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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O triunfo da imbecilidade

por josé simões, em 16.01.22

 

 

 

Rui Pedro da Silva Afonso, cabeça de lista do Chega pelo círculo eleitoral do Porto, e com sérias possibilidades de ser eleito deputado da Nação, classifica o orçamento do Serviço Nacional de Saúde como "rede de interesses do PS". Isto, mais que ignorância, é o triunfo da imbecilidade.

 

 

 

 

A direita do economês a gostar dela própria

por josé simões, em 18.08.21

 

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A direita, que desde o início da pandemia clama que o Serviço Nacional de Saúde e a escola pública estão em falência por falta de médicos, enfermeiros, professores, auxiliares, et cætera, profissionais dispensados, ou não contratados para colmatar faltas e falhas nos serviços, com o argumento do "emagrecimento do Estado" quando a direita foi poder, é a direita que agora protesta contra o maior aumento de funcionários públicos nos últimos nove anos, por via do "despesismo socialista" que não olha ao dinheiro do contribuinte. Confusos? Nope, a ideia é desmantelar o Estado social e meter o contribuinte a pagar o lucro do negócio da saúde e do ensino privado. Pelo caminho diz que a esquerda é contra o lucro.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

"A Severa foi-se embora, O tempo pra mim parou"

por josé simões, em 17.06.21

 

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Deu de novo à costa a fazer o que o definiu e caracterizou enquanto político, exímio na arte de apontar aos outros os defeitos de que padece e o radicalismo de que padece. O maior cego ideológico da história da democracia portuguesa. O tempo volta para trás?

 

Pedro Passos Coelho acusou esta quarta-feira o Governo de António Costa de sofrer de uma “cegueira ideológica” que compromete o estado do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Para o antigo primeiro-ministro, a esquerda, que se auto-considera a “alma matter” do SNS está, na verdade, a desqualificá-lo.

 

[Título do post]

 

 

 

 

Vai ser grande o espanto

por josé simões, em 03.02.21

 

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Quando as pessoas perceberem que os médicos alemães destacados para reforçar o Serviço Nacional de Saúde no combate à Covid ficam instalados num hospital privado porque a esmagadora maioria dos médicos e enfermeiros portugueses que aí prestam serviço fazem-no como segundo emprego, por ausência de exclusividade no SNS, e que afinal a desaproveitada "capacidade instalada" no privado se resume a tecto, cama e ferramentas de trabalho e não por "cegueira ideológica" do Governo, como invoca a direita da saúde negócio.

 

 

 

 

Heróis

por josé simões, em 28.01.21

 

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[Vasco Gargalo no Twitter]

 

 

 

 

Ensaio sobre a estupidez

por josé simões, em 22.01.21

 

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Foi com a mãe, de provecta idade, infectada com a Covid 19 para o Hospital privado da CUF. De lá foi imediatamente recambiada para o hospital público de Santa Maria. Na televisão indignada por estar há horas à espera para ser atendida. Um ensaio sobre a estupidez num telejornal perto de si.

 

[Imagem]

 

 

 

 

A direita a gostar dela própria

por josé simões, em 13.01.21

 

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Requisição civil dos estivadores por uma greve, reivindicativa salarial e contra a precariedade, que bloqueia a economia? Pode.

 

Requisição civil dos hospitais privados por causa de uma pandemia que mata, entre outros, os estivadores necessários à economia paralisada pela Covid? Não pode.

 

[Imagem de Jackson Hallberg]

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 07.11.20

 

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Jorge Roque da Cunha, ex deputado do PSD, presidente no Sindicato dos Médicos, e Ana Rita Cavaco, ex-conselheira nacional de Pedro Passos Coelho, comissária política do PSD na Ordem dos Enfermeiros, nas televisões preocupados com a fuga de profissionais qualificados do Serviço Nacional de Saúde para o estrangeiro, saídos da "zona de conforto", atraídos pelos altos salários que não há no país onde "baixar os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer". Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Votar com a direita e governar à direita

por josé simões, em 04.11.20

 

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Dinheiro dos nossos impostos que em vez de ser aplicado no Serviço Nacional de Saúde é entregue a privados da saúde negócio: "CUF assina protocolo para auxiliar o SNS no norte do país: €1962 nos casos com menor gravidade e €12.861 nos graves".

