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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Tão jeitosos que os migrantes são para enfeitar discursos de ocasião

por josé simões, em 02.09.21

 

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Com excepção do Chaga onde a coisa é feita pela negativa, pela exclusão e pelo estigma, o que surpreende nas candidaturas autárquicas da margem sul é a total ausência de comunicação e de propostas para captar as comunidades migrantes para a cousa pública, comunidades que em algumas zonas já são maioritárias. Quem passe um tempos no Seixal, Laranjeiro e Almada apercebe-se da diversidade cultural e civilizacional que faz o Martim Moniz em Lisboa parecer uma Disneylândia. Brasil, África não PALOP, Paquistão, Sri Lanka, Índia, Moldávia, Ucrânia, China etc, etc. No Laranjeiro, por exemplo, há ruas inteiras com vivência[s] de uma só comunidade onde o transeunte que dá nas vistas ao passar, o diferente é o português caucasiano. Desde barbeiros, cabeleireiros, mercearias, churrascarias e talhos halal, frutarias, lojas de roupa, lojas de utilidades várias, pequeno comércio. Um bazar dentro da qasbah. Um mundo. Um mundo que passa ao lado das candidaturas autárquicas que não se inibem de encher a boca com "integração".

 

[Imagen encontrada no Google Maps]

 

 

 

 

Portugueses de bem

por josé simões, em 25.05.21

 

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"A Família Coxi não pediu qualquer indemnização, nem sequer quis criminalizar a conduta de André Ventura e do Partido Chega.

Ao invés, apenas pediu ao Tribunal cível que os ajudasse a dizer ao País não são o oposto dos "Portugueses de Bem" e que não são bandidos.

 

Os meus Constituintes são boas pessoas, gente trabalhadora, leal, bem-disposta e com sentido raro de comunidade e entreajuda.
Em Janeiro, foram instrumentalizados na campanha política da extrema-direita, perante milhões de pessoas, nem possibilidade de contraditório.

 

Pediram ao Tribunal que decretasse um conjunto de providências que permitisse atenuar os efeitos da ofensas cometidas:
1) O reconhecimento da ilicitude da conduta de AV e CH;
2) Uma declaração pública de retratação;
3) A abstenção de ofensas futuras;
4) A publicação da sentença.

 

Tinham pedido também a eliminação da publicação feito no Twitter a 22 de Janeiro, mas tal foi feito voluntariamente pelo Partido CH, pelo que deixou de ser precisa a intervenção do Tribunal quanto a esse aspecto.

 

Pela Sentença publicada hoje, o Tribunal julgou procedente a ação e decretou as providências requeridas, por ter considerado ilícita a atuação dos Réus - isto é, julgou que o que fizeram e disseram não é enquadrável num exercício legítimo de liberdade de expressão.

 

Esta é uma ação de reputação, que tinha como objetivo, por um lado, limpar a imagem dos meus Constituintes e, por outro, definir as linhas vermelhas do discurso político quanto a pessoas anónimas e vulneráveis.
Ultrapassadas as linhas vermelhas, existem consequências legais.

 

Esta é uma decisão importante para a Família Coxi, mas também fundamental para todos nós.
É com a defesa dos direitos fundamentais dos Coxi, que o direito à honra e à imagem de cada um de nós se afirma, se define, se protege.
Seguimos firmes na defesa dos direitos fundamentais."

 

               Leonor Caldeira, advogada da família Coxi, no Twitter

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Beijinhos e abraços

por josé simões, em 29.05.20

 

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Foi há tanto tempo que parece que foi ontem, Marcelo no Jamaica, "um bairro tão português" como os outros, porque quando contacta portugueses não pede "cadastro criminal, nem o cadastro fiscal, nem o cadastro moral", pede o "cadastro higiénico", por causa do canastro, porque tornar a meter lá os chispes metam os jornalistas que são malucos e pagos para isso, que ele é mais verificar condições de higiene em hotéis, muito estritas", com "desinfeção permanente", cama lavada e rabinho com água das malvas, aquela planta que nos bairros pobres de Marrocos apanham para fazer uma sopinha e que em Jamaica, Seixal, com despedimentos, confinamentos e outros entos desta vida, para lá caminha, não a do hotel, a outra.

 

Aaaah, e comprem livros, muitos, não numa qualquer livraria "independente", "exemplo de resistência", porque ler faz bem à saúde e com esse acto investem em conhecimento, que não ocupa espaço, ao mesmo tempo que dão emprego a um ror de gente e contribuem para o PIB, mas nesta, na Barata, façam execursões, dentro das regras do distanciamento social nos autocarros e comboios, que o senhor Barata agradece. Percebem porque é que Marcelo nunca veio, por exemplo, a uma livraria de Setúbal, daquelas que fecharam ainda antes da pandemia e porque é que o circo é sempre no Natal?

 

 

 

 

"Senhor Presidente, condena a violência no bairro Jamaica?"

por josé simões, em 05.02.19

 

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"Senhor Presidente, condena a violência no bairro Jamaica?", pergunta a líder do CDS, Procissão Cristas, depois de ter publicamente declarado o apoio à recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa.

 

[Imagens]

 

 

 

 

Um partido de plástico

por josé simões, em 30.01.19

 

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O dia em que Santana Lopes foi em acção de propaganda manhosa ao Jamaica no Seixal deixando cair "Se eu morasse aqui também me sentiria revoltado..." e "A responsabilidade é de todos enquanto país" e que a prioridade devia ser construir casas decentes a preços acessíveis para esta gente ao invés da Santa Casa da Misericórdia andar preocupada com a entrada no capital do Montepio Geral, não disse mas os jornalistas amigos também não lhe perguntaram, foi o dia em que se soube que o partido de "Santana Lopes recorreu a uma foto de jovens bonitos estrangeiros, de um banco internacional de imagens, para captar novos militantes" se calhar por os jamaicanos seixalenses serem escuros e verdadeiros demais para estas alianças liberais feitas a pensar no Portugal clean and fast, como a food.

 

 [Imagem]

 

 

 

 

||| O Triunfo dos Porcos

por josé simões, em 11.10.14

 

 

 

"Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros", Animal Farm, George Orwell, 1945.


"O tratamento por 'tu' acabou, principalmente à frente de terceiros".
"Sempre que se dirijam à minha pessoa, que o façam com o normal dever de correção, ou seja, com o recurso ao tratamento 'Sr. Presidente' ou, na pior das hipóteses, 'Presidente'"