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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Têm dois defeitos

por josé simões, em 06.05.19

 

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Quando todos pensávamos que tinham aprendido alguma coisa com o banho de realidade que levaram, que os portugueses, quarenta e cinco anos passados sobre o 25 de Abril, não só já não são anjinhos ignorantes como não gostam de ser tratados como tal, logo nos minutos seguintes às declarações de anúncio de marcha-atrás assistimos ao frenesim de centenas de contas no Facebook e no Twitter, algumas até daquelas que só são activadas em situações de crise ou um mês antes das eleições, em operação concertada para  minimizar danos no eleitor com o "eleitoralismo de António Costa" mais "as mentiras de António Costa" e a "campanha eleitoral do PS" e "o que o PS aprovou e desaprovou" e "a nossa posição sempre foi esta", "nós não dissemos o que vocês nos ouviram dizer" e outros chavões em formato telegráfico, decalcados dos discursos do líder, Rui Rio e Assunção Cristas consiante a afiliação, a tratarem outra vez os portugueses como crianças, sem perceberem que não perceberam nada do que lhes aconteceu. Têm dois defeitos: são burros e não querem aprender. Nunca acabem.

 

[Imagem de Otto Stupakof]

 

 

 

 

Resumo da jornada

por josé simões, em 05.05.19

 

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Nesta questão do contorcionismo de Rui Rio e Assunção Cristas com a contagem do tempo de serviço dos professores, uma medida que não ia custar um cêntimo de euro ao contribuinte, ou que até podia custar mas não tinha implicações orçamentais já este ano, era só para o ano, ou lá mais para a frente e o Governo que viesse que se desenmerdasse, como sói dizer-se, é o líder do PSD e a líder do CDS só tarde e más horas terem percebido que dez anos de crise e quatro de troika e resgate financeiro e de sacrifícios, sofrimento e vidas desfeitas, ensinaram à grande maioria dos portugueses o valor do dinheiro, a importância de contas certas, e que o tempo não anda para trás.

 

[McCormick code na imagem]

 

 

 

 

Toda a gente sabe como começa

por josé simões, em 10.04.19

 

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Todas as privatizações de sectores estratégicos da economia começaram com uma abertura a "investidores" privados, a maioria do capital detido pelo Estado, e uma blindagem estatutária ou "golden share" a impedir o privado de ultrapassar 49% do capital da empresa ou da sociedade.

 

 

"Presidente do PSD admite que a Caixa Geral de Depósitos pode vir a ser alvo de privatização, mas mantendo a posição de maioria do Estado."

 

Rio defende que Estado mantenha maioria do capital, mas admite privados na CGD

 

[Imagem]

 

 

 

 

Da qualidade dos actores políticos e do funcionamento da democracia interna dos partidos

por josé simões, em 11.03.19

 

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Hugo Soares, apoiante de Montenegro e critico de Rio, aproxima-se de Rio porque acha que em caso de vitória nas eleições para a comissão política do partido o nome a indicar para integrar a lista de candidatos a deputados por Braga nas próximas legislativas deve ser o dele.

 

Como dizem os amaricanos, that's the way it is.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

De braço no ar, since 1922

por josé simões, em 17.01.19

 

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Até percebemos o "problema", para as lideranças, dos mais ou menos ilustres que não apoiam candidato nenhum, ou o dos que apoiam o que está a dar e que, no segredo da caneta e do papel, votam no que pode vir a acontecer, mas foi com o braço no ar que Estaline purgou o Partido e povoou a Sibéria. No entanto não é crível que Rui Rio entregue os opositores encapuçados ao sadismo escrupuloso militante de um qualquer Lavrenti Beria.

 

 

 

 

Limpar a imagem do nazismo e insultar a memória de seis milhões de mortos

por josé simões, em 15.01.19

 

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"Quatro dos cinco vice-presidentes da JSD criticaram esta terça-feira o facto dos apoiantes de Rui Rio irem apresentar um requerimento para que a votação seja de braço no ar e compararam-o às braçadeiras que os nazis obrigaram os judeus a usar."

