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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

War, What is it good for? Absolutely nothing. Capítulo 22

por josé simões, em 20.03.18

 

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O que é que resta, em que estado é que está o mundo, qual a qualidade da democracia, os progressos ao nível dos direitos humanos e no respeito pelas diferenças, 15 anos depois da teoria da direita radical do efeito dominó que ia espalhar a democracia por todo o médio oriente e que justificava a invasão de Estados soberanos para derrubar regimes ditatoriais?

 

Photos: Looking Back at the War in Iraq, 15 Years After the U.S. Invaded

 

 

 

 

||| E não se fala mais nisso?

por josé simões, em 25.10.15

 

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«Blair repeatedly says sorry for his conduct and even refers to claims that the invasion was a war 'crime' – while denying he committed one. Blair is asked bluntly in the CNN interview, to be broadcast today: 'Was the Iraq War a mistake? 'He replies: 'I apologise for the fact that the intelligence we received was wrong. 'I also apologise for some of the mistakes in planning and, certainly, our mistake in our understanding of what would happen once you removed the regime.' Challenged that the Iraq War was 'the principal cause' of the rise of Islamic State, he said: 'I think there are elements of truth in that. 'Of course you can't say those of us who removed Saddam in 2003 bear no responsibility for the situation in 2015.'»


«'I'm sorry': Historic moment Tony Blair FINALLY apologises for Iraq War and admits in TV interview the conflict caused the rise of ISIS»

 

 

 

 

 

 

|| Vale tudo desde que seja anti-amAricano

por josé simões, em 20.01.11

 

 

 

 

 

No dia em que a minha mãe me pariu já o capitalismo estava em crise profunda e ia acabar depois de amanhã, era uma questão de (mais ou menos) tempo. E já vinha de trás. De muuuuuito tempo atrás, a crise do capitalismo, e que ia acabar depois de amanhã. E isto foi um ano depois do início da construção do Muro de Berlim, o dia em que a minha mãe me pariu. Depois disso, o dito Muro havia de cair para o lado de cá no dia 9 de Novembro de 1989, e por arrasto o comunismo, e o capitalismo continuava em profunda crise e ia acabar depois de amanhã. Ainda assim depois da queda do comunismo que parece que caiu por culpa do capitalismo. Ou seja por culpa própria. O que deita por terra para o lado de lá a tese segundo a qual o Muro caiu para o lado de cá.

 

Marxista-Leninista e depois Maoísta. Agora Saddamista? Vale tudo desde que seja anti-amAricano?

 

 

 

 

 

 

|| Tem dois defeitos: É burro e não quer aprender

por josé simões, em 29.11.09

 

 

 

Apesar de avisado de que a guerra era ilegal e que depor Saddam Husein «would be in breach of international law» (*) decidiu-se por avançar. E deu no que deu e é o que é.

 

Quase sete anos passados vem dizer: “Volvería a hacer todo lo posible para expulsar a Sadam Husein".

 

Pior que ser burro, é ser burro e não querer aprender.

 

(*) -  (1) Although UN rules permitted "military intervention on the basis of self-defence, they did not apply in this case as Britain was not under threat from Iraq; (2) While the UN allowed "humanitarian intervention" in certain cases, that too was not relevant to Iraq.

 

 

 

 

Humor Negro

por josé simões, em 07.03.07

 “Os EUA denunciaram ontem as violações dos direitos humanos no Iraque. No relatório anual do Departamento de Estado ressalva-se, porém, que a situação era pior no tempo de Saddam Hussein, quando «não havia nenhuma esperança num futuro melhor».”

 

Última página do Diário de Notícias, hoje.

 

Para a história ficar composta só faltou mesmo o Departamento de Estado denunciar as violações dos direitos humanos em Guantánamo, ressalvando no entanto que a situação é bem melhor que no resto da ilha, onde não há esperança de um futuro melhor.

Um acto de Deus

por josé simões, em 16.01.07

 

Com Saddam tinham sido as injúrias, “vai pró inferno!”, e os incitamentos “viva moqtad!”; seguido da dança tribal, com a participação de um dos juízes que o tinha condenado.
 
