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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"usava folgas sindicais para ir buscar droga a Espanha"

por josé simões, em 09.07.19

 

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Fazer mais mal aos sindicatos e ao sindicalismo que dezenas de anos de barragem contínua de propaganda da direita na comunicação social subserviente à agenda do patronato, e de sindicatos fantoches à mesa da concertação social.

 

Polícia detido com 120 quilos de haxixe usava folgas sindicais para ir buscar droga a Espanha

 

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E se o tão temido populista nascer na frente sindical?

por josé simões, em 18.04.19

 

 

 

Quando a imunidade do sector privado à greve era um dado adquirido, porque inexistentes, ou residuais e inócuas, num espaço de uma mão de meses temos o país abalado por duas greves com adesões massivas, uma com impacto directo no PIB e nas exportações - estivadores em Setúbal, outra que só pela mediação do Governo não o paralisou totalmente - motoristas de transporte de matérias perigosas, ambas convocadas por dois sindicatos não alinhados nem enquadrados nas duas centrais sindicais, cada qual subordinada a uma agenda delineada fora do sindicalismo e da luta sindical tradicional, a CGTP às deliberações da Soeiro Pereira Gomes, a UGT verbo de encher e para que os sindicatos dos patrões não assinem sozinhos as concertações sociais, as duas incapazes de gerar protestos e reivindicações fora da Função Pública e da administração do Estado.   E se o tão temido populista nascer na frente sindical?

 

 [Imagem "Federico Fellini on the set of Satyricon" phorographed by Mary Ellen Mark, 1969]

 

 

 

 

Mudança de paradigma

por josé simões, em 01.11.18

 

 

 

Nos idos da direita radical PSD/ CDS aparecia sempre um porta-voz do ministério da tutela ou da empresa pública em questão a contrapor os números de adesão à greve fornecidos pelos sindicatos. Agora isso deixou de acontecer. Foi 80, 100, 120%? Pois que seja.

 

 

 

 

Cheque aos 'geringonços'

por josé simões, em 14.05.18

 

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Há que tirar o chapéu a António Costa quando saca da cartola o argumento de que "é mais importante contratar mais funcionários públicos do que aumentar os salários". O Bloco de Esquerda, com reduzida implantação na Função Pública e percebendo a armadilha, embatucou e fingiu que não tinha ouvido nada. O PCP, Jerónimo de Sousa, que ainda a semana passada disse no Parlamento que "há já muitos anos que por aqui ando", engoliu o isco e quando se deu conta da esparrela desviou a conversa para "a dívida pública impagável e o dinheiro que não há para nada mas há para os bancos", argumento justo e bonito, de resto, mas que não tem nada a ver para o caso porque, como disse e bem, a opção é política e o dinheiro vai ser sempre gasto, seja em aumentos seja em contratações, deixando o secretário-geral dos comunistas de fora os que já estão de fora, os desempregados, e encostando-se onde António Costa o queria encostado, ao partido da Função Pública, com toda a carga que isso tem no resto do país, nos outros, nos que não trabalham para o Estado.

Vem então os 'pontas-de-lança' dos partidos nos sindicatos, um para fazer prova de vida e outro para interpretar o papel que lhe foi destinado representar, invocar "os baixos salários" e "o congelamento de carreiras e de aumentos salariais". Mais dois encostados nas cordas ao lado de Jerónimo de Sousa, com as progressões nas carreiras e aumentos salariais no sector privado que não há só porque sim e porque a velhice é um posto como na tropa macaca, e com a falência do Estado, a manter o emprego a todos os seus funcionários, paga com a falência, o desemprego, a emigração, a miséria de milhares no sector privado e com o congelamento salarial e precariedade para os que ficaram.

Chapéu a António Costa, portanto.

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 02.12.17

 

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"O líder da CGTP acrescenta [...] que a Volkswagen deve ter em conta o custo de produção do novo modelo, que é muito mais baixo em Portugal do que na Alemanha". E ainda muito mais baixo na Roménia, na Bulgária ou na Moldávia do quem em Portugal, e muito mais perto de Berlim. Mas isso ele aprende depois.

 

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O umbigo deles

por josé simões, em 03.08.17

 

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O princípio que defende que nas eleições norte-americanas deviam poder votar todos os cidadãos de todos os países que assim o entendessem, pelas implicações globais ao nível político e económico, é o mesmo princípio que devia permitir aos contratos de trabalho da Autoeuropa serem discutidos e aprovados pelos milhares de trabalhadores das centenas de empresas que dependem directa e directamente da multinacional alemã.

