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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Como as coisas são feitas

por josé simões, em 02.12.21

 

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Do "caos no atendimento" e das "intermináveis horas de espera" para receber a vacina, nos idos de Fernando Medina, para "longas filas" e "algum constrangimento", agora, no tempo de Carlos Moedas. Agora que está a chegar a época se calhar recuperávamos a cantiga do spot "Para o Natal, o meu presente, eu quero que seja, A Minha Agenda, A Minha Agenda...".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Upgrade

por josé simões, em 26.08.21

 

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O Princípio de Peter também se aplica às novas estrelas do comentário cooptadas do Twitter e Facebook para a televisão?

 

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À cautela é melhor ir tratando da vidinha

por josé simões, em 07.07.21

 

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Desinformação, racismo, fakenews, aquecimento global, blah-blah-blah, poluição, feminismo, pegada alimentar, igualdade, patati patatá, à cautela o melhor é ir tratando da vidinha, que custa a todos, enquanto não se faz um programa sobre precaridade, exploração extrema, total ausência de direitos e garantias, o capitalismo selvagem elevado à sua máxima potência, que sou uma mulher de causas, muito moderna, muito coerente.

 

Filomena Cautela protagoniza primeira campanha nacional da Uber

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

As coisas como não as vemos

por josé simões, em 25.06.21

 

 

 

Bolsonaro acena para uma multidão, só que a câmara roda antes do previsto e...

 

[Via]

 

 

 

 

Na compra de 5 embalagens oferta de um curso de jornalismo grátis

por josé simões, em 24.07.20

 

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Ainda sou do tempo em que "televisão pública" era sinónimo de qualidade e de credibilidade.

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 21.07.20

 

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Não é um subsídio é compra antecipada de publicidade. E além disso ainda não recebemos um cêntimo sequer, logo não conta. O Estado incumpridor a pôr em causa o salário dos estagiários e dos recibos verdes. Também não andamos aqui para perder o nosso rico dinheirinho e nunca contratávamos a Ronalda da televisão pimba se não tivéssemos o retorno do investimento proporcionado pelas audiências proporcionadas pelos palermas que se indignam muito no Facebook com as aquisições que fazemos. 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto: o canal, o Estado, e quem está no sofá com o comando da televisão numa mão e o android na outra, a meter likes no Facebook e selfies no Instacoise. 

 

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O estado da Nação

por josé simões, em 29.04.20

 

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"Quem é que nunca teve problemas com o motor de arranque?"

O regresso de alguns comerciais às televisões dizem mais do estado da Nação em tempos de Covid-19 que horas a fio de comentadeiros com avença no prime time generalista e em contínuo no cabo.

 

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Notícias da "livre escolha" entre público e privado

por josé simões, em 21.04.20

 

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A televisão do militante n.º 1, aka SIC e SIC Notícias, descobriu que os hospitais privados cobram aos utentes o equipamento de protecção Covid-19 usado pelo pessoal médico. E faz notícia de telejornal com isso e com pessoas da "livre escolha" entre público e privado muito indignadas com mais esta parcela na factura da "saúde negócio". E ficamos sempre sem saber se estas indignações são genuína burrice; se estas indignações são genuína ignorância da máxima "não há almoços grátis"; se estas "manchetes" de telejornal são apenas mais um passo no "processo Correio da Manha em curso" nos canais auto-intitulados de referência; se isto não é só genuína sonsice da televisão do militante n.º 1 a tentar passar a ideia de que público e privado é tudo "a mesma luta".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Serviço público de televisão

por josé simões, em 09.04.20

 

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Temos Bento Rodrigues, um gajo sóbrio e calmo, com dicção pausada e tom de voz baixo, a apresentar o telejornal da SIC em tempos de pandemia, medo e alarme social. E depois temos José Rodrigues dos Santos na RTP 1, um peixeiro histrionico, aos berros e de olhos esbugalhados, apostado em acagaçar uma plateia. Na televisão pública. Sim senhor.

 

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Terroristas e irresponsáveis

por josé simões, em 14.03.20

 

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Nenhuma linha de saúde em nenhum país do mundo está preparada para receber um fluxo de chamadas decorrente de uma pandemia global como a que estamos a viver. Nem nenhum serviço de saúde está preparado para receber um tão elevado número de doentes com uma doença específica, como o que está a acontecer em Itália com a pandemia do novo coronavírus. Nenhuma cadeia de supermercados está preparada para receber num só dia o fluxo de clientes que recebe numa semana e apostado em comprar de uma só vez o que habitualmente compra durante um mês. Assim como é impossível fazer uma chama telefónica ou a ceder ao wi-fi num ponto onde esteja concentrado um elevado número de pessoas de telemóvel na mão, já todos passámos por isso, numa passagem de ano ou num festival de verão. E é do senso comum e nem devia ser passível de discussão e de comparações parvas. E depois há a irresponsabilidade da televisão do Correio da Manha que passa uma manhã agarrada ao telefone para o Saúde 24 para poder dizer no telejornal que o tempo de resposta foi de xis horas, enquanto entupiu ainda mais o sistema e tirou a vez a alguém realmente necessitado. E isto devia dar prisão sumária e cassação da licença de emissão.

