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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Há o PS e depois há o PS

por josé simões, em 26.10.21

 

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Não fará nenhum sentido aplicar o fator de sustentabilidade a uma idade da reforma que resulta desse fator. Isso seria uma inaceitável dupla penalização

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

É isto, não é?

por josé simões, em 06.11.20

 

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Foi preciso chegar uma pandemia para a Segurança Social libertar os hospitais dos casos sociais, transferindo acamados para lares, minas da Covid-19, de forma a desocupar camas que fazem falta nos hospitais para atender aos provenientes dos lares, focos da Covid-19. É isto, não é?
 
[Imagem de autor desconhecido]
 
 
 
 

A chico-espertice dos liberais de pacotilha

por josé simões, em 27.11.19

 

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Do CDS ao Chega passando pelo Iniciativa Liberal e pelas prestimosas colaborações do Livre, já que esta legislatura parece que vai ser a do "vamos brincar aos parlamentos", à chico-espertice da Iniciativa Liberal com o "projecto de lei para que passem a estar plasmados no recibo de vencimento dos trabalhadores por conta de outrem os custos suportados pela entidade patronal no âmbito das contribuições para a Segurança Social", devia a esquerda avançar com outro projecto de lei para que no recibo de ordenado passasse a constar o número de horas diárias que os trabalhadores têm de trabalhar para justificarem o salário que recebem no final do mês, a mui famosa e por vezes esquecida mais-valia. Talvez assim ganhassem consciência do valor do trabalho, da contratação colectiva, da reivindicação, dos direitos e garantias. Já que é para brincar aos parlamentos brinquemos a sério.

 

 

 

 

Descubra as diferenças

por josé simões, em 04.10.19

 

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Mais de 70% dos portugueses têm falta de dentes

 

Quase metade dos portugueses não foi ao dentista em 2017

 

 

Contribuintes perdoam €30 milhões para salvar clínicas Malo

 

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O parasita

por josé simões, em 15.04.19

 

 

 

O sujeito que recebe duas pensões de reforma e que, enquanto Presidente da República, optou pela remuneração mais elevada desconsiderando o cargo que ocupava e a instituição Presidência da República para a qual foi eleito em eleições livres e democráticas, aparece a falar em sustentabilidade do sistema de pensões e em aumento da idade da reforma.

 

Cavaco acredita que a idade da reforma pode estar perto dos 80 anos em 2050

 

 

 

 

O que ele não disse

por josé simões, em 15.04.19

 

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Marques Mendes foi à televisão do militante n.o 1 ganhar 700 € em 10 minutos para explicar às pessoas que ganham 600 € em 30 dias que cada vez há mais velhos e menos novos e como se não bastasse os velhos cada vez morrem mais velhos e as mulheres cada vez têm menos filhos, o que não é compensado com uma política de imigração inteligente, porque os que têm filhos às carradas não interessa que venham para cá e os dos vistos gold vêm lavar dinheiro e não fraldas [esta parte ele não disse, é um aparte que me ocorre de todas as vezes que ouço falar em "imigração inteligente"] e que temos de encontrar uma solução para o futuro da Segurança Social, para a sustentabilidade do sistema de pensões, e que o estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos é um estudo válido, mais que não seja para trazer o tema para a praça pública e goste-se ou não das conclusões tem o mérito de lançar a discussão.

 

O que o estudo não diz nem Marques Mendes já com 700€ no bolso se lembrou de dizer é que a discussão deve ser redireccionada para o dinheiro dos contribuintes que faz falta ao sistema de pensões, e também à saúde e à educação, enterrado nos bancos privados;

se na era da informatização, da automação, da robotização, do online, que tornam o factor humano cada vez mais dispensável, o tempo em vez de lazer e fruição deva ser de trabalho e de "prisão" para que alguém que ganha 52 vezes mais que o seu semelhante e 120 vezes mais que a média dos seus empregdos se dê não ao prazer da redistribuição mas ao de patrocinar estudos que lhe apontam formas de ficar ainda mais rico.

