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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Ano 46 depois do 26 de Abril

por josé simões, em 21.11.20

 

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Logo após António Costa ter anunciado as novas medidas contra a Covid 19, Bernardo Ferrão, alegado sub-director da SIC Notícias, aparece na televisão do militante n.º 1 a acusar o primeiro-ministro de se escudar na Lei, es - cu - dar - na - Lei. Ainda o Ferrão estava deslumbrado com a profundidade da sua análise já Rui Rio estava a dar à unha no Twitter, a tresler a Lei, de forma a que fosse proibido, por Lei, o Congresso dos comunistas a realizar no mesmo dia em que o seu colega do Chaga reúne o Conselho Nacional em concelho de risco muito elevado.

 

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Neville Rio vs Rui Chamberlaine

por josé simões, em 19.11.20

 

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O líder do maior partido da oposição gastar vinte minutos de uma entrevista de quarenta e sete para se justificar justificar que um partido que vale 1% dos votos em urna, e do qual depende, qual Mephisto, para se alçar ao poder numa região autónoma, não é um partido neo-fascista e que até se modera quando chamado à razão.

 

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Dupond et Dupont

por josé simões, em 13.11.20

 

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Partindo do princípio que não é a mesma pessoa quem administra duas contas Twitter de dois líderes de dois partidos políticos diferentes, ou o Ventas do Chaga se dedicou a gozar com o ex-camarada de partido Rui Rio e Rui Rio perdeu o respeito por si próprio e, por consequência, perdeu o respeito dos eleitores, ou isto também faz parte da posição concertada à socapa...

 

 

 

 

Sexta-feira 13

por josé simões, em 13.11.20

 

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"Oficialmente, a direção nacional do PSD não teve nada a ver com o acordo alcançado com o Chega nos Açores. Oficialmente, o entendimento cingiu-se ao plano regional. Oficialmente, Rui Rio e André Ventura não se articularam acerca das negociações.

PSD e Chega acertaram entendimento político ao mais alto nível, em Lisboa. Comunicado em que Ventura anunciou o entendimento final foi limado pelos sociais-democratas."

 

Direção de Rio negociou acordo dos Açores com Ventura

 

 

"O único problema passou a chamar-se Chega e não foi valorizado nem por Pedro Catarino nem por Marcelo Rebelo de Sousa ao ponto de entenderem que a solução de Governo apresentada pela coligação PSD/CDS/PPM (e que conta com o apoio do partido de André Ventura e do IL) devia ser rejeitada."

 

Marcelo concordou com solução para os Açores

 

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O partido tubo de ensaio

por josé simões, em 11.11.20

 

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Em 1974 conviviam alegremente com pides, legionários e restante bufaria, na bancada da Acção Nacional Popular no Parlamento fantoche do Estado Novo Marcelista. Passados seis meses estavam a assinar o Pacto MFA-Partidos pelo partido ensaiado por Sá Carneiro.

 

Em 2017 Pedro Passos Coelho ensaia a candidatura autárquica de André Ventura num subúrbio urbano da capital como barómetro para um movimento populista mais amplo a nível nacional.

 

Em 2020 Rui Rio alia-se nos Açores ao ex-camarada de partido, ensaiado por Pedro Passos Coelho em Loures, como forma de legitimar e maquilhar a extrema-direita que lhe pode ser útil em futuras eleições legislativas, em coligação ou com o apoio parlamentar do partido que acolhe skinheads, fascistas e nazis confessos.

 

 

 

 

Como dizem os amaricanos, brothers in rrms

por josé simões, em 11.11.20

 

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               As contas Twitter de Rui Rio e do Ventas do Chaga.

 

[Não é gralha no título do post, é mesmo 'amaricanos']

 

 

 

 

A banalização da extrema-direita

por josé simões, em 09.11.20

 

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"Voltando a este lado do atlântico, temos a insistência de que qualquer entendimento com o Chega, que há meses aderiu oficialmente à família política europeia de Le Pen, Salvini e Wilders, é tão condenável como entendimentos com BE e PCP, que serão tão ou mais extremistas que este.

 

Esta banalização da extrema-direita, além de indecente e absurda, ignora a história política e legislativa do PSD, que foi acordando e aprovando com o PCP múltiplos diplomas que hoje moldam a nossa sociedade. A começar pela Constituição da República, aprovada por ambos em 1976.

 

A lista é extensa e abarca várias matérias, legislaturas e lideranças. PSD e PCP aprovaram juntos a Lei de Bases do Sistema Educativo (votada em 1986), a Lei-Quadro da Educação Pré-escolar (1996) e a Lei sobre a Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico (1988).

 

Aprovaram a Lei de Bases do Ambiente (1987) e a Lei de Bases da Política Florestal (1996). Votaram favoravelmente ambos a Lei-Quadro dos Museus (2004), a Lei de Bases do Voluntariado (1998) e Lei de Bases da Economia social (2013). Aprovaram o Estatuto do Cuidador Informal (2019).

