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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O parasita

por josé simões, em 15.04.19

 

 

 

O sujeito que recebe duas pensões de reforma e que, enquanto Presidente da República, optou pela remuneração mais elevada desconsiderando o cargo que ocupava e a instituição Presidência da República para a qual foi eleito em eleições livres e democráticas, aparece a falar em sustentabilidade do sistema de pensões e em aumento da idade da reforma.

 

Cavaco acredita que a idade da reforma pode estar perto dos 80 anos em 2050

 

 

 

 

O que ele não disse

por josé simões, em 15.04.19

 

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Marques Mendes foi à televisão do militante n.o 1 ganhar 700 € em 10 minutos para explicar às pessoas que ganham 600 € em 30 dias que cada vez há mais velhos e menos novos e como se não bastasse os velhos cada vez morrem mais velhos e as mulheres cada vez têm menos filhos, o que não é compensado com uma política de imigração inteligente, porque os que têm filhos às carradas não interessa que venham para cá e os dos vistos gold vêm lavar dinheiro e não fraldas [esta parte ele não disse, é um aparte que me ocorre de todas as vezes que ouço falar em "imigração inteligente"] e que temos de encontrar uma solução para o futuro da Segurança Social, para a sustentabilidade do sistema de pensões, e que o estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos é um estudo válido, mais que não seja para trazer o tema para a praça pública e goste-se ou não das conclusões tem o mérito de lançar a discussão.

 

O que o estudo não diz nem Marques Mendes já com 700€ no bolso se lembrou de dizer é que a discussão deve ser redireccionada para o dinheiro dos contribuintes que faz falta ao sistema de pensões, e também à saúde e à educação, enterrado nos bancos privados;

se na era da informatização, da automação, da robotização, do online, que tornam o factor humano cada vez mais dispensável, o tempo em vez de lazer e fruição deva ser de trabalho e de "prisão" para que alguém que ganha 52 vezes mais que o seu semelhante e 120 vezes mais que a média dos seus empregdos se dê não ao prazer da redistribuição mas ao de patrocinar estudos que lhe apontam formas de ficar ainda mais rico.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Trabalhar até morrer

por josé simões, em 12.04.19

 

Paweł Jaszczuk.jpg

 

 

O que eles nos estão a dizer é que num futuro mais ou menos próximo o "trabalhar até morrer" vai estar de volta para pagar os biliões do erário público enterrados na recapitalização dos bancos privados que nos ficam com a casa quando deixarmos de ter dinheiro para pagar a hipoteca porque a empresa que nos dava trabalho foi à falência em mais uma crise provocada pelos bancos.

 

Trabalhar até aos 69 anos permitiria adiar défice da Segurança Social para lá de 2070

 

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Populismo e peixe assado

por josé simões, em 26.02.18

 

Setúbal, descarregador de peixe, 1952, Américo Ribeiro.jpg

 

 

Afinal parece que o ministro mentiu, ou antes, faltou à verdade, ou antes, desconhecia a realidade, porque um ministro não tem de saber tudo e um ministro só diz o que o gabinete de imprensa lhe diz para dizer e se tiver instinto político inventa logo ali na hora com uma perna às costas, adiante.

 

Afinal parece que  só há uma creche a funcionar ao fim-de-semana, ainda assim só ao sábado e ainda assim privada, adiante.

 

O que o ministro não disse, industriado pelo gabinete de empresa, nem inventou logo ali na hora com uma perna às costas, foi porque é que devem ser os contribuintes, com o dinheiro dos seus impostos, a financiar a abertura de uma creche ao sábado para os filhos dos trabalhadores da Autoeuropa e não uma creche para as cozinheiras, as lavadeiras de pratos, os assadores de peixe e os empregados de mesa e balcão, do contrato de trabalho apalavrado a salário abaixo de mínimo e à gorjeta se a houver, com uma folga semanal, à segunda que é o dia em que não há lota, dos restaurantes onde os trabalhadores da Autoeuropa vão comer peixe assado ao fim-de-semana com a família, adiante.

 

O que o ministro não disse, industriado pelo gabinete de empresa, nem inventou logo ali na hora com uma perna às costas, foi porque é que devem ser os contribuintes, com o dinheiro dos seus impostos, a financiar a abertura de uma creche ao sábado para os filhos dos trabalhadores da Autoeuropa e não uma creche para as empregadas de limpeza, mulheres a dias como se usava dizer, pagas à hora, a qualquer hora do dia, sem subsídio de férias e sem 13.º mês, nas escadas dos condomínios e nas casas do trabalhadores da Autoeuropa, e para as engomadeiras das engomadorias do trabalho pago à peça, quantas mais melhor, na roupa levada em sacos-cesto de plástico com recolha e entrega ao domicilio dos trabalhadores da Autoeuropa.

 

O que o ministro não disse, industriado pelo gabinete de empresa, nem inventou logo ali na hora com uma perna às costas, foi porque é que devem ser os contribuintes, com o dinheiro dos seus impostos, a financiar a abertura de uma creche ao sábado para os filhos dos trabalhadores da Autoeuropa e não a própria multinacional a fazê-lo ou, vá lá, a abrir uma creche dentro da própria fábrica como fazem as fábricas, multinacionais ou não, na Alemanha, contribuindo assim para que as crianças cresçam junto das mães/ pais e criando mais postos de trabalho e riqueza para a região.

 

Ma zisse é converrsa de populisme, vames mazé comerr peixe assade a Setúble [Setúbal accent].

 

[Imagem "Setúbal, descarregador de peixe, 1952" do insigne fotografo setubalense Américo Ribeiro]

 

 

 

 

O assalto final

por josé simões, em 05.02.18

 

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É o que falta na operação de desmantelamento e saque dos sistemas de segurança e protecção social na Europa do Estado social: entregar à especulação dos seguros e dos fundos privados as reformas e as pensões de milhões de europeus.

