"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Na única democracia ocidental onde os dois cargos mais altos do Estado estão ocupados por dois cidadãos que não foram a votos, no acto da resignação a mulher do primeiro-ministro aparece lá atrás, com cara de coitadinha, "biombo de sala", como na canção do Zeca, por oposição ao dia da tomada de pose de um homem só e cheio de força [googlar "Sunak became prime-minister"]. Pouca auto-estima, de um, de outro, de quem assiste.
Na "mais velha democracia do mundo" um chefe de Estado não eleito lê o discurso escrito por um não eleito primeiro-ministro.
[Link na imagem: "Britain's King Charles III delivers a speech beside Queen Camilla during the State Opening of Parliament in the House of Lords Chamber, in London, November 7". Leon Neal/ Pool]
Pessoas de partidos com forte implantação autárquica, por exemplo na margem sul do Tejo, e por exemplo também em Miratejo, Quinta de Santo Amaro, Laranjeiro, Quinta do Brasileiro, Quinta da Varejeira, Feijó, etc. , zonas multiculturais por excelência, com fortes comunidades ciganas, indianas, paquistanesas, africanas PALOP's e "África francesa", a grande maioria muçulmana [há uma mesquita na Quinta do Rato, mesmo ao lado da Igreja da Sagrada Família...], sítios onde na mesma rua encontramos talhos e churrasqueiras halal, portas meias com supermercados africanos, barbeiros do Sri Lanka e lojas do chinês, onde um branco europeu na dá nas vistas pelo inusitado da situação, e que nas listas autárquicas não conseguem apresentar um, só que seja, candidato com ligação a uma dessas comunidades, e que hoje tiraram o dia para vir para as "redes" arengar o Sunak, que só chegou onde chegou, dentro do partido e no Reino Unido, porque é milionário, tem dinheiro a dar com um pau. Isto é o chamado complexo "Qué flô?" também conhecido por falta de noção.