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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"O liberalismo faz falta"

por josé simões, em 07.03.24

 

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SNS precisa de mais 29 mil profissionais para combater desigualdades

 

Há cerca de 745 mil funcionários públicos em Portugal. Na visão da IL, quantos deveria haver?

Nos últimos anos foram admitidos cerca de 90 mil funcionários, nos governos de António Costa - 90 mil funcionários a mais do que havia quando iniciou funções. Para uma legislatura, aquilo que estamos a dizer, se com esta média de saída de 20 mil funcionários, 15 mil por ano, estaríamos a dizer que reduziríamos cerca de 40 mil funcionários públicos até ao fim da legislatura. Sempre com este mecanismo de reforma, não estando aqui em causa nenhum tipo de negociações antecipadas e outras questões.

 

Rui Rocha, líder do Iniciativa Liberal, em entrevista ao Observador.

 

"Ministério da Saúde? Afuera!"

 

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Para quem se governa

por josé simões, em 16.02.24

 

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A direita passista, ainda Passos Coelho andava a rabear com Manuela Ferreira Leite, muito antes antes das "ramificações ideológicas" que se seguiriam ao governo da troika, e que nos idos dos blogues que os pariram exigia o aumento das propinas até o valor cobrir o que o Estado investia na educação e que quem não tivesse dinheiro, temos pena, que pedisse um empréstimo ao banco para ser pago durante xis anos, acabado o curso e entrado no mercado de trabalho, é exactamente a mesma direita que se insurge contra a possibilidade de "obrigar os médicos a um período de permanência no Serviço Nacional de Saúde após a conclusão da especialidade" e de "criar um quadro de compensações devido pelo investimento público do país na sua formação".

 

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O original e a fotocópia

por josé simões, em 21.01.24

 

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O original:

O líder do Chega, André Ventura, defendeu hoje que o parlamento deve investigar uma eventual relação entre a administração conjunta das vacinas da gripe e da covid-19 e o aumento da mortalidade em Portugal.

 

A fotocópia:

Montenegro diz que país tem de saber por que é que "está a morrer tanta gente em Portugal"

 

Aceitam-se apostas sobre qual dos dois será o primeiro a sair-se com "já viram algum chinês velho?".

 

 

 

 

15 minutos de fama, imbecilidade jornalística, e não nos fodam, com efe grande

por josé simões, em 03.01.24

 

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Pessoa que aguardava há 10 horas na urgência para ser atendida dava entrevistas para as televisões na porta do hospital para a abertura dos telejornais. Os telejornais, que voltaram às urgências cheias depois de se terem fartado de estar nos centros de saúde, cheios de pessoas que não foram urgências porque para tal não se justificava ou por para lá terem sido encaminhadas pelo Saúde 24. As urgências estavam cheias porque coise e logo os centos de saúde porque coise estavam cheios. Um processo histérico-induzido para atrair papalvos na luta pelas audiências. Ao volante de uma ambulância na porta do hospital um cidadão com sotaque brasileiro deixava "os caras estão fazendo tudo direito lá dentro, o caso é que há gente a mais". 15 minutos de fama, imbecilidade jornalística, e não nos fodam, com efe grande.

 

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Esta gente goza com a gente?

por josé simões, em 22.12.23

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O doutor António diz que não houve tratamento de privilégio nas duas vezes em que recebeu o doutor Nuno no seu gabinete enquanto secretário de Estado, e com isto ficou exposta a sua total falta de noção porque o tratamento de privilégio começa exactamente no momento em que o doutor Lacerda Sales aceita receber, não uma, o que já seria grave, mas duas vezes, o doutor Rebelo de Sousa "para a presentar cumprimentos, dado que não o conhecia", como se um secretário de Estado do Governo da República recebesse no seu gabinete os anónimos e sem nome de família Antónios desta vida que não conhece, não fazia mais nada, nesta República dos portugueses de primeira, de segunda e de terceira, e dos portugueses que crescem ao lado uns dos outros, andam nas mesmas escolas, vivem nos mesmos círculos, e se dão uns com os outros desde o tempo dos bisavós, seja ele qual for o regime e a opção política. Esta gente goza com a gente?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

As propostas da direita para a saúde desmontadas por quem menos se esperava

por josé simões, em 14.12.23

 

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O Serviço Nacional de Saúde, que "é de má qualidade", que "presta um mau serviço às populações", que "é um sorvedouro de dinheiros públicos", para já não falar nas constantes greves e paralisações, e que por isso é para privatizar ou para transformar numa imeeeeensa ADSE, afinal é o preferido pelos portugueses que vivem e trabalham em países alegadamente muito mais desenvolvidos, onde a saúde é um negócio a cargo dos seguros ou do cheque-saúde, as propostas apresentadas pela direita, os exemplos que vai buscar como solução para os males do SNS.

