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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Liberalismo

por josé simões, em 05.09.16

 

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[Aqui]

 

 

 

 

Há lodo no cais

por josé simões, em 28.05.16

 

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A UGT quer que a representatividade que não lhe é reconhecida no meio laboral, que os trabalhadores que não tem sindicalizados lhe paguem uma quota mensal como forma de legitimar a luta da UGT, since 1978, na retirada de direitos e garantias, aos trabalhadores, na desvalorização da contratação colectiva, na assinatura de sucessivos códigos do trabalho com condições cada vez mais gravosas, para os trabalhadores, sempre em benefício da rigidez patronal, com a promessa de um amanhã que canta, e que canta sempre para a mais-valia dos patrões e dos accionistas.


Trabalhadores terão de pagar à UGT por contratos colectivos de trabalho


"Há lodo no cais" é o título em Portugal, "Sindicato de Ladrões" foi o título recebido no Brasil.


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||| Desesperados

por josé simões, em 15.04.16

 

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Por via da inusitada "geringonça" de esquerda no Parlamento, a UGT reduzida àquilo que sempre foi – nada e sem implantação no terreno do trabalho, com excepção de alguns sindicatos de bancários e seguros; esvaziada da função para a qual foi criada – dizer que sim às confederações patronais e assinar de cruz tudo o que lhe ponham na frente, luta desesperadamente pela sobrevivência e tenta fazer da Concertação Social uma espécie de Câmara Alta do Parlamento, bóia de salvação do sindicalismo fantoche. Desesperados. Responsavelmente desesperados. Desesperados com "sentido de Estado".


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||| O ajustamento

por josé simões, em 30.11.15

 

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O problema de Carlos Silva é exactamente o mesmo problema de Paulo Portas: ninguém precisa dele nem da agremiação que capitaneia para nada, então esbraceja e faz barulho e, quanto mais esbracejar e barulho fizer melhor, pensa ele.

 

Canetas e esferográficas há muitas [como se viu na tomada de posse do XXI Governo constitucional.


[Imagem de autor desconhecido]

 

Adenda: Não é por acaso que os ministros do CDS passaram estes últimos 4 anos a elogiar o "sentido de responsabilidade" da UGT e dos seus dirigentes.

 

 

 

 

||| Os irresponsáveis

por josé simões, em 23.11.15

 

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Não sendo do conhecimento geral qual a quota de cedências que coube aos patrões, ou até se as houve, e que as do Governo ficaram em águas de bacalhau apesar da ameaça de entornar a água ao bacalhau por parte do homenzinho responsável que sucedeu ao homenzinho responsável e que antecedeu o homenzinho responsável.


A UGT mostrou-se mais responsável do que a CGTP?
Não vou dizer que a CGTP foi irresponsável. Cada um de nós mede a sua responsabilidade à medida das suas convicções e da sua disponibilidade para compromissos. Na altura, a UGT entendeu que devia assumir responsabilidades na estabilidade do país, sabíamos que as medidas eram gravosas e reconhecemos que muitas dessas medidas prejudicaram claramente os trabalhadores portugueses. Também por isso, ao final de quatro anos há esta profunda crispação entre a esquerda e a direita, entre o PS e os partidos da coligação (PSD/CDS-PP).


Posto isto, e como continua alegremente na sua yellow brick road em direcção a Emerald City sem se desviar uma vírgula do caminho, conclui-se que ou é tolinho ou cada um é para o que nasce e há quem nasça para ser marioneta ou boneco de ventríloquo.


O ministro Pedro Mota Soares (CDS) sempre que falava fazia questão de destacar o apoio dado pela UGT na manutenção da paz social. Isso não o incomoda?
Incomodou-me. Parece que se criou um conluio, mas isso não corresponde à verdade. A nossa actuação nunca foi defender o interesse dos empresários, mas criar com empresários uma relação de confiança que permita que as sinergias venham ao encontro das necessidades dos trabalhadores.


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||| ¿Por qué no te callas?

por josé simões, em 01.11.15

 

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"CGTP não será condicionada por um governo de Esquerda"

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 01.10.15

 

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«Tenho alguma estranheza como é que o povo português levou pancada durante quatro anos e está disposto a manter a confiança num governo que cortou salários, pensões, reduziu a concertação social a um diálogo de surdos, bloqueou a negociação colectiva, mesmo que se diga que foi por imposição do FMI».


«UGT estranha sondagens favoráveis à coligação depois de "quatro anos de pancada"», a UGT não estranha o contributo inexcedível dado pela UGT e pelo camarada João Proença, com responsabilidade e 'sentido de Estado', para que durante quatro anos o povo português fosse um saco de pancada.


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||| "Não, o Governo não tem um modelo de salários baixos e de desemprego para o País", Pedro Passos Coelho em 22 de Março de 2013

por josé simões, em 17.08.15

 

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Da qualidade da mentira já todos estamos fartos, de barriga cheia.