 

Votaram a favor das leis da educação sexual e planeamento familiar e da protecção da maternidade e da paternidade (1984) e a Lei de Bases dos Cuidados Paliativos (2012). Aprovaram e propuseram conjuntamente a Lei dos direitos e deveres do utente dos serviços de saúde (2014).

 

Foram aprovando e redigindo juntos leis, votos e resoluções fundamentais sobre a transferência de Macau para a China (desde 1987) e sobre a luta pela independência de Timor (desde 1990). Aprovaram ambos a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (1997).

 

PSD e PCP (e BE, a partir da sua eleição) fizeram parte das maiorias que aprovaram a adesão nacional à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Descriminação contra as Mulheres (1980) e à Convenção de Istambul, que previne e combate a violência doméstica (2013).

 

Aprovaram as Convenção da @ilo (International Labour Organization) sobre a liberdade sindical e a protecção do direito sindical (1977) e a relativa às migrações em condições abusivas e à promoção da igualdade de oportunidade e de tratamento dos trabalhadores emigrantes (1978).

 

Aprovaram juntos as Convenções da ONU dos Direitos das Crianças (1998) e a Convenção Internacional sobre a eliminação de discriminação racial (1982). Aprovaram ambos a Carta Social Europeia (1992) e a Convenção-Quadro Europeia Para a Protecção das Minorias Nacionais (2001).

 

Votaram conjuntamente a favor da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos (1978). Aprovaram a adesão aos pactos das Nações Unidas referentes aos Direitos Civis e Políticos e aos Direitos Económicos, Sociais e Culturais (1978).

 

PSD e a "extrema-esquerda" fizeram e aprovaram a Lei da Iniciativa legislativa de cidadãos (2003) e a Lei eleitoral para a Assembleia da República (1979). PSD e PCP aprovaram juntos o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores (1980).

 

Muito deste quadro legislativo e constitucional teria a oposição do chega. Naturais, óbvias e saudáveis divergências ideológicas à parte, o PSD sabe que a grande maioria da população vê o PCP e o BE como partidos democratas - o que torna perigosa a equiparação com quem não o é.

 

Dirigentes do PSD vêm agora condenar quem fez legislou com o PCP e BE, procurando desculpar a sua aliança com a extrema-direita. Vêm agora a correr para classificar partidos com quem fizeram a nossa democracia como algo ao mesmo nível de quem preferiria que ela nunca existisse.

 

Hoje, com todos, festeja a derrota de Trump e dos valores que representa. Em 2013, @RuiRioPSD afirmava: “O que me assusta não é o perigo de uma ditadura clássica, o que me assusta é que não vai haver uma revolução como em 1926 e vamos assistindo à degradação lenta da democracia".

 

Não sei como se trava a alegada "degradação lenta da democracia", mas de certeza que não é ao lado de quem defende os valores do regime instaurado em 1926. É ao lado de quem o derrotou e depois o enquadrou em 1976. E o foi construindo. Para melhor."

 

               David Crisóstomo no Twitter

 

 

 

 

Duh!

por josé simões, em 05.10.20

 

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Para o anedotário do analfabetismo tecnológico da classe política de meados do séc. XX no Portugal do séc. XXI.

 

               Rui Rio no Twitter

 

 

 

 

Tovarish Rui Rio

por josé simões, em 26.08.20

 

Our goals are clear, our tasks are decided. Let's

 

 

Como "estamos em democracia e isto não é a União Soviética" Rui Rio quer que o Governo tome uma atitude soviética e proíba um evento organizado por um partido político em democracia. Tovarish Rui Rio!

 

[Na imagem cartaz soviético de propaganda: "Os nossos objectivos são claros, as nossas tarefas decididas. Vamos trabalhar, tovarischi! Nikita Khrushchev"]

 

 

 

 

Rui Rio, o idiota útil?

por josé simões, em 31.07.20

 

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Quando a seguir à revolução de Abril os fascistas andavam envergonhados e escondidos houve alguém que lhes deu a mão para o desconfinamento que lhes permitiu vestir o fato do da "responsabilidade e sentido de Estado" que durou até ao último governo com Paulo Portas em vice-primeiro-ministro, mas isso são contas de outro rosário, apesar do outro rosário ser consequência de ainda outro rosário e ter repercussões neste rosário, que agora se começa a contar, que em História nada acontece por acaso nem por geração espontânea.
 
O raciocínio de Rui Rio, ao admitir conversar com o Chaga [não é gralha] se este evoluir para a tal "responsabilidade e sentido de Estado", é o mesmo raciocínio de Mário Soares em 1978 - encostar a esquerda, só que agora com e para com um [ex?] camarada de partido, um dos méritos do pantomineiro do pin, também conhecido como Pedro Passos Coelho, fazer com que os fascistas perdessem a vergonha. É melhor assim, sabemos todos ao que vamos, sabemos todos ao que vêm.
 