As propostas da direita para a saúde e para o SNS desmontadas por quem menos se esperava e que fez oportunisticamente saltar dos buracos "em sua defesa" aqueles que querem acabar com ele tal e qual o conhecemos, dos sem problemas em assumirem ao que vêm aos que camuflaram o programa depois de publicamente desmontado.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Uns são portugueses e diz que os outros também

por josé simões, em 11.12.23

 

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É justo, correcto, honesto, alguém que nunca descontou para a Segurança Social poder por via da obtenção de nacionalidade usufruir do Serviço Nacional de Saúde, benefício extensível aos seus descendentes?

 

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Lambe-cus School of Politics

por josé simões, em 08.12.23

 

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Bom dia, sei que isto é um incómodo para ti, mas não podemos mesmo perder o apoio político do Presidente da República. Ele tem-nos apoiado no que diz respeito à __________, mas se o humor dele mudar, tudo se perde. Uma frase dele contra __________ ou o Governo e ele empurra o resto do país contra nós. Não estou a exagerar. Ele é o nosso principal aliado político, mas pode transformar-se no nosso pior pesadelo

 

Preencher o espaço [__________] a gosto, e consoante as necessidades do pedinte, TAP, gémeas brasileiras, qualquer área da governação. É a Lambe-cus School of Politics. Resta saber quando e onde este princípio imperou, e não só com este Governo.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Doctor, doctor, gimme the news

por josé simões, em 05.12.23

 

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Décadas de desinvestimento, sub orçamentação, retirada de competências ao Serviço Nacional de Saúde em prol do negócio privado da saúde para agora o programa eleitoral resumido consistir em acabar com o preconceito ideológico e contratualizar com o sector privado, o sector social, as IPSS, as Misericórdias e o mais que seja, como forma de colmatar as falhas do Serviço Nacional de Saúde. Embarcar neste parlapié manhoso no dia do voto só pode ser como na canção do Robert Palmer, "doctor, doctor, gimme the news I got a bad case of lovin' you" que é como quem diz quanto mais me lixam mais eu gosto deles.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Are You Talking To Me?

por josé simões, em 04.12.23

 

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Uma agência de viagens ter adivinhado a vontade do Presidente em regressar mais cedo de Moçambique levou a que um secretário de Estado metesse uma cunha na TAP para não se perder "o maior aliado político" do Governo.

Um e-mail do "doutor Nuno", a forma patética como Marcelo refere o filho para passar ao pagode a ideia de um distanciamento que não existe, levou o Presidente a reencaminhar o dito para a Casa Civil, que por sua vez o reencaminhou para alguém, que o reencaminhou para outrem, ao fim e ao cabo um e-mail do "maior aliado político" do Governo. E agora que agora ninguém sabe quem foi quem e onde pára a correspondência e respectivos dossiers, na falta de haver uma agência de viagens com o dom da adivinhação, levou Marcelo a convocar os jornalistas no dia a seguir a uma rábula de Ricardo Araújo Pereira na televisão com um Pai Natal que diz "oh-oh-oh" e outro que diz "bo-bo-bo", alegadamente.

Obviamente Marcelo não tem nada a ver com tudo isto de que se vai lembrando aos poucos e poucos. Are you talking to me?

 

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Explicada aos pequeninos

por josé simões, em 28.11.23

 

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Um cidadão holandês que se inscreve para poder alugar uma casa num bairro social terá, no melhor dos casos, de esperar 12 (doze) anos antes que a sua vez chegue.

 

Aos refugiados é quase de imediato fornecido alojamento, mobilado e equipado, e uma subvenção que a eles e à família permite viver confortavelmente.