 

E de braçadeira no braço, como os judeus na Varsóvia de 1940

 

[Imagem]

 

 

 

 

O estado da danação

por josé simões, em 14.01.19

 

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Ver Luís Montenegro nas televisões, com aquele inconfundível painel de azulejos da sala de "entrevistas rápidas" do palácio de Belém atrás, residência oficial do Presidente da República, depois de ter sido oficialmente recebido pelo Presidente de todos os portugueses, a propósito de nada ou a propósito da crise interna no PSD, com ar de palerma de quem não tem a noção do que lhe acaba de acontecer, a comentar que a sua ideia, de a liderança ir a votos no Conselho Nacional, não era a sua ideia, que o Conselho Nacional não é "a sua praia", sem perceber que quem dá as cartas é o líder e a liderança, que quem ri por último é quem ri melhor, que quem define a praia, a toalha, o toldo e a espreguiçadeira, é o líder em funções, diz mais sobre o "primeiro como tragédia, depois como farsa" de Karl Marx no Dezoito de Brumário, aplicado à Presidência da República a seguir a Cavaco, ou ao PSD, a seguir ao PSD, desde os idos de Sá Carneiro?

 

Martim Moniz ficou para a história como o herói da tomada do castelo de Lisboa aos mouros, o que se sacrificou, quando não foi mais que o palerma, o mais entusiasmado na cabeça da turba aos urros, que foi empurrado pelos outros, pela massa humana de atacantes, e ficou entalado na porta possibilitando a entrada. Luís Montenegro é o Martim Moniz do PSD.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Uma questão de lugar

por josé simões, em 14.01.19

 

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Luís Montenegro colocou-se exactamente no lugar onde Rui Rio queria que ele se colocasse.

 

[Imagem]

 

 

 

 

CCleaner

por josé simões, em 11.01.19

 

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Rui Rio baixou a app e eles começaram a sair dos buracos para onde se tinham remetido.

 

[Primeiro no Twitter]

 

 

 

 

O dinheiro do contribuinte é um poço sem fundo, II

por josé simões, em 09.01.19

 

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Rui Rio, que é contra o fim das propinas no ensino superior porque assim são todos a pagar o benefício de alguns, é a favor de que o Estado incentive a iniciativa privada na constituição de faculdades de medicina, não havendo aqui o todos a pagar o benefício de alguns, que ainda por cima vai ser pago por alguns, por via do numerus clausus da propina a pagar para ter curso privado de medicina, muito in. Adiante. Andamos [andam] aqui todos a batalhar há bués [já vem no dicionário] com a baixa natalidade que, mais cedo do que tarde, vai inverter a pirâmide etária e pôr em causa o Estado social, e ainda ninguém se lembrou de acabar com a propina nos infantários e creches. É que por este andar, e numa vintena de anos, por falta de candidatos, o problema do acesso ao ensino superior deixa de se colocar. Se calhar na altura inventam uma propina para as universidades sénior, que é o que vai restar.

 

[Imagem]

 

"O dinheiro do contribuinte é um poço sem fundo, I"

 

 

 

 

lol

por josé simões, em 28.12.18

 

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O estado do PSD ou, como dizem os meus filhos, lol.

 

[Rui Rio no Twitter]

 

 

 

 

Justiça amestrada

por josé simões, em 14.12.18

 

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Podem agora escrever e dizer o que quiserem mas a verdade é que o deputado do PS, Jorge Lacão, defende[u] uma maioria de não magistrados no Conselho Superior do Ministério Público. E não defende[u] sozinho,  veio acompanhado de Carlos Peixoto, deputado do PSD, legitimado pelo líder Rui Rio. O que nos leva ao silêncio de António Costa sobre o assunto e se Jorge Lacão veio a terreiro por sua conta e risco, defender a meias com Carlos Peixoto, as nomeações a meias de quem o PS e o PSD muito bem entenderem para tomar conta da justiça, a mui famosa "sociedade". Não há fumo sem fogo e Venezuela, Hungria ou China é quando um homem quiser e em democracia não há nada adquirido ou consolidado.

 

[Imagem de Romaric Tisserand]

 

 

 

 

A realidade alternativa da direita radical, II

por josé simões, em 12.12.18

 

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Como é que é possível um Governo que apostou tudo no presente e tem um nível de greves e um nível de descontentamento social como eu não me lembro?

 

[Gráfico]

 

A realidade alternativa da direita radical, I

 

 

 

 

Onde é que tu estavas no 25 de Abril de 74?

por josé simões, em 10.12.18

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

A boca cheia de bolo-rei

por josé simões, em 08.11.18

 

 

 

Quando confrontado pelos jornalistas com os desenvolvimentos sobre o caso José Silvano, deputado e secretário-geral do PSD, Rui Rio reponde em alemão.