 

[Na imagem "An Iranian man uses a provided toothpick to press an elevator button in an office building in Tehran on March 4, 2020, as a preventative measure against viral transmission", Atta Kenare/ AFP]

 

 

 

 

A gente faz de conta que não os percebe

por josé simões, em 13.09.19

 

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Quando andava tudo à chapada e a berrar por cima uns dos outros a democracia portuguesa nunca mais crescia, já levávamos quase meio século dela e não saímos da fase infantil. Agora que os debates são civilizados, com urbanidade e onde ninguém se interrompe temos debates enfadonhos e o sistema político está a precisar de um abanão, um choque de adrenalina.

 

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O suspeito do costume nem sequer lê o jornal, vê as gordas no Correio da Manha

por josé simões, em 03.09.19

 

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"O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje incentivos do Estado aos 'media' para fazer face à crise no sector, considerando que sem uma comunicação social forte não há democracia. Para o Presidente da República, qualquer solução não pode ser de censura ao sector, mas recorrendo a medidas, como algumas existentes noutros países como incentivos à leitura de jornais por jovens e nas escolas, através do financiamento de assinaturas, ou desagravamentos fiscais, exemplificou.". Isto dito em português de Portugal significa que Marcelo quer pôr o suspeito do costume, "o contribuinte", que noutros casos o suspeito do costume pode ser "o eleitor" ou "o cidadão", a financiar, com o dinheiro dos seus impostos, órgãos de comunicação social na sua grande maioria propriedade de empresas privadas, à excepção de um, propriedade do militante n.º 1 do partido de Marcelo Rebelo de Sousa, e meteu ali pelo meio os "incentivos à leitura de jornais por jovens e nas escolas" para compor o ramalhete, facilmente desmanchado com o argumento da "doutrinação" pelo Estado e do "marxismo cultural", a partir do núcleo duro da base que o pariu e elegeu. Está certo, já que "o contribuinte" paga os desmandos da excelência da gestão da banca privada porque não pagar os jornais e as televisões privadas que marcam o ritmo e o compasso da agenda da direita radical? Como diz o Jesus, Jorge, são pinares.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Portugal a arder, coincidências e copycats

por josé simões, em 15.08.19

 

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Por uma daquelas estranhas coincidências da vida o início do Verão coincidiu exactamente com o início da greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas e, os incêndios que, em tempo fresco, estavam a todas as horas certas nos canais de notícias no cabo e a fazerem meia hora de abertura de telejornal nos canais em canal aberto, com repórteres de imagem em directo dos sítios mais recônditos do país onde nem o carro do Google Maps vai, pura e simplesmente desapareceram, Portugal deixou de estar a arder pela primeira vez nos últimos 20 anos, no mínimo.

 

Ou as televisões redireccionaram o histerismo mediático e com isso minimizaram o efeito copycat na floresta na exacta proporção em que o combustível desaparecia nas bombas de norte a sul do país?

 

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Prioridades

por josé simões, em 11.08.19

 

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Dia 1, antes da greve: A televisão do militante n.º 1, SIC Notícias, faz directo da Quinta do Lago com as dificuldades de abastecimento de combustível para os turistas, os VIP, os que vão de jacto particular, ou de helicóptero desde a outra Quinta, a da Marinha em Cascais. Desconhece-se se o estagiário deslocado para o local da crise fez o passadiço das dunas até ao restaurante do Gigi para dar conta das dificuldades de abastecimento de víveres para tão ilustre clientela e mui nobres estômagos.

 

Dia 2, antes da greve: A televisão do militante n.º 1, SIC Notícias, faz directo da Marina de Vilamoura com as dificuldades de abastecimento que os iates, dos VIP e milionários com skippers pagos à tarefa e sem factura passada, vão ter para abastecer e voltar às terras de origem, ainda se sujeitam a ter de lavar a rouba a bordo e a estender as cuecas num cabo esticado entre o estai e o brandal, o que é contra as boas regras da civilidade. Os pescadores de Portimão que se fodam, e com efe grande, que são danos colaterais nestas prioridades de abastecimento televisivo.

 

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O circo nunca acaba

por josé simões, em 12.03.19

 

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Associação feminista desanca e arrasa programa de televisão 'machista' apresentado por membro e cronista feminista da associação feminista que desanca e arrasa o programa 'machista'. Confusos?

 

[Imagem de autor desconhecido]