"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
"Já viu a nova novela da SIC? Em Nazaré, que estreou esta semana, a actriz Liliana Santos é Cláudia, Enfermeira num centro de dia. Na vida real, Liliana reconhece o papel dos Enfermeiros: "Essa dedicação, essa preocupação, essa isenção de horários, porque quem está doente não tem hora para sentir dor". Descubra quem é a Enfermeira da vida de Liliana e não perca Nazaré, todas as noites na SIC, a primeira novela com uma Enfermeira em papel de destaque.". Por e-mail a todos os enfermeiros e no sítio da Ordem.
Feitas as contas, e com o "IVA à taxa legal", os enfermeiros desembolsaram 44 500 mil euros, sem crowdfunding. Quarenta e quatro mil e quinhentos euros por uma enfermeira protagonista de uma telenovela. Depois se houver auditoria à Ordem é a politização da justiça pelo Governo socialista.
"Os parâmetros de exigência da sociedade eram outros. A sociedade tolerava alguma coisa que agora já não tolera" e Marques Mendes batia na mulher porque sim e quando lhe apetecia porque entre marido e mulher ninguém metia a colher;
"Os parâmetros de exigência da sociedade eram outros. A sociedade tolerava alguma coisa que agora já não tolera" e Marques Mendes insultava e mandava bocas aos homossexuais com quem se cruzava, na escola, na rua, no trabalho, os paneleiros de merda;
"Os parâmetros de exigência da sociedade eram outros. A sociedade tolerava alguma coisa que agora já não tolera" e Marques Mendes sabia da existência de menores abusados sexualmente, na igreja, na escola, no seio de alguma família e encolhia os ombros, "o que é que se há-de fazer? Pôs-se a jeito...";
"Os parâmetros de exigência da sociedade eram outros. A sociedade tolerava alguma coisa que agora já não tolera" e Marques Mendes também atirava pedradas aos gatos para se divertir e biqueiradas nos cães que encontrava no caminho para casa;
"Os parâmetros de exigência da sociedade eram outros. A sociedade tolerava alguma coisa que agora já não tolera" e Marques Mendes arreava arraiais de porrada nos filhos com a fivela do cinto, quando o Benfica perdia, quando tinham más notas na escola, quando respondiam torto a alguém, porque estava a educar e na educação dos filhos ninguém se mete;
"Os parâmetros de exigência da sociedade" estão na personalidade dos indivíduos que constituem e formam a sociedade e nos valores que nos foram transmitidos pela nossa família e que transmitimos aos nossos filhos.
Marques Mendes, na avença semanal na televisão do militante n.o 1, a enganar os portugueses perante o silêncio cúmplice da pivô de plantão ao telejornal [a partir do minuto 04:30].
Dois dias depois de Ricardo Costa, "Jornalista @sic.sapo.pt e @Expresso.sapo.pt Retweets are not endorsements; views are my own" e blah-blah-blah [bio na conta Twitter], ter chamado a atenção para um texto de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo sobre o tratamento abaixo de cão dos jornalistas na tomada de posse de Jair Boldonaro e, tão importante como o texto, "é lerem os comentários que se seguem", [as caixas de comentários e as redes sociais e o anonimato e a cloaca e o coise, estão a ver?], a TVI convida para o programa da manhã de Luís Goucha o neo-nazi Mário Machado, um criminoso condenado por roubo, coacção agravada, detenção de arma ilegal, danos e ofensa à integridade física qualificada, difamação, ameaça e coacção a uma procuradora da República, homicídio de Alcino Monteiro, o preso em Portugal que mais tempo passou numa prisão de alta segurança, apresentado como o "Nacionalista desde da adolescência, esteve preso por dois anos e meio por escrever um texto na internet a apelar à mobilização dos nacionalistas".
Voltando ao início do post, as caixas de comentários e as redes sociais e o anonimato e a cloaca e o coise e blah-blah-blah, estão a ver [o papel do jornalismo]?
A um ano das eleições legislativas uma "centro-campista", "distribuidora de jogo da direita radical na comunicação social, ex deputada do CDS de Paulo Portas, regressa aos ecrãs com um "espaço de análise e comentário" no telejornal com maior audiência na televisão do militante n.º 1. Ele há com cada coincidência...
