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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Da indigência

por josé simões, em 14.10.19

 

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Depois de uma magistral derrota frente à Ucrânia o melhor que ocorreu à única Selecção do mundo onde os melhores não jogam, vítimas dos medos de um seleccionador a que os comentadeiros e analistas chamam de conservadorismo, foi uma exaltação no Twitter do capitão e dos objectivos e metas a que se propôs. Não explica tudo mas ajuda a perceber a lusitana cultura e crença no homem providencial, o D. Sebastião que numa jogada genial do sistema de jogo de 9 para 1, nos vai guiar à glória só ao alcance das selecções nacionais que teimam em jogar num colectivo de 11.

 

 

 

 

O Portugal dos pequeninos está bem e recomenda-se

por josé simões, em 28.06.18

 

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Estão aí com toda a força os imbecis do "Portugal dos pequeninos", temos o melhor jogador do mundo, temos jogadores pagos a peso de ouro a jogar nas melhores ligas da Europa mas temos de ter medo, muuuuuito medooooo do Suarez do Uruguai.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

E andamos nisto há 2 mil anos...

por josé simões, em 25.06.18

 

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"Graças a Deus passámos", Fernando Santos na flash interview.

 

Os outros, como não estão nas graças de Deus, não passaram. E andamos nisto há 2 mil anos...

 

[Imagem "Seminario de Madrid 1960", Ramon Masats]

 

 

 

 

Três F

por josé simões, em 07.06.18

 

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E, na operação "revitalizar o interior", fechamos a única agência bancária em Pedras Salgadas, do banco do Estado resgatado com o dinheiro do contribuinte.

 

Parabéns @selecaoportugal! Que seja um bom prenúncio para o Mundial #Russia2018 que aí vem! #Portugal está convosco.

António Costa, primeiro-ministro, no Twitter.

 

[Título do post e imagem]

 

 

 

 

Isso agora também não interessa nada

por josé simões, em 13.07.16

 

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Da música de Pedro Abrunhosa, morte-lenta a embalar os adeptos e o futebol da Selecção, já ninguém se lembra. Nunca ninguém se lembrou. Apesar da insistência com o tema, nos écrans dos estádios em karaoke, antes, depois e em todos os intervalos possíveis dos jogos e com o próprio, em tournée de playback, aos saltos pelo relvado da Luz num amigável de goleada. Isso agora também não interessa nada, os milhares de euros metidos pela Federação Portuguesa de Futebol no bolso do homem que fala sobre músicas já lá estão. "Vamos lá cambada, todos à molhada", isto é business total, a vidinha custa a todos e os últimos discos têm sido um flop de vendas. Ter amigos é isto.


[A imagem é a primeira página do diário i]

 

 

 

 

E nem me estou a referir a Portugal

por josé simões, em 11.07.16

 

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Podem as primeiras páginas de um jornal explicar um país?

 

 

 

Recuando ao mês de Maio de 2016

por josé simões, em 26.06.16

 

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O futebol são onze contra onze e no fim o Benfica engana os alemães do Bayern. Alguém ainda se lembra?


O médio Renato Sanches, lançado a jogo ao intervalo, foi o melhor em campo no duelo com a Croácia, segundo revelou a UEFA pouco depois do apito final da partida realizada em Lens.


O jovem do Benfica, de 18 anos, dinamizou a zona intermediária assim que entrou, tendo iniciado nos seus pés a jogada do golo, marcado por Ricardo Quaresma, que valeu o passaporte para os quartos-de-final do Euro'2016.


[Eddy Grant na imagem que era o que havia disponível no Google mais parecido com o 'musgas']

 

 

 

 

Th-th-th-tha-tha-tha-that's all, folks! , Capítulo II

por josé simões, em 23.06.16

 

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No cachecol é possível ler "não" e "milhões". Será em homenagem a Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças e ex-colega de governo no Governo da direita radical, que se notabilizou por esconder o Banif debaixo do tapete para não estragar a saída limpa e o relógio de Paulo Portas em marcha à ré e por ter fingido que não sabia nada de nada da Caixa Geral de Depósitos, que interessava/ interessa escavacar para dar de mão beijada a interesses privados com o nome de privatização?


