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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O dia seguinte

por josé simões, em 14.11.17

 

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As primeiras páginas dos jornais no dia a seguir ao Público ter feito manchete com a fraude no valor de 6.747.462 € [seis milhões setecentos e quarenta e sete mil quatrocentos e sessenta e dois euros] com fundos comunitários, era Miguel Relvas secretário de Estado da Administração Local no Governo de Durão Barroso e Pedro Passos Coelho administrador da Tecnoforma, a empresa beneficiária dos fundos.

 

 

 

 

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No pasa nada!

por josé simões, em 13.11.17

 

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O princípio subjacente é o mesmo que leva a que Portugal seja sistematicamente condenado em última instância pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, contra todas as decisões e interpretações dos sucessivos tribunais nacionais, em casos de, por exemplo, liberdade de expressão. Somos todos a favor mas "o respeitinho é muito bonito", com a agravante de, neste caso concreto, o senhor ter passado quatro anos de uma legislatura a proclamar a necessidade de disciplinar, moralizar, fiscalizar a atribuição de fundos comunitários, prontamente badalado aos quatro ventos pelos apóstolos nas "redes sociais".

 

Caso Tecnoforma: Bruxelas contraria o Ministério Público e diz que houve fraude

 

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||| #PorAcasoFoiIdeiaMinha

por josé simões, em 23.07.15

 

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«Toda a documentação relativa ao pedido de pagamento de saldo deste projecto dos aeródromos, que decorreu entre 2004 e 2006, foi entregue pela Teconoforma à CCDRC em Março de 2007 com as assinaturas de Pedro Passos Coelho e Francisco Nogueira Leite (actual presidente da Parvalorem), então administradores da empresa.»


«Serviço europeu antifraude participou ao MP ilegalidades no caso Tecnoforma»


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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 28.02.15

 

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Não pagou, só depois de cair na praça pública, em ano eleitoral, pagou, de forma voluntária, para pôr fim a acusações infundadas, em ano eleitoral.


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||| CSI São Caetano à Lapa

por josé simões, em 22.10.14

 

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Nos episódios CSI a isto chama-se "cena do crime processada":


«Ministério do Emprego não encontra processos da ONG de Passos Coelho


Projecto para Angola que nunca saiu do papel está desaparecido. O fisco analisou em 2004 um pedido de isenção de IRC relacionado com o financiamento do CPPC. O autor deverá ter sido a Tecnoforma de que Passos era administrador.»

 

 

 

 

||| Passa sim

por josé simões, em 27.09.14

 

 

 

Qual é o perímetro do  "passa pela cabeça"? Dito de outra maneira, quantos portugueses cabem dentro do "passa pela cabeça"?

 

"se ninguém apresentar provas em contrário, não passa pela cabeça que o primeiro-ministro mentiu"

 

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||| Eles acreditam que nós acreditamos e ficam felizes com isso

por josé simões, em 26.09.14

 

 

 

Pedro Passos Coelho que não se lembrava de nada  uma semana depois  lembrou-se de tudo e não foi uma semana para pensar se tinha ou não tinha fugido ao fisco, foi mesmo para se lembrar que não foi na Tecnoforma, que não foram 5 mil euros mensais, que foi numa ongue e que foi à factura, foi ao Porto, foi a Bruxelas, que foi a Cabo Verde estudar uma universidade à séria, nada de cursos à lá Relvas, trouxe as facturas dos táxis e das tripas e da cachupa e apresentou para o reembolso, não apresentou as dos grogues que bebeu além mar porque isso também já era abusar do pro bono e da boa fé da ongue. Não falou antes porque quis confirmar antes de falar se não tinha cometido nenhum ilícito que deve ser a mesma razão pela qual a ongue nunca é mencionada no currículo de cidadão ex-deputado e actual primeiro-ministro.

 

Na dimensão paralela onde habitam eles acreditam que nós acreditamos e ficam felizes com isso.

