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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Pagar salários decentes é coisa que não lhes ocorre

por josé simões, em 04.02.18

 

Modern Times by Oakoak – Chicago, Octobre 2015.jpg

 

 

Exactamente o mesmo princípio que levou a direita radical no Governo da Troika a cortar o subsídio de desemprego para obrigar os "malandros", os "calaceiros", os "chulos da sociedade" a procurarem o trabalho que não havia nas empresas que todos os dias fechavam as portas.

 

A gente lê e não acredita na desonestidade intelectual de quem vê desde sempre os portugueses a cruzarem fronteiras em busca de melhores salários no estrangeiro.

 

Empresas portuguesas adiam investimentos por falta de mão de obra

 

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"Espírito de equipa"

por josé simões, em 29.10.17

 

Ben Hur 1959 (1).jpg

 

 

Espírito de equipa vale muito mais que salário base

 

[Clicar na imagem]

 

 

 

 

Pinóquio a ser ele próprio

por josé simões, em 07.05.17

 

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Baixar os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer. Pedro Passos Coelho em 9 de Abril de 2015.

 

«o país está "melhor" por ter "mais gente com emprego, mesmo que possa ser com o salário mínimo nacional", mas recusou a promoção de políticas "que convidem as empresas a contratar pelo mais baixo preço"». Pedro Passos Coelho em 5 de Maio de 2017.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Ainda Passos Coelho

por josé simões, em 07.02.17

 

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Reduzir os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer, Pedro Passos Coelho em 9 de Abril de 2015.

 

Segundo um relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a economia portuguesa, 30% dos trabalhadores em Portugal ganham até 600 euros.

 

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||| Descubra as diferenças

por josé simões, em 12.04.16

 

 

 

"Em 2015, a carga fiscal a que estão sujeitos os salários em Portugal foi a que mais se agravou entre os 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)."

 

"O líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, defende que o Estado deve traçar limites à cobrança de impostos às famílias e às empresas, uma espécie de pacto fiscal que permita conferir alguma estabilidade à vida dos contribuintes."


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||| Do descaramento

por josé simões, em 06.04.16

 

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O timing é perfeito para a novilíngua vir com "a fadiga das reformas" que é o eufemismo escolhido para suavizar o enjoo, o desagrado e a revolta que as pessoas começam a mostrar com o esbulho fiscal, o saque à classe média, o "elevador social" a funcionar sempre em sentido descendente com a diminuição de salários e pensões, com a fragilização e a precarização das relações laborais, por via do incentivo à rigidez patronal, em nome dos amanhãs que cantam e na melhoria das condições de vida de 1% da população mundial em offshores.


Greetings from Panama City.

 

 

 

 

||| O resto é conversa

por josé simões, em 01.04.16

 

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"[...] de acordo com os cálculos do FMI, o défice público português em 2016 irá ser, não de 2,2% como previsto pelo Governo, mas de 2,9%, no limite da regra dos 3% imposta pela União Europeia para um país sair do procedimento por défice excessivo"


Não só a estapafúrdia regra dos 3% é cumprida como até fica abaixo da linha de água e o resto é conversa. A conversa dos dois éfe éme is que ciclicamente aparecem para nos atormentar, o éfe éme i bom, com o relatório a apontar o erro de reduzir salários e pensões, o éfe éme mi mau, a avisar que não só é preciso conter salários e pensões como é urgente cortar ainda mais. Siga.


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||| Ainda que mal pergunte

por josé simões, em 09.02.16

 

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Se em 2013 o horário de trabalho dos trabalhadores do Estado passou de sete para oito horas por dia e de 35 para 40 horas por semana sem que os abrangidos pela medida tivessem visto o seu salário aumentado na respectiva proporção, logo não havendo aumneto da despesa para o Estado, porque é que em 2016 o regresso a sete horas diárias/ 35 semanais vai implicar custos para o erário público?


[Imagem "An English Summers Day Southend on Sea, Essex, Saturday 17 August 1974", Homer Sykes]

 

 

 

 

||| Dos 195, a ganhar o salário mínimo nacional, e das suas famílias já ninguém se lembra

por josé simões, em 03.11.15

 

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A Corticeira Amorim anunciou «vendas recorde de 463 milhões de euros até Setembro, mais 7,7% do que no período homólogo, e um crescimento de 43% do lucro, para 41,6 milhões de euros», nove anos depois dos despedimentos por antecipação ao que a crise global iria «certamente evidenciar».


Dos 195, a ganhar o salário mínimo nacional, e das suas famílias já ninguém se lembra, o que vende jornal, assanha a inveja e faz Prós e Contras na televisão é o senhor Américo em primeiros no top of the pops dos mais ricos de Portugal.


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||| "Não, o Governo não tem um modelo de salários baixos e de desemprego para o País", Pedro Passos Coelho em 22 de Março de 2013

por josé simões, em 17.08.15

 

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Da qualidade da mentira já todos estamos fartos, de barriga cheia.


«A economia portuguesa está mais competitiva desde a chegada da troika, mas em grande parte à custa da desvalorização salarial. Hoje, um em cada cinco trabalhadores (19,6%) ganha o salário mínimo nacional de 505 euros por mês.»


E depois há a filha da putice que, cada vez mais, parece dominar todos os aspectos da vida e todos os sectores de actividade em Portugal.


