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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Ministério da Trafulhice

por josé simões, em 17.07.19

 

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Rui Rio "quer financiar hospitais públicos em função de resultados". Rui Rio quer aplicar ao Serviço Nacional de Saúde a mesma receita que os liberais do "menos Estado" e da "liberdade de escolha" aplicaram à educação, meter os hospitais a escolher os doentes que recebem, deixar de fora os mais problemáticos e aqueles onde a idade e a esperança de vida sejam um factor determinante nos resultados a apresentar, "martelanço" de resultados para atingir a ambicionada verba meta do financiamento público. Rui Rio quer hospitais de primeira e de segunda para portugueses de primeira e de segunda. Rui Rio desconhece a máxima "com a saúde não se brinca" e quer mudar o nome ao ministério, da Saúde para da Trafulhice.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Os portugueses gostam de ser gozados?

por josé simões, em 07.07.19

 

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Rui Rio promete reduzir a taxa de IRC, passando dos actuais 21% para os 19% em 2020, até chegar a 17% em 2023: menos 1.600 milhões de euros, medida majorada no interior, o que quer que isso signifique, qualquer que seja o maluco que vá investir onde não há tribunal, finanças, estação dos correios, bancos, para já não falar em escolas e postos de saúde;

Rui Rio promete uma descida do IRS para a "classe média", sem avançar valores;

Rui Rio promete uma descida do IRS para quem tem rendimentos mensais entre os mil e os dois mil euros, menos 3,7 mil milhões de euros;

Rui Rio promete medidas sortido rico para as empresas que investem e exportam: alargamento do prazo de reporte de prejuízos para dez anos, o reforço do regime fiscal de patentes e inovações, menos 300 milhões de euros;

Rui Rio promete redução do IVA na electricidade e no gás, de 23% para 6%, menos 500 milhões de euros;

Rui promete redução do IMI, do IVA na electricidade e no gás: 1,5% do PIB, menos 3,7 mil milhões de euros;

Rui Rio Rui Rio promete dar 1,9 mil milhões às empresas e 1,8 mil milhões às famílias.

 

Partindo da premissa simples que o dinheiro não estica nem nasce do chão,  que toda a gente aprende em casa desde pequenino, com tanta conta de subtrair ao Orçamento do Estado onde é que Rui Rio vai buscar o dinheiro para cumprir as obrigações do Estado e ainda assegurar, e até melhorar, como não se cansa de repetir, o regular funcionamento do Estado social tal e qual o temos e conhecemos?

 

Os portugueses gostam de ser gozados?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

E continuam a tratar os portugueses como palermas

por josé simões, em 31.05.19

 

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No Twitter o líder do partido que não viu/ vê nenhuma incompatibilidade em que deputados que exercem advocacia possam pertencer - nomeadamente como sócios - a sociedades de advogados que prestem serviços ao Estado.

 

 

 

 

Sair melhor que a encomenda

por josé simões, em 28.05.19

 

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Depois de ter batido com a porta movido pelo fracasso que foi o ter sido barriga de aluguer ao projecto de tomada do PSD por dentro pela direita radical agora órfã de Pedro Passos Coelho, depois do banho de realidade que foi o perceber que a "marca" Pedro Santana Lopes não existe fora do PPD mal grado o colo de todas as televisões, mal-educado vem largar bitaites sobre a vida interna de um partido que já não é o seu. Ressabiado ou, mais uma vez, por encomenda da direita radical a quem serviu de hospedeiro e que tinha jurado remeter-se ao silêncio até às legislativas de Outubro, havemos de saber mais à frente.