 

A forma como os Governos adaptam os seus sistemas de cuidados com a saúde ao envelhecimento da população vai tornar-se cada vez mais importante para a nossa avaliação orçamental e, em última análise, para a análise das dívidas públicas

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Os mui famosos portugueses de primeira

por josé simões, em 23.01.18

 

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Os portugueses que ao sábado deixam os filhos com os avós, com os irmãos, ou ao Deus-dará por não terem possibilidades económicas para pagarem uma creche ou uma ama;

Os portugueses que trabalham os sábados ao preço do dia útil pagam, por via do dinheiro dos seus impostos, a creche dos portugueses que ganham o sábado a triplicar;

Os portugueses mais bem pagos de Portugal têm os outros portugueses a pagar-lhes, por via do dinheiro dos seus impostos, a creche dos seus filhos filhos;

Os portugueses que contribuem com o esforço do seu trabalho para 1% do PIB têm a creche dos seus filhos paga com o dinheiro dos impostos dos outros, dos que contribuem para 99%.

 

Os mui famosos portugueses de primeira e portugueses de segunda.

 

Segurança Social paga creche ao sábado dos filhos de trabalhadores da Autoeuropa

 

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O senhor doutor Bastonário da Ordem e o senhor doutor Presidente do Sindicato

por josé simões, em 16.01.17

 

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Milhares de trabalhadores com baixa médica, a receberem subsídio por doença, foram convocados para acções de verificação que resultaram em que "56 mil trabalhadores estavam aptos para o trabalho", um em cada cinco. E o senhor doutor Bastonário da Ordem e o senhor doutor Presidente do Sindicato dos Médicos, com lugar cativo nas televisões por tudo e por nada e de cada vez que a vaca tosse, subitamente também meteram baixa médica, a mesma baixa médica passada pelos médicos a que presidem a quem estava apto para o trabalho mas que ficava em casa a expensas do contribuinte consciencioso e cumpridor.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Ora vamos lá a saber…

por josé simões, em 22.12.16

 

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Descapitalização da Segurança Social à parte, transferências [ainda mais] do trabalho para o capital à parte, até quando é que vamos continuar a fingir que um acordo assinado entre os patrões e um sindicato representativo de meia dúzia de bancários e empregados no sector dos serviços serviços é "Concertação Social" e equivale a ter paz nas empresas e no trabalho e nas ruas?


[Na imagem Torres Couto – Cálice de Porto – Cavaco Silva, um clássico da Concertação Social]

 

 

 

 

O regresso do mentiroso compulsivo

por josé simões, em 03.06.16

 

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O Passos Coelho que entre 1999 e 2004 não efectuou qualquer contribuição para a Segurança Social sobre os rendimentos do seu trabalho porque julgava que o pagamento de contribuições à Segurança Social não era obrigatório, "estava convencido de que, na época, era opção", é o mesmo Passos Coelho que em 2016 aparece preocupado, quando não apreensivo, com a sustentabilidade da Segurança Social, empenhado na sua reforma, "a desafiar os restantes partidos, em particular o PS, para uma Reforma da Segurança Social, assumindo a aposta de uma comissão eventual no Parlamento que discuta a questão nos próximos seis meses [...], com linhas vermelhas: não há cortes nas pensões, não se muda o sistema de solidariedade geracional e deixa cair o plafonamento das pensões".


Lá mais para frente saberemos "qual é a parte que cabe aos privados".


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Da transparência

por josé simões, em 25.05.16

 

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O Ministério do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social do Governo da 'Geringonça' não autoriza que o contribuinte tenha acesso às contas das organizações da indústria da engorda às custas da miséria e da desgraça alheia, vulgo Instituições Particulares de Solidariedade Social, subsidiadas pelo dinheiro do contribuinte, numa acção concertada entre o Governo da direita radical e a Igreja Católica – que é quem na realidade tutela e administra as ditas IPSS da caridadezinha, como uma das etapas do desmantelamento do Estado social. Há aqui qualquer coisa que nos escapa...


[Na imagem "La Sposa", Ralph Brown ]

 

 

 

 

'Pensionistas estão a receber mais do que descontaram'

por josé simões, em 22.05.16

 

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Os últimos dados divulgados pela Segurança Social mostram que 80% dos idosos recebiam menos de 364 euros por mês de reforma em 2014. Já a média das pensões de velhice pagas por este organismo no ano passado não chegavam aos 460 euros, segundo a base de dados Pordata.


Eles, e nós, quatro anos a ouvir o testa de ferro da direita radical, que os pensionistas "descontaram para ter reformas, não para ter aquelas reformas". Ele, que se 'esqueceu' de descontar, não sabia que era preciso, de pin ao peito, que "pensionistas estão a receber mais do que descontaram".


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||| A primeira página

por josé simões, em 11.04.16

 

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Não, a primeira página dos campeões nacionais da transparência e da luta contra a fraude e a evasão fiscal não é que o "Grupo Cofina foi penhorado pelo Estado por dívidas ao Fisco e à Segurança Social no valor de cerca de 12,5 milhões de euros" e que o contribuinte arrisca ser proprietário do Correio da Manha [sem til]. Não, não é.

 

 

 

 

||| Não chega

por josé simões, em 04.01.16

 

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Fica a faltar a maioria de esquerda no Parlamento proibir o Fisco como máquina de cobrança coerçiva de dívidas de empresas privadas.


"Fisco e Segurança Social proibidos de penhorar casas"


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||| Gente séria é outra coisa

por josé simões, em 29.09.15

 

 

 

 

 

 

||| Contos para crianças

por josé simões, em 28.09.15

 

 

 

[Daqui]