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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Que tenha muita sorte, que seja muito bem sucedida, Allah maik e assim

por josé simões, em 13.07.13

 

 

 

Até porque da sua boa sorte e do seu bom sucesso depende a visibilidade de milhões de mulheres, adolescentes e crianças do sexo feminino, espalhadas por todas as latitudes do globo, vítimas inocentes e indefesas às mãos dos islamo-fascistas.

 

Mas que me desculpem, não é defeito é feitio, não me convence o estrelato e a mediatização da miúda, isto soa, e reluz, a descarga de consciência da hipocrisia ocidental, pródiga em arranjar ícones que lhe permitam continuar descansada, de pantufas no sofá, tablet nos joelhos e comando da tv ao lado, enquanto a realpolitik dos negócios, sujos, com regimes ditatoriais, corruptos e desrespeitadores dos direitos humanos, segue o seu caminho, à luz do dia e ao lusco-fusco – o "filão" começou com Agnes Gonxha Bojaxhiu, para a aldeia global Madre Teresa de Calcutá.

 

Bibi Aisha, vítima de uma barbaridade inominável, estava bem colocada na grelha de partida, mas, por acaso do destino, Malala Yousafzai, para azar dela própria, ultrapassou-a na recta da meta. Uma criança a caminho da escola, um direito tão natural como respirar, aqui na "civilização", toca mais fundo nos corações moles ocidentais, com exércitos profissionais para fazer a guerra, instagramada, e manter a paz e o way of life.

 

Que tenha muita sorte, que seja muito bem sucedida, Allah maik e assim. Vai crescer, aprender e descobrir por ela própria como é que é o outro lado, este lado. Nós por cá continuamos muito preocupados quando as Bibis e as Malalas aprecem em 30 segundos de telejornal. Depois dá a telenovela e o reality show e o resumo da jornada do pontapé na bola e damos qualquer coisa nas campanhas à porta do hiper e do super.

 

[Imagem de Peter Hapak]

 

 

 

 

 

 

|| Sem comentários

por josé simões, em 01.03.11

 

 

 

 

 

(Detalhes)

 

 

 

 

 

 

 

|| A história (aparentemente) interminável

por josé simões, em 21.11.10

 

 

 

 

 

 

Depois de ver numa televisão uma reportagem sobre uma escola para mulheres no Afeganistão de dois mil e qualquer coisa, impossível nos idos dos talibans contra pena de serem todas mortas em nome de Alá, O Misericordioso, lembrei-me da argumentação de Sidney Smith, cura numa paróquia rural da Inglaterra de mil e oitocentos e troca o passo, em defesa do investimento na educação das mulheres: «Se esta fosse melhorada, a educação dos homens melhoraria também, porque «a formação do carácter nos primeiros sete ou oito anos de vida parece depender quase inteiramente das mulheres».

 

Duvido que os mullahs e os talibans tenham lido, ou saibam sequer quem foi Sidney Smith. Mas sabem.

 

 

 

 

 

 

 

|| Jornalismo “de referência”

por josé simões, em 15.05.10

 

 

 

 

Depois dos talibans que quiseram tapar a pintura de Lucas Cranach com um hijab e dos polícias de Braga que apreenderam os livros que continham uma reprodução de A Origem do Mundo de Gustave Courbet, o Expresso adere à moda idiota amAricana de desfocar às mamas as mulheres.

 

A professora de Mirandela não é uma obra-prima de um mestre da pintura europeia, na melhor das hipóteses uma obra-prima da natureza, assinada a “duas mãos”, mas o que está por detrás das proibições e das desfocagens não é a obra-prima do mestre nem sequer a prima do mestre-de-obras, é a ideia do nu, o pecado da nudez associado à lasciva. Tudo muito religioso.

 

Jornalismo “de referência” e responsável; gabam-se eles. Muito responsável. Daquela responsabilidade salazarenta do “respeitinho é muito bonito”, do tempo em que as mulheres casavam aos 17 anos para toda a vida, tinham 8, 10, 12 filhos como as cadelas, e que aos oitentas/ noventas já no leito da morte diziam cheias de orgulho “o meu marido nunca me viu nua”.

