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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A verdade a que temos direito

por josé simões, em 29.01.21

 

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No telejornal a fulana da Segurança Social de Setúbal e a vereadora do Seixal são do Partido Socialista, o tipo da Misericórdia e da Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez que também se vacinou contra a Covid não tem partido.

 

[Imagem]

 

 

 

 

O burro de Auschwitz

por josé simões, em 27.01.21

 

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José Rodrigues dos Santos:

- "Os senhores estão a trabalhar com pacientes Covid numa altura em que os médicos do Serviço Nacional de Saúde estão a ser vacinados, e os políticos vão começar a ser vacinados na próxima semana, o Governo diz que os outros, os outros médicos, os do privado só serão mais tarde. O que é que o senhor pensa disso?".

 

Rui Maio, director clínico do Hospital da Luz:

- "Nós já somos vacinados, nós já recebemos vacinas, recebemos inicialmente vacinas para todas as pessoas que estão directamente envolvidas no tratamento dos doentes Covid e portanto podemos dizer que neste momento todos os profissionais de saúde que estão envolvidos directamente no tratamento dos doentes, quer sejam médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, já estão vacinados, e conseguimos também alargar para outras especialidades de maior risco e que estão em contacto com estes doentes, nomeadamente pneumologia, gastroenterologia, medicina dentária, otorrino, enfim, especialidades de maior risco já estão vacinados neste hospital"

 

               Telejornal RTP 1, minuto 15:38

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Notícias da "livre escolha" entre público e privado

por josé simões, em 21.04.20

 

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A televisão do militante n.º 1, aka SIC e SIC Notícias, descobriu que os hospitais privados cobram aos utentes o equipamento de protecção Covid-19 usado pelo pessoal médico. E faz notícia de telejornal com isso e com pessoas da "livre escolha" entre público e privado muito indignadas com mais esta parcela na factura da "saúde negócio". E ficamos sempre sem saber se estas indignações são genuína burrice; se estas indignações são genuína ignorância da máxima "não há almoços grátis"; se estas "manchetes" de telejornal são apenas mais um passo no "processo Correio da Manha em curso" nos canais auto-intitulados de referência; se isto não é só genuína sonsice da televisão do militante n.º 1 a tentar passar a ideia de que público e privado é tudo "a mesma luta".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Jornalismo rasca

por josé simões, em 25.07.17

 

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[Clicar na imagem].

Sábado o dia todo, domingo o dia todo, segunda-feira o dia todo, todo o santo dia à roda de uma suposta notícia na primeira página do Expresso de sexta-feira à meia-noite. A todas as horas certas em todos os telejornais "segundo o Expresso", "segundo o Expresso", "segundo o Expresso", "as listas que circulam nas redes sociais", "uma empresária que fez uma investigação". O verdadeiro jornalismo rasca neste momento tem casa no Expresso e na SIC e SIC Notícias, já que o Correio da Manha não tem pretensões a "jornalismo de referência".

 

[Gravação]

 

 

 

 

 

Uma puta de gema. Capítulo II

por josé simões, em 23.07.17

 

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"Quem prevarica evidentemente tem que ser punido, seja cigano, seja muçulmano, seja um português qualquer normal. O Conselheiro de Estado Luís Marques Mendes no telejornal da SIC pedagogicamente a ensinar ao povo ignaro que em Portugal há portugueses normais e há ciganos e muçulmanos e que um cigano e um muçulmano não podem ser portugueses e que um cigano e um muçulmano não são cidadãos normais

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

Uma puta de gema. Capítulo I

 

 

 

 

||| Nos restaurantes costuma haver umas cadeiras para encaixar no tampo das mesas

por josé simões, em 10.04.16

 

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[Via]

 

 

 

 

||| Um atrasado mental

por josé simões, em 08.10.15

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

||| OMO lava mais branco

por josé simões, em 30.08.15

 

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"acusado de querer ir além da troika"


O telejornal da TVI sobre Pedro Passos Coelho, mesmo mesmo mesmo antes de começar a prédica marcelista.

 

 

 

 

||| A filha da putice em horário nobre e em forma de comentário político

por josé simões, em 02.08.15

 

 

 

Marques Mendes, que mesmo de férias levou na bagagem um fato e uma gravata para ir aos estúdios da televisão do militante n.º 1 receber a avença mensal, e que durante semanas não se calou com as contas feitas e a fazer ao programa eleitoral do PS, quando confrontado pela apresentadora do telejornal com a ausência de números no programa eleitoral da coligação da direita responde que "as pessoas não votam em programas".


