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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Como se manipulam umas eleições. Capítulo III

por josé simões, em 28.01.22

 

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"Tudo em aberto". O PS com 36% e o PSD com 33%. E António Costa lá atrás, com um sorriso apalermado, a espreitar por cima do ombro de Rui Rio, à frente em grande plano, em pose de estadista.

 

Como se manipulam umas eleições. Capítulo II

 

 

 

 

Como se manipulam umas eleições

por josé simões, em 23.01.22

 

Escritos murais pós 25 de Abril, na parede da ofi

 

 

No espaço de uma semana António Costa passou de estar a três deputados da maioria absoluta, com a esquerda em maioria no Parlamento, segundo sondagem da Pitagórica, para o homem que vai atrás de Rui Rio com a direita em maioria no hemiciclo, segundo uma tracking poll num universo de 180 eleitores, apresentada por uma televisão - a CNN Portugal, ex TVI24, como se de uma sondagem se tratasse, com a imprensa com agenda, onde a fronteira entre jornalismo e comentariado não existe, prontamente a dar eco do feito, e com mobilização geral dos milhares de perfis nas redes a fazerem alarde da boa nova. Assim se inventa uma dinâmica de vitória e se manipula uma parte do eleitorado, dos indecisos aos abstencionistas.

 

[Link na imagem] 

 

 

 

 

"A esquerda à esquerda do PS vai ser penalizada nas urnas pelo chumdo do OE"

por josé simões, em 04.11.21

 

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A narrativa, desde o primeiro minuto a seguir ao chumbo do Orçamento do Estado, em todas as televisões, rádios, jornais e mais espaço de comentário: "A esquerda à esquerda do PS vai ser penalizada nas urnas pelo chumdo do OE".

 

A sondagem Aximage para o Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF.

 

 

 

 

Jornalismo militante

por josé simões, em 19.07.21

 

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A terceira ideia é que a direita está sustentadamente a ganhar ímpeto, imune ou até reforçada pelos ataques que lhe são dirigidos e mesmo com o CDS (0,9%) a passar o pior momento da sua história. Juntos, bastam Chega e Iniciativa Liberal (13,2%) para ultrapassar a esquerda radical composta por BE e PCP (12,6%).

 

Joana Petiz, ponta-de-lança da direita radical no Diário de Notícias, num texto que nos explica que "radical" é a esquerda, que os salazaristas bafientos Diogo Pacheco de Amorim e Carlos Clanco de Morais são "Novas marés, melhores marinheiros" - "juntos bastam", e que acaba a classificar como radicalmente conservadores o PCP e o... Chega.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Vergonha alheia

por josé simões, em 17.05.21

 

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Quando fazes uma piada sem perceberes que o sujeito da piada és tu. Vergonha alheia.

 

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Voltando à narrativa da direita

por josé simões, em 23.04.21

 

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Voltando à narrativa da direita, com Rui Rio à cabeça, na noite das presidenciais a levantar a voz de eufórico, que a esquerda tinha sido "esmagada" [que o PS tenha indicado o voto em Marcelo, um pormenor], que o eleitorado comunista no Alentejo e nas antigas cinturas industriais se tinha transferido para o Chaga, o que a sondagem ISCTE para a SIC e Expresso, efectuada entre os dias 5 e 13 de Abril, nos diz é que "com esta ou aquela flutuação, aquilo que mudou desde as legislativas foi fundamentalmente a descida do CDS e a subida do Chega", uma transferência de todos, portanto.

 

 

 

 

A morte de uma narrativa

por josé simões, em 05.04.21

 

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Andaram o Tavares, o Raposo, o Fernandes e o painel todo do Observador, mais uns patetas avulso nas televisões, laboriosamente a construir uma narrativa em torno das transferências de votos do eleitorado, tradicionalmente PCP/ CDU/ comunista para o Chaga, no Alentejo e nas zonas urbanas anteriormente conhecidas por "cinturas industriais", para depois a sondagem Aximage para os Notícias, Diário - Jornal, e TSF deitar tudo por terra.

 

 

 

 

O Correio da Manha * a ser correio da manha

por josé simões, em 17.03.21

 

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O PSD, que em Fevereiro tinha 24,7% nas intenções de voto e que um mês depois, Março do mesmo ano, tem 23,6%, uma queda de 1,1%, "afasta-se" do PS. O PSD não cai nas intenções de voto, nem o PS se afasta, é o PSD que se afasta. Na edição de conteúdo pago, a fazer a sua função para quem lê só as gordas. "O PS está em queda", li no correio da manha.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

* Correio da Manha, sem til

 

 

 

 

Jornalismo de qualidade é outra loiça

por josé simões, em 01.03.21

 

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O dia em que ficámos todos a saber que o PS, com 37,6% nas intenções de voto, é ultrapassado pela direita "graças ao fôlego dos liberais", com uns estratosféricos 5,7%. Mas como é que possível a alguém que circula a 6 à hora ultrapassar outrem que vai a 40, seja pela direita ou seja pela esquerda? É que "a soma dos partidos à direita volta a ser superior à projecção eleitoral dos socialistas", apesar da soma dos partidos à esquerda - PS + BE + PCP + Livre, ser 52,4%, contra os 39,5% da direita - PSD + CDS + Iniciativa liberal + Chega. Maioria absolutíssima de esquerda [o PAN, por não ser carne nem peixe, sem piadismo, não foi considerado nesta soma].