[Via]

 

 

 

 

A mentalidade de merda e a infantilização

por josé simões, em 22.06.16

 

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É o nosso capitão [Ró-nàldo, como dizem nas televisões], queremos muito ajudá-lo.


João Mário, na flash interview a seguir ao Hungria 3 – Portugal 3, a explicar a mentalidade de merda que se reflecte no futebol de merda e nas prestações sofríveis da selecção nacional de futebol desde o primeiro jogo da fase de apuramento para o Euro 2016.


Logo a seguir na flash interview falou Rebelo de Sousa, Marcelo, Presidente da República de Portugal, ainda antes de Fernando Santos, seleccionador. A sério.

 

 

 

 

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Realismo mágico

por josé simões, em 20.06.16

 

Immigrés portugais à Hendaye en transit pour Par

 

 

O curioso nisto dos futebóis fora de portas de quatro em quatro anos é que no intimo, mesmo lá no íntimo dos íntimos, e perguntem a qualquer emigrante, of the record, o que os emigrantes mais desejam nos dias de espera à porta do centro de estágio a gritar "Portugal!" é ver acontecer, step by step, as vitórias da selecção nacional que a hão-de levar até à vitória final, na final contra a França, para poderem atirar em cara aos colegas de trabalho, ao patrão, ao empregador, ao país que os acolheu, a superioridade de um país, o seu, que os desprezou, e isto é qualquer coisa do campo do realismo mágico protagonizado pelos deserdados do neo-realismo.


[Imagem “Immigrés portugais à Hendaye en transit pour Paris, Mars 1965”, Gérald Bloncourt]

 

 

 

 

Cair em graça e ser engraçado

por josé simões, em 18.06.16

 

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É a diferença entre o futebol da selecção de Fernando Santos e o futebol da selecção de Paulo Bento.

 

 

 

 

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Agora transponham para o tecido empresarial

por josé simões, em 15.06.16

 

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A gente podia imaginar a selecção nacional orientada por Joachim Löw. Agora transponham isto para o tecido empresarial.

 

 

 

 

Paris, Portugal

por josé simões, em 14.06.16

 

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Sermos a selecção de futebol que em França tem mais 'supporters' que o país organizador da competição é coisa que nos devia envergonhar, a todos, ao invés de andarem as televisões, todas, eufóricas em directos com o apoio da miséria por mares nunca dantes navegados que vai levar o futebol em ombros até à final e à taça.


[Imagem "Bidonville de Nanterre, 1971",Gérald Bloncourt]

 

 

 

 

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A minha zona de conforto é o futebolês

por josé simões, em 13.06.16

 

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Quando a grande maioria das intervenções dos ouvintes/ espectadores nos directos de opinião nas rádios e televisões [Antena Aberta na Antena 1, Opinião Pública na SIC Notícias ou o Fórum na TSF, por exemplo] na análise ao trabalho da selecção nacional de futebol e ao trabalho de Fernando Santos começam ou terminam com um "é uma pessoa que sabe falar" está explicado porque é que em Portugal é tão fácil eleger personagens da estirpe de Cavaco, Barroso, Coelho, Portas e ilhas adjacentes. E se usar gravata e não for guedelhudo tanto melhor.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Derrotados à partida

por josé simões, em 29.03.16

 

 

 

"Le pays a connu un choc émotionnel, on a perdu des gens qui n'avaient rien a voir dans ce conflit". Marc Wilmots, seleccionador da Bélgica.


Qual "conflito"? Quem é que tem a ver e quem é que não tem a ver com o "conflito"? Quem é que era de justiça ter morrido e quem é que não era de justiça ter perdido a vida no/ com o "conflito"? Qual "conflito"?


Derrotados à partida, goleados, e nem sequer estou a pensar em futebol.


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