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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Pravda do Ilusão Liberal

por josé simões, em 22.11.21

 

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O problema eram os salários, ser competitivo pelo ordenado a pagar, "baixar os custos do trabalho blah-blah-blah", andaram anos a servir de câmara de Economia a isto, chegarmos ao nível do farol norte da Europa, o norte da Europa que paga os salários mais altos, tem os custos mais altos para o empregador e a mais alta carga fiscal. E a propaganda a torcer gráficos dura, dura, dura...

 

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E agora algo verdadeiramente surpreendente

por josé simões, em 19.11.21

 

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As pessoas não querem trabalhar 10, 12, ou mais horas por dia, a horários impróprios com impróprias horas de refeição, com dias de folga que não lembram ao diabo e com férias quando ninguém as quer ter, a aturarem desde a maior besta do mundo ao cavalheiro mais simpático e educado, com contratos de trabalho a termo incerto e na maioria apalavrados, pelo preço de um salário mínimo nacional e gorjetas a dividir por todos. A solução passa por pagar-lhes, no mínimo, salários de hospedeira, já que servem "cafés, laranjadas e chás"? Nope, "a solução para esta falta de mão-de-obra passa por um programa de imigração organizado", Odemiras a perder de vista, se calhar apoiadas pelo Governo e subsidiadas com o dinheiro dos impostos dos que ganham de salário de hospedeira para cima.

 

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'Pay Them More'

por josé simões, em 02.11.21

 

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O salário nunca ser tido nem achado na equação já não causa surpresa a ninguém. Numa zona do país há décadas sangrada para a emigração a solução passa trazer imigrantes, com a benção da câmara municipal, uma Odemira a norte. Não ouviram o Joe Biden, não sabem falar 'amaricano'.

 

"Todas as empresas do setor, sem exceção, estão a necessitar de pessoal para satisfazer encomendas, mas não encontram. Está a ser dramático."

Mobiliário desespera à procura de 5 mil trabalhadores

 

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"Baixar os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer"

por josé simões, em 02.08.21

 

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"Censos 2021 – Portugal a perder população, pela primeira vez desde a década de 60/70 do século passado. Não é uma grande surpresa. Mas é uma enorme preocupação. Provavelmente o problema mais sério que o país tem pela frente."

 

É preciso uma política inteligente de atracção de imigração qualificada;

 

Imigrantes qualificados para trabalharem nas estufas de Odemira ou na construção da futura barragem do Pisão. Na homilia semanal, com conversa de Chega, herdada do CDS, muito preocupado com a míngua de pessoas de que padece o território, sem explicar por que cargas de água um país que exporta os mais qualificados da Europa para o mundo precisa de "imigração qualificada", já que o obrigava a chegar aos salários dignos, ao mérito, ao reconhecimento, e a contrariar a narrativa do "baixar os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer" que é o ADN do PSD.

 

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Passos Dias Aguiar

por josé simões, em 10.05.19

 

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Quando a ANTRAM diz não poder pagar os 1200€ mensais que efectivamente já paga aos motoristas de matérias perigosas o que nos está a dizer é que se o salário base aumentar de 600 e picos para 1200€, como pretende o sindicato, as empresas vão ter de dobrar o número de trabalhadores colaboradores para fazerem o mesmo serviço que é actualmente assegurado na base das horas extra na amplitude máxima permitida por lei com intervalos para primeira e segunda refeição e pausas a cada xis horas de condução [por exemplo início às 05:00 e fim às 17:00 mais duas horas = 19:00, ou 06:00 até às 18:00 + duas horas = 20:00, e assim sucessivamente], com refeições penalizadas, horas a 50 e 75%, extra diurno e extra nocturno, subsídios diversos, tudo a contar para o monte dos tais 1200€. E era muito mais transparente e de bom-tom para todas as partes envolvidas que as coisas fossem colocadas assim, directamente e sem subterfúgios, na opinião pública.

 

É legal? É. E está consagrado em papel de lei, código do trabalho e contratos colectivos diversos, tudo assinado pelos sindicatos e pelas confederações patronais em sede própria.

 

É moral e eticamente aceitável? Desde que o homem libertou o polegar que a ética e a moral não têm nada a ver com trabalho nem com pagamentos em troca de prestação de serviços.