 

(Primeiro no Twitter)

 

 

 

 

|| Como diria o Manel Machado: "um vintém é um vintém e um taliban é um taliban"

por josé simões, em 28.01.10

 

 

 

Segundo das palavras dos “amaricanos” e do fantoche Karzai, os talibans dividem-se em duas categorias: os radicais e os moderados.

Os radicais são os talibans com ligações à Al-Qaeda que travam a Jihad e se explodem em tudo o que é sito por dá cá aquela palha.

Os moderados são os talibans que travam a Jihad e enforcam os homossexuais na praça pública, oprimem e agridem e impedem as mulheres de ter acesso à educação, recusam a Democracia e a liberdade de culto, entre outras.

Elucidado.

 

(Na imagem a bandeira Taliban com a Chahada)

 

 

 

 

 

 

|| Da ausência de novos Cruzados

por josé simões, em 15.12.09

 

 

 

O bispo para as forças armadas do Reino Unido que ontem afirmara que os talibans deviam ser admirados pela sua lealdade e convicção religiosa vem hoje pedir desculpas pelas suas declarações e dizer que nunca lhe passou pela cabeça assumir a defesa dos insurgentes afegãos.

 

Pela parte quer me toca eram escusadas as desculpas, não tinha interpretado as declarações como um elogio mas antes como um lamento. O lamento pela ausência do espírito dos “bons velhos tempos” das cruzadas e do desapego material e do sacrifício pela Fé contra o infiel muçulmano.

 

Como diria Vasco Santana: “Compreendi-te!..”

 

(Na imagem Pedro o Eremita mostra o caminho de Jerusalém aos cruzados, Iluminura francesa, 1270)

 

 

 

|| Rui Santos pergunta

por josé simões, em 15.06.09

 

Deve um taliban, fã do Aston Villa, ser absolvido post mortem pelos actos de terrorismo cometidos?

 

(*)

 

 

|| FotoPress 2009

por josé simões, em 08.05.09

 

O FotoPress, um dos mais antigos certames fotográficos de Espanha que visa premiar os trabalhos dos repórteres fotográficos, foi este ano entregue ao andaluz Emilio Morenatti pela sua série de fotografias com mulheres paquistanesas vítimas de ataques com ácido perpetrados pelos talibans.

 

Detalhes aqui, fotos aqui.

 

Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 09.06.08

 

Telejornal (e também aqui):

 

Os da ETA” são a organização terrorista basca que colocou uma bomba no diário El Correo.

 

Os talibans são os rebeldes afegãos que num ataque provocaram dois feridos nas tropas portuguesas.

 

 

 

Ingerências na Somália

por josé simões, em 29.12.06

Alguns blogs cá do sítio, ainda as tropas etíopes estavam a pensar se saíam ou não dos quartéis para pôr fim ao novo regime taliban que se anunciava para a Somália e, já clamavam por uma tomada de posição dessa entidade vaga que dá pelo nome de comunidade internacional, contra a invasão / ingerência nos assuntos internos de um país por outro, como se a invenção de mais um regime ditatorial e opressivo fosse assunto interno.

 

Agora que os etíopes chegaram a Mogadíscio, para um bocado à imagem do que o Vietnam já havia feito quando entrou no Cambodja para pôr um ponto final no regime sanguinário de Pol-Pot; importa ouvir a vox populi; Yusuf habitante de Johar, cidade a cerca de 90 kms da capital da Somália, hoje no Público a propósito da “invasão” e “ingerência nos assuntos internos” e “violação do direito internacional”:

 

“vamos poder novamente exprimir-nos, dançar, ouvir música e mascar livremente qat, sem nos arriscarmos a ir para a prisão ou até ser executados”.

 

A felicidade das pessoas é feita de coisas simples, que passam ao lado dos blogs…