Com Barzan al-Tikriti e Awad al-Bandar como não houveram imagens para a aldeia global e as, a que alguns jornalistas acederam não tinham som; querem-nos fazer crer que as coisas se processaram de maneira diferente. Acredita quem quiser. Só que:
 
“A cabeça de Barzan separou-se do corpo durante o enforcamento”
 
 Informou Ali al-Dabbagh, porta-voz do primeiro-ministro iraquiano; concluindo:
 
“Foi um acto de Deus”
 
Um comentário que dispensa mil imagens, de mil telemóveis.
Não adianta, é mais forte que eles.

Ainda Saddam

por josé simões, em 01.01.07

Se duvidas houvessem sobre a isenção dos juízes e, do tribunal que condenou Saddam à pena capital, elas ficaram totalmente desfeitas após a visualização das imagens supostamente clandestinas, captadas pela câmara de um telemóvel.

 

Ao cuidado posto nas imagens oficiais, sem som, ou sem sons comprometedores q.b., pudemos contrapor as imagens e os sons do telemóvel indiscreto.

O que era suposto ser uma execução com um mínimo de dignidade e humanidade para o executado, se é que poderá haver dignidade em execuções e malgrado o perfil de Saddam, transformou-se num macabro festim, com vivas a Moqtada al-Sadr e invectivas ao executado.

No final, segundo as agências noticiosas, um dos juízes que atribuiu a pena veio para a rua dançar.

 

Eis a justiça iraquiana, independente e justa que George W. Bush felicitou em directo para a aldeia global.

Apesar de ser contra o uso da pena capital, não quero questionar aqui o seu emprego, até por ela já existir no código penal iraquiano, ainda antes de Saddam e, por também ser usada em países ditos civilizados e humanos (Japão e Estados Unidos); continua no entanto por explicar o timming e a urgência da execução de Saddam quando ainda era julgado por outros crimes.

 

Também continuo (continuamos?) à espera da captura de Usama bin Laden. Afinal foi por sua causa que a guerra ao terrorismo começou após o 11 de Setembro e não por causa de Saddam.

 

Saddam Hussein

por josé simões, em 06.11.06
 
Como era de esperar o desgraçado Saddam Hussein foi condenado à pena capital.
 
Num julgamento que teve de tudo, desde advogados de defesa assassinados a juízes substituídos, de testemunhas coagidas até à falta de independência do tribunal em relação ao poder político, outro desenlace não era de esperar.
 
Não quero dizer com isto que Saddam não é um criminoso que não merece julgamento e condenação, mas há outras formas de as coisas serem feitas; transparência e isenção são o que refiro.
 
Saddam foi sentenciado pelo massacre de xiitas, ocorrido na localidade de Dujail nos anos 80, quando era amigo e aliado dos americanos na sua guerra contra Teerão e o regime dos Ayathollas. Os americanos souberam do sucedido, calaram e assobiaram para o lado.
 
Por ironias do destino, o destino de Saddam continua intimamente ligado aos desígnios políticos de Washington, porque como reconheceu Ramsey Clark antigo Procurador-geral da Republica Americana e um dos advogados do ditador, não deixa de ser estranho o timming para proferir a sentença, dois dias antes das legislativas americanas. Um favorzinho ao Partido Republicano…
 
Talvez isto constitua um aviso a alguns actuais amigos e aliados dos EUA, que não primam pela democracia e respeito dos direitos humanos. Refiro-me concretamente ao Paquistão e à Arábia Saudita.
O mundo dá muitas voltas, a sua vez chegará. Aliados hoje, inimigos amanhã.
 
Post-Scriptum: Haja alguém que explique à Senhora Margaret Beckett, Ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido que a União Europeia, de que a Grã-Bretanha é membro de direito, se opõe à pena de morte, e que lhe ficou muito mal, congratular-se publicamente com a decisão do Tribunal Iraquiano.