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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Uma hipótese a considerar?

por josé simões, em 21.10.19

 

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E se todas as mal-formações foram mesmo todas detectadas pelo obstetra mas não declaradas por o senhor ser contra o aborto, via interrupção médica da gravidez, contra os seus princípios religiosos, um fundamentalista católico?

 

[Imagem]

 

 

 

 

Sabem aquele filme 'amaricano'?

por josé simões, em 26.08.19

 

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Sabem aquele filme 'amaricano' onde um gajo cheio de dinheiro, um empresário, um mafioso, um dono de um casino, um drug dealer, um rancheiro, um magnata do petróleo, um __________________________________ [preencher a gosto] tem sempre como cenário uma loira com um cão ao colo, que jamais abre a boca, porque essa não é a sua função, e que casou com ele por amor? Ao cão juntemos uma bandeira do Vitória de Setúbal e o título de miss numa latitude exótica que não lembrava nem ao Soljenítsin.

 

Senhoras e senhores, o cabeça de lista do partido do Doutor Santana Lopes por Setúbal.

 

Depois de três décadas emigrado, passear de Bentley com a mulher, que foi miss Sibéria, deu-lhe fama em Setúbal. Agora, Carlos Medeiros faz campanha (com o cãozinho, e tudo) por um salário mínimo de 850 euros

 

 

 

 

O senhor Fernando Coutinho em Setúbal

por josé simões, em 25.06.19

 

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Diz que os setubalenses têm a secreta esperança de que um dia alguém lhes explique os prédios que o senhor Fernando Coutinho "construiu" em Setúbal, cagalhões arquitectónicos perfeitamente enquadrados e integrados no espaço envolvente, respeitando a memória histórica da cidade e resistindo a toda e qualquer requalificação, mais polis menos polis.

 

As imagens são do Google Maps.

 

[Prédio Coutinho]

 

 

 

 

O PS de geometria variável

por josé simões, em 28.02.19

 

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Aquilo que em Lisboa é o estacionamento pago, e bem pago, como uma óptima ferramenta disciplinadora e inibidora do trânsito na cidade, que se quer respirável e devolvida ao cidadão, chegando ao extremo de desculpar comportamentos abusivos e prepotentes da EMEL, em Setúbal é esbulho e autoritarismo. Quem é que ainda leva o PS a sério?

 

[Na imagem outodoor do Partido Socialista no cruzamento da Rua Camilo Castelo Branco com a Avenida Jaime Cortesão em Setúbal]

 

 

 

 

Onde é que existe um rio azul igual ao meu?

por josé simões, em 07.12.18

 

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Que em certos dias tem a mesma cor do céu

 

 

 

 

Diz não ás dragas!

por josé simões, em 15.11.18

 

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Onde é agora o popularmente denominado "Cais da Autoeuropa" era uma praia paralela ao rio com 100 metros de areão e um restaurante. A "civilização" e o "crescimento económico" aos 100 metros paralelos ao rio roubou ainda mais 300 em comprimento. Agora queixam-se todos que o Portinho da Arrábida está a desaparecer e que no lugar do "Monte de Areia" ou "Monte Branco" há hoje um pedregulho e que onde antes havia areia branca e fina estão calhaus escuros e grandes a rebolar ao sabor das ondas.

Não contentes com o desaparecimento da praia da Cachofarra/ Vila Maria e o do Portinho da Arrábida, em prol do desenvolvimento e das exportações e da criação de riqueza, vão agora proceder à dragagem de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do estuário do Sado para possibilitar navegação a navios de grande calado, com o Porto de Sines aqui ao lado à espera das obras na via rápida de "Santa Engrácia", que desde o "marcelismo" nunca mais a ligam a lado nenhum, nem sequer à auto-estrada, e do caminho-de-ferro que havia de ligar à Europa o porto "que se vê do Panamá".

Há coisas que cansa estar sempre a repetir.