 

[Pedro Santana Lopes no Twitter]

 

 

 

 

Continuem assim que vão na direcção certa

por josé simões, em 27.05.19

 

 

 

Paulo Baldaia, um dos comentadeiros do regime nos intervalos de ser um hooligan trauliteiro no Twitter a dar o corpo às balas por Pinto da Costa, contra o Benfica e o centralismo sulista, marchar, marchar, na televisão do militante n.º 1 a explicar, urbi et orbi, que há "um critério editorial que se baseia, logo de início, nos [partidos] que já têm representação parlamentar" no que toca ao destaque dado pelo media às diversas representações políticas, depois dos 10 - dez - 10 minutos dados pela SIC Notícias, no rescaldo das eleições, ao Aliança e a Santana Lopes, que não se submeteu a votos nem sequer o partido que lidera elegeu algum deputado, a seguir a terem cortado a palavra a João Ferreira da CDU ao minuto e meio para mostrarem um gráfico de barras com uma qualquer percentagem e a terem repetido a façanha com Paulo Rangel do PSD, para não falar dos zero minutos dados a Rui Tavares do Livre.

 

Rui Rio, no rescaldo das eleições, a dizer que há que repensar a forma como as campanhas eleitorais são feitas, por forma a cativar os cidadãos no dia de fazer a cruzinha no boletim de voto e inverter a abstenção, como se as pessoas formassem opinião e fossem votar pelo que é dito no circo das arruadas, das canetas, dos sacos, dos porta-chaves e das palhaçadas rua abaixo e feiras e mercados adentro.

 

Continuem assim que vão na direcção certa.

 

 

 

 

Têm dois defeitos

por josé simões, em 06.05.19

 

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Quando todos pensávamos que tinham aprendido alguma coisa com o banho de realidade que levaram, que os portugueses, quarenta e cinco anos passados sobre o 25 de Abril, não só já não são anjinhos ignorantes como não gostam de ser tratados como tal, logo nos minutos seguintes às declarações de anúncio de marcha-atrás assistimos ao frenesim de centenas de contas no Facebook e no Twitter, algumas até daquelas que só são activadas em situações de crise ou um mês antes das eleições, em operação concertada para  minimizar danos no eleitor com o "eleitoralismo de António Costa" mais "as mentiras de António Costa" e a "campanha eleitoral do PS" e "o que o PS aprovou e desaprovou" e "a nossa posição sempre foi esta", "nós não dissemos o que vocês nos ouviram dizer" e outros chavões em formato telegráfico, decalcados dos discursos do líder, Rui Rio e Assunção Cristas consiante a afiliação, a tratarem outra vez os portugueses como crianças, sem perceberem que não perceberam nada do que lhes aconteceu. Têm dois defeitos: são burros e não querem aprender. Nunca acabem.

 

[Imagem de Otto Stupakof]

 

 

 

 

Resumo da jornada

por josé simões, em 05.05.19

 

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Nesta questão do contorcionismo de Rui Rio e Assunção Cristas com a contagem do tempo de serviço dos professores, uma medida que não ia custar um cêntimo de euro ao contribuinte, ou que até podia custar mas não tinha implicações orçamentais já este ano, era só para o ano, ou lá mais para a frente e o Governo que viesse que se desenmerdasse, como sói dizer-se, é o líder do PSD e a líder do CDS só tarde e más horas terem percebido que dez anos de crise e quatro de troika e resgate financeiro e de sacrifícios, sofrimento e vidas desfeitas, ensinaram à grande maioria dos portugueses o valor do dinheiro, a importância de contas certas, e que o tempo não anda para trás.

 

[McCormick code na imagem]

 

 

 

 

Toda a gente sabe como começa

por josé simões, em 10.04.19

 

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Todas as privatizações de sectores estratégicos da economia começaram com uma abertura a "investidores" privados, a maioria do capital detido pelo Estado, e uma blindagem estatutária ou "golden share" a impedir o privado de ultrapassar 49% do capital da empresa ou da sociedade.

 

 

"Presidente do PSD admite que a Caixa Geral de Depósitos pode vir a ser alvo de privatização, mas mantendo a posição de maioria do Estado."

 

Rio defende que Estado mantenha maioria do capital, mas admite privados na CGD

 

[Imagem]

 

 

 

 

Da qualidade dos actores políticos e do funcionamento da democracia interna dos partidos

por josé simões, em 11.03.19

 

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Hugo Soares, apoiante de Montenegro e critico de Rio, aproxima-se de Rio porque acha que em caso de vitória nas eleições para a comissão política do partido o nome a indicar para integrar a lista de candidatos a deputados por Braga nas próximas legislativas deve ser o dele.