 

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Curiosamente ninguém se lembrou de ir entrevistar o senhor merceeiro

por josé simões, em 22.04.19

 

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Empresas estrangeiras em Portugal pagam salários 40,6% acima da média e têm produtividade muito superior

 

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Índice nacional da filha da putice

por josé simões, em 08.03.19

 

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Nunca trabalhou na vida, tudo o que tem foi herdado dos pais. Pedro Ferraz da Costa em entrevista ao jornal i.

 

 

 

 

Jerónimo no seu labirinto

por josé simões, em 28.08.18

 

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O secretário-geral do PCP apontou hoje a falta de emprego e de “salários justos” como as causas da emigração, rejeitando que tenha sido o nível do IRS a forçar os portugueses a sair do país.

 

E agora como é que vamos lutar contra o capitalismo em França, Alemanha, UK, Luxemburgo, Suíça, etc. , que dá emprego e paga salários justos aos injustiçados do capitalismo em Portugal, sem desestabilizar o sistema económico e social em cada país, já que o argumento terá obrigatoriamente de passar por mais emprego e salários mais justos para os nativos, pressionados pela emigração portuguesa, e com isso criar uma onda xenófoba e racista como reacção?

 

"E o Sol brilhará para todos nós"? [E a Venezuela aqui tão perto].

 

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Pagar salários decentes é coisa que não lhes ocorre

por josé simões, em 04.02.18

 

Modern Times by Oakoak – Chicago, Octobre 2015.jpg

 

 

Exactamente o mesmo princípio que levou a direita radical no Governo da Troika a cortar o subsídio de desemprego para obrigar os "malandros", os "calaceiros", os "chulos da sociedade" a procurarem o trabalho que não havia nas empresas que todos os dias fechavam as portas.

 

A gente lê e não acredita na desonestidade intelectual de quem vê desde sempre os portugueses a cruzarem fronteiras em busca de melhores salários no estrangeiro.

 

Empresas portuguesas adiam investimentos por falta de mão de obra

 

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"Espírito de equipa"

por josé simões, em 29.10.17

 

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Espírito de equipa vale muito mais que salário base

 

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Pinóquio a ser ele próprio

por josé simões, em 07.05.17

 

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Baixar os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer. Pedro Passos Coelho em 9 de Abril de 2015.

 

«o país está "melhor" por ter "mais gente com emprego, mesmo que possa ser com o salário mínimo nacional", mas recusou a promoção de políticas "que convidem as empresas a contratar pelo mais baixo preço"». Pedro Passos Coelho em 5 de Maio de 2017.

 

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Ainda Passos Coelho

por josé simões, em 07.02.17

 

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Reduzir os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer, Pedro Passos Coelho em 9 de Abril de 2015.

 

Segundo um relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a economia portuguesa, 30% dos trabalhadores em Portugal ganham até 600 euros.

 

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||| Descubra as diferenças

por josé simões, em 12.04.16

 

 

 

"Em 2015, a carga fiscal a que estão sujeitos os salários em Portugal foi a que mais se agravou entre os 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)."

 

"O líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, defende que o Estado deve traçar limites à cobrança de impostos às famílias e às empresas, uma espécie de pacto fiscal que permita conferir alguma estabilidade à vida dos contribuintes."


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||| Do descaramento

por josé simões, em 06.04.16

 

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O timing é perfeito para a novilíngua vir com "a fadiga das reformas" que é o eufemismo escolhido para suavizar o enjoo, o desagrado e a revolta que as pessoas começam a mostrar com o esbulho fiscal, o saque à classe média, o "elevador social" a funcionar sempre em sentido descendente com a diminuição de salários e pensões, com a fragilização e a precarização das relações laborais, por via do incentivo à rigidez patronal, em nome dos amanhãs que cantam e na melhoria das condições de vida de 1% da população mundial em offshores.


Greetings from Panama City.

 

 

 

 

||| O resto é conversa

por josé simões, em 01.04.16

 

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"[...] de acordo com os cálculos do FMI, o défice público português em 2016 irá ser, não de 2,2% como previsto pelo Governo, mas de 2,9%, no limite da regra dos 3% imposta pela União Europeia para um país sair do procedimento por défice excessivo"


Não só a estapafúrdia regra dos 3% é cumprida como até fica abaixo da linha de água e o resto é conversa. A conversa dos dois éfe éme is que ciclicamente aparecem para nos atormentar, o éfe éme i bom, com o relatório a apontar o erro de reduzir salários e pensões, o éfe éme mi mau, a avisar que não só é preciso conter salários e pensões como é urgente cortar ainda mais. Siga.


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