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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"abrir caminho para uma sociedade socialista"

por josé simões, em 22.07.18

 

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O anteprojecto da nova Constituição cubana, que está neste momento a ser discutido no Parlamento em Havana, deixa cair o objectivo de "avançar para a sociedade comunista". Substitui o "comunismo" pelo "socialismo"

 

[Título e imagem]

 

 

 

 

||| Social-democracia, sempre! [O Diabo na Terra]

por josé simões, em 19.02.16

 

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15 – quinze – 15 dias foi exactamente o tempo que mediou desde o dia em que recordei o pensamento político e económico dos Migueis Morgados, Brunos Maçães e ilhas adjacentes, ideólogos do social-democrata-sempre! Pedro Passos Coelho, até ao dia em que João César das Neves, o tal, aquele que tem um conceito muito próprio de democracia, aparecer nas Jornadas Parlamentares do PSD a reflectir que vivemos numa espécie de República Socialista Soviética.


«Na reflexão, César das Neves disse ainda acreditar que "o país é mesmo socialista. Todos os partidos, do CDS ao Bloco de Esquerda, é tudo socialista


[Imagem]

 

 

 

 

||| A social-democracia e o socialismo democrático na Europa dos pequeninos

por josé simões, em 18.02.15

 

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Quando a direita, eufórica e ululante, aponta o dedo à Grécia e diz que os 18, por unanimidade, o que dá a exclusão da Grécia já como adquirida, impôs a continuação da austeridade ao Syriza, não ao Governo grego eleito em eleições livres e democráticas, e que entre esses unânimes 18 estão a França de François Hollande e a Itália de Matteo Renzi, que se reclamam do socialismo democrático e da social-democracia, isso significa o quê, a máxima de António Costa e que o há-de perseguir até ao fim dos dias da sua vida, «Não tenhamos dúvidas: se pensarmos como a direita pensa, acabamos a governar como a direita governou. A mudança necessária exige ruptura com a actual maioria e a sua política.», falta de visão política para a Europa e para o futuro do "projecto europeu", ou simplesmente cobardia política que nem os exemplos PASOK e PSOE fazem demover?


[Imagem]

 

 

 

 

|| Curioso. Muito curioso

por josé simões, em 28.04.11

 

 

 

 

 

Se substituirmos Roménia por Portugal e socialismo por Salazarismo [ou fascismo, como o PCP prefere], o resultado é exactamente igual ao dos estudos que volta e meia por aí são ressuscitados, e sem que mereçam um parágrafo sequer [de indisfarçado regozijo] nas páginas Avante! .

 

(Na imagem “NicolaeCeausescu Execute”, autor desconhecido)

 

 

 

 

 

 

 

|| O racismo tem as costas largas

por josé simões, em 06.08.09

 

 

 

Desde a estória do chimpanzé que tinha ficado mais ou menos explícito ser proíbido fazer humor com a imagem de Barack Obama, ao contrário do que acontecia, por exemplo, com o W.

 

A nova "vaca sagrada" da Esquerda, agora em versão Joker-Socialista:

 

«The liberal tabloid "LA Weekly", which depicted George W. Bush, the former president, as Dracula on its cover in 2004, denounced the Obama-Joker poster as virulently racist.»

 

 

 

|| Governo socialista (one size fits all)

por josé simões, em 03.04.09

 

Passar aí por qualquer lado, principalmente “à direita”, e ler “o Governo socialista fez…” – ou deixou de fazer – isto, aquilo ou aqueloutro. Complica-me com o sistema nervoso.

O Governo não é socialista. O Governo é do Partido Socialista. Um mais um não é obrigatoriamente igual a dois.

 

Até percebo a ideia, matar dois coelhos com uma cajadada, mas como diz “o outro”: um pouco maias de rigor, sff.

 

(Foto fanada no La Repubblica)

 

Do capitalismo em África

por josé simões, em 07.05.08

 

Lê-se hoje no Escrito na Pedra; aquele quadradinho reservado às frases e máximas no canto inferior direito da página 3 do P2 no Público:
 
“Eles falam do fracasso do socialismo, mas onde está o sucesso do capitalismo em África?”
Fidel Castro, ex-Presidente cubano (n. 1926)
 
Deixemos por ora o socialismo e vamos ao que interessa aqui, e para o caso: o capitalismo.
 
“Camarada” Fidel, confesso que não o fazia tão “inocente” nesta matéria. Na lógica capitalista da globalização, África não está esquecida ou desprezada; está simplesmente em stand by. cada coisa a seu tempo. Apesar dos sinais parecerem contrários, até o capitalismo “selvagem” e a globalização “desregulada” obedecem a um mínimo de planeamento e de… regulação.
 
Os azimutes por ora estão apontados para a Ásia; mas, como “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe”, e, pelos vistos, o bem das marcas e das multinacionais vai acabar mais rápido do que os próprios previam, por via da melhoria considerável dos níveis de vida e bem-estar das populações, para onde é que as empresas vão depois deslocalizar? Pois…
 
Mas – e nestas coisas há sempre um imponderável “mas” – o “programa” da globalização quando foi feito, foi-o com o pensamento nos não-sei-quantos-biliões de potenciais consumidores asiáticos; as contas saíram furadas às marcas e multinacionais e agora, no ricochete, levamos com um mercado de não-sei-quantos-biliões de potenciais produtores
 
Quando os azimutes apontarem para o quadrante africano, já lá estão os chineses de armas e bagagens. Infelizmente, nem o “camarada” nem eu vamos cá estar para nos rirmos a bandeiras despregadas.
 
(Foto de Joyand Eric-Foxley para o Guardian)