É que o Chaga [não é gralha] ter 7% nas intenções de voto em sondagem, ou ter 7% dos votos expressos em urna no dia das eleições, não é problema nenhum para a democracia, são apenas os descontentes do CDS, do PSD e algum voto de protesto que antes estava no PCP. O problema é se lhe dão a mão. E  Rui Rio, que parece não perceber nada de História, está prontinho a desempenhar o papel de idiota útil. Ou talvez não, apenas a direita que está mortinha pelo autoritarismo e pela agenda securitária mas que não tem coragem de o dizer em público e recorre ao álibi da cedência ao parceiro em governo de coligação.
 
Voltando outra vez à História, todos sabemos como isto começa e todos sabemos como isto acaba. Todos excepto Rui Rio.
 
 
 
 
 

Da qualidade da democracia no tugão

por josé simões, em 21.07.20

 

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A altura em que é anunciada mais uma enxurrada de dinheiro europeu e depois do triste historial de consecutivos anos da sua aplicação pelos partidos do bloco central de interesses, com a colaboração intermitente do CDS, que criaram na Europa a nossa fama quem vem de longe; a altura em que mais do que nunca é necessária transparência e escrutínio pelos cidadãos, a bem da qualidade da democracia e do sistema político, é precisamente a altura que o PS e o PSD aprovam sozinhos a  alteração de regimento que põe fim aos debates quinzenais com o primeiro-ministro e torna a sua presença obrigatória apenas de dois em dois meses. Muito bem.

 

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"Manifestações de esquerda"

por josé simões, em 08.06.20

 

 

 

"Qual será o critério para o Governo permitir ajuntamentos? Funerais, futebol, missas, discotecas, desporto em geral, não! Comícios e manifestações de esquerda, sim! Esperemos que o vírus entenda aquilo que mais ninguém consegue entender."

 

Qual será o critério de Rui Rio para meter uma manifestação contra o racismo no saco das "manifestações de esquerda"?

 

 

 

 

Convinha esclarecer uma quantidade de coisas antes de termos todos de gramar com mais populismo

por josé simões, em 27.05.20

 

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Gradualmente as empresas privadas de transportes - terrestres, marítimos e aéreos, estão a repor as operações. E fazem-no em função da procura/ volume de passageiros. A TAP, como empresa privada que é, "vai voltar aos céus com 73 rotas a partir de Lisboa e apenas três a partir do Porto".

A TAP, como empresa privada que é, não quer ganhar dinheiro e por isso só retoma três rotas a partir do Porto?

A TAP, como empresa privada que é, está apostada em perder dinheiro com as 73 rotas a partir de Lisboa, que não fazem falta ali mas noutro ponto cardeal?

A administração da empresa privada TAP optou por 73 rotas a partir de Lisboa e três a partir do Porto só para chatear Rui Moreira, o PS Porto, Rui Rio, Pinto da Costa e qualquer um que apareça a falar do centralismo de Lisboa?

A TAP, como empresa privada que é, devia começar já com 10 voos de manhã e mais 10 à tarde, do Porto para algum lado e para lado nenhum, só porque tem as cores da bandeira portuguesa?

A TAP, como empresa privada que é, devia ter gestão pública de atirar dinheiro para aviões vazios porque o Estado detém 50% do capital e é o último a falar e quando chega a sua vez fica calado porque não tem voto na matéria?

É que convinha esclarecer uma quantidade de coisas antes de termos todos de gramar com mais populismo, agora em modo regionalismo-futeboleiro.

 

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O "partido mais português de Portugal"

por josé simões, em 19.01.20

 

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Só militantes anónimos na sede, repleta, da candidatura vitoriosa de Rui Rio, por oposição à sala do derrotado Luís Montenegro, toda ela composta de barões, baronesas, baronetes e wannabes, a mostrarem-se urbi et orbi e a demarcaram território para quando os amanhãs voltarem a cantar. Se calhar a análise às eleições, e ao estado lastimoso a que chegou o partido que um dia se reclamou como "o mais português de Portugal", começava por aqui.

 

[Primeiro no Twitter]

 

 

 

 

Apesar de tudo um democrata

por josé simões, em 09.10.19

 

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Apesar do "nós somos um partido que fez muito trabalho social quando foi Governo. Com Cavaco Silva, Durão Barroso e Passos Coelho";

apesar do "quem está aqui hoje não é Pedro Passos Coelho, nem Cavaco Silva, nem Durão Barroso, nem Santana Lopes, é Luís Filipe Montenegro";

apesar do "a estratégia de Rui Rio produziu maus resultados mas eu não estou aqui por causa disso, estou aqui porque quero inverter isso";

apesar de tudo isto, o piadista candidato a líder do PSD, quando inquirido por Clara de Sousa sobre o fascista André Ventura e o partido Chega demarcou-se liminarmente e sem os subterfúgios e os jogos de palavras usados para pelo ideólogo de Passos Coelho dois dias antes, no mesmo canal, para fugir à pergunta. Apesar de tudo um democrata.

 

[Na imagem, e até prova em contrário, Luís Montenegro com menos piada que o original]