Lamento, mas esta notícia da transferência de Cristina Ferreira da TVI para a SIC, onde vai ganhar mais que o presidente do grupo de comunicação proprietário do canal, diz muito mais de nós, enquanto país e enquanto nação, do que propriamente da luta de audiências entre canais de televisão.
A páginas tantas, e a propósito do roubo de armamento de um paiol militar em Tancos, diz o Conselheiro de Estado Marques Mendes, na avença semanal que tem na televisão do militante n.º 1 onde desempenha o papel de pantomineiro e que, aos fins-de-semana, reproduz a todas as horas certas a primeira página do jornal do militante n.º 1, que "as pessoas, à mesa do café, as poucas que falam nisto". Está tudo dito. Quem, além da oposição que não a sabe fazer e não tem mais nada por onde pegar, continua preocupado com meia dúzia de granadas e uma caixa de munições a monte?
Sem que ninguém no PSD de Rui Rio lhe dê a ponta de um chavelho de importância e sem que ninguém no Governo da 'Geringonça' lhe chibe aos ouvidos o "exclusivo" para a avença semanal que tem na televisão do militante n.º 1, Marques Mendes, reduzido à sua insignificância, limita-se a fazer o que melhor sabe: inventar, truncar, desinformar. Era dia 1 de Abril.
Nos idos de Novembro do Ano da Graça de 2014 o Esquerda.Net e o Jornal de Negócios, ambos no mesmo dia 7 [aqui e aqui respectivamente] fizeram notícia com o graaaaaaande furo jornalístico que ontem, 4 - quatro - 4 anos depois, a SIC nos enfiou casa dentro, com direito a debate na SIC Notícias e tudo, e que terminou com o fantabulástico Zé Gomes a desculpar o Governador do Banco de Portugal, classificando-o de ingénuo, enquanto culpava o ministro Vieira da Silva pela não apresentação de contas do Montepio Geral [mas isso são contas de outro rosário, o rosário da filha da putice] . Era só isto.
Acabaram com o Serviço Nacional de Saúde sem avisar ninguém o que obrigou Cristiano Ró-náldo [com dois acentos, como se diz na televisão] a pagar do seu próprio bolso os "cuidados médicos a centenas de feridos dos incêndios".
A televisão do militante n.º 1, SIC e SIC Notícias, levou um dia e meio a falar numa manif com "a Praça do Comércio quase cheia", como se fossemos todos cegos.
Diz que o problema são as "redes sociais" [o que quer que isso signifique], sem escrutínio e sem o selo de garantia do jornalismo, para desviar para canto que o problema é escrutínio feito ao jornalismo pelas "redes sociais" que incomoda. E muito.
De documento secreto elaborado pelos serviços de informação militares para "o Expresso nunca disse que este relatório é oficial", segundo Pedro dos Santos Guerreiro, director do Expresso, sentado ao lado de Miguel Sousa Tavares e depois de chutar 30 vezes para canto perante a insistência de Clara de Sousa no telejornal da SIC.
- O Lima das "escutas a Belém" está de boa saúde e aconselha-se;
As redes sociais são boas quando usadas pelos avençados do partido do militante n.º 1 para largarem spin, fazerem acções de propaganda e manobras de intoxicação da opinião pública.
As redes sociais são boas para o grupo de comunicação social do militante n.º 1 estar nelas.
As redes sociais são boas para os jornalistas do grupo de comunicação social do militante n.º 1 virem para as redes sociais queixarem-se das redes sociais.
As redes sociais são boas para os órgãos de comunicação social do grupo de comunicação social do militante n.º 1 lucrarem milhões com o clickbait.
As redes sociais são boas para a televisão do militante n.º 1 fazer RT e linkar, de sábado a segunda, notícias saídas no jornal do militante n.º 1.
As redes sociais são boas para o pivô do telejornal noticiar "o movimento nascido nas redes sociais" e o que "o político tal disse nas redes sociais".
As redes sociais são boas, a começar pela "alvorada" dos blogues, porque democratizaram a opinião e, como consequência, a opinião pública deixou de só opinar o que interessava à opinião privada, patrocinadora de fazedores de opinião pagos pelo grupo de comunicação social do militante n.º 1.