 

[Na imagem grafitti numa rua de Setúbal]

 

 

 

 

Dia de Bocage e da Cidade

por josé simões, em 15.09.17

 

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Um jacobino do reviralho que, por proposta da vereadora comunista Odete Santos em reunião da Câmara Municipal de Setúbal realizada no dia 25 de Agosto do "Verão Quente" de 1975, destronou Santiago e o dia 25 de Julho, feriado municipal desde 1911 por imposição do Estado Novo..

 

 

 

 

Sem perguntar ao Estado qual o caminho a tomar

por josé simões, em 11.09.17

 

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"Setúbal Cidade Vermelha", de Albérico Afonso Costa, a ver se reencontro algumas memórias da minha adolescência, sendo que o subtítulo é mais, muito mais, importante que o título. "Sem perguntar ao Estado qual o caminho a tomar", exactamente o oposto do "menos Estado" que os pantomineiros do neoliberalismo apregoam nos dias que correm: a ditadura dos mercados sobre as pessoas e as democracias.

 

 

 

 

Férias de Agosto

por josé simões, em 21.08.17

 

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A minha primeira crónica semanal, aos domingos no Jornal de Notícias:

 

Agosto, um tédio do caraças nos intervalos de lançar papagaios de papel na “barreira” que era o nome das escarpas do Bairro Santos Nicolau até anos mais tarde o maior destruidor do urbanismo e da memória da cidade de que há memória, promíscuo com o futebol e o pato-bravismo, campeão do endividamento e esbanjador do património municipal  – o mui socialista Mata Cáceres as ter baptizado de S. Nicolau. Papagaios políticos. Os verdadeiros. De cana e guita, feitos com cartazes pedidos aos coladores que todos os dias, de balde de cola e trincha de caiar nas mãos, invadiam as ruas do bairro. Papagaios do PS, do PPD, do PCP, do MDP/CDE, do MES e da FSP, da FEC m-l, da LUAR – era o meu, do CDS não havia que isto é a cidade vermelha e o pessoal aqui não brinca em serviço. Papagaios políticos [sem segundas intenções].

 

Bora ao banho à doca? E lá ia o pessoal todo, ladeira das Fontainhas abaixo. Ao banho em cuecas, de gola alta de seu nome, que nem Coca-cola havia quanto mais underwear Calvin Klein. Ao banho e a nadar à Mark Spitz de uma ponta à outra da doca, ao comprido e de atravessado, a jogar ao apanha dentro de água e por cima dos botes, das traineiras, das barcas e das bateiras e dos rapas e a fugir do remo nas costas dado por um pescador com toda a força. “à pá sóce, levas um murre puz bêçes caté ficas a fazerre dominó pós dôs lades!” [à pá sócio, levas um murro pelos beiços que até ficas a fazer dominó para os dois lados].

 

Férias de Agosto em Setúbal no tempo em que só os algarvios iam para o Algarve nas férias e antes do tempo de um algarvio ter querido transformar o bom aluno no paradigma da prestação de serviços na Europa e arredores e de ter pago para abater olival, pomar, e os barcos da doca das Fontainhas, onde nunca mais ninguém jogou ao apanha, nem mais ninguém apanhou peixe, os camiões espanhóis chegam todas as manhãs de Málaga, para assarmos sardinhas que servimos aos comboios de carros chegados de Lisboa pela auto-estrada, filas contínuas deles, que peixe já não é comida de pobre e também já não há carroças para puxar. É ir à doca e ver. Até foi alargada há pouco, havia falta de espaço para fundear embarcações de recreio do Portugal de sucesso do “dinheiro da CEE” e há falta de espaço nas tabernas dos edifícios fronteiros, com chão de serradura por causa dos escarros e cuspidelas, onde os marítimos se juntavam a beber traçados e a jogar à sueca com baralhos de carta espanhóis e cigarros Winston de contrabando no canto da boca, três vintes e Kentucky fumavam os putos, agora convertidas em restaurantes de peixe assado e choque frrite [choco frito], com os velhos sobreviventes nos andares de cima a ver o movimento para matar o tempo e a morrer devagarinho em terra que já ninguém morre no mar, pelo menos em Setúbal, do lado das Fontainhas.

