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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Da série "Coisas Verdadeiramente Surpreendentes"

por josé simões, em 17.11.17

 

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Ou quando o presidente do Supremo Tribunal de Justiça se vê na obrigação de vir a público sublinhar o óbvio:

 

a independência dos juízes não pode significar a desconsideração da lei nem a interpretação ou aplicação por acto de vontade

 

[Imagem]

 

 

 

 

Temos um problema

por josé simões, em 26.10.17

 

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O que as declarações do presidente do Supremo Tribunal de Justiça e da presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses vieram confirmar foi que Portugal tem um problema, grave, na justiça. E, quando o poder judicial não está ao serviço dos cidadãos o problema passa a ser do poder legislativo eleito, em eleições livres e democráticas, pelos cidadãos. À justiça o que é da justiça, à política o que é da política.

 

 

 

 

Princípios básicos da ascenção do populismo

por josé simões, em 08.05.17

 

 

 

Porque assim as pessoas vão ficar a saber os nomes da[s] razão[ões] por detrás de não haver dinheiro para nada, nem para a saúde, nem para a educação, nem para pensões e reformas, enquanto continuam a ser impostadas e taxadas para pagar créditos ruinosos concedidos sem garantias que não fossem as do amiguismo, do compadrio e do clientelismo partidário, enquanto lhes apregoavam as virtudes das boas contas, da sobriedade e da vida regrada e austera.

 

CGD: Divulgar grandes devedores tem "efeitos extremamente perniciosos"

 

 

 

 

||| O senhor não disse isto, pois não?

por josé simões, em 08.05.16

 

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Assim de repente lembrei-me do caso Bernie Madoff, nos States, em comparação com similares, em Portugal, daqueles do "contrário", da economia a fazer dano à justiça e de que a gente até já esqueceu, tal é a velocidade que a justiça nacional lhes imprime para um desfecho com qualidade. O senhor não disse isto, pois não? "Uma justiça célere não é justiça".


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||| Da série "Coisas Verdadeiramente Surpreendentes"

por josé simões, em 13.06.15

 

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«Arquivado inquérito a juízes apanhados na investigação do caso vistos gold»


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| A ideia que passa

por josé simões, em 15.04.15

 

 

 

Nem é a das escutas que são boas e válidas porque sim versus as escutas que não são boas nem valem um casca de tremoço porque sim também, nem é a da justiça para os ricos e poderosos versus a justiça para os outros que sobram, a ideia que passa é a da "justiça deles".

 

 

 

 

||| O princípio é exactamente o mesmo

por josé simões, em 31.01.15

 

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Do Governo que decide antecipar os lucros aos bancos e tem o topete de vir proclamar aos quatro ventos que resolveu o problema dos contratos swap, para depois ver o Supremo Tribunal de Justiça, pela segunda vez, dar razão a quem defendia a sua denúncia e a via judicial, ao Governo que fecha a porta a uma cimeira europeia para a renegociação da dívida que permita a recuperação económica, o crescimento e emprego, o princípio é exactamente o mesmo: garantir lucros e mais-valias aos bancos, alimentar a especulação financeira, esbulhar o bolso do contribuinte, continuar o saque fiscal e desmantelar o Estado em favor de interesses privados, enquanto argumenta o contrário, que é a da salvação do Estado que se trata, da credibilidade restaurada, da recuperação económica que aí vem, da sustentabilidade garantida.


[Imagem]

 

 

 

 

||| A mentira pegada que é este Governo

por josé simões, em 19.02.14

 

 

 

As empresas, que criam emprego e geram riqueza, como dizem o senhor Coelho e o senhor Portas, com grandes sorrisos nas caras e com os escudeiros todos a bater palmas de pé, e que gerem o Estado como se de uma empresa se tratasse, abdicam de defender o interesse público, e o dinheiro das famílias, outro tema caro, e nem sequer actuam como a administração de uma empresa, que querem à força que o Estado seja, em defesa do dinheiro do accionista-contribuinte, antes optando por antecipar o lucro aos bancos, como se o dinheiro da empresa, que querem que o Estado seja, fosse deles. Não é à toa que há sempre um banqueiro disponível para pagar o salário do líder quando o líder está na oposição.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

 

||| ¿Por qué no te callas?

por josé simões, em 29.01.14

 

 

 

Cavaco, O Avisador, avisa que a Constituição não foi suspensa, o que não o impede de suportar, e se calhar até de incentivar [naquelas diligências que toma fora dos olhares da populaça, discretas como ele diz, e não se cansa nunca de puxar dos galões para mostrar que é mui influente e mui empenhado na resolução dos problemas da Nação] o Governo que mais ataques fez à Constituição desde o dia 25 de Abril de 1976 e ao orgão de soberania que zela para a Constituição não seja suspensa, o Tribunal Constitucional.

