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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O "pai-coragem"

por josé simões, em 05.11.19

 

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O pai que um dia vai ensinar aos filhos a coragem que é vir um magote de trogloditas de cabeça rapada rua abaixo a perseguir um preto indefeso só porque é preto e espancá-lo até à morte. Morre preto. Na televisão pública.

 

 

 

 

Portugal dos Pequenitos

por josé simões, em 14.07.19

 

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Pilar del Rio, uma personagem inventada por um escritor maior da língua portuguesa, há décadas a viver em Portugal, no serviço público de televisão - RTP 1, sem dizer uma única palavra em português.

 

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, em França nas comemorações da Tomada da Bastilha a cantar o hino de um país estrangeiro, com um sorriso de orelha a orelha, como se do Bella Ciao se tratasse.

 

E tra gli insetti e le zanzare, o bella ciao, bella ciao, bella ciao ciao ciao, e tra gli insetti e le zanzare

 

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Entregues à bicharada

por josé simões, em 11.09.17

 

 

 

No Prós e Contras, o programa mais imbecil da história da televisão portuguesa, na RTP, a televisão pública, apresentado por uma jornalista sem saber ler nem escrever, com apartes e comentários recusados pela produção dos Simpsons para a voz de Homer, esta semana sobre a Autoeuropa, a greve, e a "força sindical por trás" [sic] - trabalho interessante a fazer pela concorrência da televisão pública seria reportagem na Alemanha sobre o que um alemão anónimo pensa de uma televisão que gasta uma noite de segunda-feira a organizar debate sobre uma greve, um trabalhador colaborador da Autoeuropa apontou como "o inimigo" a administração da empresa que lhe dá o emprego e lhe paga o salário que lhe permite pagar as contas. A seguir veio outro senhor queixar-se dos horários e ritmos infernais de trabalho impostos pela administração. Estamos entregues à bicharada.

 

 

 

 

||| O Dia D

por josé simões, em 21.11.15

 

One year after the D-Day landings in Normandy, Ger

 

 

"O PS não tem nenhuma legitimidade para nos pedir seja o que for. No dia em que o PS tiver de depender dos votos do PSD ou CDS para aprovar alguma matéria importante, o que espero é que o doutor António Costa peça desculpa ao país - que enganou o país na solução que corporizou, ao derrubar o governo anterior, oferecendo um governo instável e minoritário no Parlamento - e se demita"


Ou o dia da morte política de Pedro Passos Coelho, o dia em que um Governo PS, liderado por António Costa, se vir na contingência de levar ao Parlamento qualquer coisa relacionada com o Tratado Europeu, com a União Monetária ou outra qualquer coisa de política e/ ou tratados internacionais, passíveis de levarem com o voto contra do Bloco de Esquerda e do PCP, o dia em que o PSD europeísta e atlantista e defensor dos tratados internacionais e da NATO e blah-blah-bla se vai revoltar contra a direita radical e irresponsável que tomou o partido nestes últimos quatros anos e votar ao lado da bancada socialista. Alguém devia explicar isto a Pedro Passos Coelho, muito devagarinho e se necessário acompanhado de um desenho, que quem deve temer este dia é ele e não António Costa e o Partido Socialista. A ameaça acertou ao lado.


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||| Um atrasado mental

por josé simões, em 08.10.15

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

||| Instagram a mais ou inteligência a menos

por josé simões, em 30.06.15

 

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"Em Portugal tiram-se selfies na praia, na Grécia tiram-se selfies na fila do multibanco, é essa a diferença entre Portual e a Grécia", Miguel Pires da Silva, líder da Juventude Popular, a jota do CDS, no Prós e Contras na RTP 1.


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||| E ainda gozam com o pagode...

por josé simões, em 23.06.15

 

 

 

Juro que vi e ouvi no Prós e Contras da RTP 1 um meritíssimo senhor doutro juiz, Ricardo Cardoso de baptismo, dizer que há violação do segredo de justiça porque a empregada doméstica do arguido buscado em casa que vê o mandato nas mãos da polícia e desata a telefonar para tudo o que é jornais, televisões e jornalistas. Não esclareceu os casos em que o arguido buscado em casa não tem empregada doméstica e o segredo de justiça também é violado. Se calhar é a sogra do arguido. Ou a vizinha que todos os portugueses têm, bisbilhoteira, sempre a espreitar pelo ralo da porta. Ou assim.