 

É "A vitória eleitoral de Wilders explicada aos pequeninos" por José Rentes de Carvalho no seu blogue Tempo Contado. Se agarrarmos em duas gémeas brasileiras, naturalizadas portuguesas em tempo recorde, a receberem tratamento milionário no Serviço Nacional de Saúde com um medicamento de eficácia duvidosa, segundo os especialistas, sem um número de segurança social atribuído, e com cadeiras de rodas eléctricas atribuídas a custarem o que muitas famílias não auferem em salário num ano, temos um dos ingredientes do caldo para a explicação das sondagens que dão a subida vertiginosa do Chega.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Uma, duas nulidades

por josé simões, em 08.10.23

 

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De valor era marcar um dia e uma hora com toda a gente na janela a aplaudir o alegado ministro da Saúde pelo excelente desempenho do SNS, hospitais e centros de saúde.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

Adenda: o Governo dos prémios de consolação, Medina nas Finanças por ter perdido a câmara do Porto, Pizarro na Saúde por os eleitores não confiarem nele para o Porto.

 

 

 

 

O ministro é pateta ou goza com o pagode?

por josé simões, em 04.10.23

 

New Year in a psychiatric hospital. USSR, Moscow, 1988. Photographer Pavel Krivtsov.jpg

 

 

Portanto, alguém levar um ordenado decente para casa no final do mês obriga estar 14 horas à disposição da entidade empregadora, pública ou privada. Das 6 às 20 horas, sendo que para entrar às seis tem de se levantar da cama pelo menos uma hora antes para se preparar, higiene pessoal, vestir, etc, e ainda mais algum tempo para quem trabalha longe de casa. E depois sair às oito da noite, pelo menos mais uma hora para entrar na porta da rua às 21 horas, até já acabou o telejornal. E depois faz o quê? Janta e vai para a cama porque está todo partido e no dia seguinte tem de repetir a rotina. Nem televisão, nem saída à noite com a mulher ou os amigos, nem ida ao teatro, ao cinema, a um concerto, e se tiver filhos o crescimento e a educação passam-lhe completamente ao lado. 

 

As urgências hospitalares, desde que o Serviço Nacional de Saúde existe, funcionaram sempre na base da boa vontade dos médicos que aceitavam fazer horas extraordinárias em quantidades muito significativas e desse ponto de vista não há nenhuma mudança

 

Manuel Pizarro, o alegado ministro da Saúde, é pateta ou simplesmente goza com o pagode?

 

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O tango dos barbudos

por josé simões, em 07.07.23

 

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O Erislandy Lara e o Guillermo Rigondeaux fugiram, o Yiselena Ballar e o Yaimé Pérez fugiram, a Yurisel Laborde fugiu, o Pedro Pichardo fugiu, e o Andy Cruz só não fugiu porque os barbudos o foram sacar de dentro de uma balsa onde se tinha metido a caminho de Miami, mas os médicos vêm como tráfico humano, trabalho forçado e chantagem sobre a família.

 

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O sonso

por josé simões, em 06.07.23

 

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Marcelo, que conseguiu a proeza de ficar "curado" a tempo de sair do hospital mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo na hora da abertura dos telejornais para nos presentear com mais de 20 minutos de conversa da treta em modo pantomineiro enquanto respondia a perguntas imbecis colocadas por palermas com carteira de jornalista, ainda arranjou espaço para elogiar a rapidez e prontidão do Serviço Nacional de Saúde, em dia de greve e com serviços mínimos, como se o Marcelo Presidente fosse alvo do mesmo tratamento do Marcelo da esquina, como se o Marcelo Presidente arriscasse morrer à espera da ambulância, como se quem chamou o INEM tivesse de responder a um inquérito telefónico que inclui saber a freguesia onde o pré defunto teve o episódio antes do envio do meio de socorro, como se o Marcelo Presidente não levasse batedores da polícia a abrir caminho, como se alguém com um episódio não vá primeiro para um hospital central e só depois para o hospital da especialidade, como se na chegada ao hospital os serviços já não estivessem em modo serviços máximos. Mas como o povo gosta é de circo e de sonsice e de jornalismo parvo tipo Joana Latino, siga.

 

[Imagem de autor desconhecido]