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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Passos Dias Aguiar

por josé simões, em 10.05.19

 

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Quando a ANTRAM diz não poder pagar os 1200€ mensais que efectivamente já paga aos motoristas de matérias perigosas o que nos está a dizer é que se o salário base aumentar de 600 e picos para 1200€, como pretende o sindicato, as empresas vão ter de dobrar o número de trabalhadores colaboradores para fazerem o mesmo serviço que é actualmente assegurado na base das horas extra na amplitude máxima permitida por lei com intervalos para primeira e segunda refeição e pausas a cada xis horas de condução [por exemplo início às 05:00 e fim às 17:00 mais duas horas = 19:00, ou 06:00 até às 18:00 + duas horas = 20:00, e assim sucessivamente], com refeições penalizadas, horas a 50 e 75%, extra diurno e extra nocturno, subsídios diversos, tudo a contar para o monte dos tais 1200€. E era muito mais transparente e de bom-tom para todas as partes envolvidas que as coisas fossem colocadas assim, directamente e sem subterfúgios, na opinião pública.

 

É legal? É. E está consagrado em papel de lei, código do trabalho e contratos colectivos diversos, tudo assinado pelos sindicatos e pelas confederações patronais em sede própria.

 

É moral e eticamente aceitável? Desde que o homem libertou o polegar que a ética e a moral não têm nada a ver com trabalho nem com pagamentos em troca de prestação de serviços.

 

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Curiosamente ninguém se lembrou de ir entrevistar o senhor merceeiro

por josé simões, em 22.04.19

 

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Empresas estrangeiras em Portugal pagam salários 40,6% acima da média e têm produtividade muito superior

 

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Índice nacional da filha da putice

por josé simões, em 08.03.19

 

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Nunca trabalhou na vida, tudo o que tem foi herdado dos pais. Pedro Ferraz da Costa em entrevista ao jornal i.

 

 

 

 

Jerónimo no seu labirinto

por josé simões, em 28.08.18

 

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O secretário-geral do PCP apontou hoje a falta de emprego e de “salários justos” como as causas da emigração, rejeitando que tenha sido o nível do IRS a forçar os portugueses a sair do país.

 

E agora como é que vamos lutar contra o capitalismo em França, Alemanha, UK, Luxemburgo, Suíça, etc. , que dá emprego e paga salários justos aos injustiçados do capitalismo em Portugal, sem desestabilizar o sistema económico e social em cada país, já que o argumento terá obrigatoriamente de passar por mais emprego e salários mais justos para os nativos, pressionados pela emigração portuguesa, e com isso criar uma onda xenófoba e racista como reacção?

 

"E o Sol brilhará para todos nós"? [E a Venezuela aqui tão perto].

 

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Pagar salários decentes é coisa que não lhes ocorre

por josé simões, em 04.02.18

 

Modern Times by Oakoak – Chicago, Octobre 2015.jpg

 

 

Exactamente o mesmo princípio que levou a direita radical no Governo da Troika a cortar o subsídio de desemprego para obrigar os "malandros", os "calaceiros", os "chulos da sociedade" a procurarem o trabalho que não havia nas empresas que todos os dias fechavam as portas.

 

A gente lê e não acredita na desonestidade intelectual de quem vê desde sempre os portugueses a cruzarem fronteiras em busca de melhores salários no estrangeiro.

 

Empresas portuguesas adiam investimentos por falta de mão de obra

 

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"Espírito de equipa"

por josé simões, em 29.10.17

 

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Espírito de equipa vale muito mais que salário base

 

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Pinóquio a ser ele próprio

por josé simões, em 07.05.17

 

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Baixar os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer. Pedro Passos Coelho em 9 de Abril de 2015.

 

«o país está "melhor" por ter "mais gente com emprego, mesmo que possa ser com o salário mínimo nacional", mas recusou a promoção de políticas "que convidem as empresas a contratar pelo mais baixo preço"». Pedro Passos Coelho em 5 de Maio de 2017.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Ainda Passos Coelho

por josé simões, em 07.02.17

 

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Reduzir os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer, Pedro Passos Coelho em 9 de Abril de 2015.

 

Segundo um relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a economia portuguesa, 30% dos trabalhadores em Portugal ganham até 600 euros.

 

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||| Descubra as diferenças

por josé simões, em 12.04.16

 

 

 

"Em 2015, a carga fiscal a que estão sujeitos os salários em Portugal foi a que mais se agravou entre os 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)."

 

"O líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, defende que o Estado deve traçar limites à cobrança de impostos às famílias e às empresas, uma espécie de pacto fiscal que permita conferir alguma estabilidade à vida dos contribuintes."


