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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Luís a trabalhar

por josé simões, em 12.01.26

 

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O gajo que agarrou na percepção do aumento da insegurança e da criminalidade na opinião pública, motivada pelo loop da mesma notícia durante 24 horas em canais como a televisão do Correio da Manha [sem til], intervalado com "análises" de especialistas e criminologistas, amplificado nas redes por contas ligadas ao partido da taberna e bots criados para o efeito, apesar de desmentido pelos dados das polícias, é o mesmo gajo que agarra na realidade que é o caos nas urgências, agora na novilíngua "contingências", na falta de resposta do Serviço Nacional de Saúde, na incompetência da direcção do SNS, no trabalho de formiguinha da ministra da tutela no desmantelar dos serviços em prol da saúde privada, e o transforma em percepção. E diz isto ao país com um sorriso de gozo na cara. Temos o que merecemos.

 

 

 

 

O nosso, deles, homem em Belém

por josé simões, em 08.01.26

 

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Sem comentar os pedidos de demissão da ministra da Saúde por parte da oposição, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP admitiu que também Ana Paula Martins, "se entender", poderá dar "uma palavra de explicação" sobre estas mortes

 

"Se entender" porque uma ministra tem mais que fazer que andar cá a perder tempo com minudências de mortes de cidadãos e dar explicações a quem governa, era o que mais faltava.

É este o nosso, deles, homem que querem ver em Belém, o pior que os 50 anos do 25 de Abril produziram, o compadrio, o amiguismo, o clientelismo, a promiscuidade entre política e empresas privadas, governar a vidinha, fazer um jeito a este, fazer um jeito aquele, cuidar dos seus, amanhã podemos precisar e somos uns para os outros. Sempre com o parlapié do "interesse público". E as pessoas votam nisto. Fantástico.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Danos colaterais

por josé simões, em 08.01.26

 

 

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Não há qualquer incompetência na actuação da ministra da Saúde, do primeiro-ministro, do Governo, estão a trabalhar bem, estão a ser extremamente competentes no objectivo de desmantelar o Serviço Nacional de Saúde. Os paridos na beira da estrada e os mortos à espera de ambulância têm um nome: danos colaterais.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A central de propaganda do Governo

por josé simões, em 26.11.25

 

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O dia em que se soube que o Governo trava no recrutamento de profissionais para o SNS, que o limite à contratação de trabalhadores fixado para 2025 é de 1,9% quando em 2024 foi de 5%, foi o dia em que se soube que o Juiz Carlos Alexandre vai liderar comissão de combate à fraude no SNS. A espectacularidade de um qualquer Zorro contra os bandidos sobre a resposta aos problemas concretos na saúde.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

António José Seguro, o candidato que não está arrumado na gaveta da esquerda, diz "Sistema" em vez de Serviço Nacional de Saúde. A gaveta da direita também já está arrumada.

 

 

 

 

É disto que o povo gosta

por josé simões, em 04.11.25

 

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Luís Montenegro, a trabalhar, vem dizer-nos que  a saúde, o melhor negócio que pode haver, só ultrapassado pelo das armas, a saúde privada só se salva se o SNS "não mandar tantos utentes para lá". No país do salário mínimo de 870€, e do médio bruto a rondar os 1700€, o negócio da saúde sobrevive e lucra sem os doentes da perda de competências da saúde pública para a privada e respectiva transferência de verbas e subsídios. É disto que o povo gosta, de gajos que fazem malabarismos com as palavras de sorriso na boca.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Uma ministra extremamente competente

por josé simões, em 30.10.25

 

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Parem de pedir a demissão da ministra da Saúde, por falta de "autoridade política", o que quer que isso signifique, e por incompetência. Da "autoridade política" tem o aval do chefe do governo, o primeiro-ministro, a competência tem toda a que lhe foi pedida: desmantelar o Serviço Nacional de Saúde, tal como o conhecemos, para o repartir pela clientela política e partidária.

 

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Entretanto a novilíngua continua de vento em popa, com a cumplicidade da comunicação social:

     "caos nas urgências" = "constrangimentos";

     "cativações" = "optimização de recursos".

É disto que o povo gosta.

 

 

 

 

Gostar de ser gozado

por josé simões, em 10.09.25

 

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Depois do "não é possível ter um tribunal à porta de casa"; depois do "não é possível ter umas finanças à porta de casa"; depois do "não é possível ter uma escola à porta de casa"; chegou o não é possível ter uma urgência hospitalar à porta de casa. As pessoas gostam de ser gozadas.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

Assim como assim também já não é possível ter uma casa à porta de casa. E isto é gostar de ser gozado ao quadrado.

 

 

 

 

"Deixe que lhe diga uma coisa"

por josé simões, em 10.07.25

 

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Resumo da entrevista da alegada ministra da Saúde na televisão do militante n.º 1: "Deixe que lhe diga uma coisa". Puxem a box atrás e contem as vezes que disse "deixe que lhe diga uma coisa" para não dizer coisa nenhuma. Quando a incompetência encontra a sonsice.

 

[É que se calhar Rodrigo Guedes de Carvalho convidava-a para não a deixar dizer nada...]

 

 

 

 

Refluxo cerebral

por josé simões, em 15.05.25

 

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O Serviço Nacional de Saúde tem de passar a ser assumido como um sistema que integra todos os cuidados de saúde instalados no país e, portanto, incluindo a oferta privada

 

               Programa eleitoral do partido, capítulo VIII, página 196

 

Alegadamente sentiu-se mal ontem, foi para o Hospital de Faro, público. Alegadamente sentiu-se mal hoje, primeiro foi para o Centro de Saúde de Odemira, público, de seguida para o Hospital de Santiago do Cacém, público. Vai fazer cateterismo no hospital de Setúbal, público [actualização].