 

melhor negócio do que a saúde só o das armas", Isabel Vaz, CEO da Espírito Santo Saúde. O Partido Socialista nunca desilude.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Da série "Coisas Verdadeiramente Surpreendentes"

por josé simões, em 27.10.20

 

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Catarina Martins a fazer o pleno da crítica, do PS ao CDS passando pelo PSD, papagaios e cartilheiros avençados com lugar cativo no comentário em prime time, por o Bloco de Esquerda exigir e lutar por um Serviço Nacional de Saúde melhor e mais eficiente do que o que temos.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Se o Chega fosse Governo

por josé simões, em 03.09.20

 

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"Para mim, é pessoal. Se o Chega fosse Governo, eu seria proibido de exercer cargos públicos. Não poderia fazer parte de uma organização sindical, que seria proibida.

 

O meu casamento seria anulado. Seria proibido de adoptar. Seriam eliminadas quaisquer normas que protejam especificamente mulheres ou qualquer outro grupo.

 

Caso eu pertencesse a outro partido político, este poderia ser ilegalizado, visto o Chega pretender a aprovação de uma nova Constituição sem os limites de revisão material da actual. Viveríamos naquilo a que eles chamam a Quarta República.

 

Se eu tivesse outra cor ou sexo, não poderia desempenhar determinadas funções devido às variáveis genéticas e às diferenças culturais entre famílias. Ainda não é claro se isto me impediria de votar.

 

Se fosse mulher, não existiriam protecções jurídicas pela minha igualdade salarial. Também me seria negado o acesso à contracepção ou à IVG, pois ambas violam o direito à vida.

 

Sob este novo regime, a minha cidadania - bem como outros direitos - poderia ser-me retirada, visto eu ter de “merecer” os meus direitos enquanto cidadão português. Estas ponderações baseiam-se no Direito Natural.

 

Teríamos de tirar a minha mãe do lar onde ela reside, porque a Segurança Social não pagaria a sua prestação. O meu pai ficaria sem a sua reforma, porque essa já não seria uma função do Estado.

 

O meu irmão não poderia ter acesso a uma educação tendencialmente gratuita, porque essa já não seria uma função do Estado. Se eu ficasse desempregado, não receberia subsídio de desemprego pela mesma lógica.

 

Falando de desemprego, este seria totalmente liberalizado, visto o meu empregador ter total liberdade contratual face a mim enquanto trabalhador. Em teoria, qualquer empregador poderia criar um contrato sem garantias laborais rigorosamente nenhumas.

 

As funções do Estado seriam - paradoxalmente - apenas as que o mercado livre não assegure, mas igualmente concedidas numa lógica de competitividade e lucro, como os privados. A função redistributiva do Estado desapareceria.

 

A habitação social seria eliminada. A educação pública seria progressivamente subfinanciada em preferência da privada. O SNS seria privatizado.

 

Embora o Estado assegure estas funções apenas quando não existam privados que as assegurem, terei de as pagar como um utilizador privado, sem direito a qualquer subsídio ou moderação dos preços dos serviços. P. ex., as taxas moderadoras do SNS mudariam para preços de custo.

 

Os serviços públicos não receberiam quaisquer compensações pelos seus encargos com os contribuintes; ao invés, quando houvesse lugar a subsídios (algo que tb é paradoxal face ao ponto anterior), estes seriam entregues directamente ao contribuinte.

 

No caso de quaisquer litígios com o Estado, os tribunais administrativos seriam extintos. A pena de prisão perpétua seria uma pena possível. Os crimes de ódio desapareceriam da legislação penal. Os recursos para o TEDH não seriam admissíveis.

 

Quaisquer referências ao Islão na educação pública seriam proibidas. Os muçulmanos poderiam ser livremente expulsos do país por “suspeitas de radicalismo”. O facto de um migrante entrar ilegalmente em Portugal tornaria impossível q legalizasse a situação (bye bye non-refoulement)

 

A perda da nacionalidade adquirida seria uma pena acessória obrigatória para quaisquer crimes de violência contra terceiros. As organizações de “protecção humanitária” seriam abolidas.

