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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Duas vezes o mesmo livro no mesmo dia

por josé simões, em 08.05.19

 

 

 

Afinal o copo não era Starbucks. Se fosse uma lata tinha sido Coca-Cola. Ou artefactos que já deixaram de ser marca e passaram a sinónimos. Uma Gillete é um deles. E a Coca-Cola é uma coca-cola por mais que a Pepsi se esforce.

 

As marcas e as multinacionais no campus, a propósito da ligação da universidade às empresas ou dos cortes orçamentais que estrangulam o ensino e empurram a academia para fontes alternativas de financiamento. Coca-Cola: Empresa tem várias cláusulas com universidades que lhe permite suprimir estudos desfavoráveis.

 

Quem nunca leu ainda vai a tempo.

 

[A imagem é minha]

 

 

 

 

Fake

por josé simões, em 30.09.08

 

«87 mil maneiras diferentes de beber o seu café», isto partindo do princípio que é de café que se fala quando o sujeito é aquela aguada castanha. Se pomos açúcar, estragamos o açúcar e não salvamos a água; por mais quente que esteja.

 

Um amigo, no princípio desta coisa do dj dizia-me, “não é por subires o master nas passagens que as misturas ficam bem feitas”. O mesmo principio se devia aplicar à Starbucks: não é pela água estar em ebulição quando se leva o copo de plástico à boca, que passa a saber a café.

 

Numa coisa estamos de acordo: «Não é melhor nem pior». É inclassificável, e “dando a cada pessoa uma «experiência única», (…) em termos de sabor”; for sure, disso ninguém duvide!

 

«(…) investimos muito na formação, todos os trabalhadores estiveram seis meses em Espanha». Que melhor cartão de visita? Formação profissional em Espanha, esse outro farol de bem-fazer café na Europa.

 

No concerto do Coliseu, Patti Smith disse que Lisboa era das raras cidades onde ainda se podia respirar, porque, entre outras coisas, ainda não tinha Starbucks. É tempo de ir reler Naomi Klein. O (a falta de) sabor do café ainda é o que menos importa.

 

(Foto de Darieus)

 

 

 

Um sítio onde se pode respirar

por josé simões, em 29.10.07

 

Ontem vi uma Senhora com a provecta idade de 60 anos, e que não fora os cabelos brancos diria que tinha para aí 17 ou 18, pela forma como se mexeu em palco, dizer para uma plateia do Coliseu dos Recreios que tinha ficado “agradavelmente surpreendida” com a cidade de Lisboa. A agradável surpresa, e segundo Patti Smith, deveu-se ao facto de ter vindo com alguns dias de antecedência para poder “desfrutar da cidade” e ter encontrado uma metrópole onde “ainda se pode respirar”. Este “respirar”, ao contrário do que se possa pensar, não tem nada a ver com a poluição atmosférica ou com o aquecimento global; respira-se porque continuamos a ser um país que escapa “à ditadura das corporações como a Starbucks e outras” (sic); onde ainda é possível beber um cafezinho, no café e a sabe a café. Coisas simples da vida...
 
Até quando?! Vim eu a interrogar-me no regresso a casa.