Coerência e refluxos cerebrais.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"Deixem o Luís trabalhar!"

por josé simões, em 12.05.25

 

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Não sabemos qual a margem de manobra de Ricardo Araújo Pereira no Isto É Gozar Com Quem Trabalha semanal, se tem liberdade total, se tem balizas, se obedece a guião, mas a verdade é que na entrada para a recta final da campanha tivemos Luís Montenegro na televisão do militante n.º 1, depois de uma peregrinação a Fátima, para se gabar de quão bom é, ele e o seu Governo e, para a reboque de  perguntas para partir o coco a rir na assistência sem gargalhadas enlatadas, continuar a mentir com aquele característico sorriso cínico nos lábios, que o país é quase das maravilhas desde que está primeiro-ministro, e que o Serviço Nacional de Saúde está bem melhor do que "há um ano atrás" [nunca ninguém lhe pergunta se há "há uma ano à frente" ou "há um ano ao lado"], no tempo do "socialismo".

Por uma daquelas coincidências ditas do caralho, no dia a seguir o Correio da Manha fala em "ALARME", que a mortalidade infantil sobe 20% em ano de urgências fechadas, o de 2024, o dele, não se pode agarrar ao "socialismo", o do "farol" Montenegro, o da "montenegrização do país", o ano dos constrangimentos, nesta novilíngua que as televisões assumiram. Uma azar do caralho para o Governo com mestrado em propaganda, logo um dos indicadores sobre o estado de desenvolvimento do país, um dos apontados sucessos da democracia, e do Serviço Nacional de Saúde, contra a criação do qual a direita votou contra.

 

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O vómito

por josé simões, em 18.03.25

 

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O governo que em três meses ia resolver todos os males de que o Serviço Nacional de Saúde padece esconde a sua incompetência e falta de qualidade nas nomeações para cargos chaves, ao abrigo do amiguismo e do cartão do partido, com uma alegada incapacidade de quem está no terreno a dar o melhor de si contra a permanente falta de meios e o garrote da tutela.

 

Governo justifica PPP com diminuição da qualidade e "graves falhas" dos hospitais públicos

 

Questionado sobre o prometido fim da invasão russa da Ucrânia em 24 horas Donald Trump respondeu que estava a ser sarcástico, a Luís Montenegro já ouvimos dizer que nunca tinha dito aquilo que todos o ouvimos dizer, que ia resolver os problemas do SNS em 90 dias. Há aqui um padrão, o da mentira e do embuste para chegar ao poder.

 

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Vai tudo de carneirada

por josé simões, em 06.03.25

 

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Diz que os hospitais tiveram prejuízos de mais de 1.500 milhões de euros em 2024 e que todas as unidades locais de saúde tiveram resultados negativos. E de imediato ficámos com os ecrãs de televisão cheios de especialistas em economês, todos em carneirada "O drama! A tragédia! O horror!". Falta de eficiência e subfinanciamento à parte não é suposto o Serviço Nacional de Saúde dar lucro. Nem sequer resto zero. É para isto que servem os nossos impostos. E por isso que se chama Serviço Nacional de Saúde e não Luz Saúde ou CUF Saúde. E se calhar é por causa disso mesmo que estas coisas aparecem elevadas ao cubo.

 

[Na imagem, minha, cartaz no desfile dos 50 anos do 25 de Abril, Avenida da Liberdade, Lisboa]

 

 

 

 

Parece-me manifestamente pouco

por josé simões, em 19.01.25

 

Man in hat, trunks, socks and shoes, Coney Island,

 

 

Portaria n.º 665/2024/2

 

Louvo, por proposta da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, o Tenente-Coronel, médico, 12204597, António João Sant’Anna Gandra Leite d’Almeida, pela forma excecionalmente dedicada e competente, bem como pela nobre conduta, integridade e profissionalismo com que exerceu as suas funções como diretor da Delegação Regional Norte do Instituto Nacional de Emergência Médica entre 2021 e 2024. [...].

 

14 de agosto de 2024.  O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.

 

 

Parece-me manifestamente pouco para alguém com o dom da omnipresença e que, mal grado uma incapacidade atestada de 60%, consegue estar em vários locais ao mesmo tempo, separados por centenas de quilómetros, a desempenhar quatro funções diferentes. Tem dois apóstrofos no nome, há-de haver alguém capacitado para, cientificamente, estabelecer esta correlação.

 

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Em futebolês, uma entrada a pés juntos

por josé simões, em 16.01.25

 

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"a resposta é facílima e simples", frisando que o "hospital deve atender essas pessoas". No entanto, Luís Montenegro considerou que todos esses casos são uma coisa diferente de "promover, pactuar com redes de fraude, com redes criminosas que retiram a capacidade do SNS", o que considerou ser "intolerável".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A verdade a que temos direito

por josé simões, em 06.01.25

 

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No tempo do PS era "o caos nas urgências hospitalares", com eternos directos da porta do hospital, entrevistas a utentes, médicos e enfermeiros sem rosto e com a voz filtrada, gravações piratas do interior feitas com telemóvel pelos acompanhantes dos internados.

Agora são as "urgências com constrangimentos" e umas breves declarações da tutela ou de um administrador de hospital nomeado pela mesma tutela,  com a atenuante de estarmos na época das gripes e das infecções respiratórias, coisa nunca vista era o Partido Socialista governo.