 

Cavaco, O Avisador, também podia avisar que a Constituição não foi revista e que o projecto de revisão constitucional encomendado pela dupla Passos Coelho/ Miguel Relvas a Paulo Teixeira Pinto continua assim mesmo, um projecto, encafuado na gaveta para onde foi atirado à pressa depois da polémica que levantou e das reacções adversas que provocou, e que o partido que ganhou as eleições com um programa de Governo nos antípodas daquilo que tem sido a sua acção governativa não pode aplicar por portas travessas uma Constituição que não foi suspensa nem sequer foi revista.

 

Cavaco, O Avisador, calado é um poeta. E ganha um álibi: o de que a sua aparente condição de mudo não é mais do que diligências que toma, fora dos olhares da populaça, discretas, porque é mui influente e mui empenhado na resolução dos problemas da Nação, e no apoio ao Governo que governa segundo uma Constituição que não foi revista e num programa que não foi sufragado nas urnas.

 

[Imagem de Erwin Blumenfeld]

 

 

 

 

 

 

||| Público vs. Privado

por josé simões, em 08.11.13

 

 

 

Um dos argumentos caros à Direita, no geral, ou a este Governo de Direita ou PSD/ CDS ou Pedro Passos Coelho/ Paulo Portas ou de iniciativa presidencial Cavaco Silva, em particular, como queiram, para as privatizações, como se não houvesse amanhã, e para a entrega ao sector privado de competências do Estado, e com isso desmantelar o Estado e o destruir o Estado social, é o de que a iniciativa privada gere melhor a cousa pública do que o Estado. Principalmente, e isso nunca é dito, se o Estado for administrado por um Governo de Direita. Para o caso um Governo de Direita ou PSD/ CDS ou Pedro Passos Coelho/ Paulo Portas ou de iniciativa presidencial Cavaco Silva, que optou por antecipar os lucros aos bancos em vez de defender o interesse público e o dinheiros do contribuinte.

 

[Imagem de Anthony Burrill]

 

 

 

 

 

 

|| O Governo das corporações

por josé simões, em 25.10.13

 

 

 

«Anulação de contrato swap pelo Supremo pode influenciar outras sentenças […]

 

Apesar de não fazer jurisprudência, permitindo que os tribunais decidam noutro sentido, incluindo a anulação do contrato com base noutros pressupostos, "os juízes têm na decisão do STJ uma referência"»

 

Enquanto o Governo, que carrega nos impostos enquanto corta na saúde, na educação, na escola pública, nas prestações sociais, nos salários, nas reformas e nas pensões de viuvez, antecipa mil – 1 000 – mil milhões de euros de lucro aos bancos, e ainda vem eufórico com a proeza da "renegociação", o feito heróico e o dever cumprido, proclamar que zelou pelo supremo interesse nacional, pela cousa pública e pelo dinheiro do contribuinte, conseguindo uma poupança de 500 milhões de euros. É fazer as contas.

 

[Imagem]  

 

 

 

 

 

 

|| Os princípios do futebol aplicados à justiça

por josé simões, em 29.10.12

 

 

 

Ou quando os clubes pequenos [leia-se o cidadão anónimo], sem dinheiro para investir num plantel [leia-se sem recursos económicos para pagar a um advogado que se saiba movimentar nos meandros processuais, dos erros, dos recursos e das suspensões], leva goleada do juiz candidato à bola de prata. Reintroduza-se a pena de morte e fica perfeito.

 

 

 

 

 

 

 

|| Blá-blá-blá

por josé simões, em 31.01.12

 

 

 

Para o ano estão lá outra vez os mesmos a falar das mesmas coisas, como já estiveram o ano passado e o ano anterior ao ano passado e ao ano anterior ao ano anterior. Por enquanto o povo encolhe os ombros e dá o desconto.

 

[Na imagem fotograma de Revenge of the Nerds]

 

 

 

 

 

 

|| Avareza versus Ira

por josé simões, em 03.01.12

 

 

 

Avareza: «(…) no cristianismo, é sinónimo de ganância, ou seja, é a vontade exagerada de possuir qualquer coisa. Mais caracteristicamente é um desejo descontrolado, uma cobiça de bens materiais e dinheiro,  ganância.»

 

E depois, se o cidadão-contribuinte der largas ao sentimento de revolta contra o poder temporal, ainda que protegido por uma decisão do poder judicial, são ovelhas tresmalhadas do rebanho do Senhor que não percebem que Deus escreve direito por linhas tortas e que são insondáveis os desígnios do Senhor, ou são perigosos jacobinos tomados pelo pecado da Ira e merecedores do fogo do Inferno?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Sinais de fumo (pá!)

por josé simões, em 16.03.11

 

 

 

 

 

A abertura do ano judicial nas televisões foi: Marinho Pinto, Marinho Pinto, Marinho Pinto, e depois os figurantes.

 

(Imagem Bone Necklace, council chief, Oglala Sioux,1899 by Herman Heyn of Heyn Photo, Omaha, Nebraska. No. 422)