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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| O "Tribunal Constitucional" da RTP

por josé simões, em 02.12.14

 

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Descontando aquela parte do Conselho Geral Independente da RTP ser de nomeação governamental [do Governo que acha que os juízes do Tribunal Constitucional devem corresponder aos anseios da maioria que os nomeou], em alternativa à nomeação por dois terços da Assembleia da República, "o que não garantia pessoas genuinamente independentes mas antes pessoas de nomeação multipartidária" [não, não estou a gozar], não percebo como é que no affair Liga dos Campeões aparece sempre, mas sempre, em letras gordas os 18 milhões de euros pagos pela RTP e nunca, mas nunca, o quanto a empresa vai ganhar em audiências, as previsões das receitas com a publicidade e com os direitos de retransmissão e resumos, como se Alberto da Ponte, que era o melhor gestor do mundo e arredores, apesar de ter passado a vida a vender Heineken e Schweppes, passasse, em menos de um fósforo, a gestor incompetente e irresponsável.


A ideia não é ter um serviço público de televisão, com qualidade, uma empresa sustentável e competitiva, a ideia é destruir e desmantelar a RTP para dar margem e receita às televisões privadas.


[Imagem]

 

 

 

 

|| "Memórias do Portugal Futuro"

por josé simões, em 22.03.12

 

 

 

Ainda sou do tempo em que Mário Soares era o bochechas, um contra-revolucionário que tinha guardado o socialismo dentro duma gaveta numa secretária no Largo do Rato, o amigo dos 'amaricanos' que fazia o que a CIA do Carlucci lhe mandava fazer, que era dar cabo da revolução e do poder popular. E todos os dias, durante o dia todo, lá víamos o bochechas, o secretário-geral do Partido Xuxalista, na televisão e nos jornais a defender a contra-revolução e a reacção e os reaccionários. E todos os dias, durante o dia todo, lá víamos os socialistas verdadeiros e os comunistas e os éme éles na televisão e nos jornais, o dia todo, a defender a revolução e o poder popular e a malhar no bochechas. E todos os dias, durante o dia todo, todo lá víamos os reaccionários e os contra-revolucionários escondidos atrás do bochechas com medo dos comunistas e do poder popular, e a não perder oportunidade de morder [n]a revolução, que mal empregues eram as que caíam no chão. Um Kerensky do caralho, esse bochechas.

 

E foi por bochechas ter sido o bochechas que os socialistas verdadeiros e os comunistas podem hoje continuar nos jornais nas televisões, e até on-line, todos os dias a malhar no bochechas, o dia todo. E foi por bochechas ter sido o bochechas que os éme éles se mudaram todos para o arco da governação e, com grande "sentido de Estado", pariram uma geração que, mais do que ter medo da memória, quer construir um homem novo. E estas merdas de construções e ocultações nunca deram bons resultados. Mas também para saber isso é preciso ter memória. E o bochechas, já velho com' ó caralho, sabe isso. E sabe disso.

 

[Na imagem Mário Soares por Rolf Adlercreutz]

 

 

 

 

 

 

|| A doutrina Miguel Relvas/ João Duque

por josé simões, em 19.03.12

 

|| A lógica da batata, ou querer tomar-nos a todos por parvos

por josé simões, em 09.08.11

 

 

 

E como o serviço público, a maior parte das vezes, “não está lá reflectido” [de prudente e/ou sensato, ou de imagem devolvida por um espelho?], ao invés de se tomarem medidas correctivas para que passe a ser “reflectido”, acaba-se pura e simplesmente com ele, privatiza-se. Era mais reflectido dizer que se é contra o serviço público de televisão.

 

«A RTP, principalmente a RTP1, terá de ser privatizada porque o serviço público não está lá reflectido a maior parte das vezes. »

 

Rimas com reflectido: esbaforido, indefinido, desiludido, pretendido, corrompido, convertido [entre outras]

 

 

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 30.06.11

 

 

 

defesa da concorrência em excesso, prejudica a concorrência

 

Trocando por miúdos, na impossibilidade do Estado [leia-se “o contribuinte”] financiar a televisão privada, deverá o Estado [leia-se “o contribuinte] financiar por linhas tortas os players privados, através da injecção de dinheiros públicos na televisão pública.

 

(Imagem Bumpsy,  Anthony, Circus Clown, autor desconhecido)