 

Não se desse o caso de em Portugal cada vez menos gente ler jornais e ainda muito menos o Diário de Notícias e dos que lêem, quer à esquerda quer à direita, saberem fazer contas, isto era mais uma acção de propaganda manhosa para a maioria dos antigamente informados pela leitura das gordas.

 

 

 

 

O líder do maior partido do engraçadismo

por josé simões, em 30.11.20

 

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Quando tens o partido que lideras a ser papado pelo sucedâneo de extrema-direita, incubado durante décadas entre portas com a capa do "sentido de Estado", depois legitimado em acordos para a governação, e a única coisa que te ocorre é chutar para canto com piadas sobre os comunistas.

 

"A brincar, a brincar, foi o macaco ao cu à mãe", vox pop.

 

[Rui Rio no Twitter]

 

 

 

 

 

Os discípulos de Goebbels

por josé simões, em 08.05.20

 

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Este é o gráfico posto a circular nas redes pelos minions do Ventas, à parte a "Pitágora & Sondagens PT" não existir, um peru menor, como diz o povo, as pessoas olham e vêm um gráfico impressionante, o Chaga como terceira força política, a morder os calcanhares ao PSD, a deixar lá bem no fundo da rua o CDS do Chicão, apesar dos esforços suados do Nuno Melo. O tipo [typography] com o dobro do tamanho do dos outros partidos políticos para encher o olho e tapar o cérebro, impactante, impressionante. Ninguém se dá ao trabalho de mais nada que não partilhar este fenómeno da política. Missão cumprida, a dos minions. Só que depois fazemos as contas e são 22 + 20 + 5 + 4 + 3 + 2 + 1 + 1= 58 deputados eleitos pelo distrito de Lisboa que elege... 48 deputados, menos 10. Até a Wikipédia sabe. Missão cumprida, a dos minions, discípulos de Goebbels.

 

Adenda: Uma sondagem sem indecisos, nulos, brancos, abstenção, ou não sabe/ não responde. Todo o eleitor em idade de votar, vota. Há que dar valor a tamanha capacidade de mobilização do eleitorado.

 

 

 

 

Portugal, dia 2 de Outubro do Ano da Graça de 2019

por josé simões, em 02.10.19

 

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               A primeira página do jornal Público.

 

 

 

 

O António Costa que se cuide

por josé simões, em 22.07.19

 

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Dizia na televisão um habitante do concelho de Mação que o fogo deste ano seguiu exactamente o mesmo trajecto seguido pelo fogo de 2017. Não é muito difícil prever qual vai ser o sentido do fogo no ano de 2021. E é assim de há vinte e tal anos a esta parte, desde que inventaram o "petróleo verde", que ia tirar as pessoas da miséria, sem nunca ninguém ter informado as pessoas que as pessoas que sairiam da miséria eram outras pessoas e que davam pelo nome de accionistas e proprietários das celuloses, enquanto o dinheiro dos nossos impostos anda em bolandas todos os verões para resgatar pessoas e bens vítimas do petróleo verde já que a bio-diversidade e o ambiente caminham irreversivelmente para a desertificação, a seguir à desertificação humana às mãos das más escolhas políticas.

Daí o interessante da sondagem saída hoje no Jornal de Notícias, um dia depois depois do presidente da Câmara de Mação ter vindo apontar o dedo ao Estado, ler "o Governo", pelo incêndio, o tal que faz exactamente o mesmo trajecto todos os anos em que há incêndios, e no dia em que o presidente da Câmara de Vila de Rei aparece a repetir o mesmo missal, o falhanço do Estado, ler "do Governo".É que daqui até às eleições de Outubro ainda há muito Verão pela frente e muita campanha suja  para fazer com préstimo impagável das televisões, todas no terreno sedentas de sangue e de miséria alheia.

 

 

 

 

#OperaçãoSantanaAoColo, Capítulo II

por josé simões, em 14.07.19

 

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Por alma de quem, por que cargas de água, a que propósito o nome do Doutor Santana Lopes aparece nesta equação?

 

#OperaçãoSantanaAoColo, Capítulo I

 

 

 

 

||| Pedagogia [continuação]

por josé simões, em 10.12.15

 

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Por motivos que não cabem aqui neste espaço este último mês passei-o em casa a ver televisão, sobretudo a ver a televisão do militante n.º 1 – a SIC Notícias, principalmente o Opinião Pública, com os convidados do pensamento único dominante com lugar cativo, com as entrevistas e directos de rua, nunca mas nunca a sul do Tejo e com raríssimas excepções a partir do litoral urbano, com as entrevistas e directos dos/ nos institutos superiores de educação, politécnicos e universidades para dar uma caução de credibilidade erudita, como refere o leitor na caixa de comentários:


«A este propósito, é de referir as entrevistas de rua que se vão fazendo sobre a política nacional. Nomeadamente a estudantes do ensino superior de áreas diversas.


E aqui o que custa é ouvi-los falar de "tradição" em vez de constituição, de governos ilegítimos (este do PS) e do governo escolhido pela maioria do povo – o da PaF.


Dói ouvir estas opiniões de estudantes universitários. Mas dói mesmo.


Que professores têm? O que lhes foi ensinado? Onde está a curiosidade e o contraditório próprio destas idades?


São tão velhos e doentiamente mais conservadores do que os pais.


O que fizeram ao ensino universitário?
E aos ciclos anteriores?


A formatação deu resultados. Os exames também. A ênfase nas disciplinas estruturantes deu nisto. Os resultados quantitativos são o fim de tudo. O pensar não conta. Conta o empinanço e a sebenta.»


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