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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| "O começo da alvorada democrática"

por josé simões, em 25.04.16

 

 

 

"O Presidente da República vai condecorar Fernando Salgueiro Maia com a Ordem do Infante D. Henrique"

 

 

 

 

||| E, como Salgueiro Maia, voltou para a sua vida

por josé simões, em 26.03.14

 

 

 

Regressou 40 anos depois para dizer que "Não fiz nada de especial, cumpri a missão que tinha como português. Quando jurei bandeira jurei servir a Pátria, não destruir. Não quero ser herói. Cumpri a missão que tinha como português". E vai regressar à sua vida outra vez, de onde nunca mais vai sair até que algum jornalista um dia se lembre.

 

Por "serviços excepcionais e relevantes prestados ao País" Cavaco Silva, primeiro-ministro, atribuiu em 1992 uma pensão vitalícia a Abílio Pires e Óscar Cardoso, inspectores-adjuntos da PIDE. Também cumpriram a missão que tinham como portugueses. Os três. Cavaco Silva, Abílio Pires, Óscar Cardoso. Um ainda anda por aí. Convencido da sua predestinação e da Pátria.

 

 

 

 

 

 

||| A lista de espera

por josé simões, em 21.01.14

 

 

 

Em lista de espera, e por ordem de prioridade, primeiro estão os PIDES de Cavaco Silva, António Augusto Bernardo e Óscar Cardoso.

 

«Manuel Alegre apela à trasladação de Salgueiro Maia para o Panteão Nacional»

 

 

 

 

|| O Capitão

por josé simões, em 25.04.13

 

 

 

"Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!"

 

Madrugada de 25 de Abril de 1974, parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém.

 

[Imagem de Carlos Gil]

 

 

 

 

 

 

|| 2 de Março de 2013 – O espírito

por josé simões, em 02.03.13

 

 

 

 

 

 

 

 

|| O espírito da coisa

por josé simões, em 25.04.12

 

 

 

1974 – 2012

Sempre

 

[Na imagem Salgueiro Maia @ Largo do Carmo, Lisboa, 25 Abril 1974, fotografado por Rui Ochôa]

 

 

 

 

 

 

|| Vale zero; vale nada

por josé simões, em 18.05.09

 

“Antes tarde do que nunca”, lá diz o povo. Neste caso concreto não se aplica; é tarde demais. Pesa-lhe na consciência a atribuição por “serviços excepcionais e relevantes prestados ao País”, previstos no Decreto-Lei 404/82, uma pensão vitalícia a Abílio Pires e Óscar Cardoso, inspectores-adjuntos da PIDE, ao mesmo tempo que recusava uma pensão à viúva de Salgueiro Maia?

 

Um é porque foi bombista, outro é porque era comunista, o outro é porque era não sei o quê. O homem “fez” a Revolução e no dia 26 de Abril meteu a espingarda à bandoleira e rumou a casa de onde nunca mais saiu. Não havia por onde lhe pegar, logo só pode ter sido porque fez a Revolução. A haver Memória, no próximo dia 10 de Junho havia uma pessoa, e só uma, de coroa de flores na mão frente ao monumento a Salgueiro Maia: o actual Presidente da República. Mas como o povéu gosta é de festa...

 

(Imagem Getty Images via Independent)