"Houve empresas que para não despedirem trabalhadores baixaram os salários", confirma António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), [...]  do lado dos patrões "sempre temos defendido que mais vale ter um posto de trabalho remunerado com o salário mínimo do que o desemprego".


Quando o que ele quer dizer é que do lado dos patrões "sempre temos defendido que mais vale ter um posto de trabalho mal remunerado do que diminuir a mais-valia ao patrão e/ ou ao accionista.


«Para os sindicatos, no entanto, a realidade é mais negra: "Assistimos a uma substituição de trabalhadores bem pagos por pessoas mais jovens e mal pagas." E sem aumento de produtividade, admite Sérgio Monte, da UGT.»


Como se fossemos todos muito burros e nunca tivessemos assistido pela televisão ao homenzinho responsável João Proença, de gravata e prenhe de sentido de Estado, ao lado do patrão a celebrar mais um acordo para a competitividade e o crescimento da economia e a salvaguarda do emprego.


[Imagem The Wretches [Os Miseráveis] by Peter Ferguson]

 

 

 

 

||| Depois não digam que não foram avisados

por josé simões, em 10.07.15

 

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"Mais de dois terços da despesa pública concentram-se justamente nas prestações sociais e nos salários. Temos limitações óbvias do ponto de vista constitucional para lidar com o problema dos salários."


Pedro Passos Coelho, líder do PSD, o maior partido com assento parlamentar, o maior partido da coligação que suporta o Governo, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, candidato, em coligação com o CDS-PP, a novo mandato de 4 anos, tem um "problema" com os salários. Sublinhe-se, caso não tenham percebido nestes 4 anos que passaram, os salários dos portugueses são um "problema" para Pedro Passos Coelho. Depois não digam que não foram avisados.


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||| Por quem se governa e para quem se governa

por josé simões, em 13.04.15

 

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Das prioridades do Governo Pedro passos Coelho/ Paulo Portas ou da maioria PSD/ CDS-PP, como queiram:


- Baixar impostos às empresas: «Passos Coelho quer descer a Taxa Social Única (TSU) para as empresas de forma faseada».


- Baixar salários aos trabalhadores colaboradores: «hoje que o custo do trabalho para as empresas ainda é muito elevado». [...] «Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar neste domínio fiscal durante estes quatro anos. Mas será um objetivo seguramente importante para cumprir nos próximos anos».


Depois não digam que não foram avisados porque assim é que desde o dia 21 de Junho de 2011 e nem sequer podem agora alegar que foi uma verdade a coberto do Dia das Mentiras.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| "O Governo não tem um modelo de salários baixos e de desemprego para o país" [*]

por josé simões, em 09.04.15

 

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«hoje que o custo do trabalho para as empresas ainda é muito elevado». [...] «Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar neste domínio fiscal durante estes quatro anos. Mas será um objetivo seguramente importante para cumprir nos próximos anos».


[Gráfico]


[*] Pedro Passos Coelho em 22 de Março de 2013

 

 

 

 

||| Os mestres da malabarice

por josé simões, em 12.12.14

 

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Com o argumento de que "não há pior precariedade do que estar desempregado" [ouvi agora o sósia do Danny Kaye que, sem piada e sem dançar, chefia a bancada do PSD na Assembleia da República, dizê-lo no debate parlamentar], "o Governo que não tem um modelo de salários baixos e de desemprego para o país" fomenta a precariedade, o trabalho temporário e os baixos salários, enquanto aumenta as mais-valias aos patrões e accionistas com a descapitalização da Segurança Social que paga o salário aos empregados temporários nas empresas e ainda apoia a implantação da caridadezinha no terreno, via IPSS’s, maioritariamente apêndices da igreja católica, já subsidiadas com o dinheiro dos contribuintes e que ainda recebem os "voluntários", ex-desempregados, agora "colaboradores" pagos com... o dinheiro dos contribuintes.


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||| Portanto, não vai ser a agit-prop do Governo a desmentir a agit-prop do Governo, ou vai?

por josé simões, em 19.08.14

 

 

 

 

Diz que a «agência de notação financeira Fitch entende que a recente decisão do Tribunal Constitucional (TC) não compromete as metas orçamentais para este ano (o objectivo é chegar ao final de 2014 com um défice de 4% do PIB), mas "limita" a flexibilidade orçamental no futuro».

 

E também diz que «contudo, alerta que a decisão de declarar inconstitucionais os cortes salariais em 2016 e em 2018 "limita a flexibilidade orçamental no futuro, embora a redução da dívida dependa, em parte, da capacidade de Portugal manter o seu regresso ao crescimento económico"».

 

E ainda diz mais, diz que «a decisão do TC, […], "reforça a nova visão de que Portugal vai atingir a sua meta orçamental de um défice de 4% do PIB, abaixo dos 4,5% no ano passado"».

 

Portanto não vai ser a agit-prop do Governo a desmentir a agit-prop do Governo [que isto tudo está tudo muito bem, o país está melhor, as pessoas, coitadas, é que têm de aguentar mais um bocado até começarem a ver o dinheiro a sobrar na carteira, a economia abriu-se, as reformas estruturais, blah-blah-blah, o desemprego está a diminuir e a economia a crescer], ou vai?