 

Os professores poderiam utilizar quaisquer métodos à sua disposição para recuperar a sua “autoridade” perante os alunos, incluindo a violência física. Os sistemas de bolsas de estudo seriam apenas em função do mérito e não da necessidade.

 

As penas criminais seriam aplicadas imediatamente nos seus máximos, independentemente de históricos criminais ou “pequenos delitos”. Comportamentos como o consumo de drogas leves seriam repenalizados.

 

As relações externas de Portugal teriam de ter como base “heranças culturais” partilhadas (ou repudiadas) com os outros países. A nossa relação com a UE mudaria para a proposta pelo Grupo de Visegrado.

 

Apenas poderia imigrar para Portugal caso pudesse identificar um antepassado neste país. Não é claro quão antigo este antepassado poderia ser, e se teria de ser branco para o requerer.

 

Recuso-me a chafurdar mais na lama, mas tudo isto são propostas concretas presentes na declaração de princípios do Chega.

 

É pessoal para mim; mas é pessoal para todos nós. Votar no Chega é votar por uma ditadura e votar por algo que se assemelha - e muito - ao Estado Novo. Com isto, façam o que a vossa consciência vos disser.

 

Mas quando os vossos pais, irmãos, primos, amigos, colegas, disserem que o gajo “diz muitas verdades”, saquem das propostas. Porque ninguém as lê e ninguém as conhece, apesar de serem públicas. E apesar de serem pessoais até com quem diz que o gajo “diz muitas verdades”."

 

Afonso no Twitter

 

["Cadetes" da Mocidade Portuguesa na imagem]

 

 

 

 

As coisas como elas são

por josé simões, em 01.07.20

 

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O dia em que o Diário de Notícias faz primeira página com o investimento público que não há no Serviço Nacional de Saúde, só palminhas à janela, e os mil e duzentos milhões de euros do dinheiro do contribuinte que o Estado vai enterrar numa empresa falida. Chapéu ao Diário de Notícias.

 

 

 

 

Informação de qualidade e isenção é o que se espera da televisão pública

por josé simões, em 30.01.20

 

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Uma pessoa desequilibrada agride uma médica numa urgência psiquiátrica e o evento é apresentado no telejornal da RTP 1 como exemplo de agressão a profissionais de saúde num trabalho sobre as agressões no Serviço Nacional de Saúde [nos idos de Correia de Campos todos os dias nascia uma criança numa ambulância].

 

O que se espera da televisão pública é informação de qualidade e isenção que as televisões privadas não têm, subjugadas que estão à agenda da saúde privada [principal beneficiária da campanha cerrada de desinformação e ataque, em curso contra o SNS], pela dependência das receitas publicitárias, provenientes dos grupos económicos proprietários de hospitais privados, seguros de saúde, e com participação accionista nos media, quer pela orientação política e ideológica da redacção, nomeada pelo accionista, perante o qual responde através de resultados e objectivos pré estabelecidos pelo grupo, numa lógica de funcionamento em circuito fechado.

 

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Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 12.01.20

 

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"Existe um sentimento de impunidade porque estes julgamentos demoram demasiado tempo". Não, o bastonário da Ordem dos Médicos, no Opinião Pública/ SIC Notícias, não se estava a referir às participações na Ordem que "bastoneia" por má prática médica, era da recente vaga de agressões a médicos e profissionais de saúde agressões falava. Da justiça pública, não da justiça privada-corporativa da Ordem dos Médicos, das eternidades e dos arquivamentos.

 

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O Estado da daNação

por josé simões, em 06.01.20

 

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"Tenho uma prima que morreu por negligência médica e estou a pensar em ir para a investigação do Correio da Manhã para ver se consigo alguma coisa". Telefonema para o Opinião Pública/ SIC Notícias aos seis dias do mês de Janeiro do Ano da Graça de 2020.

 

[Imagem de autor desconhecido]