentos do trabalho mais subiram em quatro anos


Carga fiscal sobre o trabalho disparou em Portugal»


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||| Por quem se governa e para quem se governa

por josé simões, em 13.04.15

 

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Das prioridades do Governo Pedro passos Coelho/ Paulo Portas ou da maioria PSD/ CDS-PP, como queiram:


- Baixar impostos às empresas: «Passos Coelho quer descer a Taxa Social Única (TSU) para as empresas de forma faseada».


- Baixar salários aos trabalhadores colaboradores: «hoje que o custo do trabalho para as empresas ainda é muito elevado». [...] «Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar neste domínio fiscal durante estes quatro anos. Mas será um objetivo seguramente importante para cumprir nos próximos anos».


Depois não digam que não foram avisados porque assim é que desde o dia 21 de Junho de 2011 e nem sequer podem agora alegar que foi uma verdade a coberto do Dia das Mentiras.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| "O Governo não tem um modelo de salários baixos e de desemprego para o país" [*]

por josé simões, em 09.04.15

 

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«hoje que o custo do trabalho para as empresas ainda é muito elevado». [...] «Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar neste domínio fiscal durante estes quatro anos. Mas será um objetivo seguramente importante para cumprir nos próximos anos».


[Gráfico]


[*] Pedro Passos Coelho em 22 de Março de 2013

 

 

 

 

||| A assobiar para o lado

por josé simões, em 17.03.15

 

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Não foi nada com ele. Homenzinho com agá grande. Responsável e estimado entre os grandes do comércio e da indústria. Prenhe de "sentido de Estado". Medalhado no Dia da Raça. Almeja agora ocupar a presidência do Conselho Económico e Social. Merece. Trabalhou para isso. A assessoria na Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal é curto demais para ele.


«O direito ao trabalho foi provavelmente o mais afectado pelas medidas de austeridade” em Portugal, lê-se. E recapitulam-se medidas que para isso contribuíram: cortes salariais no sector público (aconteceu o mesmo no Chipre, na Grécia, na Irlanda); alterações nas regras de despedimento colectivo, nomeadamente com base no argumento da “extinção de posto de trabalho”; redução significativa das indemnizações a pagar, algo que também aconteceu em Espanha; congelamento do salário mínimo (na Grécia, começou por ser congelado e acabou por ser reduzido, em Portugal decidiu-se um aumento a partir de Outubro de 2014).»

 

 

 

 

||| Os mestres da malabarice

por josé simões, em 12.12.14

 

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Com o argumento de que "não há pior precariedade do que estar desempregado" [ouvi agora o sósia do Danny Kaye que, sem piada e sem dançar, chefia a bancada do PSD na Assembleia da República, dizê-lo no debate parlamentar], "o Governo que não tem um modelo de salários baixos e de desemprego para o país" fomenta a precariedade, o trabalho temporário e os baixos salários, enquanto aumenta as mais-valias aos patrões e accionistas com a descapitalização da Segurança Social que paga o salário aos empregados temporários nas empresas e ainda apoia a implantação da caridadezinha no terreno, via IPSS’s, maioritariamente apêndices da igreja católica, já subsidiadas com o dinheiro dos contribuintes e que ainda recebem os "voluntários", ex-desempregados, agora "colaboradores" pagos com... o dinheiro dos contribuintes.


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||| Uma lição para os liberais de pacotilha e os empresários da treta

por josé simões, em 11.07.14

 

 

 

"Nós dissemos que o trabalho voluntário este ano não era admitido no festival. Pior que a fome é a falta de dignidade. E o que é a falta de dignidade? É o homem não ter trabalho. [...]. Temos 5 mil pessoas a trabalhar. [no recinto do festival NOS Alive]".

 

Álvaro Covões no telejornal da RTP 1.

 

[Arctic Monkeys na imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Liberalismo e neoliberalismo não rimam com direitos humanos nem com dignidade

por josé simões, em 10.04.14

 

 

 

Que o Estado se deve restringir às funções de soberania e deixar a economia aos mercados e à auto-regulação e que as empresas economicamente inviáveis devem falir por si, numa espécie selecção económica natural do direito do mais forte à liberdade, sem qualquer espécie de ajuda e/ ou intervenção estatal. Daí o ser-se contra um patamar mínimo para o salário mínimo, estabelecido pelo Governo, por impedir que as empresas economicamente inviáveis sobrevivam à custa de salários incompatíveis com a dignidade humana e com a dignidade do trabalho, e com trabalho a roçar o trabalho escravo. Liberalismo e neoliberalismo não rimam com direitos humanos nem com dignidade e quem não pode pagar €500 de salário vai trabalhar por conta de quem possa.

