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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Inferno

por josé simões, em 14.08.22

 

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Vamos brincar à coesão territorial

por josé simões, em 06.08.21

 

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Vamos brincar à coesão territorial e recriar um tempo em que o país todo trabalhava para e em função de Lisboa. O contribuinte paga, está calor e as bebidas são frescas. "De luxo, ao alcance de poucos".

 

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|| António Craveiro Simão

por josé simões, em 04.07.09

 

 

 

Fazer a árvore genealógica da família não é o mesmo que limpar o rabo a meninos. Nem pouco mais ou menos. Guerras e pilhagens, roubos, incêndios, terramotos e outras calamidades que levaram ao desaparecimento e/ou à destruição dos documentos, no tempo em que o Registo Civil era o padre que o fazia “lá” na igreja, tornam a tarefa quase, e na maioria dos casos, impossível de concretizar.

 

Vamos andando às arrecuas, todos lampeiros, e a páginas tantas a coisa desagua, ou num beco sem saída ou em ramificações várias. Quando é beco sem saída temos pena, arrumamos a mochila e damos por concluída a tarefa; quando a hipótese é escolher “ao calhas” uma das várias ramificações ali à disposição, a graaaaande maioria opta pelo antepassado Marquês ou Conde ou com um brasão cheio de armas e leões e, inevitável e invariavelmente, quase todos os portugueses são netos de D. Afonso Henriques mesmo que o nome seja Pires ou Pereira ou Silva.

 

Nós por cá, com várias gerações de nativos setubalenses da parte a mãe, mas com costela alentejana da parte do pai, metemos mãos à obra pela parte mais difícil: o pai, e (guess?) não chegámos ao Alentejo e já vamos na Serra de Estrela.

 

Corria o ano de 1860 quando o barbudo e com cara de poucos amigos na foto que ilustra esta posta, e que fazia anualmente a transumância, desde Manteigas na Serra de Estrela até ao Alentejo, resolveu assentar ferro no local da Boa Fé, distrito de Évora, mesmo ao pé de Santiago do Escoural, o tal, o das grutas. Casou com Prisca Maria, tornou-se lavrador e proprietário e deixou descendência de cinco rapazes e uma rapariga. E nunca mais voltou à Serra. E na Serra nunca mais dele souberam. Morreu pelo caminho, foi assaltado, assassinado por causa do gado; pensaram. E pensaram mal até um dia lhes aparecer a bater à porta um tal de José Simões Prisca que dizia ser o filho mais novo do desaparecido pastor da transumância. (Mais um bico-de-obra na árvore genealógica: o Simão passa a Simões e o nome de família é o da mãe).

 

O elo ficou restabelecido, mas sempre foi muito ténue e espaçado. Este fim-de-semana vamos lá. Um montão de gente, de Setúbal, Alentejo, Algarve, eu sei lá, mais de 200 contando com os que lá estão, que isto a fazer filhos é pior que os coelhos. A ver vamos se conseguimos recuar mais no tempo.

 

Ah, e o barbudo da foto é o meu octavô, e parte desta história vem contada no Notícias de Manteigas de Maio de 2007.

 

(Post em piloto automático, uma das boas funções do SAPO)

 

 

 

 

Imagens de Arquivo

por josé simões, em 03.12.08

 

Será mesmo necessário, assim que cai o primeiro nevão do ano na Serra de Estrela, que as televisões se mudem para lá de armas e bagagens, e é entrevistar as famílias-turistas, as famílias-autóctones, os comerciantes, os donos dos hotéis e restaurantes, os GNR’s de serviço, o empregado do limpa neves, o presidente da Região de Turismo, o pastor, o presidente da Câmara da Covilhã, o criador de cães e o mais que venha pelo caminho. Com abordagens da treta a receberem de volta respostas da treta, cheias de lugares-comuns, iguaizinhas às dos anos anteriores?

 

Todos os anos, desde que me lembro. Só que agora é vezes 6 – quatro canais generalistas, mais a SIC N e a RTP N.

 

Já que pelos vistos tem de ser, e como diz o povo “o que tem de ser tem muita força”, não era mais fácil – e mais barato – ir buscar umas imagens ao arquivo?

 

(Imagem roubada ao Scott Polar Research Institute)