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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Tiro e queda

por josé simões, em 09.10.15

 

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Paulo Portas que na campanha eleitoral veio insinuar que os empresários só estavam à espera de saber se ele e o brother-in-arms Passos Coelho seriam reeleitos para decidir dos investimentos na economia, na economia que cria emprego, do emprego que cria riqueza, da riqueza que traz bem-estar às pessoas e crescimento económico ao país, blah-blah-blah, assim mesmo, tudo chavões em modo Twitter que entram nas orelhas dos mais distraídos e fazem as delícias da comunicação social câmara de eco, só precisou de esperar 4 – quatro - 4 dias para ter a resposta dos empresários, que investem na economia, que cria emprego e coise. Foi tiro e queda.


«O ministro da Economia, Pires de Lima, admitiu hoje ficar preocupado com o encerramento da fábrica de Santarém da Unicer, que poderá envolver o despedimento de 150 pessoas [...]»


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Os novos pins nas lapelas

por josé simões, em 06.12.14

 

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Ou a arte de dizer uma coisa, fazer o seu contrário e ainda ser aplaudido de pé no final:


«Passos Coelho afirmou que hoje é bem visível que a economia "estava aprisionada por grupos económicos que eram incentivados pelo Estado a aplicar os seus recursos em obras públicas que não eram sustentáveis", lamentando que muitos recursos, nacionais e europeus, tenham sido colocados ao serviço "dessa economia protegida" e não das pequenas empresas que tinham emprego e riqueza para criar.


"Mas isso está a acabar. Os donos do país estão a desaparecer. Os donos do país são os portugueses", declarou.»

 

 

 

 

||| O bombo da festa

por josé simões, em 09.06.14

 

 

 

«Então, não trouxeste o bonézinho?!»

 

 

 

 

 

 

||| Viviam acima das suas possibilidades

por josé simões, em 23.03.14

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 13.06.13

 

 

 

O líder do partido com o maior número de deputados no Parlamento, n.º 1 de um governo em coligação com o segundo maior partido da oposição, liderado pelo n.º 3 do Governo, que convoca conferências de imprensa e comunicações ao país para se demarcar das medidas tomadas por um executivo onde os ministros, com n.ºs de ordem para lá do infinito, riem a bandeiras despregadas, de braço dado com a oposição, das alucinações públicas, e privadas, do n.º 2 do Governo, critica a troika por mostrar em público divergências grandes em relação às estratégias a adoptar para os países intervencionados, porque isso provoca instabilidade nas pessoas e nos mercados.

 

[Na imagem Ben Turpin e Charlie Chaplin, 1915]

 

 

 

 

 

 

|| Foi um trauma da infância que lhe ficou

por josé simões, em 09.06.12

 

 

 

Com idade suficiente para ter apanhado a escola primária marcelista, que diferiu da salazarista por ter acrescentado a 4.ª classe à 3.ª, e sem espírito crítico suficiente para interpretar o que lhe foi lhe foi ensinado, limitou-se a absorver e a acreditar piamente. [Limitou-se, upgrade: limita-se, vide a fé cega na escola económica austríaca]. Por exemplo, a crença profunda no mito da ruralidade, de que já tinha deixado pistas durante a campanha eleitoral. Volta agora à carga, demonstrando uma profunda e gritante ignorância sobre o que é a agricultura, sobre o que é ser agricultor. Em Portugal e em Portugal no seio da União Europeia. Uma sachola e um ancinho, as couves e as batatas, a mulher em casa mais os filhos e os passarinhos nas árvores a cantar.

 

 

 

 

 

 

|| O Fugitivo

por josé simões, em 02.06.12

 

 

 

Ou a escola António Arroio em Santarém.

["É um sinal da vitalidade da nossa sociedade civil", disse]

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Da série “Grandes Primeiras Páginas”

por josé simões, em 01.09.11

 

 

[Fanado ao Rui Lourenço no Google+]

 

 

 

 

 

 

|| Vale zero; vale nada

por josé simões, em 18.05.09

 

“Antes tarde do que nunca”, lá diz o povo. Neste caso concreto não se aplica; é tarde demais. Pesa-lhe na consciência a atribuição por “serviços excepcionais e relevantes prestados ao País”, previstos no Decreto-Lei 404/82, uma pensão vitalícia a Abílio Pires e Óscar Cardoso, inspectores-adjuntos da PIDE, ao mesmo tempo que recusava uma pensão à viúva de Salgueiro Maia?

 

Um é porque foi bombista, outro é porque era comunista, o outro é porque era não sei o quê. O homem “fez” a Revolução e no dia 26 de Abril meteu a espingarda à bandoleira e rumou a casa de onde nunca mais saiu. Não havia por onde lhe pegar, logo só pode ter sido porque fez a Revolução. A haver Memória, no próximo dia 10 de Junho havia uma pessoa, e só uma, de coroa de flores na mão frente ao monumento a Salgueiro Maia: o actual Presidente da República. Mas como o povéu gosta é de festa...

 

(Imagem Getty Images via Independent)