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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Born to kill

por josé simões, em 08.10.14

 

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Já levar um tiro nos cornos, pode.


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|| É dos livros

por josé simões, em 02.01.13

 

 

 

Os totalitarismos sempre tiveram uma especial predilecção por quotas e percentagens:

 

«considerou insuficiente a redução de 5% do número de fumadores»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Fascismo nunca mais!

por josé simões, em 10.01.12

 

 

 

Há uma lei qualquer e para a qual toda a gente se está a borrifar, a começar pelas autoridades responsáveis pela emissão das respectivas licenças, que proíbe, entre outras, salas de jogos e estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas nas proximidades de escolas e estabelecimentos de ensino. Basta dar uma volta pela cidade e ver. Agora o cigarrinho à porta do restaurante é que não pode ser. E depois da porta passa a ser num raio de xis metros. E depois alargam o raio. E por aí adiante.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Eu, por exemplo, comecei a fumar por causa do Lucky Luke e sempre quis fumar de cachimbo por causa do Popeye (*)

por josé simões, em 15.06.10

 

 

 

Ontem avançava-se com a possibilidade de filmes onde os actores apareçam/ aparecem a fumar poderem vir a ser classificados como para “maiores de 18 anos”. Hoje é o eclipse da imagem de marca de Churchill: o charuto na boca.

 

Talibans são os “outros”

 

(*) – Com a sopa de espinafres é que nunca quis nada

 

 

 

 

|| A seguir são os gordos e depois os mascadores de pastilha e depois os roedores de unhas e depois…

por josé simões, em 23.11.09

 

 

 

A Apple de Steve Jobs recusa prestar assistência a computadores de fumadores, mesmo que dentro da garantia, alegando contaminação dos aparelhos e consequente prejuízo para a saúde dos técnicos.

 

 

 

“E os ladrões?”

por josé simões, em 26.06.07

Foram revelados os resultados do estudo Carga e Custos da Doença Atribuível ao Tabagismo em Portugal. Das duas vertentes trabalhadas pelo estudo: vidas humanas e custos, e partindo do princípio que cada um é livre de fazer com a sua vida o que muito bem entender, vamos à outra; aos euros. Diz o estudo que o tabaco, em 2005, foi responsável por 126 milhões de euros gastos em internamentos hospitalares; mais de 308 milhões de euros em medicamentos e consultas; e, a cereja em cima do bolo: se os fumadores tivessem cessado consumo, tinham-se arrecadado 64 milhões de euros em internamentos e 80 milhões de euros em cuidados ambulatórios.

Podíamos questionar a inocência da divulgação dos resultados do estudo em vésperas do Parlamento votar a nova lei do tabaco, mas não vou por aí. Noutro país, como os Estados Unidos, Inglaterra ou Holanda isto seria uma poderosa arma para o lobby antitabagista; mas como em Portugal ainda estamos na pré-história desta actividade, e da maneira como e quando os resultados do estudo foram apresentados, não passa de uma grosseira tentativa de manipulação da opinião pública. Passo a explicar. Este estudo vale mais pelo que não nos diz, do que propriamente pelos resultados à vista de todos.

Este estudo não nos diz quantos milhões de euros o Estado embolsou durante 2005 provenientes dos impostos sobre o tabaco e pagos pelas potenciais vítimas. Este estudo não nos diz quantos euros, provenientes dos impostos arrecadados, o Estado canalizou para o combate e prevenção ao tabagismo. Este estudo não nos diz qual o peso dos impostos sobre o tabaco no Orçamento de Estado. Este estudo não nos diz nada sobre o valor da economia à roda do tabaco; desde o sector primário (agricultores) – que os há muitos em Portugal –, passando pelo secundário (transformação), até ao terciário que, inclui não só a comercialização, mas toda uma miríade de empresas que se movem na orbita do tabaco, desde os publicitários ás farmacêuticas, abarcando inclusive aquelas que fazem do combate ao tabagismo a razão da sua existência e que no íntimo dos íntimos torcem para que as pessoas não deixem de fumar. Em suma, este estudo não nos diz o que é que na realidade tem mais peso na balança do deve e do haver do tabaco. É que quando houver um estudo com esses resultados as revelações não deixaram de ser surpreendentes. Até lá é propaganda de baixo nível.

 

Esta estória dos negócios à roda do tabaco faz-me lembrar o spot do Gato Fedorento: “E os ladrões?”; “Ladrões?!”. “P’ra cima de dez bandidos!..”

 

Fumar um cigarrito

por josé simões, em 02.03.07

O Governo aprovou a proposta de Lei que proíbe fumar em restaurantes, bares e discotecas.

A única hipótese consagrada em Lei, para quem quiser fumar um cigarrito, é para os restaurantes com mais de 100 metros quadrados, nunca podendo, para esse efeito, a área ser superior a 30 por cento do estabelecimento. E devidamente ventilada, sublinhe-se a preocupação do executivo – nada como aquela minúscula masmorra no aeroporto de Heathrow.

 

Para cumprimento destes parâmetros, assim à primeira vista e de cabeça, só me consigo lembrar do refeitório da Setenave; mas como também vai ser proibido fumar nos locais de trabalho…

 

Ao menos que nos dêem contrapartidas – baixar o preço do tabaco – como na vizinha Espanha! Mas o Governo que se prepara para nos proibir de fumar – qualquer dia até debaixo de água – é o mesmo que vai criar as salas de chuto. Para isso é preciso dinheiro. Dos impostos. E o tabaco é uma grande fonte.