"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
A Direcção Geral da Saúde decidiu assinalar o Dia Mundial da SIDA com uma foto, entretanto retirada, ao nível dos argumentos usados pelos matacões e trogloditas quando a doença apareceu nos 80's, "isso é coisa de paneleiros".
Em Lisboa, seis jovens morreram carbonizados quando o carro em que seguiam se incendiou após despiste na Av. das Forças Armadas.
E o que é que uma coisa tem a ver com a outra, perguntamos nós. É que a foto, nos tempos que correm, diz muito sobre quem a usou, em particular, e sobre a direita extrema, governo sombra da extrema-direita agrupada no partido da taberna, e no esgoto a céu aberto que são as caixas de comentário às notícias da morte de seis angolanos na noite de Lisboa, pelos minions do taberneiro, eleitorado que o PSD pensa capitalizar.
1. Mas a respeito do que me escrevestes, penso que seria bom para o homem abster-se da mulher. 2. Todavia, para evitar o perigo da incontinência, cada homem tenha a sua mulher e cada mulher, o seu marido. 3. O marido cumpra o dever conjugal para com a sua esposa, e a esposa faça o mesmo para com o seu marido.
I Coríntios 7, 1 – 11, 1
E se não fosse a SIDA era outra coisa qualquer.
[Imagem Carlos Aires Let's get lost bei Álvaro Alcázar aus Madrid Foto Merten Worthmann ARCO Madrid]
Sai muito mais barato perguntar ao dador a sua orientação sexual (e esperar que não minta) do que fazer a análise clínica. Isto, claro, partindo do princípio que a SIDA é uma doença de grupo e não um comportamento de risco.
Foi uma (das) coisa(s) que me ficou de “outras lutas”, e hoje quando cumpria o ritual anual de comprar outros (sim, porque para quem anda sempre com os mesmos calçados, se bem que de várias cores, um ano é o tempo de vida limite) tive uma agradável surpresa:
«This canvas was made in Africa. It helps people. When you purchase this shoe a portion of the money goes to help fight aids in Africa»