 

 

 

 

||| Um chico-esperto na Presidência da República

por josé simões, em 10.03.15

 

 

 

[Fanado aqui]

 

 

 

 

||| Já se demitiu de tudo, só não apresentou a demissão

por josé simões, em 27.11.14

 

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O BES, o maior banco privado nacional? É um problema dos accionistas, do Banco de Portugal e dos bancos. PT, uma das maiores empresas nacionais, centro de excelência e de inovação? É um problema da empresa e dos accionistas. O desemprego? É um problema da economia e das empresas. A emigração? É um problema das pessoas, das empresas e da economia. O Estado que V. Exa. , temporariamente, administra? É um problema, com o qual não sabemos lidar, para a economia, para as empresas, para os patrões, para os accionistas e para os bancos, que causam problemas à economia, às empresas, aos patrões, aos accionistas e aos bancos.


O Governo, por interposta pessoa o primeiro-ministro, já se demitiu de tudo, só não apresentou foi a demissão.


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|| O jornalismo e o futuro foi o tema dos Prós e Contras

por josé simões, em 30.10.12

 

 

 

E a net que é uma coisa do Demo para o jornalismo, assim a modos que a ceifeira mecânica para o trabalho braçal nos campos do Alentejo nos idos de 60.

 

"A que novos desastres determinas 
De levar estes reinos e esta gente?  

Que perigos, que mortes lhe destinas 
Debaixo dalgum nome preminente?  
Que promessas de reinos, e de minas 
D'ouro, que lhe farás tão facilmente?  
Que famas lhe prometerás? que histórias?  
Que triunfos, que palmas, que vitórias?"

 

Luís Vaz de Camões, Os Lusíadas, Canto IV, episódio O Velho do Restelo, oitava 97

 

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|| Vira o disco e toca o mesmo

por josé simões, em 18.09.12

 

 

 

O Governo errou. O Governo falhou. O Governo errou. O Governo falhou. O Governo… O Governo não errou. O Governo não falhou. O Governo premeditou. O Governo sabia perfeitamente ao que ia e quais os resultados que obteria. O Governo faz terrorismo social sobre o povo que o elegeu ao fomentar deliberadamente o desemprego, incentivar os baixos salários, liberalizar o despedimento e cortar nos apoios sociais. A aliança PSD-CDS/ PP tem agenda escondida que passa por desmantelar o Estado e mudar o regime através de uma alteração dos equilíbrios sociais sem necessidade de revisão constitucional É assim tão difícil perceber ou é antes mais do famoso "sentido de Estado" e da "oposição responsável", com luvas brancas não vão "os mercados" ainda assim espantar-se, a passar um discurso que num ano e picos deixou de colar?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Da ilusão colectiva

por josé simões, em 22.05.12

 

 

 

Naquele "programa" das noites de segunda-feira na RTP 1, que serve para o cidadão comum «aferir semanalmente o seu índice de normalidade», e esta semana intitulado "Vozes Independentes", a páginas tantas Fátima Campos Ferreira interrompe um paineleiro convidado para lhe perguntar se o grupo a que pertence não é daqueles que «põem em causa a propriedade privada». Pois. Andamos nisto, vai para 40 anos, preocupados com os grupos que podem por em causa a propriedade privada, quando há mais de 100 anos uma minoiria, estruturada num emaranhado de laços sanguíneos, se abotoa com o património comum de séculos de história, e esbulha a propriedade colectiva.

 

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|| “(…) apareceu brilhando a Virgem Maria. Ave, ave, ave Maria! Ave, ave, ave Maria!”

por josé simões, em 13.05.11

 

 

 

 

 

Cento e um – 101 – cento e um anos de República e laicidade: a RTP 1 abre o telejornal da hora do almoço com um directo do santuário de Fátima. Serviço Público.

 

 

 

 

 

 

 

 

|| O dinheiro do contribuinte é um poço sem fundo

por josé simões, em 20.02.11

 

 

 

 

 

A RTP, com redacção, estúdio e (excelentes) profissionais na Madeira, para assinalar um ano da tragédia das enxurradas, envia do Porto continente um jornalista para um fim-de-semana de férias fazer de pivot nos telejornais. Em tempo de crise e de contenção, a única economia conhecida à televisão do Estado foi ao nível ortográfico: retirar o a Egipto. Depois “oh da guarda!” que o “outro” quer privatizar acabar com o serviço público de televisão.

 

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|| Em lume brando

por josé simões, em 17.02.11

 

 

 

 

 

Disse-me no congresso de Carcavelos, olhos nos olhos, como dizia a avó Ilda “estes olhos que a terra há-de comer”, que ninguém no seu perfeito juízo acredita que este Governo possa durar uma legislatura. Era tão fácil de desarmar, assim a esperteza da entrevistadora deixasse de ser saloia. Pergunta de algibeira que nunca é feita: e se o Governo fizer o seu trabalho, se se deixar de “fitas e governar” o que é que sobra para o PSD, o PSD serve para quê, grilo falante do regime?