 

Como dizem os amaricanos, that's the way it is.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

De braço no ar, since 1922

por josé simões, em 17.01.19

 

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Até percebemos o "problema", para as lideranças, dos mais ou menos ilustres que não apoiam candidato nenhum, ou o dos que apoiam o que está a dar e que, no segredo da caneta e do papel, votam no que pode vir a acontecer, mas foi com o braço no ar que Estaline purgou o Partido e povoou a Sibéria. No entanto não é crível que Rui Rio entregue os opositores encapuçados ao sadismo escrupuloso militante de um qualquer Lavrenti Beria.

 

 

 

 

Limpar a imagem do nazismo e insultar a memória de seis milhões de mortos

por josé simões, em 15.01.19

 

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"Quatro dos cinco vice-presidentes da JSD criticaram esta terça-feira o facto dos apoiantes de Rui Rio irem apresentar um requerimento para que a votação seja de braço no ar e compararam-o às braçadeiras que os nazis obrigaram os judeus a usar."

 

E de braçadeira no braço, como os judeus na Varsóvia de 1940

 

[Imagem]

 

 

 

 

O estado da danação

por josé simões, em 14.01.19

 

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Ver Luís Montenegro nas televisões, com aquele inconfundível painel de azulejos da sala de "entrevistas rápidas" do palácio de Belém atrás, residência oficial do Presidente da República, depois de ter sido oficialmente recebido pelo Presidente de todos os portugueses, a propósito de nada ou a propósito da crise interna no PSD, com ar de palerma de quem não tem a noção do que lhe acaba de acontecer, a comentar que a sua ideia, de a liderança ir a votos no Conselho Nacional, não era a sua ideia, que o Conselho Nacional não é "a sua praia", sem perceber que quem dá as cartas é o líder e a liderança, que quem ri por último é quem ri melhor, que quem define a praia, a toalha, o toldo e a espreguiçadeira, é o líder em funções, diz mais sobre o "primeiro como tragédia, depois como farsa" de Karl Marx no Dezoito de Brumário, aplicado à Presidência da República a seguir a Cavaco, ou ao PSD, a seguir ao PSD, desde os idos de Sá Carneiro?

 

Martim Moniz ficou para a história como o herói da tomada do castelo de Lisboa aos mouros, o que se sacrificou, quando não foi mais que o palerma, o mais entusiasmado na cabeça da turba aos urros, que foi empurrado pelos outros, pela massa humana de atacantes, e ficou entalado na porta possibilitando a entrada. Luís Montenegro é o Martim Moniz do PSD.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Uma questão de lugar

por josé simões, em 14.01.19

 

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Luís Montenegro colocou-se exactamente no lugar onde Rui Rio queria que ele se colocasse.

 

[Imagem]

 

 

 

 

CCleaner

por josé simões, em 11.01.19

 

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Rui Rio baixou a app e eles começaram a sair dos buracos para onde se tinham remetido.

 

[Primeiro no Twitter]

 

 

 

 

O dinheiro do contribuinte é um poço sem fundo, II

por josé simões, em 09.01.19

 

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Rui Rio, que é contra o fim das propinas no ensino superior porque assim são todos a pagar o benefício de alguns, é a favor de que o Estado incentive a iniciativa privada na constituição de faculdades de medicina, não havendo aqui o todos a pagar o benefício de alguns, que ainda por cima vai ser pago por alguns, por via do numerus clausus da propina a pagar para ter curso privado de medicina, muito in. Adiante. Andamos [andam] aqui todos a batalhar há bués [já vem no dicionário] com a baixa natalidade que, mais cedo do que tarde, vai inverter a pirâmide etária e pôr em causa o Estado social, e ainda ninguém se lembrou de acabar com a propina nos infantários e creches. É que por este andar, e numa vintena de anos, por falta de candidatos, o problema do acesso ao ensino superior deixa de se colocar. Se calhar na altura inventam uma propina para as universidades sénior, que é o que vai restar.

 

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"O dinheiro do contribuinte é um poço sem fundo, I"