«A economia portuguesa está mais competitiva desde a chegada da troika, mas em grande parte à custa da desvalorização salarial. Hoje, um em cada cinco trabalhadores (19,6%) ganha o salário mínimo nacional de 505 euros por mês.»


E depois há a filha da putice que, cada vez mais, parece dominar todos os aspectos da vida e todos os sectores de actividade em Portugal.


"Houve empresas que para não despedirem trabalhadores baixaram os salários", confirma António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), [...]  do lado dos patrões "sempre temos defendido que mais vale ter um posto de trabalho remunerado com o salário mínimo do que o desemprego".


Quando o que ele quer dizer é que do lado dos patrões "sempre temos defendido que mais vale ter um posto de trabalho mal remunerado do que diminuir a mais-valia ao patrão e/ ou ao accionista.


«Para os sindicatos, no entanto, a realidade é mais negra: "Assistimos a uma substituição de trabalhadores bem pagos por pessoas mais jovens e mal pagas." E sem aumento de produtividade, admite Sérgio Monte, da UGT.»


Como se fossemos todos muito burros e nunca tivessemos assistido pela televisão ao homenzinho responsável João Proença, de gravata e prenhe de sentido de Estado, ao lado do patrão a celebrar mais um acordo para a competitividade e o crescimento da economia e a salvaguarda do emprego.


[Imagem The Wretches [Os Miseráveis] by Peter Ferguson]

 

 

 

 

||| 30 dinheiros

por josé simões, em 03.08.15

 

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«Escolha do socialista João Proença foi anunciada pelo Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.»


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||| A origem das espécies

por josé simões, em 21.07.15

 

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«O enfraquecimento dos sindicatos também alimenta o problema, pois leva ao aumento do rendimento dos 10% mais ricos.»

 

 

 

 

||| Serviço público

por josé simões, em 16.06.15

 

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Era algum jornalista, até podia ser mesmo um estagiário e vinha a propósito, ir perguntar ao homenzinho responsável e cheio de "sentido de Estado" e ex-sindicalista não menos responsável e não menos cheio de "sentido de Estado", João Proença, se já leu o relatório do FMI.


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||| Os homenzinhos do sindicalismo responsável e com "sentido de Estado"

por josé simões, em 14.04.15

 

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Uma: "redução da taxa terá de ser discutida em sede de concertação"
Duas: "garantiu que a medida será construída em concertação social"
Três: "a redução da Taxa Social Única é uma medida para construir em concertação social e diálogo social"


Três vezes em três sítios diferentes, é capaz de ser mesmo verdade.
"Discutida" + "construída" + "concertação social". É aqui que entra a UGT, foi para isto que a UGT foi inventada. Os homenzinhos do sindicalismo responsável e com "sentido de Estado".


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||| O homenzinho responsável vs. o artista circense

por josé simões, em 29.03.15

 

O artista circense vestido de homenzinho responsável aventa que «"se os cidadãos continuarem a depositar a decisão nestes três partidos", deveria ser criado "um pacto" entre PS, PSD e CDS para "mais do que uma legislatura"» e remata o homenzinho responsável vestido de artista circense que nos últimos quatro anos se assistiu a "um esbulho de direitos dos trabalhadores".

 

 

 

 

||| A assobiar para o lado

por josé simões, em 17.03.15

 

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Não foi nada com ele. Homenzinho com agá grande. Responsável e estimado entre os grandes do comércio e da indústria. Prenhe de "sentido de Estado". Medalhado no Dia da Raça. Almeja agora ocupar a presidência do Conselho Económico e Social. Merece. Trabalhou para isso. A assessoria na Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal é curto demais para ele.


«O direito ao trabalho foi provavelmente o mais afectado pelas medidas de austeridade” em Portugal, lê-se. E recapitulam-se medidas que para isso contribuíram: cortes salariais no sector público (aconteceu o mesmo no Chipre, na Grécia, na Irlanda); alterações nas regras de despedimento colectivo, nomeadamente com base no argumento da “extinção de posto de trabalho”; redução significativa das indemnizações a pagar, algo que também aconteceu em Espanha; congelamento do salário mínimo (na Grécia, começou por ser congelado e acabou por ser reduzido, em Portugal decidiu-se um aumento a partir de Outubro de 2014).»

 

 

 

 

||| O[s] Verdadeiro[s] Artista[s]

por josé simões, em 10.03.15

 

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Primeiro João Proença e a UGT, a meias como o ministro do CDS Pedro Mota Soares, liquidam a legislação laboral por via da revisão do código do trabalho, depois a UGT de Carlos Silva, agora já liberto da tutela do caído em desgraça Ricardo Salgado, vem fazer prova de vida [e se calhar lembrar aos patrões "quem é amigo, quem é?" para a cadeira no Conselho Económico e Social] e defender o aumento da contratação colectiva. Ninguém se riu. Nem o cameraman porque senão a imagem aparecia tremida.


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