 

 

 

 

 

 

||| "Um vintém é vintém e um cretino é um cretino"

por josé simões, em 07.03.14

 

 

 

O que o "camarada" Belmiro não explicou foi porque é que os trabalhadores portugueses, os melhores do mundo, segundo os empresários e patrões bifes e boches, e segundo também o Governo, quando quer puxar dos galões para se armar ao pingarelho, os mesmos que prestam pouco, ou mesmo para nada, cá, produzem lá, na Alemanha e na Inglaterra, "de facto", "uma coisa igual, parecida", ou até melhor, que "um trabalhador alemão ou inglês, seja o que for", a trabalhar menos horas por dia, com mais dias de férias, com mais regalias, dadas pelas empresas, com apoios e protecção social, para os próprios e para as famílias, da parte do Estado, e com um salário incomparavelmente mais elevado.

 

Tem razão o "camarada" Belmiro, é "através da educação das pessoas", e, em Manuel Machadês, "um vintém é vintém e um cretino é um cretino":

 

«Belmiro de Azevedo: Salários só podem aumentar quando portugueses aumentarem produtividade»

 

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||| Um Governo amigo das ilegalidades

por josé simões, em 06.03.14

 

 

 

Ao "fora-da-lei" no currículo, tantos são os chumbos no Tribunal Constitucional, o Governo junta a "protecção à ilegalidade" e demite-se de uma das suas funções – a defesa do Estado de Direito, numa altura de maior exposição dos trabalhadores a abusos e violações da lei por parte de patrões com menos escrúpulos. Depois das sucessivas desvalorizações do valor do trabalho e dos subsídios e apoios sociais a etapa seguinte só podia ser esta. Mais uma medida em prol da mais-valia dos patrões e accionistas, com a assinatura do CDS "das famílias", com o álibi de "um mercado de trabalho mais dinâmico e eficiente":

 

«Indemnizações por despedimento ilegal podem baixar»

 

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|| O problema está em estar ou não estar na lei, é isso?

por josé simões, em 11.02.13

 

 

 

Em Portugal pode haver o tal do intermediário, na figura consagrada em lei das agências de colocação de emprego e/ ou agências de trabalho temporário, que daí não vem grande mal ao mundo e à vida das pessoas, leia-se: uma parte do salário deixa de ser retida, as pessoas não recebem infinitamente abaixo daquilo a que as convenções de trabalho obrigam, não há exploração laboral, não provoca dumping social e não tão pouco cria problemas de natureza social.

 

Independentemente do rol de tristezas que é a vida das pessoas na emigração, com excepção daqueles que aparecem no cor-de-rosa televisivo Portugueses no Mundo, independentemente do rol de tristezas que é a vida das pessoas dentro de fronteiras, o problema está em estar ou não estar fora-da-lei, é isso?

 

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|| O[s] público[s]-alvo do Governo

por josé simões, em 03.01.13

 

No mesmíssimo dia em que o Governo avança com a «proposta de redução das indemnizações para 12 dias por cada ano de trabalho», o BCP, banco intervencionado pelo Estado, «ofereceu aos trabalhadores que aceitarem sair 1,7 vencimentos por cada ano de trabalho», ao mesmo tempo que, com o aval do Governo dos "12 dias", reencaminha para uma Segurança Social, "descapitalizada" e sem dinheiro para nada, nas palavras do próprio Governo, a cortar a eito, na duração e no valor, em tudo o que é subsídio e comparticipação, 600 rescisões amigáveis, directamente para o subsídio de desemprego. Este Governo não tem pena de 600 futuros desempregados, este Governo é amigo dos bancos. Mas isso já toda a gente sabe. Ou pelo menos devia saber, passado que é um ano e meio.

 

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|| O "elevador social" de que Paulo Portas falava na campanha eleitoral

por josé simões, em 12.12.12

 

 

 

O Governo PSD/ CDS baixa as indemnizações por despedimento, ao mesmo tempo que reduz o valor e a duração do subsídio de desemprego e das prestações sociais, de modo a obrigar as pessoas a voltar ao mercado de trabalho de uma economia e de um tecido económico destruídos pelas políticas do Governo PSD/ CDS. As mais-valias e os dividendos dos patrões e accionistas não são para aqui chamados, e Isabel Jonet em alta nas colunas "Sobe & Desce" dos jornais. O crime perfeito.

 

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