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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A morte de uma narrativa

por josé simões, em 05.05.19

 

David Lyle.jpg

 

 

No tempo em que devíamos ser a Irlanda, amiga do investimento, sem taxas nem taxinhas. No tempo em que taxar era coisa de socialistas. No tempo em que meter os gigantes tecnológicos, Google, Facebook, Twitter, a pagar os media tradicionais era coisa de bolchevique e do fim da liberdade da imprensa tal e qual a conhecemos. No tempo da Irlanda farol do liberalismo na Europa, uma espécie de Enver Hoxha ao contrário. Para mim é uma Guinness, sff.

 

"Fianna Fáil, o partido conservador irlandês, quer avançar com um imposto sobre as receitas de publicidade dos gigantes tecnológicos, como Facebook e Google, de forma a travar a crise que afeta as empresas de media do país."

 

Irlanda quer usar taxa para financiar media

 

[Imagem]

 

 

 

 

Há lodo no cais

por josé simões, em 28.05.16

 

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A UGT quer que a representatividade que não lhe é reconhecida no meio laboral, que os trabalhadores que não tem sindicalizados lhe paguem uma quota mensal como forma de legitimar a luta da UGT, since 1978, na retirada de direitos e garantias, aos trabalhadores, na desvalorização da contratação colectiva, na assinatura de sucessivos códigos do trabalho com condições cada vez mais gravosas, para os trabalhadores, sempre em benefício da rigidez patronal, com a promessa de um amanhã que canta, e que canta sempre para a mais-valia dos patrões e dos accionistas.


Trabalhadores terão de pagar à UGT por contratos colectivos de trabalho


"Há lodo no cais" é o título em Portugal, "Sindicato de Ladrões" foi o título recebido no Brasil.


[Imagem]

 

 

 

 

||| "aa... aa... "

por josé simões, em 31.05.15

 

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«Nem há menos plástico no lixo, nem a medida angariou as receitas estimadas, que reverteriam para a defesa do ambiente. Em contrapartida, há fabricantes em apuros e trabalhadores que perderam o emprego.»


A isto chama-se aa... inteligência na política, ao serviço do país e da aa... economia, através da criação de aa... taxas e taxinhas para maquilhar o aa... saque fiscal.


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[Os mais atentos já devem ter reparado aa... no tique do ministro Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, aa... Jorge Moreira da Silva quando fala e começa aa... inventar]

 

 

 

 

||| A Voz do Povo

por josé simões, em 22.08.14

 

 

 

Ao balcão do café: "O Xavier, da Cultura, alguma vez leu Klaus Mann ou viu o Mephisto do Klaus Maria Brandauer?"

 

 

 

 

 

 

||| De um país de poetas tesos a um país de fotógrafos. Remunerados

por josé simões, em 21.08.14

 

 

 

Agora é só cada português inscrever-se na Sociedade Portuguesa de Autores para passar a receber royalties provenientes das fotos que posta no Facebook e no Instagram tiradas com o telemóvel taxado pelo Governo para remunerar e acudir aos autores.

 

De um país de poetas tesos a um país de fotógrafos. Remunerados. Do capitalismo popular, onde cada cidadão era accionista de qualquer coisa, ao país do rendimento mínimo assegurado, por via da criação de qualquer coisa. É isto, não é, ou é apenas mais um roubo de Lei?

 

E já que pagamos taxa pelas fotografias que tiramos e pelos downloads que não fazemos é agora legítimo, porque está coberto pela Lei e pela taxa, desatar a fazer downloads e a piratear como se não houvesse amanhã. Continua a ser isto, não continua?

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Um ambiente verde

por josé simões, em 30.01.14

 

 

 

Quando as "preocupações" ambientais do Governo de direita passam por desinvestir nas energias alternativas para taxar o consumidor, já que o contribuinte atingiu o limite de taxas por habitante. Um ambiente verde, da cor do dinheiro.

 

«Cobrar 15 cêntimos por cada saco aos consumidores rendia ao Estado 30 milhões de euros por ano»

 

[Imagem DIY Origami Coy Fish by Won Park]

 

 

 

 

 

 

||| A Grande Farsa continua

por josé simões, em 15.11.13

 

 

 

Como se partidos da maioria e Governo não fossem uma e a mesma coisa, como se o Governo não fosse uma emanação do espírito reinante na maioria, como se houvesse pensamento próprio dentro das bancadas da maioria que não o de seguidismo amorfo e o do sim-sim acéfalo, como se na hora das votações se assistisse a tomadas de posição por motivos de "objecção de consciência" ou a rebeldias motivadas por consciência social e/ ou política, como se estas coisas não fossem todas previamente combinadas e acertadas antes de passarem para a opinião pública, como se estas coisas não tivessem sempre todas origem numa "fonte próxima" ou num "envolvido no dossier".

 

A Grande Farsa continua mas lá vão deixando cair que e tal a "aplicação de uma taxa sobre as PPP iria gerar mal-estar junto dos privados" e o coiso "constrangimentos jurídicos". Somos todos burros? Se calhar somos.

 

 

 

 

 

|| O Partido do Emplastro

por josé simões, em 13.05.13

 

 

 

Em queda livre aos olhos do eleitorado, que vai começando a conhecer o traste e a fartar-se das piruetas de bailarina, ignorado pelo parceiro de coligação, desconsiderado por toda a esquerda parlamentar, anda na vida, oficialmente, desde 1995. Perde eleições e sai de mansinho, com "sentido de Estado", regressa passados meses, de mansinho, a pedido de "várias famílias" e com "sentido de Estado", leva uns tabefes de um lado, um encostos do outro, apanha com bocas a toda a hora. É o partido sem princípios, o partido do emplastro que volta sempre, jogue quem jogar, para aparecer sorridente na fotografia.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

|| Concertada ou consertada?

por josé simões, em 08.05.13

 

 

 

Um dia vem o líder do partido colaboracionista no poder, e alegado primeiro-ministro, anunciar uma taxa sobre as pensões. Dois dias passados e vem o líder do segundo maior partido da oposição, Viriato na luta contra a ocupação estrangeira, relembrar que a TSU dos reformados é o Limes entre a civilização e a barbárie. Mais dois dias volvidos e sabe-se que afinal o "cisma grisalho" não vai avante e que tudo não passou de uma encenação entre o n.º 2  e o n.º 3 do Governo, um medir o pulso, um para ver se pega. Quando passarem oitos dias sobre a apresentação das medidas os portugueses vão perceber que a taxa existiu, que o "agarrem-me senão eu vou-me a ele" foi de verdade, e que a alegada concertação entre o n.º 2 e o n.º 3 do Governo foi afinal uma 'consertasão' à posteriori para limitar danos na junta governativa. As crianças brincam ao "sentido de Estado" perante uma plateia de 10 milhões de espectadores.

 

[Imagem]