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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 21.03.22

 

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Ver na televisão  Durão Barroso, o primeiro-ministro que serviu de mordomo na Cimeira das Lajes, e Paulo Portas, o ministro da Defesa que organizou o encontro que decidiu a invasão ilegal do Iraque, com as consequências que perduram desde 2011 - terrorismo islâmico, vagas sucessivas de refugiados para a Europa, nascimento e ascensão do ISIS, guerra na Síria, milhares de mortos no Mediterrâneo, instabilidade em toda a região, mais fome e miséria, a comentarem a invasão russa da Ucrânia. Não ter a puta de vergonha na cara, não deles, que nunca a tiveram, mas das televisões que os convidam para o prime time,  pagam principescamente, e de todos os que assistem, passivos e amorfos, sem se dignarem a fazer zapping.

 

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Barómetro da decência e credibilidade

por josé simões, em 17.02.22

 

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"Cristina quer Sócrates no próximo BB" ou a certidão de óbito na réstia de decência e credibilidade política e humana que só existe na cabeça de José Sócrates e de alguns indefectíveis, e que ainda lhe[s] alimenta alguma esperança num regresso ao activo. Dando como exemplo dois actores políticos que  têm a imagem mais de rastos aos olhos da opinião pública, alguém imagina uma manchete qualquer com "Cristina que Durão Barroso no BB" ou "Cristina quer Paulo Portas no BB"?

 

 

 

 

A chocar o ovo da serpente

por josé simões, em 20.01.22

 

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O jornalismo a chocar o ovo da serpente que irá depois morder o jornalismo [via].

 

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25 minutos

por josé simões, em 02.01.22

 

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25 minutos de debate são mais que suficientes para se falar exactamente do mesmo que se fala nos debates de uma hora ou mais e que essencialmente favorecem os pantomineiros malabaristas de palavras.

 

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Sempre a alimentar o monstro

por josé simões, em 11.12.21

 

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O Ilusão Liberal elegeu um deputado.

O Livre elegeu uma deputada.

Pelas televisões ninguém dirá que este fim-de-semana estão os dois em convenção.

 

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Como as coisas são feitas

por josé simões, em 02.12.21

 

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Do "caos no atendimento" e das "intermináveis horas de espera" para receber a vacina, nos idos de Fernando Medina, para "longas filas" e "algum constrangimento", agora, no tempo de Carlos Moedas. Agora que está a chegar a época se calhar recuperávamos a cantiga do spot "Para o Natal, o meu presente, eu quero que seja, A Minha Agenda, A Minha Agenda...".

 

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Upgrade

por josé simões, em 26.08.21

 

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O Princípio de Peter também se aplica às novas estrelas do comentário cooptadas do Twitter e Facebook para a televisão?

 

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À cautela é melhor ir tratando da vidinha

por josé simões, em 07.07.21

 

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Desinformação, racismo, fakenews, aquecimento global, blah-blah-blah, poluição, feminismo, pegada alimentar, igualdade, patati patatá, à cautela o melhor é ir tratando da vidinha, que custa a todos, enquanto não se faz um programa sobre precaridade, exploração extrema, total ausência de direitos e garantias, o capitalismo selvagem elevado à sua máxima potência, que sou uma mulher de causas, muito moderna, muito coerente.

 

Filomena Cautela protagoniza primeira campanha nacional da Uber

 

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As coisas como não as vemos

por josé simões, em 25.06.21

 

 

 

Bolsonaro acena para uma multidão, só que a câmara roda antes do previsto e...

 

[Via]

 

 

 

 

Na compra de 5 embalagens oferta de um curso de jornalismo grátis

por josé simões, em 24.07.20

 

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Ainda sou do tempo em que "televisão pública" era sinónimo de qualidade e de credibilidade.

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 21.07.20

 

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Não é um subsídio é compra antecipada de publicidade. E além disso ainda não recebemos um cêntimo sequer, logo não conta. O Estado incumpridor a pôr em causa o salário dos estagiários e dos recibos verdes. Também não andamos aqui para perder o nosso rico dinheirinho e nunca contratávamos a Ronalda da televisão pimba se não tivéssemos o retorno do investimento proporcionado pelas audiências proporcionadas pelos palermas que se indignam muito no Facebook com as aquisições que fazemos. 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto: o canal, o Estado, e quem está no sofá com o comando da televisão numa mão e o android na outra, a meter likes no Facebook e selfies no Instacoise. 

 

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O estado da Nação

por josé simões, em 29.04.20

 

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"Quem é que nunca teve problemas com o motor de arranque?"

O regresso de alguns comerciais às televisões dizem mais do estado da Nação em tempos de Covid-19 que horas a fio de comentadeiros com avença no prime time generalista e em contínuo no cabo.

 

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Notícias da "livre escolha" entre público e privado

por josé simões, em 21.04.20

 

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A televisão do militante n.º 1, aka SIC e SIC Notícias, descobriu que os hospitais privados cobram aos utentes o equipamento de protecção Covid-19 usado pelo pessoal médico. E faz notícia de telejornal com isso e com pessoas da "livre escolha" entre público e privado muito indignadas com mais esta parcela na factura da "saúde negócio". E ficamos sempre sem saber se estas indignações são genuína burrice; se estas indignações são genuína ignorância da máxima "não há almoços grátis"; se estas "manchetes" de telejornal são apenas mais um passo no "processo Correio da Manha em curso" nos canais auto-intitulados de referência; se isto não é só genuína sonsice da televisão do militante n.º 1 a tentar passar a ideia de que público e privado é tudo "a mesma luta".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Serviço público de televisão

por josé simões, em 09.04.20

 

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Temos Bento Rodrigues, um gajo sóbrio e calmo, com dicção pausada e tom de voz baixo, a apresentar o telejornal da SIC em tempos de pandemia, medo e alarme social. E depois temos José Rodrigues dos Santos na RTP 1, um peixeiro histrionico, aos berros e de olhos esbugalhados, apostado em acagaçar uma plateia. Na televisão pública. Sim senhor.

 

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Terroristas e irresponsáveis

por josé simões, em 14.03.20

 

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Nenhuma linha de saúde em nenhum país do mundo está preparada para receber um fluxo de chamadas decorrente de uma pandemia global como a que estamos a viver. Nem nenhum serviço de saúde está preparado para receber um tão elevado número de doentes com uma doença específica, como o que está a acontecer em Itália com a pandemia do novo coronavírus. Nenhuma cadeia de supermercados está preparada para receber num só dia o fluxo de clientes que recebe numa semana e apostado em comprar de uma só vez o que habitualmente compra durante um mês. Assim como é impossível fazer uma chama telefónica ou a ceder ao wi-fi num ponto onde esteja concentrado um elevado número de pessoas de telemóvel na mão, já todos passámos por isso, numa passagem de ano ou num festival de verão. E é do senso comum e nem devia ser passível de discussão e de comparações parvas. E depois há a irresponsabilidade da televisão do Correio da Manha que passa uma manhã agarrada ao telefone para o Saúde 24 para poder dizer no telejornal que o tempo de resposta foi de xis horas, enquanto entupiu ainda mais o sistema e tirou a vez a alguém realmente necessitado. E isto devia dar prisão sumária e cassação da licença de emissão.

 

[Na imagem "An Iranian man uses a provided toothpick to press an elevator button in an office building in Tehran on March 4, 2020, as a preventative measure against viral transmission", Atta Kenare/ AFP]