 

[Na imagem a "Lavagem das Redes na Doca das Fontainhas", Américo Ribeiro]

 

 

 

 

Dia de Bocage

por josé simões, em 15.09.16

 

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Esta casa onde nasceu o insigne poeta Manuel Maria de Barbosa du Bocage a 15 de Setembro de 1765 foi adquirida pelo Visconde de Bartissol e por Elle doada ao Município no Anno de 1888

 

 

 

 

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Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 11.06.16

 

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[Painel de azulejos no viaduto da Av. 5 de Outubro com a Av. Jaime Cortesão em Setúbal]

 

 

 

 

||| A ver passar navios

por josé simões, em 30.03.16

 

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Num estaleiro naval com um mínimo dos mínimos de trabalhadores efectivos empregados, entre administrativos [residuais] e homens do fato-de-macaco que vão saindo do quadro sem que o lugar deixado vago seja preenchido, onde o grosso dos trabalhos é assegurado pelos precários das empreitadas e dos empreiteiros com contrato de trabalho apalavrado, das empresas de trabalho temporário que recebem mais por cada trabalhador colocado do que o próprio trabalhador, todos sem direitos nem garantias, sem férias ou subsídio de desemprego e descontos por conta própria [que é para saberem o que é bom para a tosse], nem benefício em um cêntimo de euro que seja na distribuição dos lucros. Notícias que dão grandes letras gordas nos cabeçalhos do jornais, impressos e on-line, e vontade de cantar hossanas ao sistema capitalista redistributivo.


"Lisnave duplica lucros e distribui prémio recorde pelos trabalhadores"


"Na reunião de accionistas realizada a 29 de Março foi aprovado o pagamento de uma gratificação de 1,5 milhões de euros aos trabalhadores"


[Imagem]


Se calhar o aqui há aqui mesmo merecedor de celebração é os "colaboradores" terem sido promovidos a "trabalhadores"... [pelo menos na notícia].

 

 

 

 

||| Bruce Lee no telhado

por josé simões, em 27.11.15

 

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Havia o Cinema-Esplanada, ao ar livre como o próprio nome indica e que só funcionava nas noites de verão. Filmes de cobóis, de piratas, de gangsters, do Bud Spencer, de porrada em geral e de porrada em particular, a enxurrada do porno no pós 25 de Abril, sempre com sessões esgotadas – "a sede de uma espera só se estanca na torrente", filmes de karaté – que não estavam incluídos na categoria "porrada" e filmes do Bruce Lee – que não estavam incluídos na categoria "porrada" nem na categoria "karaté". E havia "o telhado" que era o nome de umas ruínas mesmo mesmo mesmo por detrás do Cinema-Esplanada, mais altas que o muro que tapava o ecrã aos mirones e que impedia os penetras de saltar e que era assim a modos uma espécie de 3.º anel para onde iam os tesos e os putos que saíam de casa a socapa dos pais. Vi-os todos, todos mesmo. O Dragão. O grito que acompanhava o golpe. Bruce Lee no telhado. Faria 75 anos hoje.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Gente séria é outra coisa

por josé simões, em 29.09.15

 

 

 

 

 

 

||| Sondagens de rua

por josé simões, em 27.09.15

 

 

 

Se fosse um cão a correr atrás do rabo ou um imbecil a cair de um precipício durante uma selfie era a abertura dos telejornais com "o vídeo que se tornou viral nas redes sociais".


Como é uma "sondagem de rua", não manipulada para as televisões, no Mercado do Livramento em Setúbal não merece nem uma nota, a correr a 100 à hora no rodapé da televisão à altura do umbigo do apresentador, porque foi filmada por um telemóvel anónimo e a autenticidade não é passível de ser confirmada por uma fonte credível, um jornalista.