"Homem pequenino ou velhaco ou dançarino" ou a filha da putice em horário nobre e em forma de comentário político.

 

 

 

 

||| "E esta, hein?!"

por josé simões, em 28.01.15

 

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Disse que na Grécia houve condenados por corrupção no caso dos submarinos. E na Alemanha também, podia ter acrescentado. Adiante. E que os manhosos dos gregos fogem ao fisco. Ricardo Salgado esqueceu-se de declarar 8,5 milhões de euros. Em Portugal. Adiante. Que na Grécia há uma piscina em cada telhado e em cada quintal e em cada logradouro, para já não falar nas que existem nas vivendas e nos condomínios fechados e nas quintas e nos quintais. Adiante. E não eram anedotas sobre montes no Alentejo e no Algarve com piscina e jipes e barcos de recreio e segundas habitações e de casas de turismo rural e de habitação que estão o ano todo com ocupação a 100% , que é de subsídios que falamos também. Adiante. Assim como é de subsídios que falamos quando não disse se na Grécia há empresas formadas para formar pessoal da aviação com subsídios da Europa dos alemães e ongues para formar costureiras no bairro dos pretos e universidades, na terra deles também, também com o dinheiro dos alemães da Alemanha da Europa. Adiante. Não falou de férias pagas por banqueiros a políticos e governantes. Se calhar não teve tempo ou ninguém lhe contou. Adiante. Nem falou de associações de bandidos e malfeitores com nomes de bancos formadas por ilustres do arco e balão da governação. Se calhar na Grécia não há.. Adiante. Nem de mais-valias com acções em empresas não cotadas em bolsa. Adiante. Nem de misteriosas permutas de casas e de não menos misteriosas escrituras desaparecidas. Adiante. A Grécia é um país do caralho. Só lhe faltou terminar a peça com um "e esta, hein?!"


[Fernando Pessa na imagem]

 

 

 

 

|| Love is in the air…

por josé simões, em 19.03.13

 

 

 

Sou capaz de jurar que ouvi João Soares, no telejornal das 21 na SIC Notícias, dizer para Nuno Magalhães do CDS-PP: "Nós temos um adversário comum que é o PSD".

 

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|| Serviço público de televisão

por josé simões, em 29.10.12

 

 

 

Entre José Rodrigues dos Santos, em Lisboa com os "enlatados", e Márcia Rodrigues, em Nova Iorque com os directos, onze – 11 - onze minutos foi, desde a abertura do telejornal, o tempo que o canal 1 da televisão pública gastou com um furacão do outro lado do Atlântico, a 4 200 kms de distância. Isto é, já não digo normal, mas minimamente aceitável?

 

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|| “(…) apareceu brilhando a Virgem Maria. Ave, ave, ave Maria! Ave, ave, ave Maria!”

por josé simões, em 13.05.11

 

 

 

 

 

Cento e um – 101 – cento e um anos de República e laicidade: a RTP 1 abre o telejornal da hora do almoço com um directo do santuário de Fátima. Serviço Público.

 

 

 

 

 

 

 

 

|| O dinheiro do contribuinte é um poço sem fundo

por josé simões, em 20.02.11

 

 

 

 

 

A RTP, com redacção, estúdio e (excelentes) profissionais na Madeira, para assinalar um ano da tragédia das enxurradas, envia do Porto continente um jornalista para um fim-de-semana de férias fazer de pivot nos telejornais. Em tempo de crise e de contenção, a única economia conhecida à televisão do Estado foi ao nível ortográfico: retirar o a Egipto. Depois “oh da guarda!” que o “outro” quer privatizar acabar com o serviço público de televisão.

 

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|| Abaixo de cão

por josé simões, em 14.11.10

 

 

 

 

 

 

Foi a reportagem no telejornal da RTP1 sobre os confrontos na Voz do Operário.

(…) foi dentro do edifício que aconteceu (sic) a maior parte dos conflitos” e continua em voz off com a imagem fixa num portão onde é possível ver um cartaz a apelar à greve geral do próximo dia 24 de Novembro. Serviço público é relacionar os confrontos entre uma centena de energúmenos arruaceiros e uma greve que, quer se concorde ou não com os princípios e objectivos, foi legitimamente convocada pelos sindicatos ao abrigo do direito à manifestação?

 

É reles. O inenarrável Ângelo Correia ministro da Administração Interna na primeira greve geral pós-25 de Abril não teria feito melhor.

 

(Imagem via Reuters)