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 20.07.17

 

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A UGT, que assina de cruz códigos do trabalho a flexibilizar o despedimento e a diminuir o valor da compensação financeira pelo mesmo, é a UGT que está agora muito preocupada com a possibilidade "criminosa" da Altice poder despedir três mil trabalhadores, curiosamente só depois da CGTP ter saído para a rua pela mesma razão.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O menino da lágrima

por josé simões, em 02.02.17

 

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Crescido e educado em 39 anos de ilusão numa agremiação inventada para esvaziar as reivindicações sindicais e para legitimar as decisões dos sindicatos patronais, numa também inventada espécie de "câmara alta" do Parlamento que decide sempre em favor da rigidez patronal, em nome de um futuro risonho e dos amanhãs que cantam no crescimento da económica que vai gerar riqueza a rodos para distribuir por todos, uma cenoura na ponta de um pau, desde que há memória, "isto está muito mau", o menino da lágrima chocou de frente com a realidade e com o peso e relevância que não tem e que não se adquire só pelo facto de se sentar à mesa do senhor, dizer que sim e assinar de cruz.

 

 

 

 

 

Cumprindo mais uma vez o desígnio para o qual foi criada

por josé simões, em 14.01.17

 

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Patrões e UGT assinam acordo

 

 

 

 

"Como disse um filósofo chinês, uma imagem vale por mil palavras"

por josé simões, em 22.11.16

 

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Líder de um sindicato sem implantação no terreno, o moço de fretes dos patrões, devidamente autorizado pelo Dono Disto Tudo, com a bênção do sorriso trocista do patrão dos patrões - António Saraiva, assina de cruz o que os líderes dos partidos do Governo da direita radical lhe puseram à frente para assinar.


Concertação social marcada por "atropelos" ao diálogo e condicionada por Bruxelas

 

 

 

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 15.11.16

 

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Como se o problema fosse a Concertação Social ela própria e não a UGT, reduzida à inutilidade pela sua insignificância, condenada ao desaparecimento pela ausência do móbil para a qual foi criada: assinar de cruz tudo o que convém às associações patronais.


UGT diz que sem acordo, mais vale "fechar a porta" da concertação


Um mérito há no entanto que há que dar a Carlos Silva, o de ter percebido isso primeiro que ninguém e daí o seu constante esbracejar e espernear, quase desde o primeiro dia em que ocupou o cargo.


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My name is Proença, João Proença

por josé simões, em 26.09.16

 

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«[...] é altura de reverter algumas das medidas que desequilibraram as relações entre trabalhadores e empresas, para que "a desregulação do estado de excepção não se transforme na nova norma". "É imperioso reverter as medidas com incidência na negociação colectiva tomadas no período da troika"


[...] sindicatos e aos patrões [devem empenhar-se] em credibilizar a negociação colectiva, dando provas da sua representatividade, para evitar que organizações a que chama "ultraminoritárias" negoceiem contratos que depois podem ser estendidos a todo um sector»


Relações laborais nas empresas estão em "profundo desequilíbrio"

 

 

 

 

Liberalismo

por josé simões, em 05.09.16

 

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[Aqui]

 

 

 

 

Há lodo no cais

por josé simões, em 28.05.16

 

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A UGT quer que a representatividade que não lhe é reconhecida no meio laboral, que os trabalhadores que não tem sindicalizados lhe paguem uma quota mensal como forma de legitimar a luta da UGT, since 1978, na retirada de direitos e garantias, aos trabalhadores, na desvalorização da contratação colectiva, na assinatura de sucessivos códigos do trabalho com condições cada vez mais gravosas, para os trabalhadores, sempre em benefício da rigidez patronal, com a promessa de um amanhã que canta, e que canta sempre para a mais-valia dos patrões e dos accionistas.


Trabalhadores terão de pagar à UGT por contratos colectivos de trabalho


"Há lodo no cais" é o título em Portugal, "Sindicato de Ladrões" foi o título recebido no Brasil.


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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 01.05.16

 

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Na capital do Cavaquistão, se calhar em homenagem aos idos em que a UGT de Torres Couto erguia um cálice de Porto para celebrar com Cavaco Silva mais cortes em direitos em regalias, Carlos Silva reescreve a história dos últimos 5 anos com um delete ao consulado de João Proença. "Impostas" é o termo. A UGT nunca existiu.


"Enalteceu, a propósito, "a reversão de um conjunto de medidas [pelo actual Governo] que de uma forma muito liberal foram impostas nos últimos anos", como os cortes salariais, a valorização da concertação social e a reposição das 35 horas de trabalho semanal."


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