 

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Trabalhar até morrer

por josé simões, em 12.04.19

 

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O que eles nos estão a dizer é que num futuro mais ou menos próximo o "trabalhar até morrer" vai estar de volta para pagar os biliões do erário público enterrados na recapitalização dos bancos privados que nos ficam com a casa quando deixarmos de ter dinheiro para pagar a hipoteca porque a empresa que nos dava trabalho foi à falência em mais uma crise provocada pelos bancos.

 

Trabalhar até aos 69 anos permitiria adiar défice da Segurança Social para lá de 2070

 

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Populismo e peixe assado

por josé simões, em 26.02.18

 

Setúbal, descarregador de peixe, 1952, Américo Ribeiro.jpg

 

 

Afinal parece que o ministro mentiu, ou antes, faltou à verdade, ou antes, desconhecia a realidade, porque um ministro não tem de saber tudo e um ministro só diz o que o gabinete de imprensa lhe diz para dizer e se tiver instinto político inventa logo ali na hora com uma perna às costas, adiante.

 

Afinal parece que  só há uma creche a funcionar ao fim-de-semana, ainda assim só ao sábado e ainda assim privada, adiante.

 

O que o ministro não disse, industriado pelo gabinete de empresa, nem inventou logo ali na hora com uma perna às costas, foi porque é que devem ser os contribuintes, com o dinheiro dos seus impostos, a financiar a abertura de uma creche ao sábado para os filhos dos trabalhadores da Autoeuropa e não uma creche para as cozinheiras, as lavadeiras de pratos, os assadores de peixe e os empregados de mesa e balcão, do contrato de trabalho apalavrado a salário abaixo de mínimo e à gorjeta se a houver, com uma folga semanal, à segunda que é o dia em que não há lota, dos restaurantes onde os trabalhadores da Autoeuropa vão comer peixe assado ao fim-de-semana com a família, adiante.

 

O que o ministro não disse, industriado pelo gabinete de empresa, nem inventou logo ali na hora com uma perna às costas, foi porque é que devem ser os contribuintes, com o dinheiro dos seus impostos, a financiar a abertura de uma creche ao sábado para os filhos dos trabalhadores da Autoeuropa e não uma creche para as empregadas de limpeza, mulheres a dias como se usava dizer, pagas à hora, a qualquer hora do dia, sem subsídio de férias e sem 13.º mês, nas escadas dos condomínios e nas casas do trabalhadores da Autoeuropa, e para as engomadeiras das engomadorias do trabalho pago à peça, quantas mais melhor, na roupa levada em sacos-cesto de plástico com recolha e entrega ao domicilio dos trabalhadores da Autoeuropa.

 

O que o ministro não disse, industriado pelo gabinete de empresa, nem inventou logo ali na hora com uma perna às costas, foi porque é que devem ser os contribuintes, com o dinheiro dos seus impostos, a financiar a abertura de uma creche ao sábado para os filhos dos trabalhadores da Autoeuropa e não a própria multinacional a fazê-lo ou, vá lá, a abrir uma creche dentro da própria fábrica como fazem as fábricas, multinacionais ou não, na Alemanha, contribuindo assim para que as crianças cresçam junto das mães/ pais e criando mais postos de trabalho e riqueza para a região.

 

Ma zisse é converrsa de populisme, vames mazé comerr peixe assade a Setúble [Setúbal accent].

 

[Imagem "Setúbal, descarregador de peixe, 1952" do insigne fotografo setubalense Américo Ribeiro]

 

 

 

 

O assalto final

por josé simões, em 05.02.18

 

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É o que falta na operação de desmantelamento e saque dos sistemas de segurança e protecção social na Europa do Estado social: entregar à especulação dos seguros e dos fundos privados as reformas e as pensões de milhões de europeus.