 

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||| "Se um desconhecido lhe oferecer flores isso é impulse"

por josé simões, em 25.09.14

 

Não está longe o dia em que Miguel Relvas vem passar um atestado de idoneidade a Pedro Passos Coelho. Quando pensávamos que já tínhamos visto de tudo:

 

«A Tecnoforma dá na sexta-feira uma conferência de imprensa, "através de representante legal", para "prestar esclarecimentos" em "hora e local a designar" sobre as notícias recentes acerca da ligação do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, à empresa.»

 

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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 25.09.14

 

 

 

"Aquilo que o senhor primeiro-ministro fez foi requerer esse esclarecimento para o órgão competente"

 

Uma vez que anda falho de memória e que o dinheiro é mato, o senhor primeiro-ministro pediu à Procuradoria-Geral da República para esclarecer se o cidadão Pedro Passos Coelho enquanto deputado recebeu ou não cinco mil euros mensais de uma empresa privada durante três anos. Se por artes mágicas ou dons de adivinhação da Procuradoria-geral da República o caso der positivo, que recebeu sim senhor, e que tenha sido em cash e pela porta do cavalo, os cinco mil euros mensais recebidos durante três anos pelo cidadão Pedro Passos Coelho enquanto deputado são do foro privado do senhor primeiro-ministro à semelhança da casa de férias na Manta Rota?

 

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||| De uma coisa podem ter a certeza

por josé simões, em 24.09.14

 

 

 

Quando daqui por 20 anos perguntarem a um actual remunerado pelo valor do salário mínimo nacional quanto é que ganhava por mês no ano da graça de 2014 vai responder prontamente, sem gaguejar e com 505 euros na ponta da língua, seja ele porteiro ou operário especializado, em regime de exclusividade na empresa ou a fazer uns biscates extra horário de trabalho para poder oferecer uma prenda às filhas no Natal.

 

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||| Percebem ou é preciso um desenho?

por josé simões, em 24.09.14

 

 

 

Uma senhora que telefona para o 'Opinião Pública' na SIC Notícias para dizer que apoia António José Seguro nas primárias do PS e que não gosta nada do que o jornal Público "está a fazer a Pedro Passos Coelho". Percebem ou é preciso um desenho?

 

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||| Em pequenino não conta

por josé simões, em 24.09.14

 

 

 

De pin com a bandeira portuguesa na lapela:

 

"independentemente de ele poder ter sido entretanto prescrito ou não"

 

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||| Ground zero

por josé simões, em 23.09.14

 

 

 

Não lhes bastava a destruição do Estado e o desmantelamento do Estado social, não lhes bastava o arrasar da imagem da Justiça aos olhos do povo, não lhes bastava a destruição da Segurança Social, não lhes bastava a mutação das Finanças de ministério ao serviço do contribuinte em executor de penhoras ao serviço de entidades privadas,  não lhes bastava a destruição da instituição Presidência da República, ainda tiveram de arrastar para a lama e de destruir a imagem da casa da democracia, a Assembleia da República.

 

Para memória futura, o nome e os cargos: secretário-geral do Parlamento, Albino de Azevedo Soares, ex-secretário de Estado de um Governo do PSD.

 

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||| Um mentiroso compulsivo

por josé simões, em 23.09.14

 

 

 

||| Dinheiro é mato

por josé simões, em 22.09.14

 

 

 

Não se lembra. Cinco mil euros mensais entre 1995 e 1998, como 'porteiro'. Não se lembra. Em 2014 Marinho e Pinto vem dizer que 4 800 euros não dão para viver razoavelmente em Lisboa, como deputado. A inflacção. Quase 20 anos antes e não se lembra. Vivia em Massamá. Cinco mil euros mensais como 'porteiro', extra parlamento. No país do salário médio a rondar os 980 euros e o mínimo a não bater os 500. Não se lembra. O custo de vida aumenta, o povo não aguenta. E o remanescente não ia para o partido que PPD não é PCP. Não se lembra. O 'porteiro'. No 'condomínio' entravam e saíam muitas caras. Ninguém é obrigado a ter memória de polícia político. Não se lembra. A vida custa a todos.

 

«Assembleia da República garante que Passos Coelho não tinha regime de exclusividade entre 1995 e 1999»

 

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