"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
"Ce jeune torero fait une démonstration devant des policiers lors d’une manifestation à Mexico. La Ville a interdit mardi les corridas avec mise à mort des taureaux et l’utilisation d’objets tranchants dans l’arène. Dans les prochains spectacles, seules la cape et la muleta seront permises. Yuri Cortez/ Agence France Presse"
Fosse na América rica, a do norte, ou no vizinho pobre do sul, o Brasil, e andavam manadas de grunhos nas ruas de bandeiras às costas a gritar contra o ataque às liberdades: comunismo e criatividade; a "indústria" do pontapé-na-bola a transpirar saúde por todos os poros, sem contacto físico nos livres e cantos, sem cargas de ombro e entradas de carrinho; touradas dentro dos requisitos, picar o animal com toda a higiene e limpeza e o rabejador de mascara cirúrgica. Quem diria que um dia Fátima havia de ficar fora da equação?
"Por lo tanto, Nos, considerando que esos espectáculos en que se corren toros y fieras en el circo o en la plaza pública no tienen nada que ver con la piedad y caridad cristiana, y queriendo abolir tales espectáculos cruentos y vergonzosos, propios no de hombres sino del demonio, y proveer a la salvación de las almas, en la medida de nuestras posibilidades con la ayuda de Dios, prohibimos terminantemente por esta nuestra Constitución, que estará vigente perpetuamente, bajo pena de excomunión y de anatema en que se incurrirá por el hecho mismo (ipso facto), que todos y cada uno de los príncipes cristianos, cualquiera que sea la dignidad de que estén revestidos, sea eclesiástica o civil, incluso imperial o real o de cualquier otra clase, cualquiera que sea el nombre con el que se los designe o cualquiera que sea su comunidad o estado, permitan la celebración de esos espectáculos en que se corren toros y otras fieras es sus provincias, ciudades, territorios, plazas fuertes, y lugares donde se lleven a cabo."
Na tourada portuguesa (com excepção daqueles rituais pagãos em Barrancos e Monsaraz), o touro é farpeado, capeado, leva com os forcados em cima e depois entram as chocas e bye-bye venha outro.
Na tourada espanhola o touro vai à Sorte de Varas, pode ou não passar pelo Rejoneador, mas da lide a pé ninguém o livra, assim como da estocada final e de sair de rastos, atado pelos cornos e puxado por duas mulas – às vezes sem as orelhas e o rabo…
Os aficionados dizem que morre “com nobreza”.
Quer na tourada portuguesa, quer na tourada espanhola, volta e meia há uma excepção à regra quando touro consegue colher o cavaleiro ou o matador.
Quer na tourada portuguesa, que na tourada espanhola o touro tem sempre o destino traçado. É mais rápido em Espanha e com menos sofrimento. Uma questão de culturas, eles também são mais lestos a fazer as (outras) coisas e nós temos o Fado.
Têm o destino traçado? Isto é uma gafe ou um prognóstico?