 

A forma como os Governos adaptam os seus sistemas de cuidados com a saúde ao envelhecimento da população vai tornar-se cada vez mais importante para a nossa avaliação orçamental e, em última análise, para a análise das dívidas públicas

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Os mui famosos portugueses de primeira

por josé simões, em 23.01.18

 

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Os portugueses que ao sábado deixam os filhos com os avós, com os irmãos, ou ao Deus-dará por não terem possibilidades económicas para pagarem uma creche ou uma ama;

Os portugueses que trabalham os sábados ao preço do dia útil pagam, por via do dinheiro dos seus impostos, a creche dos portugueses que ganham o sábado a triplicar;

Os portugueses mais bem pagos de Portugal têm os outros portugueses a pagar-lhes, por via do dinheiro dos seus impostos, a creche dos seus filhos filhos;

Os portugueses que contribuem com o esforço do seu trabalho para 1% do PIB têm a creche dos seus filhos paga com o dinheiro dos impostos dos outros, dos que contribuem para 99%.

 

Os mui famosos portugueses de primeira e portugueses de segunda.

 

Segurança Social paga creche ao sábado dos filhos de trabalhadores da Autoeuropa

 

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Não há dinheiro para nada

por josé simões, em 09.03.17

 

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Há "a saúde do sistema financeiro" e há a "o factor de sustentabilidade" da Segurança Social.

 

 

 

 

 

O senhor doutor Bastonário da Ordem e o senhor doutor Presidente do Sindicato

por josé simões, em 16.01.17

 

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Milhares de trabalhadores com baixa médica, a receberem subsídio por doença, foram convocados para acções de verificação que resultaram em que "56 mil trabalhadores estavam aptos para o trabalho", um em cada cinco. E o senhor doutor Bastonário da Ordem e o senhor doutor Presidente do Sindicato dos Médicos, com lugar cativo nas televisões por tudo e por nada e de cada vez que a vaca tosse, subitamente também meteram baixa médica, a mesma baixa médica passada pelos médicos a que presidem a quem estava apto para o trabalho mas que ficava em casa a expensas do contribuinte consciencioso e cumpridor.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Ora vamos lá a saber…

por josé simões, em 22.12.16

 

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Descapitalização da Segurança Social à parte, transferências [ainda mais] do trabalho para o capital à parte, até quando é que vamos continuar a fingir que um acordo assinado entre os patrões e um sindicato representativo de meia dúzia de bancários e empregados no sector dos serviços serviços é "Concertação Social" e equivale a ter paz nas empresas e no trabalho e nas ruas?


[Na imagem Torres Couto – Cálice de Porto – Cavaco Silva, um clássico da Concertação Social]

 

 

 

 

O regresso do mentiroso compulsivo

por josé simões, em 03.06.16

 

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O Passos Coelho que entre 1999 e 2004 não efectuou qualquer contribuição para a Segurança Social sobre os rendimentos do seu trabalho porque julgava que o pagamento de contribuições à Segurança Social não era obrigatório, "estava convencido de que, na época, era opção", é o mesmo Passos Coelho que em 2016 aparece preocupado, quando não apreensivo, com a sustentabilidade da Segurança Social, empenhado na sua reforma, "a desafiar os restantes partidos, em particular o PS, para uma Reforma da Segurança Social, assumindo a aposta de uma comissão eventual no Parlamento que discuta a questão nos próximos seis meses [...], com linhas vermelhas: não há cortes nas pensões, não se muda o sistema de solidariedade geracional e deixa cair o plafonamento das pensões".


Lá mais para frente saberemos "qual é a parte que cabe aos privados".


[Imagem]

 

 

 

 

Da transparência

por josé simões, em 25.05.16

 

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O Ministério do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social do Governo da 'Geringonça' não autoriza que o contribuinte tenha acesso às contas das organizações da indústria da engorda às custas da miséria e da desgraça alheia, vulgo Instituições Particulares de Solidariedade Social, subsidiadas pelo dinheiro do contribuinte, numa acção concertada entre o Governo da direita radical e a Igreja Católica – que é quem na realidade tutela e administra as ditas IPSS da caridadezinha, como uma das etapas do desmantelamento do Estado social. Há aqui qualquer coisa que nos escapa...


[Na imagem "La Sposa", Ralph Brown ]