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||| Do descaramento

por josé simões, em 06.04.16

 

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O timing é perfeito para a novilíngua vir com "a fadiga das reformas" que é o eufemismo escolhido para suavizar o enjoo, o desagrado e a revolta que as pessoas começam a mostrar com o esbulho fiscal, o saque à classe média, o "elevador social" a funcionar sempre em sentido descendente com a diminuição de salários e pensões, com a fragilização e a precarização das relações laborais, por via do incentivo à rigidez patronal, em nome dos amanhãs que cantam e na melhoria das condições de vida de 1% da população mundial em offshores.


Greetings from Panama City.

 

 

 

 

||| O resto é conversa

por josé simões, em 01.04.16

 

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"[...] de acordo com os cálculos do FMI, o défice público português em 2016 irá ser, não de 2,2% como previsto pelo Governo, mas de 2,9%, no limite da regra dos 3% imposta pela União Europeia para um país sair do procedimento por défice excessivo"


Não só a estapafúrdia regra dos 3% é cumprida como até fica abaixo da linha de água e o resto é conversa. A conversa dos dois éfe éme is que ciclicamente aparecem para nos atormentar, o éfe éme i bom, com o relatório a apontar o erro de reduzir salários e pensões, o éfe éme mi mau, a avisar que não só é preciso conter salários e pensões como é urgente cortar ainda mais. Siga.


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||| Ainda que mal pergunte

por josé simões, em 09.02.16

 

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Se em 2013 o horário de trabalho dos trabalhadores do Estado passou de sete para oito horas por dia e de 35 para 40 horas por semana sem que os abrangidos pela medida tivessem visto o seu salário aumentado na respectiva proporção, logo não havendo aumneto da despesa para o Estado, porque é que em 2016 o regresso a sete horas diárias/ 35 semanais vai implicar custos para o erário público?


[Imagem "An English Summers Day Southend on Sea, Essex, Saturday 17 August 1974", Homer Sykes]

 

 

 

 

||| Dos 195, a ganhar o salário mínimo nacional, e das suas famílias já ninguém se lembra

por josé simões, em 03.11.15

 

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A Corticeira Amorim anunciou «vendas recorde de 463 milhões de euros até Setembro, mais 7,7% do que no período homólogo, e um crescimento de 43% do lucro, para 41,6 milhões de euros», nove anos depois dos despedimentos por antecipação ao que a crise global iria «certamente evidenciar».


Dos 195, a ganhar o salário mínimo nacional, e das suas famílias já ninguém se lembra, o que vende jornal, assanha a inveja e faz Prós e Contras na televisão é o senhor Américo em primeiros no top of the pops dos mais ricos de Portugal.


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||| "Não, o Governo não tem um modelo de salários baixos e de desemprego para o País", Pedro Passos Coelho em 22 de Março de 2013

por josé simões, em 17.08.15

 

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Da qualidade da mentira já todos estamos fartos, de barriga cheia.


«A economia portuguesa está mais competitiva desde a chegada da troika, mas em grande parte à custa da desvalorização salarial. Hoje, um em cada cinco trabalhadores (19,6%) ganha o salário mínimo nacional de 505 euros por mês.»


E depois há a filha da putice que, cada vez mais, parece dominar todos os aspectos da vida e todos os sectores de actividade em Portugal.


"Houve empresas que para não despedirem trabalhadores baixaram os salários", confirma António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), [...]  do lado dos patrões "sempre temos defendido que mais vale ter um posto de trabalho remunerado com o salário mínimo do que o desemprego".


Quando o que ele quer dizer é que do lado dos patrões "sempre temos defendido que mais vale ter um posto de trabalho mal remunerado do que diminuir a mais-valia ao patrão e/ ou ao accionista.


«Para os sindicatos, no entanto, a realidade é mais negra: "Assistimos a uma substituição de trabalhadores bem pagos por pessoas mais jovens e mal pagas." E sem aumento de produtividade, admite Sérgio Monte, da UGT.»


Como se fossemos todos muito burros e nunca tivessemos assistido pela televisão ao homenzinho responsável João Proença, de gravata e prenhe de sentido de Estado, ao lado do patrão a celebrar mais um acordo para a competitividade e o crescimento da economia e a salvaguarda do emprego.


[Imagem The Wretches [Os Miseráveis] by Peter Ferguson]

 

 

 

 

||| Depois não digam que não foram avisados

por josé simões, em 10.07.15

 

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"Mais de dois terços da despesa pública concentram-se justamente nas prestações sociais e nos salários. Temos limitações óbvias do ponto de vista constitucional para lidar com o problema dos salários."


Pedro Passos Coelho, líder do PSD, o maior partido com assento parlamentar, o maior partido da coligação que suporta o Governo, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, candidato, em coligação com o CDS-PP, a novo mandato de 4 anos, tem um "problema" com os salários. Sublinhe-se, caso não tenham percebido nestes 4 anos que passaram, os salários dos portugueses são um "problema" para Pedro Passos Coelho. Depois não digam que não foram avisados.


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