Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Viva Zapata!

por josé simões, em 25.11.11

 

 

 

Está bem que antes de Tristão Vaz Teixeira e João Gonçalves Zarco terem dado às ilhas adjacentes nos idos de 1419 não havia por lá ninguém, indígenas, nada, só mato e árvores. Daí que até se falar em colonialismo e opressão parece-me um 'cadinho exagerado. Mas em nome do direito dos povos à autodeterminação e independência, e se for essa a vontade do povo, expressa por exemplo em referendo, aceita-se. Por quem sois, que viva Zapata!

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

Autonomia vs. Independencia

por josé simões, em 03.11.06
“O que o PS está a fazer é ressuscitar a actuação da FLAMA dos anos de 74, 75 e 76. Depois não se queixem do que pode ocorrer. Quando digo que Sócrates está a ressuscitar a FLAMA é porque tenho informações. Estejam atentos à actuação do SIS na Madeira”.
 
Quem assim falou foi Coito Pita, vice-presidente da bancada PSD, no Parlamento Regional da Madeira, a propósito da discussão da alegada inconstitucionalidade da Lei das Finanças das Regiões Autónomas.
 
FLAMA – Frente de Libertação da Madeira, organização clandestina separatista que lutava pela independência do arquipélago nos anos de 1974 a 1976.Recorria a ameaças pessoais, intimidações e atentados à bomba, criando um clima de terror e instabilidade nas ilhas durante os anos da sua actuação.
 
Nem é preciso ser bom aluno a matemática para saber somar dois e dois:
 
- Com a chegada de Alberto João Jardim ao poder a FLAMA cessou actividades.
 
- Coito Pina, aquele que diz que se está a ressuscitar a FLAMA, em 1993 num comício do PSD em Chão da Lagoa, gritou: “Contra Lisboa, Contra Portugal!”.
 
- Existe uma foto de Alberto João envergando uma t-shirt da FLAMA.
 
- Alguns dos suspeitos como operacionais da organização são hoje militantes do PSD Madeira.
 
De cada vez que se negoceia um Orçamento de Estado, lá vem o fantasma do separatismo.
Sócrates já disse “BASTA!”, mas pelos vistos o basta, não basta.
Partilho da opinião que deveria ser proposto um referendo à população do arquipélago sobre a questão da independência, para arrumar de vez com esta questão e colocar definitivamente o “soba” Jardim e a sua corte de bajuladores no lugar que lhe compete.
 
Entretanto foram feitas declarações gravíssimas que põem em causa a unidade nacional, tal como consta na Constituição da República. Feitas não por um qualquer Zé da Esquina, mas por um deputado, num Parlamento Regional. Se sabe o que sabe, não o devia ter dito onde disse, mas nos locais apropriados que são os Tribunais, o SIS, a Policia Judiciária ou a Procuradoria-geral da República.
Agora a bola está no campo do Governo, e o Presidente da República como representante máximo da unidade nacional, também devia ter uma palavra sobre o assunto; há que esclarecer estas afirmações, doa ao PSD que doer.
 
 
Nota: Marques Mendes vai à Madeira apoiar Jardim. Leia-se: Prestar vassalagem.
O mesmo Marques Mendes que excluiu Isaltino e Valentim em nome da credibilidade do rigor e da transparência, exclui-se agora da oportunidade de ouro de chamar à razão os seus boys nas ilhas.
Ou vale tudo só pelo poder?
 
Haverá alguém de bom senso no PSD que explique a Marques Mendes que vai ficar muito mal na foto para a opinião pública, com esta atitude?
Os cidadãos estão fartos dos carnavais de Jardim e principalmente de verem o dinheiro dos seus impostos esbanjado sem pudor e sem controlo.
Com beija-mãos desta natureza não se espante de não subir nas sondagens; e de Sócrates também não descer.
 
Post-Scriptum – Luís Marques Guedes, líder parlamentar do PSD, instado a comentar as declarações do seu camarada de partido sobre a FLAMA e o separatismo, responde “não vou comentar política local”.
Importa-se de repetir?! Focos de separatismo são politica local?